quarta-feira, 30 de abril de 2008

E ainda ficam chocados com as montras de Amesterdão?



Se ele há coisa que sempre me causou alguma espécie, foi o salão automóvel. Quer dizer os carros em si não, muito pelo contrário, mas as mulheres pespegadas a eles sim.

Uma pessoa a querer ver o carro descansadinha e elas grudadas nele como se fossem lapas. A dada altura uma pessoa até fica com vontade de dizer "Oh Carla Matadinho sai já daí filha, quero ver o carro sem emplastros e sem bimbas!" Mas pronto, se for a Carla Matadinho ainda escapa. Com aquele corpo, aqueles airbags, fica bem em qualquer montra, sobretudo na de um talho.

Mas a Maya senhores? Que estava a fazer a Maya alapada a um jipe? Então e o que estava lá a fazer o casalinho mais desenxabido do nosso país, Tiago Monteiro e Diana Pereira? Uma pessoa morre de tédio só de olhar para aqueles dois.

Quem é que paga a esta gente para estar lá presente? Hã?

terça-feira, 29 de abril de 2008

Ai que ainda me espancam!!

Meu querido Alf, no dia que inventarem um que não faça xixi nem cocó, que não largue pêlos por toda a casa, e que não tenha necessidade de ser levado à rua, eu sou mulher para adoptar um cãozinho lindo como esse. É que são tão fofinhos, mas dão tanto trabalho...

Eu quero o meu senhor M. de volta

Quando entrei no banco, olhei para todos os lados e não vi o senhor M.. Fiquei triste. Logo hoje que queria contar-lhe a viagem a NY e conversar um bocadinho com ele. Disseram-me que estava de férias e disponibilizaram-se para me atender. E lá fui eu. Chateada. Estou tão habituada a que o senhor M. me trate de tudo, que estranho sempre quando sou atendida por outra pessoa.

Tal como o meu senhor M., também este foi muito simpático.

Mas, após eu ter resolvido todos os assuntos, vira-se para mim e diz com a maior das naturalidades : - Podia começar a pensar num Plano Reforma.

- Plano Reforma? - disse eu, completamente aparvalhada. - Mas eu tenho 32 anos! As reformas não são aos 65 ou 70 anos?

- Sim, são. Mas, em geral, as pessoas têm de começar a pensar nisso com muita antecedência, para depois poderem gozar no final da vida.

É óbvio que eu não quis criar nenhum Plano Reforma. Meu rico dinheiro. Jamais em tempo algum abdicaria do meu dinheiro que tanta falta me faz neste momento, a pensar no que vai acontecer daqui a trinta ou quarenta anos.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

E com isto lá se vão os 102 posts onde iria usar a palavra "tesão"

Não digo asneiras nem palavras feias, não uso uma linguagem ordinarona (como vejo por aí em blogues alheios), não venho para aqui falar de sexo (contar aventuras sexuais com direito a todo o tipo de pormenores) nem nada que se pareça. Apenas usei a palavra "tesão" três ou quatro vezes. "Tesão" sem qualquer tipo de maldade. "Tesão" no sentido de uma coisa gira, engraçada, apetecível. Posso estar a referir-me a um homem. Posso estar a referir-me a uma carteira ou a uns sapatos. Só isso. Apenas isso. Tem sido o Deus nos acuda.

Ai toma um duche frio que isso passa! - dizem uns.

Ai não achas que já estás a exagerar no uso da palavra "tesão"? - dizem outros.

Tens bom remédio para isso! Vem cá ao pai. - dizem os que deviam estar calados.

Que desilusão!



Eu que sou fã incondicional da Madonna (não só pela sua música, mas pela mulher que é e que foi) estou muito desiludida com o novo álbum. Ao contrário dos anteriores, este não traz nada de novo. É mais do mesmo. Já não tenho pachorra para as sonoridades e para os "yeah" do Timbaland. A mistura é sempre a mesma. É certo que o sucesso é garantido. Mas já cansa. E depois da Nelly Furtado, do Justin Timberlake e de tantos outros, a Madonna não tinha necessidade nenhuma disto. Tenho para mim que ela teve tanto receio de um falhanço nesta fase da vida, que decidiu usar a fórmula garantida "Justin Timberlake+Timbaland = Top de vendas"

domingo, 27 de abril de 2008

Pura tesão




Arrebatador. Magnífico. Fabuloso. Indescritível. Abençoados pais que fizeram filhos assim. Eles tocam instrumentos. Eles dançam como ninguém. Flamenco. Ballet. Street dance. Artes Circenses. Eles mudam de roupa não sei quantas vezes. Eles dançam vestidos. Eles dançam em tronco nu. Eles são tesão. Pura tesão.

É de ir ao céu e voltar, é de ver estrelas, é de dar uma volta pelo sistema solar, quando eles batem os pézinhos e levantam aqueles bracinhos lindos (como na primeira foto). É ver aqueles músculozinhos a mexer, a mexer, a mexer, a mexer...


Apetece agarrar neles e trazer para casa. Todos. E de seguida comer às colheradas. Nham... Nham...

sábado, 26 de abril de 2008

Há rituais que não se compreendem

Um ritual que nunca compreendi foi o de "dar os pêsames" nos funerais. Não compreendo a sua função. Não compreendo porque temos de levar com beijos, abraços e apertos de mão, de pessoas que não conhecemos de lado nenhum, e que, na maior parte das vezes, não mantinham qualquer relação de afectividade com o falecido. Dei conta disso, hoje, no funeral do meu tio M.. O meu tio M. não tinha mais ninguém para além dos irmãos e dos sobrinhos (eu e os meus irmãos). Por isso, era a nós que vinham dar os pêsames, os sentimentos. Como se a sua morte fosse a maior desgraça. Esquecendo-se que a maior desgraça foi mesmo a vida de quase morte que ele viveu nos últimos meses. Meses e meses de sofrimento. Dele e de todos os que estavam à sua volta.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Tesão


( O cabelo grandinho, um olhar deliciosamente profundo, a barbinha de uma semana, a simplicidade do fato... Está lá tudo.)


Anti-tesão


(O cabelo com gel, a sobrancelha arranjada, os brincos, os colares, a pochette, a t-shirt de cavas a- atirar- para- o- justo... Credo. Parece uma árvore de Natal.)

Alguém me arranja uma catana...

... para entrar no meu quarto de hóspedes/quarto de vestir? É que aquilo parece a selva.



(Deixei de ver a cama desde que vim de NY. Os sacos e as caixas amontoam-se por todo o lado. As carteiras já não dou conta delas. As botas e os sapatos cobrem o chão. O sistema de arrumação, que comprei no IKEA, partiu (era de boa qualidade). Caíram os blazers, as calças, os vestidos... Está tudo no chão. O que me safa é que, quando recebo visitas, tranco a porta, e ninguém sonha que a selva amazónica está mesmo ali ao lado. )

terça-feira, 22 de abril de 2008

Estou chateada. Claro que estou chateada.

Já muitas vezes me questionei acerca do que fiz em vidas passadas para que tanto idiota se atravesse no meu caminho. A sério, começo a interrogar-me. Que mal fiz eu? É que não se aguenta. Sem que eu faça alguma coisa, eles aparecem à minha frente. E basta eu dar um sorriso, muitas vezes nem isso, para quererem logo a mão, o braço, a minha vida . Como se uma pessoa fosse obrigada a gostar de outra.

Eu já me interessei por pessoas que não me deram cavaco. Já levei tampas. Já levei pontapés no rabo. E o que fiz? Mudei de direcção. Não está interessado? Só ele é que perde. Mas estes não. Estes insistem, insistem... Quando se faz luz naquelas cabeças imberbes e descobrem que "eu não estou nem aí", partem para a baixaria e para o insulto. Meus amigos, não se aguenta.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Outro anti-tesão...

... é um rapaz abanicar-se todo e bambolear as ancas enquanto dança (como se fosse o Ricky Martin ou como se estivesse num sambódromo). É mau demais para ser verdade. Chega mesmo a ser assustador. Credo.

domingo, 20 de abril de 2008

Quero mais noites destas

E eis que o S. Pedrinho foi querido comigo. Pelo menos enquanto andei na rua, ele fez o favor de conter a chuva. E que bonita foi a noite. É certo que não se viram homens giros, daqueles mesmo giros e bem apessoados* (diz que estão em vias de extinção e eu começo a acreditar), mas viu-se o Queen Victoria a deixar o porto de Lisboa debaixo de uma chuva intensa, enquanto, no quentinho, se ceava e se bebia vinho.

*private joke.

sábado, 19 de abril de 2008

Eu adoro a chuva...

... é um facto. Soube-me maravilhosamente bem estar na caminha a noite passada, no quentinho, a ouvi-la cair. Mas acontece que comprei um mini vestidinho (não estejam já com filmes, é daqueles que se usam com calças por baixo), lindo lindo que só ele, de meia-manga, para vestir hoje à noite, num jantar que julgo especial.

Portanto, S. Pedrinho querido, amiguinho do meu coração, contém por aí a chuvinha até às 4h da manhã, mais coisa menos coisa. É que não consegui arranjar nenhum casaco que ficasse ali bem. E já se sabe que o frio ainda se suporta por um bocadinho (no percurso carro - restaurante/restaurante-discoteca/ discoteca-carro), agora a chuvinha a cair sobre os bracinhos desnudos é muito doloroso.

Obrigada pela atenção.

Ladies and gentleman - Mrs Duffy

"Now you think that I

will be something on the side

but you got to understand

that I need a man

who can take my hand

yes I do "

Adoro, adoro, adoro esta senhora. Não consigo ouvir outra coisa neste momento. Estou completamente viciada.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Não, não...

... escrever mal é mesmo o maior anti-tesão (não gosto muito do termo, mas não encontro outro que se adeqúe) de todos os tempos. É que não há volta a dar. Isso e viver com os pais. Que me desculpem as pessoas que ainda vivem com os pais. Nada contra. Mas numa relação, seja ela qual for, isso faz toda a diferença. Pelo menos para mim, que moro sozinha há tantos anos. Ah e ter 25 anos também não está com nada. Eu sempre gostei de homens feitos.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

.

Saía do carro, quando, de repente, me aparece, vindo sabe-se lá de onde, um puto.

"Olá. Sou eu que te tenho deixado bilhetes no teu carro" - balbuciou ele.

Confesso que fiquei atordoada. Fiquei de todas as cores.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Campanha da Intimissimi, volta! Estás perdoada!


Tem sido difícil ficar indiferente à nova campanha da Triumph, estando ela pespegada por toda a cidade. De repente, Lisboa encheu-se de mamas, rabos reflectidos em espelhos (credo!) e lingerie pirosa.

E que triste que é esta campanha publicitária. Tudo nela é mau gosto. Desde as poses ridículas ao próprio nome da campanha ("mulheres reais"??). E a moça?... Bom... correndo o risco de ser apedrejada em praça pública, posso dizer que não lhe acho gracinha nenhuma. Falta-lhe classe. Falta-lhe elegância. Falta-lhe distinção. Falta-lhe muita coisa para abandonar o seu ar vulgarucho. Claro que tem um corpo jeitoso (eu nem com o silicone nas mamocas nem com carradas de photoshop conseguia um assim). Claro que não é feia. Mas isso não chega para transformar uma mulher banal numa Ana Beatriz de Barros.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Eu queria um desgosto de amor

Eu tive o meu primeiro desgosto de amor há cerca de 12 anos. Era "pequenina", eu sei. Era uma criancinha, era muito parvinha, muito ingenuazinha e ainda acreditava no "e foram felizes para sempre". Não foi um desgosto tão mau como os que oiço por aí, mas a verdade é que não foi nada bom. Não perdi o apetite, não definhei, não bati com a cabeça nas paredes, não perdi a vontade de sair de casa, mas andei mal durante uns meses. O meu coração andava em cacos. Muitas vezes o apanhava do chão, o tentava reconstruir e nada. Nessa altura dava tudo para ser como hoje. Imune a qualquer seta do cupido.

Hoje em dia dava tudo para ter um desgosto de amor. Daqueles bem fortes. De andar a chorar pelos cantos. De andar com o coração partido. De bater com a cabeça nas paredes. De escrever posts e mais posts (como eu vejo por aí) a amaldiçoar a pessoa. Gostava. Era sinal de que me tinha apaixonado perdidamente. Mas não. Nada disso. Nos primeiros tempos fico muito empolgada e tal. Sinto umas borboletinhas a esvoaçar no meu estômago, como quem não quer a coisa. Mas depois... Ups... Depois... foi um ar que se lhes deu. Aquelas malucas desaparecem e dificilmente reaparecem. E depois fico com sentimentos de culpa. Ah pois fico. Porque, afinal de contas, gostava que as coisas fossem cor-de-rosa e não cinzentas (como eu as pinto). Bah.

domingo, 13 de abril de 2008

No hi5 é sempre Verão

Por entre decotes vertiginosos, barrigas de fora e biquínis minúsculos, acabo de chegar à conclusão de que eu sou a mulher mais vestida no hi5.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

A minha paciência esgotou-se

Acaba de chegar mais uma mensagem. Desta vez trazia um ursinho muito piroso.

E no preciso momento...

... que publiquei o post anterior, chegaram mais duas mensagens do hi5 à minha caixa de correio. Adivinhem de quem? Pois tá claro. Adivinharam bem.

Mas desta vez eram borboletas, coloridas, a voar feitas tontas, e umas frases sobre a amizade, cheias de brilho e de luzinhas a acender e a apagar. Help!

Tragam-me a bomba de oxigénio, por favor!

É uma grandessíssima chatice quando um rapaz, que conhecemos recentemente num jantar de amigos comuns, inunda a nossa caixa de correio (postais clix de manhã, postais do sapo à tarde, boas noites ao deitar) e a nossa caixa de comentários do hi5 (com bonequinhos, Hello Kittys a brilhar, flores de manhã, flores à tarde, flores à noite, porque acha que eu mereço isso tudo e muito mais.) com lixo.

Ainda não percebi muito bem a intenção do rapaz. Será sufocar-me?

É que ele até era engraçadinho (engraçadinho apenas. Nada por aí além, atenção. O chamado bom rapazito.). Mas perdeu a graça toda. Este exagero de bonecada e de flores e de Hellos Kittys a brilhar (Credo!) e de postais a toda a hora, nem lembrariam ao diabo. Transformou a minha página do hi5 numa Times Square de mau gosto. Tal não é a quantidade de coisas a piscar.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

...

E depois há aqueles dias em que temos de tomar decisões extremamente difíceis.

Queremos de volta a certeza do passado ou queremos a incerteza do futuro?

Eu optei pelo futuro.

Ai, ai, que ainda vou ver o sol aos quadradinhos!






Ai, ai, será que vão descobrir-me? É que eu tenho andado a fazer-lhe chamadas anónimas como se não houvesse amanhã. Só assim ele poderá cair na real e largar a sem graça bruxa má, para ficar com a girérrima, lindérrima, gatérrima, inteligentérrima miss Kitty Fane. Depois apenas faltará o óbvio: "E foram felizes para sempre.". Eu e o George. O George e eu.


terça-feira, 8 de abril de 2008

Da Primavera é que eu gosto

Até há uns dois ou três anos atrás, eu era louca pelo Verão. Pela praia, pelo calor, pelas esplanadas... Mal espreitavam os primeiros raios de sol, lá ia eu a correr feita parolinha para a praia.

Mas o tempo foi passando e, não sei se da velhice ou se por outro motivo qualquer, deixei, repentinamente, de gostar do Verão. Melhor, passei a odiar o Verão. Passei a odiar as praias cheias de gente. Passei a odiar o Algarve (que me perdoem os Algarvios que são uns queridos, mas para ir para praias a abarrotar de gente, vou para a Costa de Caparica que sempre fica aqui pertinho da minha casa). Passei a odiar o excesso de gente que se vê por todo o lado. ...

Neste momento, a única coisa boa do Verão são mesmo as férias. Mas, se me fosse possível, facilmente as marcaria noutra altura do ano.

Por isso, quando oiço as pessoas a lamentarem-se pelo tempo, pela chuva, eu calo-me bem caladinha. Porque na verdade, adoro este tempo. Claro que este ventinho capaz de me levantar era escusado. Mas a chuvinha? As temperaturas mais baixas? Por mim podiam continuar. E quando chegasse mesmo o Verão, podíamos ficar com as temperaturas (até 22 graus, mais do que isso já é um exagero) e o solinho da Primavera. Mas da Primavera de outros tempos. Da Primavera que era mesmo Primavera. Com temperaturas amenas, um solinho muito agradável e os campos verdejantes cheios de flores. Nada de Primavera com 30 graus como na semana passada.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Porque tenho um blog?

A Wednesday que é uma querida, giríssima e muito inteligente, lançou-me o desafio de responder à seguinte questão: "Porque tenho um blog?". Eu decidi aceitar o desafio, mas não vou seguir à risca as regras, porque isso dá muito trabalho e eu sou demasiado preguiçosa. Cá vai então:

Porque tenho um blog?

Corria o ano de 2006, o meu ano horribilis. Tinha acontecido tanta coisa má na minha vida, que eu já esperava tudo, até mesmo esticar o pernil a qualquer momento.

Passei demasiado tempo em casa, a recuperar de duas grandes cirurgias. Li muito. Passei horas a fio na internet a fazer pesquisas sobre todo o tipo de doenças. Posso dizer que nesses meses tirei o meu curso de medicina intensiva.

Numa dessas pesquisas cheguei a um blog que, infelizmente e pelas piores razões, já não existe. Esse blog marcou-me muito e despertou em mim a vontade de criar um blog meu.

Por tudo isto, no dia 1 de Setembro de 2006 quando terminou a minha "clausura" e voltei ao trabalho, decidi iniciar este blog (ainda no antigo servidor). E decidi muito bem. Este blog já me deu muitas alegrias. Já me deu pessoas. Já me deu momentos especiais. ...

domingo, 6 de abril de 2008

Bilhete no carro # 3




Pois é. Ele voltou a atacar. Desta vez nem se dignou a arranjar uma folhinha branca, decente, para escrever o bilhete. Foi a que estava à mão.

Adorei, amei, delirei com o "fofuxa", com o "vê se dizes alguma cena" e com o "beijoka linda".

É caso para dizer: Boa puto. Éx um fofuxo bué baril. Bora curtir altas cenas e tal.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Uma aventura na Chinatown

De repente sinto uns dedinhos a tocar no meu braço e oiço uma vozinha muito fina, vinda de uma chinesa muito baixinha.

"Handbag... handbag" - sussurrava ela, enquanto me mostrava um papel com imensos modelos de carteiras Gucci, Prada, Fendi...

Claro que eu, tal e qual um toxicodependente que segue o seu dealer, comecei a seguir a chinesa.

Depois de algum tempo a andar e depois de termos feito imensos filmes na nossa cabeça, tais como: "ai que o raio da chinesa nos vai levar para uma clínica improvisada numa cave e vai começar a tirar-nos órgãos como se não houvesse amanhã" ou "vai cortar-nos aos bocadinhos e vai servir-nos na sopa de barbatana de tubarão", lá chegámos a uma lojita meio escondida que mais parecia o paraíso.

"Handbags" com fartura. De todas as marcas, de todos os feitios. Lindas, lindas, por 50 dólares. A única diferença das originais era mesmo o "made in China" e o cheiro a plástico que quase não se suportava.

Ora eu, maluca, doida, tonta, por malas, comecei logo a agarrá-las, não fosse alguém querer o mesmo modelo que eu. E depois era uma chatice andarmos ali a medir forças. É que quando se fala de carteiras, eu não brinco em serviço.

E assim foi. Eu, que já tinha comprado uma "Tommy" original, encarnada e adorável, trouxe mais quatro "fakes". Lindas, lindas. Mas... antes de serem usadas, têm mesmo de apanhar um bocadinho de ar. É que o cheiro a plástico não lembra a ninguém.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Meninas...


Sex and the City - The movie

... ele está quase a chegar. Oh p´ra mim a dar pulinhos de alegria. Iupiii.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Alguém me indica uma companhia aérea que tenha comissários de bordo jeitosos e bem apessoados?

É oficial, as hospedeiras e os comissários de bordo já não são o que eram. Longe vão os tempos em que eram vistos à lupa e escolhidos a dedo. Nessa altura tinham muito bom ar e uma imagem muito cuidada, eram extremamente simpáticos e dominavam as línguas na perfeição.

Hoje em dia tudo mudou. As companhias aéreas surgiram como cogumelos e, neste momento, qualquer trambolho com uma cunha vai para hospedeira ou para comissário de bordo.

Foi necessário viajar pela Continental Airlines para me aperceber dessa triste realidade, da qual há muito desconfiava.

Na ida para NY, além de duas hospedeiras portuguesas pior-aspecto-é-impossível, tínhamos dois comissários brasileiros bicha-mais-bicha-não-há, demasiado irritantes e nada simpáticos para o meu gosto.

No regresso a Lisboa a decadência manteve-se, com a agravante de uma das hospedeiras (daquelas que se acham a última Coca Cola do deserto, só porque são hospedeiras) dar calinada atrás de calinada de cada vez que abria a boca para avisar os passageiros acerca das temperaturas, das horas de voo ou da necessidade de manter o cinto de segurança.

Homens jeitosos e bem apessoados? Nada, niente, nicles.

terça-feira, 1 de abril de 2008