Domingo, 5 de Julho de 2009

E o raio da música que não me sai da cabeça


Kylie Minogue por Ellen von Unwerth

Se fosse baixinha gostaria de ser como a Kylie Minogue















Assim pequenina, linda, linda mesmo, com um ar muito fresco, tremendamente sensual e com muito bom gosto na escolha dos namorados (diz que sim, diz que o actual namorado posou nuzinho para uma revista. eu aproveitei e, como quem não quer a coisa, andei a cuscar e não me pareceu nada mal. a mãe natureza foi bem generosa com o rapaz, caramba. mas, meninas, cuidado, não se dê o caso de vos acontecer o mesmo do que a mim, que fui parar a um site gay e vi-me grega para de lá sair, tal não era a quantidade de vírus que andava por ali. o meu avast parecia um tontinho a dar-me alertas. bolas, que susto.).

Adorei o concerto da Kylie Minogue (fartei-me de dançar ao som daquelas musicuxas que marcaram a minha adolescência) e adorei os cosmopolitans do Casino Lisboa (a repetir com a máxima urgência).

Sábado, 4 de Julho de 2009

E a dor de cabeça que eu trago?


Kylie Minogue por Ellen von Unwerth

Estão proibidos (ouviram queridas colegas?) de me convidar nos próximos cem anos para bares ou restaurantes que tenham essa piroseira sem fim que dá pelo nome de Karaoke. A sério. É mau de mais para ser verdade. Afastem de mim esses locais. Longe, bem longe de mim. Chegou esta noite. Credo.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Que fique bem claro...


Gisele Bundchen


Underwear is a basic human right!*



*Confessions of a Shopaholic

O Manuel Pinho andou a fazer corninhos no Parlamento? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


Richard Gere

Porque, pelo menos uma vez na vida, todas sonhámos ser uma Julia Roberts da rua, para sermos salvas por este homem de cabelo grisalho e olhos penetrantes.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Desculpem meninas, mas é muita pirosice junta


Sakis Rouvas

Não se passa dia nenhum em que eu não receba na minha caixa de correio um e-mail (carregado de fotos) a pedir-me para incluir numa Sexta-feira este moço grego de olhos azuis, que dizem que foi eleito o homem mais bonito do mundo ( já agora, por quem é que foi eleito? é que a Floribela também foi eleita a mulher mais sexy do... mundo.). Em geral, limito-me a agradecer o envio e de seguida apago-o.

Meninas, vocês são umas queridas, mas eu não acho gracinha ao rapaz. Que me desculpem, mas a mim não me chega uma cara obviamente bonita e um corpo perfeito. E este é mais um desses casos. Além disso, estive a ver o link do iutube que me enviaram com ele a cantar e achei de uma piroseira sem fim. Para não falar desta foto. Credo.

E que tal se estivessem caladinhos?


Kylie Minogue por Ellen von Unwerth

Os meus amigos homens são tão engraçados. Andam sempre a dizer-me: - Oh Kitty Fane é óbvio que vais acabar sozinha, tu pões defeitos em todos. Olha até tenho pena dos homens que têm a ousadia de andar atrás de ti. Uns porque traziam uma camisa feia vestida, outros porque não gostaram do Lost in translation, outros porque não te deixaram entrar à frente no restaurante. Queres o quê? Milagres?

Mas depois quando eu digo que ando a sair com alguém, vêm logo dizer-me: - O quê? Tu andas a sair com aquele tipo? É um playboy. Anda com todas. Tu deixa-te disso. Antes sozinha.

Ou então: - O gajo fez-te isso? Só pode ser gay. Não tarda sai do armário. Tu deixa-te disso. Antes sozinha.

São mesmo engraçados. Só é pena não estarem caladinhos nestas alturas. Afinal de contas, eu nem lhes pedi opinião.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Não! Oh não!


Scarlett Johansson

Com tanta borboleta à minha volta, com tanto zsa zsa zsu, tenho um certo receio de me tornar numa daquelas pessoas chatas que só fala de coisas bonitas, de paz e de amor. Daquelas que, mesmo com t.p.m., não se irritam. Que estão sempre com um sorriso estúpido na cara. Credo. Não. Por favor, não.

O pedido de desculpas que nunca chegou


Eva Herzigova

Há uns meses fui insultada por uma pessoa que fez de mim o bode expiatório de todos os seus problemas. Eu fiquei muito magoada. Por isso, nunca mais quis olhar para a sua cara. Porque me fez mal. Porque me tirou noites de sono. Porque me fez andar à beira de um ataque de nervos dias e noites sem fim. Algum tempo depois, fomos retomando, aos poucos, o contacto, mas só para o essencial, só porque assim tinha de ser. Esperei meses por um pedido de desculpas que nunca chegou.

Quando essa pessoa deu conta de que, de facto, tinha errado, quando deu conta de que afinal eu até tinha razão em tudo o que tinha dito e feito, começou a encher-me de simpatias. Chegando ao cúmulo de ontem me ter dado flores. Olhei para as flores e só me apeteceu atirá-las à sua cara. Mas limitei-me a agradecê-las. Porque sou educada.

- Não se esqueça de ler o cartão. - disse-me. E eu ainda acreditei que o pedido de desculpas que eu esperei tantos meses ali estivesse. Enganei-me. Agora não sei o que faça ao ramo de flores. Não sei se o ponha numa jarra ou se o ponha directamente no lixo.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Eu queria mesmo tê-lo adorado



Quando vejo estas publicidades maravilhosas, fico sempre com imensa pena de não gostar dos perfumes. Já aconteceu com vários. O Miss Dior é mais um. O vídeo realizado pela Sofia Coppola está lindo, mas o perfume não me convenceu. Sniff...

Em busca do biquíni perfeito


Manoela Furtado para a Poko Pano

Pois que já tinha corrido tudo em busca do biquíni perfeito para o meu corpo imperfeito. Sim, lamento desiludir-vos, eu sei que vocês iam jurar que eu tinha o corpo da Gisele e da Adriana Lima e tal, mas não, esta que vos escreve tem por aqui muita coisa que não fazia cá falta (uma celulitezinha, um pneuzinho, uma estriazita aqui e ali, and so on, and so on) mas que estão cá e , como tal, tem de viver com elas - com as imperfeições, essas malvadas. É todos os anos a mesma coisa, é sempre uma busca intensa que termina sempre nos mesmo sítios - na Cia. Marítima ou na Poko Pano.

Eu bem evito. Eu bem tento comprá-los nas Calzedónias e afins, nas H&Ms e nas Women´ Secrets, onde são muito mais baratuchos. Mas depois ponho as mãozinhas naquela licra tão fininha, olho para aquelas cuecas de modelos que só favorecem mesmo a Gisele Bundchen, e desisto. E lá vou eu rumo à Costa gastar os meus trocos em biquínis. Assim aconteceu ontem. Lá veio um da Cia. Marítima lindo que só ele (mas do qual não encontrei pela net uma fotozinha para vos mostrar) e outro da Poko Pano (igual ao da foto, mas na versão rosa, um delicioso bombom de beleza).

E, pronto, agora só para o ano, que os dias de praia, pelo andar da carruagem, também não vão ser muitos.

(Ah, não se metam a comprar havaianas high na Ericeira Surf Shop. Ah pois. Aquilo é uma roubalheira. Quem vos avisa, vossa amiga é. É que eu, por pouco, não caía na esparrela. Só quando as vi na Poko Pano a menos dez euros, é que acordei.)

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Hoje vocês trabalharam e eu não! Toma, toma!


Kylie Minogue

No concelho onde eu trabalho foi feriado. Agradeço, desde já, ao S. Pedrinho, que é um querido, mesmo com o exagero de água que tem mandado cá para baixo. Foi uma maravilha. Pude tomar o pequeno-almoço na Fnac enquanto lia poemas da Cecília Meireles (é daquelas coisas que sabe bem quando está a chover e está tudo a trabalhar). Pude ouvir o novo álbum dos Nouvelle Vague, que acabei por comprar e que é maravilhoso. Pude dar um grande abraço ao meu querido Benny que não via desde Fevereiro e que continua lindo, lindo, que só ele. Foi uma manhãzinha maravilhosa, daquelas com sabor ao mais delicioso bolo de aniversário.

Percebem agora porque é que eu acho que homens e crianças (a não ser que sejam bebés) deviam de ser proibidos de entrar em lojas de roupa?*


Cameron Diaz

Pois que estava eu muito bem a experimentar um vestido numa conhecida loja de roupa, apenas com as cuecas e o soutien, quando sou brindada com a inesperada visita de uma criança que me afasta a cortina do provador e me deixa ali desamparada perante os olhares dela, de outros homens que ali estavam à espera das suas senhoras e do senhor seu pai que, ao invés de pedir desculpas e de sair imediatamente dali, apenas esboçou um: - Oh Laura, a menina não pode fazer isso. Já lhe disse. Venha cá. E um par de estalos, assim como quem não quer a coisa, no pai e na filha? Hein?

Palavra de honra que nunca percebi as mulheres que têm de levar a família toda atrás para comprar qualquer pecinha de roupa. É que depois é ver crianças a chorar e a fazer birras por tudo e por nada (sem culpa, coitadas) e maridos furibundos atrás delas. É um espectáculo deprimente.

*Lojas de roupa para mulher, claro.

Domingo, 28 de Junho de 2009

Adoro domingos de chuva...


George Peppard e Audrey Hepburn no filme - Breakfast at Tiffany's

Paul Varjak: You know what's wrong with you, Miss Whoever-you-are? You're chicken, you've got no guts. You're afraid to stick out your chin and say, "Okay, life's a fact, people do fall in love, people do belong to each other, because that's the only chance anybody's got for real happiness." You call yourself a free spirit, a "wild thing," and you're terrified somebody's gonna stick you in a cage. Well baby, you're already in that cage. You built it yourself. And it's not bounded in the west by Tulip, Texas, or in the east by Somali-land. It's wherever you go. Because no matter where you run, you just end up running into yourself.

... e adoro o Breakfast at Tiffany's (1961)

Sábado, 27 de Junho de 2009

Hoje acordei assim...


Dita von Teese

... com uma vontade enorme de abandonar este look-DitaVon Teese, que é como quem diz, este look-fantasminha ou look-branca-como-a-cal-da-parede. Preciso urgentemente de apanhar com uns raios de sol em cima. É que já anda tudo com ar de franguinho esquecido no forno, e eu continuo branquelas. Não pode ser. Queria apanhar uma corzinha. Queria aquele tom de pele que nos dá um ar mais saudável e mais bonito. Mas com o friozinho que senti quando fui à varanda, não me parece que vá ser hoje.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Nunca mais chegam as férias? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


Robert Pattinson

Porque ninguém fala de outra coisa. Porque esta criancinha tem, de facto, ali qualquer coisa que deixa miúdas e graúdas de pescocinho pronto para umas belas dentadas.

Noites inesquecíveis


Sarah Jessica Parker e Chris Noth

E depois há aquelas noites inesquecíveis em que ele nos prepara um jantar à luz de velas, cozinha para nós, declama os poemas mais lindos de Vinicius de Moraes, diz-nos coisas bonitas ao ouvido. Fosse eu manteiga e estaria agora derretida. É que, ainda por cima, ele é lindo. Mesmo.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Giro, giro...


Sarah Jessica Parker

... é o chapéu bem ao estilo Carrie Bradshaw - caríssimo e de muito boa qualidade - que comprei ontem. A única diferençazinha (uniquinha) é que o da Carrie é da Hermès e o meu é da H&M. Diferenças? Quais diferenças? Coisa pouca. O primeiro custou só uns bons milhares de euros e o meu custou em saldos... tcharaaan... cuidado... é que é mesmo muito dinheiro... atenção... depois não me chamem nomes... não venham para aqui perguntar-me onde é que eu vou buscar o dinheiro... custou a módica quantia de... três euros. Sim, três simples euros. Quando a senhora da caixa me disse o valor até me deu uma coisinha má. Até já me estou a ver numa espreguiçadeira de um hotel de cinco estrelas, numa praia deserta do médio oriente, com homens de turbante, de tez morena e olhos escuros, aos meus pés, e com o meu chapeuzinho de três euros.

E já que falaram em cabelo


Adriana Lima

Uma das vezes em que fui operada, fui obrigada a lavar-me (inclusivé o cabelo) com um gel desinfectante, antes de entrar no bloco operatório. Ora sendo eu uma mariquinhas com o meu cabelo, era uma coisa impensável lavá-lo apenas com o dito gel desinfectante. Sem um amaciador. Sem um hidratante. Principalmente se tivermos em conta que tinha ido no dia anterior ao cabeleireiro e o meu cabelo se encontrava completamente sedoso e brilhante, pronto a enfrentar o corropio de médicos giros que se passeiam por qualquer hospital. Mas lá fiz eu o que me mandaram. E fui lavar o meu querido cabelo com aquela coisa horrorosa.

Como o meu cabelo é muito forte e muito comprido, dificilmente seca sem a ajuda de um secador. Pedi o secador. Quando me preparava para secar o cabelo, foi precisamente quando me levaram para o bloco operatório. Lá ia eu de cabelinho molhado. Que tristeza. Como se não bastasse a triste cena, ainda me enfiaram uma touca na cabeça.

Mas o melhor ainda estava para vir. O melhor foi quando acordei cinco horas depois. O meu cabelo parecia palha de aço. Áspero. Baço. Uma autêntica juba de leão. Quer dizer, já não bastavam as ligaduras e os pensos e mais não sei o quê, ainda tinha uma juba de leão na cabeça.

(E, antes que me perguntem mais vezes o mesmo, eu já falei dos cuidados que tenho com o cabelo aqui e dos produtos que uso aqui.)

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Eu quero é tardes destas!









Como já vem sendo hábito por estas paragens, vamos mas é falar de coisas que realmente interessam à sociedade



Ora que decepção que foi a corrida de saltos altos. Eu queria ter participado, não fosse a ida para fora no fim-de-semana que já estava combinada há mais tempo, e teria participado. A sério que sim. Mas depois do que vi na televisão, agradeço por não o ter feito.

Então mas eu pensava que aquilo era só glamour. Senhoras de salto agulha a correrem de bracinhos no ar. Senhoras de tailleur e óculos de sol enormes a lembrar a Jackie Kennedy. Senhoras de malinha na mão e Louboutins, com saltos de doze centímetros, nos pés, a correr rumo à meta. Mas não. Nada disso.

O que eu vi foram senhoras com uma t-shirt largueirona amarela, de publicidade, que, provavelmente, foram obrigadas a vestir, com sapatos que pouco tinham de saltos altos, a correr sem nenhuma elegância. Eu pensava que só podia participar quem tivesse calçado sapatos de salto agulha. Assim é que tinha piada. Mas não. Havia quem estivesse a correr com sapatos de cunha que são quase como uns ténis. A senhora que ganhou tinha, inclusivé, calçados uns sapatinhos de cunha e plataforma que mais pareciam uns daqueles ortopédicos que se vendem nas farmácias.

Assim não tem piada nenhuma. Ou é, ou não é. Assim mais vale voltarem a calçar os ténis. Corridas tradicionais, voltem, estão perdoadas.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Viva viagem?


Adriana Lima

Hoje fui visitar uma amiga que está internada no Hospital de S. José. Como aquilo é um caos para estacionar, decidi deixar o carro num parque de estacionamento e apanhar o metro para o Martim Moniz.

A última vez que tinha andado de metro foi quando fui ao Rock in Rio, o ano passado. Quando tento inserir aquela treta do cartão "Viva viagem" que tinha adquirido nessa altura, o senhor que ali estava disse-me que já tinha terminado a sua validade (tem validade de um ano).

Peço desculpa, mas já não basta sermos obrigados a comprar aquela treta mesmo que queiramos apenas fazer uma simples viagem ocasional, agora ainda tem um prazo de validade só de um ano? Isto não se admite.

Depois ainda querem que se ande de transportes públicos? Nem pensar. Aquilo é uma roubalheira. Quais são exactamente as vantagens desses cartões, além de servirem para extorquir, sem dó nem piedade, o dinheiro das pessoas?

Como se não bastasse a irritação com que eu fiquei, saio na estação de metro do Martim Moniz e parece que estava no Chicago dos anos 30. Gente mal encarada por todo o lado. Homens, centenas de homens ali parados por aquelas ruas a olhar uns para os outros, vá lá saber-se à espera do quê. Eu só tive tempo de agarrar com muita força na minha malinha que eu amo, e fugir dali o mais rápido possível, enquanto era seguida por um bêbado que gritava:
- Dás-me um cigarro? Dá láá! Dás-me um cigarro? Dá láá!
- Eu não fumo.
- E uma moedinha pa uma bica não marranjas?

O encanto dos homens mais velhos


Richard Gere e Winona Ryder no filme - Autumn in New York

Uma amiga minha, que tem a mesma idade do que eu, há dias confidenciava-me que andava a sair há cerca de um mês com um homem de cinquenta e cinco anos e perguntava-me o que é que eu achava. Se não achava que era velho de mais. Se não achava que a diferença de idades era muito grande. Ao mesmo tempo que me dizia, com aquele brilho nos olhos típico de quem está apaixonado, que ele foi dos homens mais interessantes que conheceu até hoje. Que além de ter vivências e uma cultura fora do vulgar, já lhe fez todo o tipo de surpresas, já lhe disse as coisas mais bonitas. Quase todos os dias lhe oferece flores com textos maravilhosos. Já a levou aos sítios mais belos. Em suma, trata-a como uma verdadeira princesa.

Eu disse-lhe que não via problema nenhum nisso. Até porque eu sempre preferi homens mais velhos. E sim, eles esforçam-se muito mais para nos agradar do que os mais novos ou da nossa idade. Eu já namorei uma pessoa com mais onze anos do que eu e sei bem como era. No geral, são muito mais empenhados em tudo. Claro que há excepções. Estou a generalizar.

- Mas não achas que é muito velho? É quase da idade do meu pai! - continuava ela. Sim, sem dúvida que é. Mas porque não experimentar? O mundo está cheio de homens bem mais velhos do que eu e com os quais eu não hesitava nem por um segundo ter um affaire ou algo mais. Olhem por exemplo o caso do George Clooney. Aliás, nem é preciso ir mais longe, por exemplo o António Mexia (presidente da EDP). Eu não sei que idade tem o senhor, apenas sei que deve ter mais do que cinquenta anos, mas que o senhor é um charme, lá isso é. Sim, que há tempos estive a jantar ao lado dele e fiquei de queixinho caído e baba a escorrer.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Pelo sim, pelo não...


Uma Thurman

... deixei de existir, para todo o sempre, no hi5. Apaguei tudo. Assim como assim, aquilo já era só gente estranha. Por isso, se alguém receber algo com fotos minhas, agradecia que me comunicasse. É que, embora a criatura tenha apagado o perfil falso que criou com as minhas fotos, eu continuo a receber no endereço de e-mail do blogue dezenas de mensagens ordinárias de homens muito esquisitos que nem escrever sabem. Chega a ser assustador. Credo. Espero, sinceramente, que a criatura pague bem caro por aquilo que me fez.

Parabéns mãe!



A minha mamã faz hoje anos. A minha mamã que é a mais querida e amorosa de todas as mamãs. Hoje, se fosse vivo, faria anos também o meu sobrinho T., filho do meu irmão mais velho. Por isso, este dia nunca mais foi o mesmo. Por um lado a alegria da mãe celebrar mais um ano, mas por outro a tristeza de uma ausência tão sentida.

A minha memória já teve melhores dias


Penelope Cruz

Sempre tive uma excelente memória. No entanto, talvez devido à idade (que exagero) e a três anestesias gerais, a minha memória já não é a mesma. Não é que esteja mal. Não. Mas não está como antes. Dou por mim a esquecer-me de coisas básicas. De coisas que disse. De coisas que tinha combinado com alguma antecedência. Enfim. Coisas que não têm uma importância crucial. Mas que têm alguma importância. O mais ridículo é que muitas dessas coisas são mesmo apagadas da minha memória (quer da memória de curto prazo, quer da de longo prazo). Desaparecem mesmo. Não deixam rasto sequer. Outras, quando começo a tentar recordar-me e as pessoas me dizem - então não te lembras, disseste isto e aquilo - aparecem.

Há tempos conversava com um conhecido meu. E ele dizia-me que eu muitas vezes dizia coisas que depois não cumpria. Dizia que eu, por vezes, combinava coisas com ele, do género - olha no mês que vem vai haver uma exposição não sei onde, podemos ir. depois combinamos - e mais tarde quando voltava a falar com ele já tinha ido à exposição, mas com outra pessoa ou até sozinha. Eu achei aquilo muito estranho. Eu não me lembrava de nada disso. Aliás detesto pessoas que têm esse tipo de atitudes. Quando combino alguma coisa com alguém, é porque tenho mesmo vontade de fazer isso. Não digo as coisas por dizer.

Mas ele insistia que sim e disse que até me podia provar, pois tinha um histórico das conversas do messenger. Hã? O quê? Mas quem é que se lembra de ter um histórico das conversas?Quem? Eu fiquei parvinha da vida, claro. Sabia que isso existia. Mas sempre achei que era uma coisa que não lembrava nem ao Menino Jesus.

E eis que chego a casa, ligo o messenger e lá estava ele com as ditas conversas preparadas para me atirar à cara. Conversas de há dois ou três meses. Conversas parvas. Conversas interessantes. Conversas desinteressantes. Tudo. E lá estavam as ditas conversas com os meus supostos convites. Claro que tive de dar a mão à palmatória. Claro que tive de culpar a minha memória. É ela a culpada.

Domingo, 21 de Junho de 2009

É por estas e por outras que eu sempre achei que dava jeito ter amigos na Judiciária


Heidi Klum (e olhem que eu nem sou nada dada a dedos do meio e afins)

Uma pessoa vai para fora no fim-de-semana, sem net, sem nada, e chega a casa e depara-se com um exagero de e-mails a avisar de que anda uma falsa Kitty Fane a deixar comentários em tudo quanto é blogue. Pior, deu-se ao trabalho de criar também um perfil de hi5 com as minhas fotos, e deixar mensagens ordinárias em tudo quanto é perfil de gente manhosa, o que faz com que eu já tenha recebido no endereço do blogue mais de uma centena de mensagens vergonhosas.

Bom, e eu até faço mais ou menos uma pálida ideia de quem seja. Essa pessoa tem um blogue ranhosinho, ranhosinho, e rói-se de inveja da minha pessoa. Que se há-de fazer? Porque sim. Porque eu escrevo muito melhor do que ela. Porque eu sou muito mais gira do que ela (a modéstia que se lixe porque, neste momento, estou capaz de esganar alguém) - que é um trambolhinho. Porque eu tenho uma vida muito mais interessante do que a dela (que deve passar os dias em casa frente a um computador a roer-se de inveja e a pensar no que é que vai fazer a seguir para me tramar. Sim, porque já antes essa criatura tinha criado outro blogue. Mas desta vez foi longe de mais. E desta vez não vou perdoar.). Há gente doente, hein?

Como eu acredito no ditado - what comes around goes around - tenho a certeza que essa pessoa irá ter aquilo que merece. E ficamos por aqui.

Agradecia apenas que apagassem todos os comentários que essa triste criatura deixou nos vossos blogues em meu nome. By the way, como é possível que alguém tenha achado que tinha sido eu a escrever tamanhas barbaridades? Caramba. Não se notava logo? Com franqueza. Obrigada.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Adoro receber flores



E pela primeira vez na vida, recebi girassóis. E adorei. São lindos. Lembram-me a Primavera e os campos alentejanos.

Este calor deixa-nos sem vontade de trabalhar? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


Adrian Grenier

Porque é lindo, porque tem umas sobrancelhas rebeldes e um cabelo forte e escuro como eu gosto, e porque apetece trazer para casa para deitar no sofá e fazer festinhas a noite inteira. By the way, ficava tão benzinho na minha sala. A pele morena e o cabelo escuro ficavam a matar no sofazinho vermelho.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Eu acho que ela até tem razão


Will Ferrell e Heidi Klum para a Sports Illustrated

Uma amiga minha passa a vida a dizer-me que, por ser tão exigente, um dia ainda vou casar de véu e grinalda com um homem que dá imensos erros ortográficos, que ocupa os tempos livres a jogar playstation, a ver a sport tv e o canal Benfica, que gosta de tourada, baixote, careca, portador de uma adorável barriga de cerveja, branquelas e de ar deslavado, de mãos pequeninas, com uma carrada de filhos para criar e uma ex mulher chata a chatear. - Depois quero ver o que dizes. - diz-me ela. E eu, eu farto-me de rir e respondo-lhe sempre da mesma maneira - Ora, se estiver apaixonada por ele, qual é o problema? E é verdade. O amor é mesmo isto. E se eu já "suporto" os beijos com sabor a tabaco, já estou pronta para quase tudo.

Corta-interesse # 11

Homens que gostam de touradas. Jamais em tempo algum conseguiria apaixonar-me por alguém que gosta e aplaude um espectáculo completamente deprimente que termina com um touro a escorrer sangue numa arena. Não. Não. Definitivamente não.

É um facto - soube acabar a relação com classe


Eva Herzigova

Eu - Então e já não andas com a L.?

Ele - Olha não. Nós também nunca tivemos uma relação tipicamente séria. Gostávamos de estar um com o outro, nada mais do que isso.

Eu - Então e porque acabaram?

Ele - Olha já não tínhamos nada para dar um ao outro.

Eu - Pois, entendo. E quem é que acabou?

Ele - Os dois. Mas acabámos mesmo depois de eu lhe enviar o poema do Eugénio de Andrade que me tinhas mostrado uns dias antes.

Eu - O quê?? A sério??

Ele - Sim, enviei-lhe por e-mail o poema "Adeus". E sabes o que é que ela respondeu? Ao menos soubeste acabar com classe.

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Tem sido assim nos últimos dias


Gisele Bundchen

Já cá estava a faltar o clássico comportamento das chamadas anónimas. Palavra de honra, que já estava a estranhar tanto tempo sem elas. Eu pensei que isso fosse coisa de adolescentes. Mas, pelos vistos, estava enganada. De vez em quando sou brindada com uns dias seguidinhos de chamadas anónimas a toda a hora. Se atendo oiço apenas silêncio, se não atendo o telemóvel não pára de tocar. Ai que nervos. Se eu descubro quem é, atiro-lhe com uma pedra da calçada portuguesa, daquelas que não nos deixam andar de salto alto à vontade, à cabeça. Depois não digam que eu não avisei. Com franqueza.

Digam-me, por favor, que vocês também são assim


Rachel Bilson

Eu sou uma pessoa um bocadinho a atirar para o esquisitinha. Tenho nojo de imensa coisa. O meu amigo Benny (que chega na semana que vem. iupiii) passa a vida a dizer-me, em tom de gozo, que o meu fim será idêntico ao do Howard Hughes, a sofrer do Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Diz que eu vou chegar a um ponto em que nem beijinhos na boca vou dar, já para nem falar do resto. Ele exagera, claro. Bastante. Sempre tive estas manias e muitas das pessoas que eu conheço também as têm e não se preocupam com elas.

Uma das minhas alunas também é assim. Há dias fomos ao Planetário e a dada altura ela diz-me ao ouvido que não encostava a cabeça na cadeira-cama porque já lá tinham estado pessoas antes deitadas e podiam ter piolhos. Eu que estava bem encostadinha, sem pensar nisso, tirei automaticamente a cabeça e já não a voltei lá a colocar. E quando me esquecia e a colocava lá, começava logo a imaginar a bicharada a cair no meu cabelo e eu a ter de fazer como as rainhas de antigamente - rapar todo o cabelo, à excepção da franja, e usar uma peruca alta. Credo.

Quando ando de transportes públicos, felizmente é raro, também me faz sempre imensa impressão o cheiro das pessoas e aquela aproximação a que temos de nos sujeitar, sobretudo em horas de ponta. Então e naqueles parques de estacionamente subterrâneos que depois têm umas escadinhas cá para cima que cheiram sempre a xixi? Nojo absoluto. E aquelas pessoas que quando andam na secção da fruta do supermercado vão provando uvas e afins sem as lavarem? Não acham nojento? Eu, que quando como uma pecinha de fruta só me falta agarrar no esfregãzinho da loiça e esfregar, até me arrepio perante estas cenários.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Pequenas maravilhas que revolucionaram o mundo feminino # 2 - Tampões (post só para mulheres)


Alessandra Ambrosio

Essa coisinha minúscula de seu nome tampão foi inventando pelo Dr Earle Haas, o mesmo senhor que inventou também o diafragma como contraceptivo. Mas, antes deste senhor (a quem eu faço desde já uma vénia, esteja ele no céu ou no inferno) ter inventado os tampões, já havia quem pusesse coisitas no pipi para se proteger, tais como um bocadito de lã enrolada, uns rolinhos de erva ou até um bocadinho de papiro amaciado. Ai que até me arrepiei só de pensar nisso. Não era mesmo nada fácil a vida das senhoras nessas alturas. Tadixas.

Que seria de nós sem o tampão? Nem sei. É que estar com o período já é tão mau. Estamos de mau humor. Maldita t.p.m.. Ficamos inchadas. Transpiramos imenso. Temos dores. A única coisa boa é o facto de as nossas mamocas ficarem maiores. Mas nessas alturas só servem mesmo para mostrar, tocar é proibido, tal não são as dores.

Estar com o período é tão mau que se não existissem tampões ainda seria pior. Lá se iam as nossas idas à praia. Lá se iam as idas à piscina. Lá se iam as calcinhas brancas que queríamos usar para ir jantar com o rapaz giríssimo que conhecemos há dias. Lá se ia a nossa ida ao ginásio com aqueles corsários de algodão justos. Lá se ia o nosso conforto. Porque com um tampão (de preferência o.b., os tampax são uma porcaria), até nos esquecemos que estamos com o período. (eu juro que ninguém me pagou para falar disto.)

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

E por falar em blogues que eu adoro...


The Sartorialist

(Nem vou comentar o facto de ter um fétiche por homens de turbante. Não, não, é melhor não. Isso era meter-me num monte de sarilhos, daqueles que nem Alá sabe onde é que acabam.)

Já há muito que eu queria fazer isto


Marion Cotillard

Se há opção da qual eu nunca me arrependi nos últimos três anos foi a de começar um blogue. Já não consigo imaginar a minha vida sem ele. Acho que já faz parte das minhas entranhas. Da minha família. É mais ou menos uma espécie de amor que dura há quase três anos. E se é tão importante para mim, foi também porque "conheci" pessoas fantásticas. Algumas delas nunca as vi pessoalmente, mas nutro por elas um carinho muito especial. Quase todas mulheres. Porque nisto dos blogues, e já aqui o disse, prefiro, de longe, os femininos. Porque são mais sinceros, mais simples, têm os ingredientes que eu penso que todos gostamos de ler quando entramos na blogosfera - Os amores e desamores. Os sapatos. As relações. Tudo.

Também confesso aqui em primeira mão que já conheci homens muito interessantes através do blogue. Daqueles mesmo interessantes. Mas isso agora também não interessa nada.

Mas, e aproveitando enquanto estou como a Marion Cotillard com os prémios na mão que me foram oferecidos por pessoas tão especiais como a Luna, a Paracuca e a Sinapse (que tem sempre fotos lindas de NY), venho aqui deixar uma pequena homenagem (que já tinha iniciado há muito) a dez blogues que eu adoro, cada um à sua maneira. Todos eles escritos por mulheres inteligentes, giras e elegantes. Sem nenhuma ordem especial.


1 - Crónicas das Horas Perdidas - É escrito pela Luna que agora está em Leiden e se queixa a toda a hora da chuva que apanha quando anda de bicicleta. Eu nunca conheci a Luna ao vivo. Mas adoro-a. Somos amigas no Facebook. Já trocámos muitos e-mails. E é como se a conhecesse.

2 - Life is a Masterpiece - A Miss K. é adorável, mesmo. E giríssima. Mas ando um bocadinho chateada com ela, porque tem deixado o Life um bocadinho ao abandono. E eu não me conformo com isso. Porque é um dos meus blogues favoritos, e quando é assim eu não perdoo. Precisa definitivamente de uns açoites.

3 - Paracuca - É impossível não gostar desta miúda. Ainda por cima tem o mano mais interessante do mundo.

4 - Dias Assim - A Sofia além de minha colega, já se pode considerar minha amiga. É uma querida. Passamos horas a falar de bloguices e afins. Ah e de homens. Pois, os homens.

5 - Feiticeira - É a minha descoberta interessante mais recente. Descobri o seu blogue depois de a sua autora ter deixado aqui um comentário. Desde aí nunca mais deixei de o ler. Porque adoro. E porque me identifico com muita coisa que escreve.

6 - On the Catwalk - A Gata é minha amiga. Já viajámos imenso juntas e temos um vocabulário muito próprio que só nós entendemos. Pomos nomes a tudo e a todos. E só nós sabemos quem é a Green Bitch, o Pilas ou até mesmo o Empas. Mais palavras para quê?

7 - A (menina) Lasciva - Ora, porque o seu blogue é um bombom de chocolate de coisas bonitas.

8 - Last View. A Hierra é das comentadoras aqui do blogue mais antigas. Já vem dos tempos do antigo blogue. Sempre gostei dos seus comentários e do seu blogue. E dela. Mesmo sem a conhecer pessoalmente.

9 - Pipoca mais Doce - Porque já faz parte da blogosfera. E porque agora que todos sabemos quem é o seu namorado, torna-se imperdível perder cada pitada daquele romance. A minha veia de cusca agradece.

10 - Odisseando - Porque tenho um carinho especial pela Rafaela. Porque é uma querida. Porque viaja imenso, algumas vezes sozinha. E eu adorava ter essa coragem.

Domingo, 14 de Junho de 2009

Arrumações - O que custa é começar


Gisele Bundchen

Adiam-se, adiam-se e depois chega o dia em que das duas uma - ou começamos a espalhar a roupa, os sapatos e as carteiras pelo chão, ou damos uma arrumação profunda nos nossos roupeiros. Foi o que eu fiz hoje. Não podia passar de hoje. Claro que ainda não ficaram bem bem como eu quero. Mas aos poucos a coisa compõe-se.

Separei, para dar, roupa que não usava há duas estações. Uma imensidão de roupa para dizer a verdade. Claro que há muita da qual não me consigo desfazer. Acho sempre que vai chegar um dia em que a vou usar, mas depois esse dia nunca chega. Enfim. Sapatos. Muitos sapatos. As carteiras, essas, não me consigo desfazer delas. Também a maior parte são intemporais e, tendo em conta, que gastei uma pequena fortuna nelas não as dou assim a torto e a direito. Quer dizer, nem a torto e a direito, nem de outra forma, não as dou e pronto.

Depois decidi abrir três caixas de recordações que não abria desde que moro nesta casa - há seis anos (parece que foi ontem, credo). E que tinham? Ora, declarações de amor. Sim, eu sempre tive sucesso com os homens. Pena ter sido quase sempre com os errados. Cartas. Bilhetinhos de um dos meus ex amores que fui guardando. Fotografias minhas e de outras pessoas. Olhando para as fotos, dei conta de que era uma autêntica top-model, andava sempre extremamente bronzeada quase a roçar o frango esquecido no forno e usava muitos decotes (cruzes), tinha o cabelo mais feio e envolvia-me com homens menos interessantes. Não era tão exigente como hoje, é um facto.

Além de tudo isto, encontrei também - tcharan - o meu primeiro telemóvel. Que era um Alcatel cinza e enoorme e que eu sempre guardei como recordação. Encontrei também o recibo do meu primeiro ordenado que eu guardo religiosamente e que correspondia a uma ninharia de dinheiro. Foi um regresso ao passado numa tarde de Domingo. Gostei.

Felizmente tudo acabou bem

Depois de um serãozinho nas urgências de um grande hospital público a acompanhar a minha querida S. que se partiu toda ao cair de um escadote, dei conta de que, de facto, os hospitais só têm mesmo piada na Anatomia de Grey. E, para dizer a verdade, já nem aí. Nada que eu não soubesse, uma vez que já fui operada várias vezes. Mas, nas urgências tudo se torna mais real. É o senhor com a roupa cheia de sangue que teve um acidente. É a criança com a tala dos pés à cabeça. É a senhora que acabou de ser assaltada com a cara roxa.

Cada vez admiro mais as pessoas que trabalham nos hospitais, porque lidar diariamente com as fragilidades da vida e com a morte, não é, definitivamente, para mim. Antes dar mais um aninho de aulas naquele bairro problemático onde, ainda criancinha, caí de pára-quedas no início da minha carreira (dou aulas há quase treze anos e essa escola foi o meu baptismo de guerra. depois daquilo fiquei pronta para tudo.).

Sábado, 13 de Junho de 2009

Assim começou o meu dia


Marisa Miller *

A ver o nascer do sol. Quero mais madrugadas destas. Mas, da próxima vez, não me posso esquecer da máquina fotográfica. Porque, como diz o nosso Fernando Pessoa, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. E esses devem ficar sempre registados.


* É o que eu digo - a mulher é perfeita. Até de costas. Raiva, muita raiva.

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

O que será que estavam eles a cochichar? Ah, já sei!



- Eu pense que sô muita bom. Penso que vou jegar durante mutes anes. Pense que goste de gaijas de mamas grandes e aspecte urdináriu. Assim come tu, Paris.


- Oh! That's hot!

Estou cheia de trabalho? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


Eric Dane, aka Dr. Mark ‘McSteamy’ Sloane


Palavras para quê? Sempre tive um fétiche por homens assim como o Eric - com cara de mauzões. Digam lá que não gostavam de ter assim um médico. Vá, digam. Uhhhh.

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Férias


Ana Beatriz de Barros

Hoje, enquanto meio mundo estava na praia, fiz uma pausa no trabalho (amanhã o dia ainda vai ser pior) e, já que não fui para lado nenhum, decidi começar a comprar coisas para as férias. Foi mais ou menos uma maneira de ficar mais bem dispostinha e de não pensar no exagero de trabalho que tenho pela frente. Por isso, comprei um chapéu enorme (tenho uma pancada por chapéus enormes como o da Ana Beatriz de Barros para usar na praia, que se há-de fazer?), duas túnicas lindas para usar só com o biquíni por baixo, e um saco a fazer pendant com o chapéu. O mais engraçado disto é que eu nem sei onde vão ser as minhas férias. Apenas sei que, provavelmente, irão incluir homens de turbante, muito calor e, quiçá, um monte de sarilhos, daqueles que nem Alá sabe onde acabam. Ou não.

Hi5


Eva Mendes

Eu esqueço-me muitas vezes que ainda tenho a minha conta no hi5 e que continuo a ter lá algumas fotos. Mas, de vez em quando, lá recebo uns convites de amizade de quem eu nunca vi, ou umas mensagenzinhas (quase todas do género: olá nina, éx muita xira. as tuas fotos xão brutais.) para me lembrar que afinal ainda tenho aquela tretinha aberta e que aquilo continua a ser o regabofe de gente tonta do costume. Eu incluída, só isso explica o facto de ainda manter a conta aberta.

Pois que hoje recebi uma mensagem que dizia o seguinte:

Olá

Estou a enviar-te esta mensagem porque vi as tuas fotos e pareceste-me uma pessoa muito simpática, de bem com a vida, muito educada, com bons princípios e muito inteligente.

Não usou palavrax dextas, não me tratou por nina, não deu erros ortográficos e não usou a palavra brutal (mas porque é que esta maltinha agora adora usar essa palavra? Odeio-a.) para descrever as minhas fotos, já não foi nada mau.

Mas vamos lá a esclarecer uma data de coisas. O simpática e de bem com a vida eu até engulo. Porque tenho o estúpido hábito de rir feita tonta mal vejo uma objectiva na minha direcção. O que faz com que eu esteja sempre a rir-me em todas as fotos e, por isso, possa parecer simpática (que não correponde à verdade, porque para quem não conheço não sou nada simpática) e, quiçá, de bem com a vida.

Agora o muito educada? É certo que eu não estou a fazer o dedo do meio (como dizem os meus alunos) em nenhuma foto. É certo que não estou com a língua de fora. Mas isso faz de mim uma pessoa educada? E os bons princípios? Como é que isso se vê através de uma foto? E já nem falo do muito inteligente. Olhando para uma fotografia vê-se se a pessoa é inteligente?

Porque é que os rapazes são assim tão tolinhos? Não valia mais dizer que viu as minhas fotos e gostou e ficou com vontade de me enviar uma mensagem?

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Pois, se calhar é mesmo isso


Isabeli Fontana *

Eu apaixono-me e desapaixono-me à velocidade da luz.


(Adoro esta foto. A Isabeli Fontana é outra linda, linda. Tal como a Marisa Miller. By the way, ontem troquei uns e-mails com a querida Luna onde rogávamos pragas à Marisa Miller por ser tão... tão... cabra, perdão, perfeita. É linda. Não tem um rosto vulgar. É sensual. E essas miúdas sempre me irritaram, vá lá saber-se porquê. Mas, ao contrário da Marisa Miller, que tem umas mamocas lindas e perfeitas e não sei se siliconadas, se o são enganam bem, a Isabeli Fontana tem as mamocas mais feias que eu vi até hoje. Desproporcionais. O mamilo e o que o rodeia parecem uma roda de um tractor de tão grandes que são comparados com o resto da mamoca que é pequenina. A sério, só vendo.)

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Parabéns, querido!


Heidi Klum

O meu amigo Benny está muito longe (como muitos dos homens interessantes que eu conheço), mas passamos a vida a falar um com o outro. Em geral, telefona-me uma vez por semana e falamos pelo messenger sempre que a disponibilidade de cada um e o fuso horário o permitem. No entanto, de há uma semana para cá que eu não tinha notícias dele. Pensei que devia ter encontrado a mulher da vida dele, naquela terra onde quase todas as mulheres são lindas, e tinha abandonado a sua amiga do coração. Pensei nisso, mas ao mesmo tempo fiquei preocupada. Porque se isso tivesse realmente acontecido mais uma vez (sim, porque ele é um autêntico D. Juan, daqueles giros, mesmo giros, de cair para o lado. Juro.) ele era a primeira pessoa a contar-me. E fiquei a matutar naquilo. Telemóvel desligado. Nada de aparecer no messenger. Estranho, pensava eu. Ontem ligou-me. Foi operado de urgência a uma apendicite aguda e agora está a recuperar em casa. Claro que como todos os homens parece que está à beira da morte. Mas eu até o compreendo. Está lá no outro lado do Atlântico sozinho e abandonado. E eu aqui com uma vontade enorme de lhe dar mimos como ele já me deu tantas vezes. Ainda por cima hoje é o seu anivesário.

Sempre ouvi dizer que quem se deita com crianças, acorda mijado


Kate Hudson

E sempre concordei. Já conheci criancinhas (para mim e neste momento da minha vida são todos os homens com menos de 28 anos) terrivelmente interessantes. Com muita maturidade. Mas nunca me interessei por eles. Além de fisicamente preferir homens mais velhos do que eu, ou mais ou menos da mesma idade, o facto de a maior parte das criancinhas não ser independente, ainda viver com os pais, and so on, and so on, também contribui para que, de facto, não me chamem a atenção.

Acredito que haja quem goste. Acredito que muitos tenham muito mais juízo do que homens feitos. Acredito que haja relações de mulheres mais velhas com homens mais novos dez ou quinze anos que resulte. A verdade é que eu dispenso. Continuo a achar que os homens mais velhos são sempre muito mais interessantes em todos os aspectos. Já viveram mais. Têm mais experiência em todos os aspectos. Com a vantagem de não nos sentirmos a cota ao pé dele e dos seus amigos.

E depois aquela altura em que as mulheres começam a vestir-se como adolescentes só para parecerem mais novas ao lado deles, também é coisa para desencadear na minha pessoa um grave ataque de urticária. Mas, enfim, são gostos. Cada um sabe aquilo que é melhor para si. E se há quem goste só tem é que continuar. Eu passo a outra e não à mesma.

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Hoje é um desses dias


Sienna Miller e Jude Law em Alfie

Nós temos assim uma espécie de relação de amor-ódio. Há dias em que ele me irrita solenemente. Há outros dias em que só me apetece estar agarrada a ele a dizer-lhe coisas bonitas ao ouvido. Como hoje.

Oh God!


Ed Westwick

Eu, Kitty Fane Maria, de trinta e três anos de idade, confesso que acho esta criancinha de vinte e um anos (Oh God! Shame on me. Só vinte e um anos? Têm a certeza? Será que vou ser presa por pedofilia?) tremendamente sexy. Espero que isto não se transfira para a minha vida real e não desate por aí a apaixonar-me por sub-trinta. Não. Não. Não. Por favor, não. Eu não gostava nada de me transformar numa daquelas mulheres que só procura carne fresca e que namora sempre homens com menos dez ou quinze anos. Não. Não.

Domingo, 7 de Junho de 2009

É mesmo o melhor conselheiro do mundo

Agora, por exemplo, cheguei a casa, carregando uma linda caixinha de ovos moles que o meu querido M. me trouxe de Aveiro, e tinha um longo e belo e-mail deste meu conselheiro. Qualquer dia peço-lhe autorização para publicar aqui alguns dos textos que me escreve. Meninas, iam adorar. A sério. Os conselhos dele valem ouro e, aos poucos, vão mudando a minha maneira de pensar as paixões e os amores.

By the way, as ruas estão vazias, as esplanadas estão com menos gente, as estradas com menos trânsito. Apesar do céu cinzento e do vento frio, Lisboa está maravilhosa.

Gabo-lhe a paciência que tem comigo


Mischa Barton

Há quem tenha um conselheiro matrimonial, eu tenho um conselheiro virtual. E adoro. É desta que a minha vida amorosa vai começar a entrar nos eixos. Iupi.

Sábado, 6 de Junho de 2009

Estou "deprê" porque vai tudo para fora menos eu


Helena Christensen

Achei que vos devia avisar de que na próxima semana, ao contrário de todos vocês, não só vou estar por cá, como vou estar atolada de trabalho. Sim, porque isto de se ser professor - esses malvados - é só férias, é só boa vida, não se faz nenhum, mas a verdade é que, ao contrário de vocês que tiram férias quando querem, nós estamos sempre sujeitos a certos períodos que, por acaso, mas só por acaso, coincidem sempre com as épocas altas em que tudo é mais caro e em que se torna muito mais complicado viajar.

Portanto, da próxima vez que me brindarem com a história do costume de que eu estou sempre de férias, blá, blá, lembrem-se que, se eu pudesse, trocava todos os meu dias de férias (que cada vez são menos) de Agosto, por uns dias em Janeiro, uns dias em Maio, uns dias em Setembro e uns dias em Novembro.

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

O tempo está farrusco? Who cares? Afinal de contas é Sexta-feira e Domingo vamos todos votar*!


Robert Buckley

Porque hoje acordei com saudades da série Lipstick Jungle. Afinal há ou não terceira temporada? Eu queria. Muito.

*Vamos votar porque somos todos pessoas responsáveis.

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Ai que eu hoje não posso com uma gata morta pelo rabo!
















Crónicas de Escárnio e Maldizer





Cristiano Ronaldo e amigo

Eu ia falar das mamocas assim a atirar para o esquisito da Ana Malhoa (se calhar está na altura de fazerem ali mais qualquer coisa, porque a mamoca está completamente torta). Depois achei que não devia, porque caíam-me logo em cima todos os anónimos e, quiçá, o chulo, perdão, o marido dela, a dizer que eu tinha era inveja de não ter umas mamocas assim.

Depois pensei - Ah e tal, vou mas é falar do romance do Quique Flores com aquela lambisgóia (então mas o senhor quando veio para o Benfica não tinha uma mulher e uma carrada de filhos e não eram todos muito felizes? São todos iguais.) que fala axim. Quer dizer mal fala português, mas para engatar o senhor soube ela bem. Malvada. Mas isso já estava em tudo quanto é blogue feminino e eu não queria ser repetitiva.

Depois, assim do nada, aparece-me este moço com uma florzinha cor-de-rosa atrás da orelhita nestas poses com um senhor não identificado. Não resisti. Já os vi começar por menos...

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Estou a ver o telejornal

Não há dúvida de que o que eu mais gosto de ouvir nas feiras a propósito dos políticos é:

- Eles querem é poleiro. Eles querem é tacho.

Adoro.

Pequenas maravilhas que revolucionaram o mundo feminino # 1 - Zara



Eu sou fã da Zara. Seria um bocadinho menos feliz se não houvesse uma Zara por perto. Faço parte dos milhões de clientes que todas as semanas entram numa das suas lojas e saem de lá com quatro ou cinco peças. Porque adoro. Porque a roupa é baratíssima. Porque a Zara veio democratizar o acesso a roupa que antes custava uma pequena fortuna. E a qualidade, bom, a qualidade nem sempre é a melhor, os acabamentos deixam muito a desejar, mas também ninguém quer galinha gorda com pouco dinheiro, não é verdade? Além disso, a maior parte das peças são para vestir duas ou três vezes. Nada mais do que isso.

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Afinal de contas, estou viva!


Eva Mendes

Nos últimos dias andava um bocadinho aborrecida com a minha vida, depois, de repente, olhei para o calendário e lembrei-me de que há precisamente três anos estava no hospital, com uma ligadura à volta da cara tipo teletubbie, cheia de dores, sem me conseguir mexer, a recuperar de uma cirurgia. Nos instantes seguintes, senti-me a pessoa mais feliz do mundo. Estou viva.

E vocês têm medo de andar de avião?


Selita Ebanks e Miranda Kerr

Eu sempre tive um fascínio enorme por aviões. Mas depois de viver um amor muito intenso com um piloto fiquei ainda mais fascinada. Porque ele passava horas a falar daquilo e eu passava horas a ouvi-lo cheia de entusiasmo. Como se isso não bastasse, tenho o meu afilhadinho mais novo que é louco por aviões e que me ensina muita coisa acerca deles. Desta forma e tal como toda a gente, fico sempre muito triste quando cai um avião. Mas não fico, de forma alguma, com medo de voltar a andar. Aliás, eu não tenho medo nenhum. Sou mais ou menos como as meninas da foto. Só me falta o V de vitória, porque o sorriso está sempre lá. É que, para todos os efeitos, andar de avião é sempre sinal de férias e isso é sempre uma alegria. Tenho mais medo, por exemplo, de andar com certas pessoas a conduzir um carro do que andar de avião.

Mas claro que um monstro daqueles no ar é coisa para impor respeito. E quando há shake-shake- shake (nome carinhoso com que eu e uma certa pessoa apelidámos a turbulência) fico sempre um bocadinho mais nervosa. Mas nada de mais. Sobretudo quando é aquele shake-shake ligeiro.

Mas ainda me recordo quando, há cerca de quatro anos, regressava do Brasil e, mais ou menos na zona onde eu penso que este avião se despenhou, apanhar a maior turbulência da minha vida. Aquilo era, sem sombra de dúvida, turbulência do mais severa que se pode apanhar. Só faltou mesmo o avião cair. Porque tivemos direito a tudo o resto.

O Boeing 767 dava pinotes e subia e descia como uma montanha russa. Eu, que já vinha mal por conta de uma constipação horrível, fiquei ainda pior com aquilo. Rezei. Tinha quase a certeza que ia morrer e que ia servir de alimento aos peixinhos. Cheguei ao cúmulo de me descalçar (levava sandálias de salto) para, caso o avião caísse, poder nadar à vontade. Como se fosse possível alguém se salvar. Dahh. E, já agora, nadava para onde? Mas, pronto, só para verem como eu estava desesperada. Acho que foi a única vez na vida que tomei um calmante que me deram.

Felizmente, passadas algumas horas muito difíceis o avião encontrou a paz quando o dia nasceu. E aterrou em paz, calminho, em Lisboa. Eu andei alguns dias para recuperar. Acordava a meio da noite sobressaltada a pensar que ainda estava dentro do avião e que ele ia cair. Mas nem por um minuto tive receio de entrar novamente num avião. Aliás, por mim, entrava já hoje e ia já aí durante uns longos meses para um país muito distante. Sem pensar em nada. Sem pensar em ninguém.

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Ninguém merece ouvir este tipo de notícias

Ah e tal, o avião da Airfrance continua desaparecido. Não há esperança nenhuma para as duzentas e tal pessoas que iam a bordo. Mas... atenção, atenção, temos boas e excelentes notícias - Não há portugueses a bordo. Boa. Que se lixem as duzentas e tal pessoas, o que interessa é que não há portugueses a bordo. Sai uma garrafinha de Moët et Chandon para todos.

Não é bem assim, mas é quase. E isto é coisa para me deixar à beira de um ataque de nervos.

Oh God!



Já que não se pode comer o Daniel Craig de outra forma, come-se em forma de gelado. Pessoalmente, dispenso. É daqueles homens que passo a outra e não à mesma. Tem cara e corpo de armário, e eu nunca fui grande apreciadora do género. Mas reconheço que se fosse um geladito do Clooney ou, quiçá, do Jude Law, eu era, com certeza, senhorita para comprar uma caixinha com meia dúzia deles.

Agora a sério, mas quem é que se lembra de uma coisa destas? E a cor? Credo.

Delete, delete, delete



Uma hora foi mais ou menos o tempo que demorei a apagar as dezenas de fotos que tinha da minha cara neste blogue e no blogue de viagens. Andava a adiar isto há meses. Mas ontem à noite teve de ser. Porque já aprendi que isto de ter fotos nossas na internet é quase o mesmo que colocar as mesmas espalhadas pelas paredes cheias de graffitis de uma qualquer cidade, juntamente com aqueles placards de concertos e corridas de touros. Qualquer pessoa reles tem acesso a elas. Qualquer pessoa reles nos reconhece na rua. Deixei apenas essas aí do lado e a do perfil. Não me parece que alguém me reconheça através delas.

Domingo, 31 de Maio de 2009

Quem me manda achar que as pessoas têm por mim o mesmo respeito que eu tenho por elas?


Bar Refaeli

O dia em que me senti a pessoa mais ridícula do mundo foi hoje. Até podia ter sido o caso de me sentir assim ridícula pela primeira vez com essa pessoa. Mas não. Já aconteceu por outras vezes. Portanto, meus amores, a culpa já não é dessa pessoa, a culpa já é minha, por ainda acreditar que dali poderia sair alguma coisa boa. Só minha. Shame on me.

Menos S. Pedro, menos


Eva Herzigova

E bastaram dois ou três dias de temperaturas altas para eu já estar farta deste calor e amanhecer cheia de saudades dos dias um bocadinho menos quentes, para ser mais precisa com temperaturas entre os vinte e os vinte e cinco graus. Sim, que tudo o que seja assim acima dessas temperaturas já me causa muito incómodo. Definitivamente, não me dou bem com o calor exagerado.

Uma pessoa farta-se de transpirar. Mal acaba de tomar banho já sente a pele a colar. As praias estão cheias de gente. Nas esplanadas mais giras há filas de espera para nos sentarmos. Há trânsito para chegar a todo o lado. Às vezes fico com a sensação de que há pessoas que só saem à rua no Verão.

Nunca mais vou dizer que tenho saudades dos dias mais quentinhos, porque já vi que o S. Pedro me atira logo para cima com um dia de trinta e dois graus. Ninguém merece.

Sábado, 30 de Maio de 2009

Constatação


Megan Fox

De que nos servem as palavras encantadoras se depois estas não se reflectem nas atitudes? Não nos servem de nada, pois claro.

Caso ainda não tenham reparado, ando muito desiludida com os homens. Mas só com alguns (para não dizer só com um), claro.

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Haverá melhor terapia do que esta?



Nada melhor para combater a irritação que, de vez em quando, toma conta de nós. Nada que dois parzinhos de sapatos não resolvam. Claro que, altíssimos como são, se os calçar duas ou três vezes já será muito, mas o que interessa é que embelezam o armário.

(Isto foi escrito na Terça-feira. A irritação, essa, já passou há muito. E os sapatos já os usei.)

O Oliveira e Costa deu com a boca no trombone? O Dias Loureiro demitiu-se e agora quer ser ouvido à força? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


Pierce Brosnan

Porque nós adoramos homens maduros. Com a condição, claro, de que não nos cantem o "SOS" dos Abba.

Queremos mais noites destas!


E sabemos, através de um comentário, que há senhoritas, leitoras deste blogue, recém-chegadas do Brasil, que nos apanham nestas noites em certos sítios e nem são capazes de falar. Que vergonha.

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

As europeias à porta e eu nem sei em quem vou votar, mas isso agora não interessa nada


Nuno Melo

Se por um lado o Paulo Rangel é um bocadinho feiotinho e tem umas mãos sapudinhas que eu não suporto (eu e a minha mania de olhar para as mãos dos homens), o Nuno Melo é tremendamente interessante. Digam o que disserem. Chamem-lhe os nomes que quiserem - beto e sei lá mais o quê . A verdade é que, correndo o risco de ser apedrejada em praça pública, confesso que tenho uma forte atracção (que já dura há anos e que até já tinha dado origem a um post no meu antigo blogue) por ele, chegando ao cúmulo de ver aquele programa chato da rtp - O Corredor do Poder- só para o ver. Se bem que agora já não preciso disso, já que ele está a toda a hora na têvê.

Agora ando sempre desconfiada


Heidi Klum

Caso ainda não tenham reparado, eu sou um bocadinho tonta. Tonta em todos os aspectos, mas, sobretudo, no que diz respeito à divulgação do meu blogue aos amigos. Andei um ano e tal a escondê-lo de tudo e de todos, e depois, de um momento para o outro, comecei a falar dele a toda a gente. Neste momento, muitas histórias ficam por contar, porque sei que as pessoas as vêm cá ler e poderiam, eventualmente, não gostar.

Isto tudo para dizer que, há dias, entre um cházinho, uns scones e muitas inconfidências com um ex grande amor, eu, que até agora me tinha contido, tive, estupidamente, a necessidade de lhe falar do blogue. E falei. Falei-lhe do blogue abertamente.

A dada altura, e já não sei a propósito do quê, ele perguntou-me se eu recebia e-mails de homens que me queriam conhecer. E eu disse que sim. Que recebia alguns e-mails com convites e com outro tipo de coisas. Ele achou muito engraçado e, em tom de brincadeira, disse que ia passar-se por outra pessoa e, quando eu menos esperasse, ia enviar-me um e-mail, só para ver a minha reacção.

O que é certo é que, apesar de me ter dito que estava na brincadeira e que não ia fazer isso, a verdade é que agora analiso à lupa tudo o que recebo. E dou por mim com este tipo de pensamentos:
- Será que foi ele que escreveu isto? Ah não, ele não usa esta palavra.
- Este é dele quase de certeza! Mas isto parece conversa de puto.

Que maçada. Agora ando sempre desconfiada. Quem me manda ser tontinha e falar do blogue a toda a gente? Rais parta.

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

E hoje acordei assim










Santorini by Kitty Fane

A morrer de saudades de Santorini. Sim, sim, esta mini-ilha cheia de casinhas brancas e rodeada de um mar azulão, é tudo aquilo que mostram os postais e muito mais. Depois de Nova Iorque é, sem dúvida, o local que mais saudades deixou (de entre os que já visitei). Quando me apaixonar perdidamente vou voltar lá. Deverá estar para breve, portanto. Ou não.

O que um post sobre homens faz


Gisele Bundchen

Não me lembro de ter recebido tanto comentário maldizente como no último dia. Foi uma canseira. A tecla delete chegou ao ponto de me estender os bracinhos e dizer que não aguentava tanto trabalho. Chamaram-me de tudo. Todos os nomes feios. Como era de esperar veio à baila a já célebre frase - Tu tens é falta de homem. Rogaram-me a já famosa praga que todas as mulheres solteiras (que não se contentam com o primeiro burro com um chapéu na cabeça que lhes aparece à frente) estão fartas de ouvir - É por isso que vais acabar sozinha e abandonada .

Meninos e meninas, não levem tão a sério o que eu escrevo. Olhem as rugas. Depois ficam como a Lili Caneças e lá têm de ir bater perna para a porta da Corporación Dermoestética para pedinchar um peeling grátes.

Mas, pronto, tenho uma leve esperança que com a subida de temperaturas prevista para amanhã a coisa melhore. Diz a voz da experiência que quanto mais instável está o tempo, pior é.

Eu só não percebo é como é que estas criaturas que não devem ter falta de homem nem de sexo, que devem ter namorados lindos e perfeitos, que devem ter uma vida para lá de maravilhosa, não levantam daqui o traseiro. Palavra de honra que não percebo. É que não saem de cá, caramba. Que maçada. Deixem, por favor, este bloguito entregue aos tristes como eu, aos que não têm homem, aos que têm falta de sexo (e não sabem o que é isso há anos), aos pobrezinhos. Será pedir muito?

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Nem tudo o que parece é


Scarlett Johansson

Por vezes fico parva com as conversas de certas pessoas que acham que por lerem o meu blogue me conhecem. Até há quem ache que eu ande sempre a comprar carteiras ou a ver se encontro o meu George Clooney (sabem lá se eu não o encontrei já e não sou muito feliz com ele?). Lamento desiludir-vos, mas eu não sou isto. Sim, isto é uma parte de mim. Uma ínfima parte. A parte que eu quero transmitir, num blogue cor-de-rosa intitulado - O Amor é um Lugar Estranho. Não é mais do que isso. Por isso, por favor, não pensem que me conhecem, não queiram entrar na minha vida sem pedir licença, só porque lêem este conjunto de loucuras que aqui são escritas. Enviem-me e-mails para tudo, menos para me dar conselhos acerca do que devo ou não fazer com o que está do outro lado do mundo ou com o que está aqui ao meu lado. É que nem tudo o que parece é.

Há certas espécies de homens em vias de extinção


Baptiste Giabiconi para a Vogue Paris

Os homens estão demasiado sensíveis. E já nem falo de metrossexuais, que isso para mim é uma espécie da qual eu não quero sequer ouvir falar. Deus me livre de andar com um homem que depila o peito (ora, porque não irmos juntos à esteticista? NOT) e que, terror dos terrores, arranja as sobrancelhas. Um homem de pinça na mão deve ser das visões mais aterradoras que uma mulher como eu pode ter. Eu falo mesmo dos homens ditos normais que, de repente, se tornaram o cúmulo da lamechice. Choram por tudo e por nada. Emocionam-se como nós nos filmes. Amuam por tudo e por nada. Vejam bem. Amuam. Onde já se viu um homem amuar? Queixam-se. Não têm iniciativa. Estão sempre à espera que a mulher decida tudo, porque, tadinhos, têm medo de não lhes agradar. Mas o que é isto? Onde foi que falhámos?

Vamos lá a ser claros

Eu gosto de homens que me protejam, homens de pêlos no peito e mãos grandes, que sejam confiantes, fortes, capazes, independentes, cultos, decididos, que me aparem as lágrimas, que saibam bem o que querem e o que têm de fazer para o conseguir. Que sejam sofisticados, cavalheiros, que saibam escolher uma garrafa de vinho, que me levem a ver o pôr-do-sol. Lamechices? Não, por favor. Sensibilidade a mais? Dispenso. Existem homens assim? Existem. Eu já conheci alguns exemplares desta espécie, cada vez mais em extinção.

É que se eu quisesse um ser à minha semelhança, tornar-me-ia lésbica. Provavelmente teria a minha vida sentimental muito mais facilitada, mas isso é outra história.

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

A falta que um homem faz em casa


Keira Knightley

Sempre que é necessário mudar alguma lâmpada, como aconteceu hoje de manhã, lembro-me da falta que me faz um homem em casa.

By the way, o carro também precisa de uma revisão (shame on me que desde que o comprei ainda não lhe fiz nenhuma revisão decente e já tem uns trinta e tal mil quilómetros) e eu ando sem tempo. A persiana de uma das janelas da sala não abre. A porta do armário da cozinha não fecha. O frigorífico anda a fazer um barulho esquisito.

Qualquer dia perco a cabeça e vou mesmo viver com um homem. Só para ver se compensa.

Vou voltar a mudar de canal sempre que falarem de futebol


Quique Flores

Até eu que não percebo rigorosamente nada de futebol, já dei conta de que aquilo no Benfica não vai lá nem daqui a cem anos. Aquele entra e sai de treinadores faz-me lembrar aquelas pessoas que se apaixonam perdidamente de um dia para o outro e que mal a coisa começa a azedar um bocadinho partem logo para outra. Aquelas pessoas que não percebem que não podem desistir do outro à primeira contrariedade. Aquelas pessoas que num dia amam e no outro odeiam. Aquelas pessoas que num dia tecem as mais elogiosas palavras ao recente amor e, no dia seguinte, já estão de mãozinha na cintura a chamar-lhe todos os nomes feios. Eu não gosto dessas pessoas. Acho sempre tão feio cuspir no prato onde se comeu.

Mas, confesso, desta vez tive pena. Pelo Quique, claro. Só pelo Quique. E só porque é giro que se farta.

Vou sentir saudades daquela barba por fazer, daqueles olhões, daquele ar triste e nervoso que Quique apresentava nas conferências de imprensa do final dos jogos (jogos que quase sempre perdia). Vou sentir saudades do meu sentimento de lhe querer dar um ombro para ele chorar. Vou sentir saudades disso tudo e muito mais. O futebol voltará a ser o que era antes do Quique - um desporto de gente feia e parola.

Domingo, 24 de Maio de 2009

Paixão platónica # 2


Adriana Lima

Lembram-se disto? Pois é, esta menina encheu-se de coragem e fez aquilo que queria fazer há muito - enviou um e-mail à sua paixão platónica do mundo dos blogues. E a resposta surgiu. Encantadora. Deliciosamente encantadora. As palavras mais bonitas que poderiam chegar dos dedos de uma paixão - que será sempre isso mesmo - platónica. Adorei. Obrigada, querido. Este será sempre o nosso pequeno segredo.

Sábado, 23 de Maio de 2009

Eu quero mais lutas entre a Moura Guedes e o Marinho Pinto



Há tempos, ao fazer zapping, deparei-me com um programa horroroso, na TVI, com criancinhas a cantar. E se eu já odeio concursos com criancinhas a cantar (que me desculpem as criancinhas que não têm culpa nenhuma. malvados pais que também deveriam ir fazer companhia à professora Josefina.), pior fiquei quando as vi a cantar canções de adultos, vestidas como adultos. Um horror. Fiquei tão irritada, como fico sempre que páro cinco minutos na TVI, que decidi acabar com aquele canal na minha televisão. Agarrei no comando e trumba, esse canal foi banido cá de casa. Acabaram-se os cinco minutos de novelas idiotas sempre iguais. Acabaram-se os cinco minutos de noticiários deprimentes e jornalistas medíocres. Acabaram-se os cinco minutos com visões do Goucha vestido com casacos feitos de cortinados. Acabou-se isso tudo.

Isto tudo para dizer que estou a reconsiderar dar uma segunda hipótese a esta estação televisiva, porque, inacreditavelmente, perdi a briga entre esse vulto do jornalismo e da cirurgia plástica chamado Manuela Moura Guedes, e aquele senhor que nunca se cala, de seu nome Marinho Pinto, e não me conformo. Claro que já fui cuscar ao iutubi, mas não é a mesma coisa.

By the way, ele é casado? Coitada da mulher, é que aturar um homem que nunca se cala também não deve ser nada fácil. Gabo-lhe a paciência.

Será que não dá para os colocarem novamente frente-a-frente, assim ao jeito das célebres lutas de cães que os mitras fazem ali para os lados de Chelas? Eu pagava para ver. Juro. E até apostava no Marinho Pinto. Ou seria na Manuela Moura Guedes? É que entre os dois, venha o diabo e escolha.

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Colesterol alto, quem o não teve?


Eva Herzigova

Tal como todas as mulheres, odeio que me digam que eu estou mais gorda. Sou da opinião de que há certas coisas que se pensam, não se dizem. Até porque nós não precisamos que nos digam essas coisas. Basta vestirmos aqueles skinny Jeans mais justos e reparamos logo, sem ter de ir sequer à balança, que o nosso peso sofreu alterações.

Mas, ao contrário da maior parte das outras mulheres, eu também odeio que me digam que estou mais magra. É que, hipocondríaca como sou, começo logo a magicar doenças na minha cabeça, doenças daquelas que me fazem definhar.

Portanto, nestas coisas, o ideal é ficar calado. Ou então soltar um estás muito bem. Até porque não é o facto dos outros me dizerem que eu estou mais gorda que me faz ter força de vontade para fazer uma dieta.

Mas, experimentem ser médicos. - Menina Kitty Fane, o seu colesterol está muito alto. Bom, aí o caso muda de figura. E é ver-me feita doida a cortar com tudo o que tenha gorduras, sem qualquer tipo de esforço.

Foi o que aconteceu em Janeiro quando fiz análises ao sangue. O meu colesterol estava altíssimo. Desde essa altura é raro comer carnes vermelhas, gorduras, fritos, bolos... Tem sido tudo à base de saladas, sopas, grelhados, fruta, muita fruta. Loucuras continuo a fazê-las, muitas, mas só de vez em quando.

E o resultado chegou: estou mais magra e, acima de tudo, o colesterol baixou.

As noites continuam frias? Não podemos usar os nossos vestidinhos novos? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


Johnny Depp

Porque há homens a quem nós desculpamos o excesso de tatuagens e o excesso de acessórios. Porque há homens que queríamos nossos, nem que fosse só por uma noite.

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Hoje o mundo ficou um bocadinho mais bonito



Nasceu mais uma princesa. Mais uma princesinha a quem nós vamos ter de explicar que afinal as histórias dos contos de fadas e dos príncipes montados em cavalos brancos são isso mesmo - histórias. Mais uma princesinha a quem nós vamos ter de explicar que o amor por vezes é um lugar estranho - mas, ao mesmo tempo, o lugar mais bonito onde apetece viver todos os dias.

Catarina, estamos todas solidárias com a tua irritação


Claudia Schiffer by Ellen Von Unwerth

A Catarina deixou-me este comentário:

"É homem e basta... e os que nao dizem, pensam e os que nao pensam nem dizem "sofrem" da mesma maleita. Eu sei que o que vou dizer aqui não tem muito a ver com este post, mas enquadra-se de algum modo e porque estou piurça !!!Ora hoje eu iria estar com alguem especial que me perguntou se iria estar disponivel, mesmo que estivesse indisponivel, pus-me logo disponivel com algumas ressalvas (fazer-me muito ocupada e que nao estava assim tao disponivel, aquelas coisas)... Era ela a fazer as unhas, era ela a por mascara no cabelo, era ela a passar no corpo aquela loçao corporal que so usa em momentos especiais, era ela a esticar o cabelo, era ela isto e aquilo... para no final receber uma sms a dizer "Bom dia, afinal nao vou poder ir. Depois explico".

Eu, eu confesso que achei delicioso. Não a situação, mas o comentário.

Quem nunca teve uma situação destas na sua vida que atire a primeira pedra.

Ainda me lembro da primeira vez que o homem-que-andava-por-cima-das-nuvens era para vir a minha casa. Há semanas que ele me chateava - Ai, mas quando me levas a tua casa? Cá para mim tens lá corpos escondidos dentro dos armários. E eu nada. Sim, porque (à excepção dos amigos) só convido dates para vir a minha casa se estiver mesmo muito interessada neles e se achar que eles merecem isso. E isso já se sabe que é uma raridade. E surge com o tempo.

Por isso, quando senti, de facto, vontade de lhe abrir as portas da minha casa, quando senti vontade de cozinhar para ele e de o brindar com um dos meus jantares, convidei-o.

Foi tudo planeado ao pormenor. Tudo. A minha roupa. O meu cabelo. A mesa. O prato que ia fazer. O vinho que ia servir. Não escapou nada. Estava tudo combinado. Quando ele chegasse a Lisboa, por volta das nove horas, vinha directamente para a minha casa.

Pois bem, passaram-se as nove horas, nada. Passaram-se as dez, nada. Dez e meia, nada. O telemóvel estava desligado. Devo ter tentado ligar umas cem vezes. E nada. Até que eu, completamente desorientada e irritada, decidi jantar sozinha. Ali estava eu, numa mesa maravilhosa, a beber um vinho que me tinha custado os olhos da cara, sozinha e abandonada.

Não sei se do vinho, se dos nervos, se de tudo, só sei que chorei durante cerca de meia hora. Roguei-lhe pragas. Jurei para mim mesma que nunca mais cozinhava para homem nenhum. Aliás, jurei para mim mesma que ia desistir dos homens. Amaldiçoei-o.

Às onze enviou-me uma mensagem - Querida, aconteceu um imprevisto, não vai dar mesmo para jantar. Quando puder ligo-te.

Estive uma semana e meia sem lhe falar. Perdoei-o quando tive a certeza que ele nada tinha a ver com aquela situação.

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

O Chanel nº5 foi o verdadeiro responsável pela desgraça de vida que teve a Marilyn Monroe


Marilyn Monroe*

Está linda a nova publicidade do perfume Chanel nº5 com a Audrey Tautou. Como sempre. Só é pena o perfume ser tão mauzinho.

Ainda me lembro da primeira vez que o cheirei. A minha primeira reacção foi mais ou menos assim - É isto o Chanel nº5? De certeza que o frasco não foi adulterado? - Fiquei em estado de choque. Como era possível um perfume tão especial, cheirar tão mal?

É que o perfume não cheira mesmo nada bem. A mim lembra-me aquelas velhotinhas muito engraçadas e muito maquilhadas, que no lugar das sobrancelhas têm um risco de lápis preto. O seu odor assemelha-se àqueles perfumes horrorosos que se vendem nas lojas de chineses. Aqueles que cheiram aos produtos que matam insectos. É muito concentrado e muito enjoativo. É o perfume ideal para desencadear uma dor de cabeça.

Agora compreendo porque a querida Marilyn Monroe teve uma vida tão efémera e tão triste. Ora, a dormir com aquele cheiro toda a noite, era impossível não acordar com pensamentos suicidas.

* Era tão bom que voltasse a moda das senhoras rechonchudinhas.

Felizmente não são todos assim

Os homens são, de facto, criaturas terríveis no que toca à avaliação que fazem das mulheres. Sobretudo quando estas fogem um bocadinho aos seus padrões habituais de boazonas - boas mamas e bom rabo. Terríveis. Cruéis. Maldosos. Por isso, não me espantou, apenas lamentei, o comentário que o meu colega P. fez a propósito da nova colega que veio substituir a I. (que vai hoje dar à luz a sua princesa).

- Parece um colchãozinho com pernas! - disse, gozando com o seu excesso de peso.

Temos muitas saudades de Nova Iorque?



Bebemos um Cosmopolitan e esperamos que passem.

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

E depois há aqueles dias...


Daniella Sarahyba

... em que decidimos arriscar. Fazemos aquilo que há muito tínhamos vontade de fazer, mas para o qual faltava sempre a coragem. Hoje foi um desses dias.

Só me falta perder a cabeça


Claudia Schiffer

Ultimamente perco tudo. Tenho perdido brincos a uma velocidade estonteante. Sempre os da orelha esquerda. Não percebo porquê. Há dias perdi um que tinha oferecido a mim mesma em plena 5th Avenue em Nova Iorque, num momento de pura loucura. Lindo. Lindo. Inesquecível. Não me parece que aqui encontre igual. Uns dias antes tinha perdido uma das minhas pérolas preferidas. Na Sexta-feira perdi mais uma pérola. Outra. Mas essa já sei onde está. Há cerca de duas semanas perdi uma écharpe (que eu juro a pés juntos que deixei num restaurante, mas quando lá voltei já lá não estava, pudera, era linda, neste momento parte-me o coração saber que alguém deve andar com ela ao pescoço, ainda com os restos do meu perfume) que eu simplesmente adorava. Na Sexta-feira também perdi o meu Via Card. Passei o fim-de-semana a revirar as carteiras, o meu carro, a minha casa, tudo em vão. Nunca o encontrei. Tinha-o carregado uns dias antes. Tive de o cancelar e mandar fazer um novo. Neste momento, já só me falta perder a cabeça. E até essa já está por pouco.

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Distribuir preservativos nas escolas?

Eu sugeria também umas caminhas nas salas de aula, separadas por biombos, assim à laia de dormitório, para que ali todos os adolescentes imberbes pudessem dar largas à sua fogosidade.

E, claro, com o professor ao lado a orquestrar tudo aquilo.

- Vá, Manel, põe melhor o preservativo. Oh Maria ajuda-o, pá. Isso. Isso. Agora para a direita. Com mais força. Dá-lhe, pá.

- Oh stôr quando acabar posso pôr isto no iutube?

Os homens mentem mais?


Scarlett Johansson

Todas nós já tivemos uma história em qualquer altura da nossa vida com um homem que afirmava a pés juntos que não tinha namorada e que, dias mais tarde, vimos a descobrir que afinal não era bem assim. Ou que dizia que estava divorciado e, quando muito, estava separado há dois dias e algumas horas. Acontece. Faz parte do nosso crescimento. É com eles que aprendemos a ligar os nossos radares e a estarmos sempre em alerta no início de umas saídas a dois. É com eles que aprendemos, mais tarde, a separar o trigo do joio.

Eu também tive o meu mentiroso há uns anos. Andava a sair com um rapaz que apregoava aos sete ventos que estava solteiríssimo, que não tinha ninguém e afinal até tinha uma namorada séria, daquelas de longa data.

Eu, confesso, estava caidinha por ele. Não se destacando a nível intelectual - era mediano - fisicamente era lindo, lindo. E aos vinte anos, dá-se mais importância a esse tipo de coisas.

Nos poucos dias que durou o nosso fogacho, houve sempre coisas que me causaram alguma espécie. O facto de ter imensas vezes o telemóvel desligado era uma delas. E eu, desconfiada por natureza, e fazendo-me de parva, ia tentando perceber a razão daquilo. Mas estava difícil. Ele arranjava sempre boas desculpas e depois olhava para mim com aquele ar de cachorrinho abandonado. Eu feita toininha não resistia.

Até que um dia, passadas umas duas semanitas de andarmos a sair, quando eu já não procurava saber nada, quando eu achava que ele era mesmo assim, dou conta de que afinal o dito cujo era namorado de longa data de uma desgraçada que era conhecida de outra conhecida minha.

Eu fiquei podre e a minha vontade foi de ir a correr ter com a namorada e dizer-lhe que afinal o seu querido, andava por aí a conhecer outras e a dizer que era solteiríssimo. Mas não me apeteceu. Nessas coisas não sou nada de rodar baianas e afins, e depois às tantas quem ficava com as culpas ainda era eu. Porque nestas coisas as mulheres acham sempre que as outras é que são umas cabras que se atiram aos namorados, eles são sempre uns santos, e às tantas eu é que ainda apanhava ali um puxão de cabelos. Nem ele valia isso.

Disse-lhe apenas que tinha perdido o interesse por ele, inexplicavelmente, e que tinha conhecido uma pessoa por quem me tinha apaixonado perdidamente. Mentira, continuava caidinha por ele, sobretudo quando o malvado fez o seu ar de cachorrinho abandonado perante as minhas declarações. Fiquei de coraçãozinho partido. Com pena dele, ainda por cima. Acham normal?

(Um dia com tempo conto aqui a história de uma colega com quem trabalhei há uns anos. Ao fim de um ano de namoro com tudo a que se tem direito, fins-de-semana fora, férias juntos, descobriu que afinal o namorado não só era casado, como tinha filhos e, pasmem-se, morava com a família a uns escassos vinte quilómetros de distância dela.)

Domingo, 17 de Maio de 2009

Notas soltas de escárnio e maldizer - Globos de Ouro

- O cabelo da Bárbara Guimarães está piroso. Credo.

- Nunca percebi a necessidade de trazerem actores brasileiros à cerimónia. Mas, pronto, ficámos a saber que a Susana Vieira já tem carne fresca novamente. Isso é que é preciso.

- O Diogo Infante é lindo. O Diogo Infante sabe falar como ninguém. Casava-me com ele já.

- O António Feio tem imensa piada, mas foram notórios os olhares de pena da plateia.

- Ai que o Camané também está lindo. Oh God. Uh lá lá. Afinal já não me apetece casar com o Diogo Infante, caso-me mas é já com o Camané, mesmo sabendo de antemão que me esperam sabrinas para calçar o resto da vida. Mas aquele brilhozinho nos olhos compensaria, com toda a certeza, este esforço.

- Ai que me desculpem os fãs do projecto Amália Hoje, mas a Gaivota assim modernizada faz doer o coração. Um horror.

Hoje estou nostálgica



E cheia de saudades destes tempos. Deste dia. Deste sol. Deste tom de pele. Deste top. Deste cabelo seco ao natural. Saudades, muitas saudades, da alegria que tinha dentro de mim neste dia.

Movimento dos Sem Namorados



Oh God, mas quem é que teve esta magnífica ideia? Isto é o máximo. Lindo. Para quando um Movimento dos Sem Namorados em Portugal? Eu quero. Até já me estou a ver a subir a avenida da Liberdade, com um cartaz enorme nas mãos, onde se pode ler em letras garrafais - Exijo o George Clooney na minha vida, já!

Sábado, 16 de Maio de 2009

Eu gosto dele

Enquanto lá fora a lua ilumina o rio e a ponte, cá dentro ele põe o seu ar mais sério, olha-me nos olhos e diz:

- KittyFane, vamos mas é viver juntos.

Por segundos entrei em pânico. Só depois me lembrei que ele lê o blogue e estava a gozar comigo para ver a minha reacção.

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Obrigada


Heidi Klum

Há dias recebi um e-mail * de uma menina que me perguntava se eu lia mesmo todos os comentários que recebia e porque é que nunca respondia. Ao que eu respondi que não só lia todos os comentários, como se se justificasse, eu respondia. Se me fizerem uma pergunta, eu respondo sempre. Claro que não tenho tempo para responder, só por responder, para agradecer ou algo do género, a todos os comentários que recebo.

Jamais serei a chamada blogoamiga, que linka quando o outro linka, que comenta quando o outro comenta, que anda por todos os blogues a deixar comentários, só para ter comentários no seu blogue. Eu não sou assim. Gosto que as pessoas venham cá porque lhes apetece e não porque eu deixei lá um comentário no seu blogue. Da mesma forma que gosto de comentar quando, de facto, tenho vontade e alguma coisa a dizer.

Mas, quatrocentas e tal mil visitas depois em menos de dois anos (nem comemorei as 400 000, shame on me), uma média de duas mil e tal visitas diárias depois (que o põem na categoria de blogues portugueses mais visitados), mais de quatrocentos seguidores depois, é tempo de vos agradecer. Agradecer-vos por continuarem a vir cá ler os disparates que eu escrevo despretensiosamente (e não, não sou famosa, não apareço na tv, não tenho colunas em jornais, não participo em debates televisivos, não sou política, sou apenas uma pessoa normal, a relatar eventos normais, de uma vida normal.).

Este blogue tornou-se parte da minha vida por vossa causa. Que seria dele sem os vossos comentários? Sem os vossos e-mails que chegam de todo o mundo. Sem a vossa força. Sem as vossas energias positivas nos piores momentos. Até sem os anónimos maldizentes ou as senhoritas invejosas que se dão ao trabalho de criar blogues para tentar, desesperadamente, chamar a minha atenção, taditas, não sabem que assim me estão a dar a importância que não querem que eu tenha. Sem todos vocês, este blogue não faria sentido e já tinha terminado há muito. Por isso, do fundo do coração, obrigada.

*Posso demorar, mas aos e-mails respondo sempre.

O céu continua cinzento? O frio veio para ficar? Who cares? Afinal de contas é Sexta-feira e o Gianni trouxe o Verão de volta!










Reynaldo Gianecchini

Porque hoje acordei com uma vontade enorme de trazer o Verão de volta, de ver um sorriso maravilhoso, uma cara obviamente bonita e um corpo perfeito.
(Bom, para ser mesmo perfeitinho, só lhe faltavam mesmo uns pelinhos no peito. Mas isso sou eu, que acho que os pêlos fazem toda a diferença num homem.)

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Cauterização capilar

Eu sou uma espécie de cobaia da minha cabeleireira. Tudo o que aparece novo eu experimento. Ampolas. Condicionadores. Chapinhas. Tudo. Só não experimento as tintas, porque gosto da minha cor natural e ainda só tenho dois cabelos brancos de estimação. Também não faço tenções de me transformar em mais uma loira nos próximos tempos.

Há cerca de um mês ela sugeriu que eu fizesse uma cauterização capilar, que é uma espécie de hidratação profunda do cabelo. Há dias cedi à tentação. E adorei. O cabelo está ainda mais brilhante. Muito mais macio. Parece seda. Adorei. E segundo me disseram, os resultados são ainda mais evidentes em cabelos estragados (não é o caso dos meus). Aconselho.

Antigamente pedia-se namoro, hoje em dia pede-se para viver junto # 2


Amanda Peet e o filho

Depois andam ali uns meses, quando não são semanas, a viver aquele amor intensamente. Nasce um filho. E começam a surgir os problemas. Daí até ao divórcio é uma questão de meses ou de anos. Porque não estão para se chatear. Porque afinal descobriram que o vizinho do lado é mais bonito e toca a viver novamente um amor intenso com ele e bora lá mandar vir mais um filho que isto fica giro é com muitas crianças e há que contribuir para a natalidade. Nunca como agora esteve tão na moda ter filhos. Dantes era mais ou menos uma obrigação, era o percurso natural da vida, era um desejo dos pais. Hoje em dia é quase uma moda. As criancinhas são mais ou menos como um adereço. (Sim, estou a generalizar, como é óbvio). Uma criancinha gira, fica sempre bem no retrato. Mesmo que passe os dias inteiros com uma ama. Mesmo que não tenha atenção nenhuma. Por isso, este tipo de pessoas mal se junta com alguém tem logo um filho.

E perguntam vocês, o que tenho eu a ver com isso, já que cada um sabe da sua vida?

Pois sabe, mas eu também sei que cada vez mais aparecem crianças com problemas mal resolvidos por conta de divórcios. Ou porque o pai já tem filhos com outra e já não lhes dá atenção nenhuma (acreditem, este é o mais comum). Ou porque as crianças são autênticos reizinhos habituados a monopolizar o pai e a mãe que, com receio de ficarem mal vistos perante o outro progenitor, cedem mais do que deviam. Ou porque a mãe anda sempre em noitadas e em fins-de-semana fora com o novo namorado, e o filho está sempre despejado em casa dos avós ou com a ama. Ou porque as crianças servem de armas de arremesso entre os pais que cortaram relações por completo.

É certo que nem todos os filhos de pais divorciados têm problemas, claro que não, a maior parte deles não os tem, mas há uma grande fatia de crianças que sentem esta instabilidade, esta ausência de valores e de rotinas. Eu sei, que lido com eles diariamente.

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Toda a verdade sobre a minha mala


Izabel Goulart

Todos os bagageiros dos hotéis por onde passei nas últimas férias torciam o nariz quando carregavam a minha mala gigante. Coitadinhos. Palavra de honra que ficava com pena. Ainda por cima, em vez nenhuma lhes dei gorjeta à Rockefeller (quando muito, uns míseros cinco dólares). Eu própria parti quase todas as minhas unhas a carregá-la.

Por isso, quando me deixaram no aeroporto para voltar, eu temi o pior. É que, além do peso que ela já levava na ida, agora ainda trazia mais umas carteiras, mais uma carrada de cremes e bolsas, mais umas canecas (isto falando das coisas que realmente pesam alguma coisa).

Quando no check-in a colocaram na balança, pesava exactamente vinte e oito quilos. Por detrás do balcão, a senhora olhou de lado para mim, franziu o sobrolho, e desejou-me boa viagem. Foi o que eu quis ouvir. É que não me apetecia mesmo nada pagar excesso de bagagem.

By the way, tenho tantas saudades daqueles dias. De tudo, de tudo mesmo, menos daquela área de serviço - vou ali vomitar, já volto - horrorosa, algures entre Niagara e Washington (private joke).

Com filhos ou sem filhos? Eis a questão.


Jude Law e o filho

A River deixou este comentário:

A propósito de "pessoas corajosas" e amores, etc. E de uma discussão noutro blog... E você Kitty Fane Maria (se me permite trata-la assim :)), namorava/vivia junto/casava com um homem com filho(s)? :)

Como eu costumo dizer - Why not? Não acho que ser pai seja um corta-interesse. De maneira nenhuma. Já saí com homens com filhos e sempre adorei o brilhozinho nos olhos com que eles falavam dos seus rebentos. Nunca me incomodou o facto de, por exemplo, não poderem sair ao fim-de-semana porque estavam com os filhos. Nunca me incomodou o facto de eu ser sempre relegada para segundo plano em tudo. Sempre entendi isso. E se estes dates não evoluíram para uma relação, foi por outros motivos, e nunca por terem filhos. Aliás, e isto é ridículo de se contar, até houve uma altura da minha vida em que eu pus na cabeça que não queria ser mãe (agora já quero novamente, que isto é conforme dá o vento) e dava por mim a preferir homens com filhos para mais tarde não me pedirem para os ter.

Mas, sendo realista, o facto de um homem ter um filho pode interferir numa relação e até pode levar a que nunca se inicie ou que termine por conta disso. Depende de vários factores. Do tempo que passa com a criança - um pai de fim-de-semana é muito diferente de um pai a tempo inteiro. Com um pai a tempo inteiro teria de ponderar muito bem as coisas. Da relação que esse pai tem com a mãe da criança (imaginemos que é daquelas que faz a vida negra a todas as namoradas do pai? Vá de retro.). Da criança em si (sim, há crianças amorosas e há outras que são o diabo em pessoa e eu, talvez por defeito profissional, não sei se saberia lidar com isso sem interferir.).

Quando me falam nisto, lembro-me sempre da relação longuíssima que uma das minhas amigas teve com um homem que já era pai. Foi tudo muito bonito até decidirem viver os dois juntos. Aí caíu-lhe no colo uma filha adolescente, malcriada, chantagista, que, orquestrada pela mãe, lhe fez, literalmente, a vida negra. Deixava cartas a ameaçá-la. Fazia coisas e tentava incriminá-la. A gota de água final foi pedir ao pai que escolhesse entre as duas - a namorada ou a filha. Uma novela mesmo. Claro que a relação terminou com a minha amiga a fugir a sete pés daquele terror de miúda e do respectivo pai.Tenho noção que isto foi, claramente, um episódio de excepção, mas eles existem, e há que estar preparados para eles.

Que diferença me faz o céu cinzento...


Heidi Klum

... se eu tenho a Primavera dentro de mim?

Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Há mesmo amores impossíveis ou pessoas menos corajosas?


Heidi Klum

Não concordo quando me dizem que quando duas pessoas gostam mesmo uma da outra não há impossíveis, tudo é possível. Eu costumo dizer - depende das pessoas. Eu, por exemplo, era incapaz de mudar radicalmente a minha vida por um homem. Claro que posso e devo mudar parte dela, sim. Mas radicalmente, não.

O homem que eu mais amei até hoje, um dia pediu-me para ir viver com ele para outro país. E eu não fui. Não por não o amar o suficiente, mas porque não sou pessoa de viver amores arrebatadores sem primeiro racionalizar tudo. É horrível, eu sei. Mas sou assim e não consigo ser de outra forma. E o facto de deixar aqui a minha família, os meus amigos, o meu emprego, a minha casa, a minha vida, pesou sempre mais. No entanto, conheço imensas histórias bonitas de pessoas que mudaram radicalmente a sua vida em prol de outra pessoa e que nunca se arrependeram.

Eu não vou dizer que nunca me arrependi dessa minha opção. Passei meses e meses com o "e se..." a pesar na consciência. Agora já não, porque já passaram alguns anos, mas na altura sim. No entanto, avaliando agora a situação com a devida distância, acho que tomei a opção correcta.

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Com afilhados destes, quem precisa de anónimos maldizentes?


Megan Fox

Há dias, em casa dos meus pais, o meu sobrinho/afilhado mais velho (que tem já 23 anos) ao ver-me de molinha no cabelo e roupinha de andar por casa, sai-se com esta:

- Eh pá, oh madrinha, já pareces mesmo uma cota.

E eu não gostei mesmo nada. Fui logo de seguida ao espelho ver em que ponto da situação estavam as minhas rugas. À noite encharquei-me de cremes. Só faltaram mesmo as rodelas de pepino nos olhos. Olha que isto. Malvado. Ainda por cima diz que só gosta de mulheres acima dos trinta. Ele que lhes atire com este tipo de comentários para cima que vai ver para onde vai. Isto não se admite. Estas criancinhas já nem têm respeito pela terceira idade.

Fico sempre um bocadinho irritada quando viajo de avião


Gisele Bundchen

Quando viajo de avião fico sempre um bocadinho irritada (assim só um bocadinho, mas só porque andar de avião é sempre sinónimo de férias e isso é sempre bom.). E porquê? Ora porque mais uma vez as pessoas não cumprem o que lhes é pedido e, por isso, irritam-me. Quando eu digo que estou cada vez mais anti-social ninguém acredita, mas é mesmo verdade.

E irritam porquê? Porque além de baterem palmas no fim, o que é completamente ridículo (felizmente isso não acontece em todos os voos), irritam-me por outras coisas.

Por exemplo, pelo simples facto de desapertarem o cinto logo que o avião chega lá acima. É certinho, ouve-se logo o tal barulhinho. Desculpem lá, mas o cinto incomoda-vos? É que a mim não me incomoda nada, nem me lembro sequer que o tenho, e só o tiro se tiver mesmo de me levantar. Porque o cinto deve manter-se durante toda a viagem apertado. O que aconteceu no sábado naquele avião que fez a aterragem de emergência em Genebra é a prova disso mesmo. Por vezes há problemas inesperados que não causariam quaisquer danos se as pessoas levassem o cinto apertado. Mas não, gostam de se armar em parvinhas.

Então e quando o avião se prepara para a aterragem? Mal o avião passa sobre a segunda circular e põe as rodinhas de trás no chão, já se ouvem os cintos. É o barulho dos cintos e é o barulho dos telemóveis a serem ligados. Quando o avião pára já as pessoas estão levantadas a tirar bagagens à doida lá de cima só para serem as primeiras a sair e, claro está, a comunicarem via telemóvel. Ai detesto. Fico sempre com vontade de agarrar nas minhas luvas de boxe que trago sempre na carteira e desatar por ali a bater em toda a gente.

Domingo, 10 de Maio de 2009

As ilusões não duram sempre, mas o carinho por ele, sim


Bill Murray e Scarlett Johansson in Lost in Translation

E à medida que o meu sentimento por ele vai desvanecendo, eu começo a sentir uma certa melancolia por saber que aqueles nossos desejos nunca se realizarão. O nosso encontro num qualquer aeroporto do Médio Oriente. O turbante. O abraço forte. E tudo o resto. Tenho pena que haja pessoas certas que se conhecem em alturas erradas. Ou será pessoas erradas que se conhecem em alturas certas?

Sábado, 9 de Maio de 2009

Sou uma fraca, eu sei


Charlize Theron

Depois de uma semana de jantares e concertos e mais jantares, prometi a mim mesma que na Sexta-feira não iria sair. Iria ficar em casa. Iria cozinhar. Iria arrumar algumas coisas que estão fora do sítio. Iria vestir o pijama. Iria ficar no sofá com o cobertor por cima a fazer zapping até adormecer. Porque eu sinto falta disso. Um dia por semana, pelo menos, preciso disso.

Tinha prometido a mim mesma recusar todos os convites do mundo. Mesmo os mais irresistíveis. Por isso, nem liguei à mensagem de uma certa pessoa (por enquanto, mas talvez só por enquanto, resistível) que dizia - Com coragem para sair?. Pensei imediatamente que não. Arranjar-me? Sair de casa novamente? É que nem pensar. Demorei cinco breves minutos a mudar de ideias. Os meus dedos ganharam vida própria e quando dei por mim já tinha enviado a mensagem - Why not?.

E, pronto, lá acabei eu a noite na Fábrica Braço de Prata a aturar dois semi-bêbados (ele e um amigo que se juntou) engraçadíssimos, que me deram matéria para não sei quantos posts. Sim, porque os homens com um grãozinho na asa dizem o que querem e o que não querem dizer. E eu ouvi tudo com muita atenção. E corei em certas alturas. E gostei. Muito.

Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Antigamente pedia-se namoro, hoje em dia pede-se para viver junto


Blake Lively

Eu sei que já me estou a repetir, mas eu ainda não percebi muito bem aquela coisa de as pessoas se conhecerem hoje e daqui a duas ou três semanas irem logo a correr viver juntas. Expliquem-me como se eu fosse muito burra. A sério. É que eu não percebo.

Será que as pessoas estão fartas de viver em casa dos pais e vão viver juntos porque finalmente encontraram alguém para dividir uma renda? Será que as pessoas vão viver juntos porque não conseguem estar mais de cinco minutos sozinhos? Será que as pessoas estão assim tão desesperadas que quando aparece alguém que se interesse por elas, pensam - Deixa-me cá agarrá-lo para não me fugir. Isto hoje em dia está tão complicado. Vou mas é jogar pelo seguro. Tudo menos ficar solteirona/ão? Quer-me parecer que é mais esta última, ainda que inconscientemente.

É que, sinceramente, o argumento do - estamos tão apaixonados que não conseguimos estar um sem o outro - não me convence. A sério. É que é muito bom estar com a outra pessoa, mas sabe tão bem regressar à nossa casa. E as pessoas podem estar todo o tempo do mundo juntas sem terem de juntar logo os trapos ao fim de uma semana. Já não se namora à moda antiga? Assim, cada um em sua casa, mesmo que passem muito tempo na casa um do outro. O futuro dos namoros é ir a correr partilhar o mesmo espaço?

Anda tudo louco é o que é. Estamos numa altura de consumismo desenfreado. E as relações são o espelho disso mesmo. Do vamos mas é estar juntos até fartar. Oh meus amores tenham calma. As pessoas não fogem.

Por isso é que eu digo que comigo tem de ser uma pessoa sem pressas e totalmente independente como eu (que viva sozinho, de preferência). É que se me aparece uma criatura dessas, que ousa dizer que quer partilhar um espaço ao fim de duas ou três semanas, eu entro em pânico e só tenho tempo de gritar - pernocas, para que vos quero?. Como já aconteceu.

Cada vez mais, acredito que sou de outro planeta, e que não me revejo de maneira nenhuma neste tipo de relações-relâmpago. Muita calma. Calma é sempre o que eu mais preciso.

Estamos em crise? O vírus da gripe suína anda por aí a pavonear-se? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


Colin Firth

Porque ele tem um ar tão meiguinho e uma voz tão doce, que até ficamos com vontade de gritar - Marry me Mr Darcy.

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

A pedido de várias famílias*


Imagem retirada do blogue mini-saia

1 - Creme de dia hidratante da Givenchy (skin drink soft - créme yaourt). É óptimo. É muito leve. É absorvido rapidamente pela pele.

2 - Fond de teint - Fleur de Teint da Guerlain. Este fond de teint é mágico. Para além de ter protecção solar, a pele fica com um tom muito natural e os defeitos desaparecem como que por magia. Adoro-o.

3 - Máscara de olhos Sumptuous da Estée Lauder. As pestanas ficam com o dobro do tamanho. Esta máscara faz milagres.

4 -Dior Blush. Dá o ar mais saudável do mundo.

5 - Anticerne liftant lissant da Dior. Uso-o para as olheiras e para camuflar algumas borbulhas que aparecem sem pedir licença.

Quanto ao gloss, neste momento uso este da Victoria's Secret. Anteriormente, usava os Juicy Tubes da Lancôme.

*e para quem não viu as minhas dicas no mini-saia.

Mito nº1 - As mulheres ficam mais bonitas ao natural


Adriana Lima

Quando oiço alguém dizer que não gosta nada de ver as mulheres maquilhadas encho-me sempre de urticária. Porque essas pessoas acham que a maquilhagem é como uma máscara de palhaço. Umas sombras rosa-choque nos olhos. Umas bochechas redondas vermelhas. Um baton castanho.

A maquilhagem não é isso e o seu único propósito é realçar o que as mulheres têm de mais bonito. Qualquer olhar fica mais giro com um bom rímel. Qualquer rosto fica mais bonito e com um ar mais saudável com um bocadinho de blush. Quaisquer labiozinhos ficam mais giros com um gloss.

Essa ideia de que as mulheres são mais bonitas ao natural é um perfeito disparate. Elas são bonitas ao natural, sim senhor. Mas bem maquilhadas ainda ficam melhor. Mas, volto a repetir, maquilhar não é pintar e muitas mulheres caem nesse erro.

Eu sou adepta da maquilhagem e, a não ser que vá para o ginásio, para a praia ou para ambientes mais descontraídos , não passo sem o meu anti-cerne (que disfarça as minhas olheiras, mesmo nos dias mais difíceis), sem o meu rímel (que faz milagres com as minhas pestanas), sem o meu blush (que me dá o ar mais saudável do mundo) e sem o meu gloss. E sem a minha base maravilhosa que, além de dar aquele tom uniforme, ainda protege a pele do meu rosto do Sol.

O acto de nos maquilharmos não é mais do que cuidar do nosso rosto e do que temos de mais bonito.

Fez toda a diferença


Charlize Theron

É que uma mulher pode ser muito moderna e independente, mas raramente resiste a um belo poema escrito para si.

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

E já nem falo das pessoas que vão para os concertos SÓ para enviarem mensagens de telemóvel


Heidi Klum

Eu estou cada vez mais anti-social. Não sei se é da idade, se do que é. A verdade é que odeio, cada vez mais, sítios com imensa gente (excepção feita a NY). Porque há pessoas que não sabem estar. Que incomodam os outros. Que só conhecem os seus direitos e esquecem os deveres. Que conseguem irritar os outros só pelo simples facto de existirem.

No concerto de ontem foi notória a falta de civismo das pessoas. Ora toda a gente sabe que no Pavilhão Atlântico é proibido fumar. Se é proibido, porque é que insistem em fazê-lo? É que depois temos de estar ali a respirar aquele ar poluído. Sobretudo agora que os nossos pulmões já se habituaram ao ar limpo. E se o cheiro do tabaco enjoa, imaginem o cheiro das ganzas que o casal de idiotas fumava mesmo atrás de mim. Meus amores, fumadores de ganzas e afins, eu entendo que vocês gostem disso, mas só o cheiro me dá vómitos. Juro. Saiam para a rua se faz favor, ou então ponham um chupa-chupa na boca. Em último caso, e se querem mesmo ficar pedrados, snifem cocaína, estraguem-se como quiserem, mas não me atirem o fumo para cima.

Como se não bastasse isto tudo, quando vinha para casa, com o carro já na reserva, decidi parar nas bombas, e qual não é o meu espanto quando vejo uma fulana de barriga de fora e tatuagem horrível no umbigo, com ar de prostituta de beira de estrada (como se isto não fosse já mau...), mesmo ao meu lado, a encher o depósito e a falar ao telemóvel. Ia jurar que era perigoso. Ou estarei enganada? Só lhe faltou mesmo acender um cigarro e atirar o fósforo para dentro do depósito do carro.

Carta aberta a Mariza depois do tão aguardado dueto com Lenny Kravitz


Mariza

Querida Mariza, sabes como eu te adoro. Fazes-me vibrar como ninguém, tens o dom de me levar às lágrimas só com a tua voz, arrepias-me. Mas ontem, no concerto do Lenny Kravitz, não estiveste bem, Mariza. Eu queria ter adorado o vosso dueto, mas não adorei. Gostei um bocadinho, só um bocadinho, assim um bocadinho fraquinho. Nada mais. Por isso continua a encantar-nos com os teus fados e esquece, por favor, o "Again" do Lenny Kravitz. A tua voz não se adequa, de todo, a esse tipo de registos.

Sim, sim, o concerto foi maravilhoso. Mesmo. Ele canta tão bem. A banda dele é estrondosa. O som estava óptimo. E ele é tããão sexy. Benzó Deus. A dor de cabeça e a soneira com que eu acordei é que não estão com nada. É que já cheguei tarde e depois ainda me pus a ver um documentário acerca da amaragem do avião no rio Hudson. É o que eu digo - eu já estou velha para estas coisas. Oh God. Eu não quero ir trabalhar. Quero ficar na caminha o dia inteiro.

Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Crónicas de Escárnio e Maldizer - Gala do MET

Confessem, confessem, já tinham saudades de uma boa postada acerca de vestidinhos e afins, assim a lembrar a festarola dos Óscares. Pois que ontem realizou-se a já habitual gala anual de beneficência do Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, e lá foram as senhoras vestir as suas melhores fatiotas. O resultado foi fraquinho. O Halloween ainda vem longe, mas algumas celebridades decidiram antecipar-se. Vamos então ao que interessa.


As pirosas da noite

1- Ai que o divórcio lhe fez tão mal. Eu sempre disse que o Guy Ritchie era uma bênção para esta senhora, mesmo sendo bebedolas e mesmo sendo muito baixotinho. Vejam como se encontra a senhora. Completamente senil.


Madonna


2 - Ai pá, não encontro nada neste closet. Olha vou mas é levar este vestido. Bom, como não encontro mais nada, vou levar estes brincos verdes. E olhem, como a malita encarnada está aqui à mão vou já levá-la. É que já nem vou procurar outra. Que maçada, sempre atrasada. E o penteado... hummm.... deixa cá ver... levo mas é uma trancita agarrada à cabeça. Já a minha avó o fazia quando não tinha tempo de ir ao cabeleireiro.


Jessica Alba


3 - Como sempre saí de um filme de terror. Buuuu, vou abrir muito os meus olhos, fechar o sorriso e assustar-vos. Buuuu.


Mary-Kate Olsen



4 - Assim de repente, fiquei sem palavras.


Rihanna


5 - Eu sou tão bonita, mas não tenho gostinho nenhum a vestir-me e a maquilhar-me. Ohhh.


Rachel Weisz


6 - Que trabalheira que tive a subir à árvore para roubar o ninho de pardal para trazer na cabeça.


Tyra Banks



As lindas da noite

1 - Desta vez esmerei-me, até porque sei que a Kitty Fane tem um fraquinho por vestidinhos encarnados.


Jessica Biel


2 - Ai que eu sou tão bonita que até meto nojo. E o azul fica-me tão bem.


Blake Lively



3 - Pois que já não me bastava ter este namorado bonitão e com quase dois metros de altura, e ainda apareço linda de morrer nesta gala. Já dizia o meu tetravô que Deus tem- isto não é para quem quer, é para quem pode.



Tom Brady e Gisele Bundchen

Para que me serve um rabo giro se o rapaz tem uma cara feia?


Heidi Klum


Tenho amigas que são loucas por um belo rabo de homem. Estão sempre a comentar - Ah e tal, o fulano tal tem um rabo tão jeitoso. E eu fico assim meio desorientada, porque não sei de que rabo estão elas a falar. Simplesmente porque não reparo. Aliás, tenho para mim que devo ser a única mulher que não olha para o rabo dos rapazes. Aliás, nem sei como elas os vêem. Porque das duas uma - ou o rapaz traz vestidas umas calças justas e apertadas que deixam perceber as formas (o que, diga-se de passagem, é uma piroseira e o rapaz até pode ter o rabo mais giro do mundo que, com aquelas calças vestidas, nem coberto de ouro) ou então têm um olhinho de lince que eu acho que não tenho.

É que, verdade seja dita, para que me serve um rabo giro se o rapaz tiver uma cara feiotinha para a qual eu tenho de olhar todos os dias?

Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Vá lá perceber as mullheres, neste caso eu


Julia Stegner

Se os homens não nos elogiam, não nos dizem coisas bonitas, todos os dias, são uns estupores de uns insensíveis que não gostam de nós, mas se são demasiado lamechas, se nos estão constantemente a elogiar, se nos dizem as coisas mais bonitas do mundo, todos os dias e a toda a hora, são sensíveis de mais e não se aguentam. Haja paciência para pessoas como eu.

O meu amigo Manel e a Playboy



O meu amigo Manel na quinta-feira estava muito desconsoladinho porque, diz ele, as senhoras que fazem a capa da Playboy não mostram o pipi como as dos outros países. Eu não percebi muito bem do que ele estava a falar (palavra de honra que nem sabia que as senhoras nos outros países mostravam os seus pipis nesta revista, pensava que isso era coisa daquelas revistas mais ordinarotas) até ter visto as fotos da Cláudia Jacques* em pelota. Só pude confirmar a sua teoria. É certo que a senhora mostra as mamocas e o traseiro em todos os ângulos, mas pipi nem vê-lo. O meu amigo Manel acha muito mal e acha também muito mal as depilações pipizescas integrais que se vêem pela edição portuguesa. Diz ele que detesta. Diz ele que boa, boa, é a depilação que as senhoras brasileiras da Playboy apresentam nas fotos. Não sabendo muito bem como é a depilação das senhoras brasileiras nas fotos da Playboy, sempre achei que nestas coisas nem oito, nem oitenta.

* A senhora é super boazona? É. Tem mais pinta do que a do mês passado? Sim, sem dúvida. A senhora está bem conservada para a idade? Sim, está óptima (mas também, e verdade seja dita, com os tratamentos e com as lipos, mais as silicones, mais os botoxes, mais as massagens, mais não sei o quê, a que tem acesso de borla, e já nem falamos no photoshop, até a minha vizinha feiotinha concorria a coelhinha do ano). As fotos estão mais bonitas do que as do mês passado? Sim, sem dúvida.

By the way, a senhora faz mesmo o quê ( para além de se pavonear pelas festas e de ter namorado o neto do Manoel de Oliveira)?

Domingo, 3 de Maio de 2009

E foi a partir deste momento que fiquei a gostar mais um bocadinho dele # 2


Foto de Solve Sundsbo com Gisele Bundchen (roubada daqui)

No dia em que, depois de andar cerca de cem metros em calçada portuguesa com sapatos de salto agulha nos pés, ele se cansou de ouvir as minhas lamentações e me levou ao colo até ao carro (logo eu que não sou propriamente um montinho de ossos. logo eu que não meço propriamente um metro e meio).

Mas como é que eu alguma vez poderia gostar de homens pequeninos? Nunca. Pronto, pronto, não precisam de ser como o da foto. Não, isso não. Homens-armário só mesmo para levantar pesos por esses ginásios fora. Mas convém serem compostinhos e altinhos.

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Malvada


Alessandra Ambrosio

Esta malvada, linda de morrer, de seu nome Paracuca Maria , hoje merece uns bons açoites. Sim, porque ia eu muito bem a conduzir, descontraída, a fazer o resumo do dia, prestes a chegar ao destino, quando toca o telemóvel. Quem era? Quem era? Essa tal menina. E que queria ela? Pôr-me a falar com uma pessoa que me queria agradecer. Claro que eu bem sabia quem era essa pessoa e comecei logo a tremelicar. Pois, esse mesmo - o José Eduardo Agualusa.

- Ah e tal, olá. Como está?
-Ah e tal não me trate por você.
-Pois. Pois. Eu gosto muito de si. Blá. Blá.

Conclusão: eu não disse coisa com coisa.

E depois a malvada ainda queria que eu fosse beber um copo com eles? É certo que não estava em Lisboa, mas mesmo que estivesse nunca poderia ir. A não ser, claro está, que me encharcasse de drunfos. Só assim conseguiria encarar esse portento de homem, que ainda por cima tem uma voz tremendamente sexy.

Achei que devia partilhar convosco...


Gwyneth Paltrow

... que depois de uns dias muuuuito complicados, Kitty Fane respira de alívio e renasce de novo.

(Tinha esta foto guardada há meses. A Gwyneth Paltrow está linda, irradia felicidade por todos os poros. Adoro o seu sorriso, o brilho nos olhos, o cabelo. Adoro tudo. É uma das minhas fotos favoritas e, por isso, jurei a mim mesma que só a publicaria quando me sentisse tão feliz como ela aparenta estar. Os meses foram passando e nunca mais chegava o dia de publicar essa foto. Foi hoje.)

Proibido usar


Scarlett Johansson

Homens deste meu país, nunca, mas nunca, usem:

-Tanga na praia. Já nos chega um Zézé Camarinha. Imaginem agora mais alguns espalhados por essas belas praias. Querem traumatizar-nos é?

- Sandálias. Podem ser Dolce e Gabbana. Podem ser Armani. Até podem ser Louis Vouitton. As sandálias estão, simplesmente, proibidas nos homens. São uma piroseira.

- Óculos de sol na cabeça. Não. É mau de mais. É muito, muito foleiro. Quando não os estiverem a usar, guardem-nos em qualquer sítio. Mas na cabeça, não.

- T-shirts, sweat-shirts ou calças justas puxadas até cá acima e que deixam marcadas as vossas partes baixas. Meus amigos até podem ter um corpo perfeito de Adónis. Não, não e não. Roupa justa não combina com homens.

-T-shirts de mangas cavas. Um verdadeiro horror. E o horror ainda pode ser maior, se houver pelo braço uma tatuagem "tribal". Isso então, meus amigos, é de fugir a sete pés.

- Boxers cheios de bonecada. São autênticos corta-interesse. Uma pessoa está ali toda empolgada e dá de caras com o Mickey ou com o Snoopy? Não, definitivamente não.

- Gel no cabelo. É que ficam com o aspecto de quem foi lambido por uma vaquinha. O tempo do gel no cabelo já lá vai há muito. Hoje em dia está completamente out.

(Desafio todos os homens que me lêem e que têm um blogue, a fazer a mesma coisa em relação às mulheres.)