terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ainda estou em estado de choque com certas coisas que se têm passado nas últimas 24 horas


Gisele Bündchen

Eu acho que o problema da maior parte das pessoas é pensarem que os outros são como elas. Por isso, não me espanta certas coisas que têm acontecido, assim como que por magia, desde que anunciei aqui que iria escrever no 24 horas.

Ó meninas, tenham lá calma, é só uma crónica no 24 horas, ok? Eu não vou roubar nada a ninguém. Há espaço para todas.

Convidaram-me e eu, entre muitos outros convites que tenho recebido e que tenho recusado, decidi aceitar este. Posso? Ou tenho de vos pedir autorização antes? Afinal tanto apregoar de felicidade, de amor, de paixão, de felicidade outra vez, e depois incomodam-se com isto?

E, não, não vou casar com o George Clooney (quem me dera!), também não me saíu o Euromilhões, nem tampouco vou viver no lago de Como. Também não fiquei, de repente, com o corpo da Gisele Bündchen . Sniff. Portanto, não há motivos para tanta confusão.

É só uma extensão deste blogue numa colunazinha deste jornal, ok? Pode ser? Deixam? Ou tenho de pedir de joelhos?

Caramba, custa assim tanto conviver com isso?

Cruzes. Medo. Vá de retro. Oh God.

O Amor é um Lugar Estranho - Pelos Leitores # 8


Julia Roberts e Hugh Grant em "Notting Hill"


Da autoria da Ana Catarina Ramalho

Apaixonei-me por ele no primeiro instante que o vi em cima de um palco. Assim que as luzes subiram e eu vi a sua face, com os olhos reluzentes, o meu coração vibrou e eu nem sequer sabia o nome do desconhecido que me provocava toda aquela reacção.

Diz-se que os melhores momentos da tua vida acontecem quando ‘menos esperas’.
Na verdade, andava há dias a ‘menos esperar’ que algo acontecesse, mas nunca pensei que fosse naquela noite, naquela peça de teatro.

Talvez seja por isso que o amor seja um lugar estranho, porque é um lugar cujo terreno nunca sabemos como apalpar porque de todas as vezes se torna diferente. É um lugar em que poucas vezes nos reencontramos, porque há sempre uma nova entrada mas as mesmas saídas: sofrimento ou felicidade.

Depois de ter saído daquele teatro vim para casa com o rosto dele preso no meu pensamento, passei os dias seguintes a pensar nele. Como é que algo assim, tão alheio à vida real, me tinha acontecido? Mais parecia cena de filme! E, muitas vezes, remexi no meu interior a pensar que aquela quimera tinha sido criada por mim para fugir à solidão que o meu coração sentia na época.
Decidi escrever um conto, passar para papel aquela sensação de estranheza que me galgava o bater do coração. Quando acabei e senti que o sonho tinha passado a ser físico, serenei.
Eis senão que o nome dele se atravessou o meu caminho e um remoinho de novas emoções se reiniciou e, dessa vez, eu decidi não parar.

Foi assim que descobri quem ele era e cheguei, no fim, a conhecer.

Tinha entrado, então, no lugar estranho a que o amor me tinha aberto às portas. Pela primeira vez na minha vida, sentia-me arrebatada por alguém que nunca tinha visto na vida.

Parece algo infantil, cinematográfico, às vezes faltam-me as palavras para o descrever porque, pura e simplesmente, não há palavras. E quando me apercebo disso o meu estômago embrulha, porque sei que, ao contrário dos filmes e sonhos, esta história não terá um final assim. E eu ainda não encontrei a saída deste labirinto.

Sabemos que a nossa mãe anda a levar os signos demasiado a sério quando...

Às 9 horas da manhã (hora a que nunca liga, a não ser que haja uma emergência)

- Está tudo bem, filha? (com uma voz aflita)

- Sim, porquê?

- Ai, é que estive agora a ler o teu signo e estava tão mauzinho...

A idade traz-nos estas coisas boas


Kelly Reilly

Nestes últimos tempos, aprendi a dizer tudo aquilo que eu sinto, sem medos. E, apesar de já me ter sentido por duas ou três vezes uma Wendy*, perdida, na estação de comboios de São Petersburgo, e de até ter soado o Mysteries da Beth Gibbons nos meus ouvidos, a verdade é que tudo isto tem sido muito bom. Ontem, por exemplo, liguei a uma pessoa com quem não falava há algum tempo. Se calhar há um ano ou dois, e estando na situação em que estou agora em relação a ele, não lhe teria ligado, porque iria focar-me no que ele iria pensar e o meu orgulho iria interferir na minha acção. Mas ontem não, ontem apeteceu-me ligar-lhe, e liguei. Sem medos. Sem nervosismo. Ele ficou tão espantado - gaguejou - por eu lhe ter ligado, que pensou que me tivesse acontecido alguma coisa grave, pois só isso justificaria o meu telefonema. Sexta, vamos lanchar.

*Personagem interpretada pela actriz da foto no filme "Bonecas Russas".

Acabar com o Sistema Nacional de Saúde?


Sarah Michelle Gellar

Eu encho-me de urticária quando oiço alguém dizer que se devia acabar com o sistema nacional de saúde. Ah e tal, aquilo não funciona. Ah e tal, as listas de espera são enormes. Ah e tal, os médicos e enfermeiros que lá trabalham são uns incompetentes. Ah e tal, já fui muito mal tratada lá. Ah e tal, o meu pai foi vítima de erro médico. Odeio, odeio tudo isso. Porque quer-me parecer que essas pessoas das duas uma - ou não fazem ideia do que estão a dizer ou então nunca tiveram um problema de saúde realmente grave. A esses aconselho-os a irem uns tempos aos Estados Unidos e a ver realmente como é não ter um Sistema Nacional de Saúde. Sim, que os seguros de saúde são muito bonitos, mas quando toca a um problema grave, as despesas são mais do que muitas e a maior parte das pessoas não têm dinheiro para pagar um seguro que cubra tudo. Aliás, eu posso dizer que se morasse nos Estados Unidos e tivesse tido o problema de saúde que tive, estava neste momento a pedir esmola ou então já tinha morrido porque não tinha dinheiro para me tratar. E penso imensas vezes nisso.

O Sistema Nacional de Saúde funciona mal? Funciona. As listas de espera são enormes? É verdade. Na maior parte dos hospitais públicos não há organização? Verdade. Mas, apesar de tudo, quando lá vai alguém parar eles estão lá - excelentes médicos e excelente enfermeiros - e as coisas funcionam muito bem.

Das minhas três cirurgias, duas foram em hospitais públicos e uma no privado. Não vi diferença nenhuma, tirando a parte do conforto, claro. A simpatia e a competência das pessoas foi igual. E numa paguei mil e quinhentos euros já com o acordo com a minha seguradora, e nas outras não paguei nada. Portanto, há uma grande diferença.

É óbvio que os hospitais privados também são muito importantes. Eu para quase tudo recorro a eles (só nos assuntos relativos ao meu problema de saúde é que recorro ao público), mas apenas porque é tudo mais rápido, porque - é verdade - funciona melhor, e porque tenho seguro de saúde que me permite fazer isso. Mas há quem não o tenha e para esses e para quem precisa como eu já precisei, o sistema nacional de saúde continua a ser o melhor.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A primeira (de muitas, espera-se) crónica no 24 horas


Renée Zellweger em "O Diário de Bridget Jones"

Apesar das dores no corpo, do ranhinho a sair do nariz, das sessões seguidas de espirros, dos olhinhos que mal se abrem (quem me manda a mim na semana passada ter gritado aos setes ventos que há mais de um ano que não apanhava uma constipação?), Kitty Fane ainda tem forças para avisar os seus queridos leitores de que a partir de amanhã (e com alguma frequência semanal) terá uma crónica nesse belo jornal que dá pelo nome de "24 horas". Vá, toca a comprar.

Saber envelhecer # 2


Judi Dench

Sou só eu que acho estas rugas lindas? Aliás, esta foto é magnífica.

Facebook


Eva Green

Alguém me explica se há alguma função no Facebook que impeça as pessoas de nos enviarem convites para ingressar em grupos, petições, clubes de fãs e afins? Eu sei que as pessoas não o fazem por mal, mas eu estou cansada.

Ele é convites para o grupo de apoiantes ao Mário Crespo (mas isto agora é algum concurso para ver quem tem mais apoiantes? eu continuo a achar que o homem esteve mal.). Ele é grupos para apoiar um concorrente dos Ídolos (tenham dó de mim!). Ele são convites para pertencer ao grupo de um clube de futebol (ora se eu nem gosto de futebol...). Ele são convites para fazer a quinta (tenho eu lá tempo para andar a tratar de animais que nem sequer existem?). Ele são convites para isto. Ele são convites para aquilo.

Eu até entendo que haja pessoas que façam questão de estar nesses grupos, mas a mim não me interessa nada. Além de que, se quiser muito ingressar num, eu própria o faço de livre vontade como já o fiz, sem imposições de outros.

Digam-me, há alguma função?

E por falar em turistas


Rebecca Hall, Patricia Clarkson e Scarlett Johansson em "Vicky Cristina Barcelona"

Se há turistas que eu adoro ver são as japonesas. Para já porque têm sempre imenso estilo. Todas. Trazem sempre as carteiras mais giras. Têm sempre aqueles cabelões lisos e brilhantes que eu adoro. Além disso, eu sempre fui fã das belezas orientais (das mulheres orientais, claro, dos homens é raro, a não ser, claro está, que tenham quase dois metros e que tenham o aspecto de um que eu vi há uns anos ao lado do Coliseu de Roma, que me tirou uma foto e o fôlego, e que ainda hoje guardo na memória). As italianas também têm sempre imenso estilo e são mulheres obviamente bonitas, sobretudo porque andam sempre bem maquilhadas e bem vestidas. As alemãs, em geral, são esquisitas e masculinas. As escandinavas são lindas, têm belezas de cortar a respiração, mas, parecem-me sempre muito sem sal. As inglesas, tal como as alemães, também são estranhas. As francesas têm classe. As espanholas falam alto e, fisicamente, são muito parecidas connosco. Bom, talvez se arranjem mais um bocadinho do que a maior parte das portuguesas.

Coisa feia, a inveja


Gisele Bündchen

Eu rio-me sempre quando oiço pessoas a dizerem que não são nada invejosas, que nunca sentiram inveja de nada nem de ninguém. Que horror, a inveja, dizem elas. Estão a mentir. Todos nós já sentimos, pelo menos alguma vez, inveja. A inveja faz parte do ser humano. A única diferença é que há pessoas que invejam tudo e todos, e, tomados por essa inveja, rogam pragas aos outros, fazem-lhes mal, e nunca conseguem ficar satisfeitos com a sua vida, tudo isto vinte e quatro horas por dia, e há outras que têm pequenos ataques inofensivos de invejite que duram apenas alguns segundos. Eu, confesso, tenho, frequentemente, pequenos ataques destes.

Por exemplo, há dias, ali no Chiado, passou por mim uma turista japonesa que, para além do cabelo lindo e brilhante que possuía, levava ainda ao ombro uma Chanel 2.55 que se notava a léguas que era verdadeira. Sim, essas coisas notam-se a léguas. Obviamente que quando vi aquilo fiquei roída de inveja, pois queria mesmo era que aquela maloca tão gira fosse minha. Malvada japonesa, pensei eu para os meus botões. Mas, cinco minutos depois, já nem me lembrava daquele episódio.

Outras coisas que me causam pequenos ataques de invejite são as viagens dos outros. Sobretudo as viagens aos Estados Unidos, mais concretamente as idas a Nova Iorque. Fico verde de inveja quando sei que alguém vai. Malvados, penso eu. Mas depois passa-me aquilo e fico ansiosa pelo regresso deles para ouvir as suas histórias, ver as suas fotos, matar saudades da cidade.

Também invejo os meus pais porque estão juntos há cinquenta e dois anos. Invejo pessoas que têm tempo para tudo. Invejo pessoas que sempre foram saudáveis e que não têm preocupações como eu tenho. Invejo a Gisele Bündchen pelo corpo, pelo cabelo e pelo Tom Brady. Invejo aquelas pessoas muito arrumadas. Invejo as pessoas que escrevem muito bem. ...

Sou uma invejosa, portanto.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

É tão engraçada a minha esteticista



E, enquanto me tirava a capinha de urso com as suas unhas de gel enormes que têm um coração vermelho no meio, ia-me dizendo raios e coriscos do ex marido e ia-me contando as suas aventuras com os homens que conhece através do Clube da Amizade (que é um qualquer site de encontros da net).

Ai minha nossa senhora


Noah Cyrus

É irmã da Miley Cyrus, tem apenas nove anos, é actriz, canta por todo o lado, veste-se como uma mini-prostitutazinha e até vai lançar uma linha de lingerie. Sem querer ser mazinha, não será muito difícil antecipar o seu futuro, que acabará, obrigatoriamente, por internamentos sucessivos em clínicas de reabilitação.

Não há ninguém que faça alguma coisa a este pai que se aproveita assim das filhas desta maneira?

Vai lá ser gira para o Inferno*


Jennifer Aniston fotografada ontem no México

* Título semi-roubado à Elite.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Tudo pode acontecer



Tal como em Match Point, o Woody Allen fala da sorte como a grande responsável pela nossa vida. Eu concordo. Se pensarmos bem, quase tudo se deve à sorte. Começando com o nosso nascimento e acabando com a nossa morte. Quanto ao filme, é muito engraçado. Tem partes de chorar a rir, outras que dão que pensar. E, se formos a ver, há por aí tanto Boris Yelnikoff. Hoje, por exemplo, estava um a almoçar ao meu lado que dizia mal de tudo e de todos. Estava a ver que a dada altura ele se virava para mim e para quem estava comigo e desatava a enxovalhar-nos, simplesmente porque estávamos ali.

Pois é...


Charlize Theron

... adoro que puxem a cadeira para eu me sentar, adoro que me cedam a passagem, adoro que me abram a porta do carro, adoro que me digam que eu estou elegante, adoro que me tragam flores ou chocolates... Em suma, adoro cavalheiros. E, antes que me venham dizer que não passam de um mito urbano, eu posso afirmar que eles existem e que eu até conheço três ou quatro exemplares desta linda espécie.

Saber envelhecer # 1


Helen Mirren

Absolutamente maravilhosa.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O "Lua Vermelha" é para rir?



É que hoje, enquanto ia para o trabalho no meu carro, passei por um mupi que fazia publicidade a esta série (ou será novela?) e tive de dar uma valente gargalhada ao olhar para o rapazola de boca aberta na direcção da moça que posa para a foto com ar de enjoada. Aquilo é mesmo para rir?

Ainda há cavalheiros?


Audrey Hepburn

Já é tão raro nos dias de hoje um homem puxar-nos a cadeira para nos sentarmos, que quando o fazem até estranhamos. Mas gostamos. Muito. Eu pelo menos adoro cavalheiros à moda antiga.

Dedicado ao R..

Assim será o fim-de-semana...


Julia Roberts e Hugh Grant em "Notting Hill"

Como dizia a Rita Lee, no escurinho do cinema, chupando drops de anis, longe de qualquer problema, perto de um final feliz.

Estamos quase em bancarrota? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


Luke Perry

Elas - as adolescentes - de hoje sonham com o Zac Efron e com o Robert Pattinson, eu sonhava com o Luke Perry. Ai o que eu adorava a série "90210".

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sites porno querem usar o meu blogue

Ontem fui alertada por uma leitora para a existência de um site porno nos meus seguidores ali de baixo. Todos devem ter reparado, só eu é que não, nas mamocas que, de repente, apareceram por ali. Fui logo verificar e reparei que, para além do excesso de imagens impróprias para figurar num blogue cor-de-rosa como este ainda que sob a forma de link, as mamocas remetiam-nos ainda para uma série de outros sites que, em geral, são uma fonte de vírus para quem clica neles. O assunto está resolvido, o seguidor foi bloqueado.

Alerta Botox


Elle Macpherson

A Elle Macpherson que, além do corpão que eu invejei durante toda a minha adolescência, tinha uma cara linda, linda, apareceu assim esta semana, sem expressão e igual a tantas outras que não sabem envelhecer com dignidade.

Pergunta da Semana # 10 - Afinal quem é que tem razão - o Mário Crespo, o director do JN ou o Sócrates?



Obviamente que o director de um jornal não poderia publicar uma crónica, ainda que pessoal, baseada num diz-que-disse de um assunto que nem se sabe muito bem se aconteceu ou como aconteceu. Mas isto sou eu que acho.

Os trastes # 1 - Homens comprometidos que dão em cima de outras mulheres


Eva Mendes

Quando algum homem casado ou comprometido dá em cima de mim e me convida para tomar um café na tentativa de engate como quem não quer a coisa, e quando a coisa não vai lá com falinhas mansas, eu uso sempre a mesma táctica - Olha, na realidade eu tenho uma vida mesmo muito ocupada durante a semana, só posso no sábado à noite ou no domingo à tarde. Podes? - Se na semana seguinte houver insistência da parte dele, volta-se a repetir a mesma coisa.

É remédio santo. Nunca mais chateiam. É que essas horas são as sagradas para passar com a mulher, com os filhos, com os sogros, seja lá com quem for, e não há reuniões ou trabalho que os desculpem. Só não resultou umas duas vezes em que o tiro me saíu pela culatra e eles me disseram que podiam no sábado à noite. Aí tive de recorrer a outras desculpas.

É que são piores do que as pragas de gafanhotos. E eu, nestes casos, ponho-me logo a pensar na mulher que está em casa a tratar dos filhos ou no seu trabalho, toda contentinha, toda apaixonada, a pensar que tem ali um homem em condições, quando, afinal de contas, tem ali um verdadeiro traste. É que não têm mesmo vergonha.

Adenda: Com certeza que também haverá mulheres assim, muitas, mas, sendo heterossexual, só posso falar dos homens porque são eles que me batem à porta.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Os meus filmes # 8



Adoro. Adoro. Adoro.

O Amor é um Lugar Estranho - Pelos Leitores # 8


Kirsten Dunst e Orlando Bloom em "Elizabethtown"


Da autoria da Mónica Santos

Meu amor,

Os outros, sempre os outros. A lançar confetis na alegria dos seus amores, que nunca são de facto, a celebrar e a sorrir para todos amor que nunca sentiram. Precisam de ostentação meu amor, os outros. Precisam que vejamos, precisam que acreditemos que são felizes, que se amam, que se cuidam, que se entrelaçam nos caminhos que só eles podiam conhecer. Meu amor, esta carta que escrevo à luz do sol poente leva a frieza deste calor que os outros teimam em deixar em mim, acreditando que tudo está bem quando todos acreditarem que o que vemos é amor. Eles não sabem o que é, meu amor, esse sentimento que cobre a voz de maresia e me faz olhar para este mar que não é meu e te espelha tão bem.

Eles não sabem, ou então nunca saberiam o que dizer. Arranjaria eu palavras para festejar com eles o meu amor por ti, saberia eu escolher a forma, o momento, o dia? Claro que não. Mas eles sim, os outros. Decoram as palavras, que por nunca serem certas, dão prazer a escolher. Inventam mil e uma maneiras de sossegar os corações aflitos que não sabem, ainda, nada da vida.

E por isso confundem tudo, mastigam tudo e não sobra nada. Por isso, me afasto meu amor, para o silêncio que te traz vez após vez, sem festa visível, a não ser o olhar molhado.Os outros, sempre os outros. À procura do que não lhes pertence nem sabem como é. Quando chegar, vão tropeçar e nem sequer vão parar para olhar. Aí o coração que afinal nunca sossegou, nunca mais volta ao mesmo. Foram demais, para tão pouco.

Eles, meu amor, já nem escrevem cartas de amor!

Que fofinhos!


Kate Hudson

Os homens são tão fofinhos. Quando aparece algum deles, com boa pinta que lhes faz concorrência, começam logo a dizer que tem cara de parvo. Ou então que tem todo o aspecto de gay. Ou de playboy incorrigível.

É por estas e por outras que eu adoro o Google



Hoje está liiiindo em homenagem ao pintor e ilustrador Norman Rockwell, que durante mais de quarenta anos fez as ilustrações para o The Saturday Evening Post .

Largar as mãos


Kate Winslet

Eu não gostava de ser assim, a sério, mas depois dos trinta e depois de algumas relações falhadas, é inevitável agir como se não tivéssemos já um passado que nos deixou algumas marcas. Gostava de ser como a minha amiga S. que bate com a cabeça nas paredes vezes sem conta, mas mesmo assim, quando se apaixona, consegue largar as mãos e lançar-se de cabeça sem medo nenhum. Invejo-a todos os dias. Acho que ela vive tudo intensamente.

Mas, ao mesmo tempo, sei que eu não sou assim. Eu não sou a pessoa que voltaria para a casa dos pais depois de ter vendido a minha casa para comprar uma para viver com a pessoa que tinha conhecido há apenas três curtos meses. Eu não sou a pessoa que perde assim a cabeça por coisas que à partida não darão certo - mesmo que nos façam andar nas nuvens - e que continuaria a minha vida como se quase nada tivesse acontecido. Eu não sou assim.

Tenho de ter mesmo a certeza das coisas para poder largar as mãos. E mesmo assim, jogando pelo seguro, há sempre o receio de chegar cá abaixo e de a rede não ser suficientemente forte. Até porque hoje em dia não acredito na maior parte das relações que vejo à minha volta, a não ser, claro está, que durem há apenas um mês. Aí sim, é ver tudo muito cor-de-rosa e lindo.

É certo que conheço quatro ou cinco casais que se dão maravilhosamente bem, mas também é verdade que são casais que se conhecem quase desde o jardim de infância. É certo que nem todas as relações são más. Mas a verdade é que, pelo que eu vejo, pelo que eu oiço, a maior parte delas não me interessa absolutamente nada.

Isto tudo para dizer, que sim, que ando muito descrente no amor. Aliás, acho que o "vivemos felizes para sempre" foi inventado quando a esperança de vida era de trinta ou de quarenta anos. Quando não havia internet e não havia a possibilidade de conhecer outras pessoas mais interessantes do que as que se tem em casa, a toda a hora. Quando o mundo era apenas a nossa rua e o nosso trabalho.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Eu queria tanto...



No dia em que eu encontrar uns Wayfarer que me fiquem bem, pago uma rodada a todos os leitores.

E, vai-se a ver, é todos os anos a mesma coisa



Uma pessoa passa o ano inteiro a ter de fazer um mortal à frente empranchado com duas piruetas para encontrar um filme decente no cinema, para depois chegar a Fevereiro e deixar de dar conta do recado, tal não é a quantidade deles que aparecem vindos de todas as direcções. Esta quinta-feira é o das cabras e o novo do Woody Allen.

Foi uma decisão muito difícil


Rachel Weisz

O que é que se faz quando se está presa no trânsito e se tem, na faixa da esquerda, um carro cheio de homens, aparentemente giros, de fato e gravata e óculos escuros, que nos mandam beijos, que se riem para nós, que nos dizem adeus?

Rimo-nos também? Dizemos adeus? Enviamos também beijinhos? Fazemos o dedo do meio (como dizem os meus alunos)? Abrimos a porta do carro e fazemos um mosh para cima deles? Fazemos um strip em cima do capot para afugentar o trânsito com a nossa celulite? Ou ficamos quietinhas dentro do carro à espera que o da frente ande?

Depois de muita ponderação, decidi escolher a última opção.

Ídolos - Notas Soltas de Escárnio e Maldizer (atenção que eu vi meia hora do programa no Domingo para fazer este post)

- Não me levem a mal, mas o Carlos é piroso demais. E falso. Não sei, há algo ali que não bate certo. Aquele sorriso, aquela vozinha melosa quando fala, a cruzinha ao peito, ai não, por favor, não. Já nos chegam os Tonys, os Mikaeis, os Emanueis.

- Não consigo gostar do Filipe nem por nada. Que me desculpem as meninas mais novas que ficam com as hormonas a saltitar quando o vêem. Lamento, meus xuxus. Mas desde aquela vez nos castings do "ai eu não gosto de música pop, eu não quero concorrer, ai, ai, eu não gosto de música comercial (sim, Foo Fighters, Radiohead, não são nada comerciais, só venderam uns milhoezitos de discos e passaram em tudo quanto é MTV e afins, coisa pouca).

- A Diana é a única que me parece "normal". Tem boa voz, é muito versátil, tem maturidade, tem presença. Por mim ganhava já.

- O cabelo do Laurent está todo estragado. Nota-se que anda a precisar de um bom amaciador. Ou porque não uma cauterização capilar?

- Aconselho também um Tim Gunn para a Roberta Medina, já. É que aquelas fatiotas e aqueles penteados manhosos não se aguentam.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Também gostei


Olivia Munn

Outra das favoritas da noite




Heidi Klum

A cara da Heidi Klum tem-me intrigado nos últimos tempos. Continua gira, gira, mas está diferente. Será que já entrou na saga do botox? Digam-me, por favor, o que se passa, é que, caso contrário, tenho para mim, que nem vou dormir esta noite.

A minha favorita


Fergie

Pela primeira vez na vida, gostei de um visual da Fergie. Não, não me estou a referir ao acessório interessante, de quase dois metros, que ela usa sempre quando posa para as fotos, e que dá pelo nome de Josh Duhamel (o marido). Não. Estou mesmo a falar do seu vestido, um Pucci azul, lindo, que lhe assentava na perfeição.

Noite dos Grammys, conhecida também como a noite dos horrores

1 - Eu, confesso, adoro a voz da Mary J. Blige, mas o visual dela vai de mal a pior.


Mary J. Blige


2 - Medooooo.


Pink



3 - Ai eu sou tão inovadora, sou tão excêntrica, sou a rainha da pirosice.


Lady Gaga


4 - Bom, antes aparecer assim, do que andar a partir guarda-chuvas na rua ou a rapar o cabelo. Go girl.


Britney Spears


5 - Venham até mim os canários para pendurar nas argolas.
O meu penteado crista é a nova sensação. Buuu.



Beyonce e Rihanna

Imagens retiradas daqui.

Já chega de tanta felicidade forçada, tanto pensamento positivo obrigatório e tanto livro de auto-ajuda!


Mischa Barton

Parece que, de repente, somos todos obrigados a ser felizes. Temos de ter o marido melhor, que nos faz as melhores surpresas, os filhos mais inteligentes, os carros mais potentes, as casas mais deslumbrantes. Depois é só gritar ao mundo o quão se é feliz, o quão se quer ser feliz ou o quão se tem tudo para ser feliz, e a vida, como que por magia, começa a correr bem, porque nós queremos. Mesmo que haja problemas que nos aborreçam e que nos deixem à beira de um ataque de nervos, mesmo se nos sentirmos a pessoa mais infeliz do mundo, mesmo que a nossa vontade seja apenas a de chorar desalmadamente, devemos sorrir, muito, e gritar ao mundo que somos felizes, pois só assim tudo se resolve, dizem os sábios da felicidade. As pessoas com doenças graves, não podem ter um momento de fraqueza, vai logo o mundo cair-lhes em cima e dizer-lhes que assim não se vão curar, porque se vão deixar vencer pela doença.

Barbara Ehrenreich, teve a coragem de escrever um livro - Bright-sided: How the Relentless Promotion of Positive Thinking Has Undermined America - que vai contra esta onda do pensamento positivo que invadiu todo o mundo. Teve um cancro de mama há nove anos e ficou chocada com o constante optimismo que era obrigada a ter, quando, no fundo, estava indignada pelo que lhe tinha acontecido - porquê a ela? - pelos tratamentos a que se tinha de sujeitar, mas, diziam-lhe, só o pensamento positivo a curaria. Já não lhe bastava o fardo da doença, ainda tinha de suportar o fardo da atitude positiva, do pensamento positivo, da felicidade, do ter de ver a doença como uma bênção, blá, blá..

O ver o lado bom da vida é óptimo, ajuda muito, levamos uma vida melhor, sem dúvida, mas não resolve todos os nossos problemas. E hoje em dia, com esse exagero de livros de auto-ajuda, parece que isso basta para solucionar tudo. Parece que acreditanto, tudo se consegue. É muito importante ver o lado bom da vida, mas o mau também. Aliás, a vida não são só rosas como nos querem fazer crer e temos de estar preparados para os espinhos, devendo recebê-los sem ilusões, não esperando que o sorriso estampado na cara resolva tudo. Ajuda, mas não é a chave de tudo.

(Post escrito após ter lido a entrevista da senhora na revista Sábado.)

domingo, 31 de janeiro de 2010

É o problema de nos habituarmos ao melhor # 2


Vera Farmiga

Com os homens é a mesma coisa, uma pessoa habitua-se ao melhor e depois nenhum dos que se seguem tem graça. Mesmo que façam o pino seguido de um mortal à frente empranchado...

É o problema de nos habituarmos ao melhor


Katie e William (eram os meus favoritos)

O "So You Think You Can Dance" é talvez dos melhores programas do género - reality show/competição - feitos até hoje. O nível de exigência é tão grande, tão grande (só possível num país enorme e com tanta gente como os Estados Unidos), a qualidade dos bailarinos é tão boa, as coreografias são tão espectaculares, que qualquer dança que se veja depois num programa da tv qualquer com uma coreografia do Marco di Camilis (nada contra o senhor, mas parece que, de repente, não existem outros coreógrafos no nosso país) não passa de uma coisa completamente amadora e sem graça.

Up in the air



O filme até poderia ser uma bela trampa que, só pela visão que nos proporciona do sorriso do George Clooney e pela imagem do próprio em tronco nu deitadinho na cama, já teria valido a pena. Mas não foi o caso. O filme é excelente, dá que pensar e dá um pontapé certeiro nos clichés de Hollywood. É, portanto, uma lufada de ar fresco. Aliás, foi o meu filme favorito dos últimos tempos.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Aliás...







Blair Waldorf in "Gossip Girl"

Já vos disse que adoro de paixão as roupas da Blair Waldorf? As da Serena nem por isso, na segunda temporada, então, roçam um bocadinho o "olhem para mim que eu sou mesmo boazona". Mas as da Blair são lindas. São as roupas e os acessórios que ela usa no cabelo. Adoro.

Um dia destes...


Blair Waldorf em "Gossip Girl"

... ganho coragem e visto as minhas meias encarnadas com o meu vestido azul escuro favorito e as minhas sabrinas de laçarote. Acho sempre que fica tchan demais. E, na altura de sair de casa, volto sempre atrás para as trocar pelas azuis escuras da cor do vestido.

É um verdadeiro crime...


Sarah Jessica Parker

... as lojas estarem cheias de camisinhas fresquinhas, mini-vestidos de cores claras, sandálias lindas, e nós termos de andar encasacadas até ao pescoço. É quase como largar uma criança sozinha numa loja de doces e dizer-lhe para não tocar em nada.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

...


Sarah Jessica Parker

Maybe some women aren't meant to be tamed. Maybe they need to run free until they find someone just as wild to run with.

Carrie in Sex and the City

Eu, tu e a tua mãe


George Clooney e a mãe

Então e quando um ex namorado nos convida para lanchar e, surpresa das surpresas, damos de caras não só com ele, mas também com a sua mãe? Eu gostava de ter visto a minha cara quando olhei para os dois, sentadinhos na mesa da pastelaria, à minha espera. A sério que sim. Está bem que a senhora é uma querida, mas não havia necessidade.

Adeus America's Next Top Model! Olá Project Runway!


Heidi Klum

Até porque, confesso, já andava cansada da Tyra, do Nigel Barker e do "Miss Jay".

O orçamento de estado é um disparate? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira?


Anderson Cooper

Porque hoje me apetece um homem corajoso, que se entregue às causas de corpo e alma.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Outro em vias de ficar careca?


Jude Law

Mas sim, uma coisa é ficar com umas entradas por cima da testa, e outra coisa é ficar mesmo com a parte de cima da cabecita sem qualquer vestígio de cabelo. Ser careca é isso. Por isso, vamos lá mas é esquecer os meninos de baixo.

Vão mas é roubar para a estrada!

Uma pessoa herda um terreno e, vai-se a ver, o dinheiro que tem de pagar para fazer a escritura é quase superior ao valor do próprio terreno. Estou irritada, pois claro que estou irritada. Tanto dinheiro só para mudar a porcaria de um nome? Com franqueza.

Carecas charmosos - Algumas sugestões dos leitores


Marcello Antony

A fotozinha é de péssima qualidade, mas foi o que se arranjou. De qualquer modo, concordo. É um belo exemplar dessa espécie cada vez menos em vias de extinção que são os carecas.



Freddy Ljungberg

Não faz bem, bem o meu género, mas tenho a certeza que a maior parte do mulherio deve adorar. Dispensava-se era a panterinha a sair da cueca e a trepar os seus belos abdominais, mas, pronto, ele lá terá as suas razões para a ter feito.


(E com que então o Sean Connery usava capachinho? )

Boa tarde


Penélope Cruz

Os meus alunos são o máximo. Eu não me canso de dizer isto, porque, de facto, tenho uma turma como deve de ser. E como deve ser entenda-se - alunos muito interessados, motivados, trabalhadores e, acima de tudo, educados. Este ano, e ao fim de quatro anos, vou largá-los, vão para a escola dos grandes, de maneiras que ando um bocadinho apreensiva quanto aos pirralhas que vou receber e a quem vou ensinar o bê a bá no próximo ano lectivo. Porque turmas destas não se apanham sempre. Bom, mas continuava eu a dizer que os meus alunos são o máximo. Na semana passada, por exemplo, fomos ao Mosteiro dos Jerónimos e à Torre de Belém fazer uma visita de estudo interessantíssima e os malvados sabiam tudo o que eu lhes tinha ensinado. Tudo. E eu só tive de ficar toda inchada perante os animadores culturais, porque isto é o melhor presente que qualquer professor que goste e se empenhe naquilo que faz pode receber. E, pronto, era só isto. Boa tarde.

Pergunta da Semana # 9 - É mesmo dos carecas que elas gostam mais?


Tom Ford

Eu, sinceramente, acho que não. Aliás, tinha uma colega que dizia que o charme de um homem se ia com o cabelo. Eu não sou tão radical como ela, mas a verdade é que tirando o Tom Ford (que é gay, muito gay, mas que tem ali um je ne sais quoi, mas que nem sei se se pode já considerar careca), o Sean Connery que é um clássico (e que ficou careca já muito mais tarde) e o Bruce Willis (que não faz bem o meu género), não estou a ver mais nenhum homem careca charmoso. Quererá isto significar alguma coisa?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

...


Audrey Hepburn e Gregory Peck em "Roman Holiday"


You can be Henry Miller and I'll be Anais Nin

Except this time it'll be even better,

We'll stay together in the end.

Morning Song - Jewel


(E agora lembrei-me que no fim-de-semana passado terminei finalmente de ler o calhamaço de livro que inclui todas as cartas de amor trocadas entre o Henry Miller e a Anais Nin.)

O Amor é um Lugar Estranho - Pelos Leitores # 7


William Holden e Audrey Hepburn


Da autoria da Ana Paula Mateus

Rebelde, o meu coração rasgou-me o peito, estilhaçou a vidraça do quarto e desobediente, voou a procurar-te. Parou na tua rua, viu a luz lá dentro e bateu à porta suavemente. Como eu dantes fazia. Quando abriste, apertou-se contra ti, a tremer de emoção e assim ficou sem dizer nada... Como eu dantes fazia. Depois beijou-te a boca com a urgência da saudade, sentiu-te o cheiro, tocou-te o corpo procurando-te o desejo, alimentou-se de ti... Como eu dantes fazia. Saciado, deixou-te só, depois do abraço apertado como cordas, forte como amarras... Depois das palavras sussurradas com voz quente... Como eu dantes fazia...
Quando o vi chegar, o meu coração ferido, esse teimoso indomável, não tive coragem de o castigar... Recolhi-o com carinho, tratei-lhe das feridas e fechei-o à chave de novo em mim, acorrentei-o no meu peito, ralhando-lhe baixinho, proibindo-o de voltar para ti.

(Foi entre este texto e o texto vencedor que o meu coração mais balançou.)

Hummm... o que tem ele assim de tão especial que eu não consigo ver? # 4


Antonio Banderas

Good news


Jennifer Aniston

Quem não sabe, fica a saber, as duas alturas do ano que eu mais detesto são: o Dia dos Namorados (um horror, um nojo, os corações e os ursinhos, nojo, mais os casalinhos nas escadas rolantes a trocarem línguas e baba diante de nós e a gritar ao mundo o quão são felizes, blhéc, nunca suportei intimidades nem declarações de amor em público) e o Carnaval (um horror, um nojo, um frio de rachar e elas em biquíni a dançar o samba na Mealhada e em Loulé e os homens que se dizem muito machos vestidos de mulher como se fossem travestis, medooo).

E ontem, para minha felicidade, descobri que o dia dos Namorados é no fim-de-semana do Carnaval. Já viram isto? É ou não é a loucura? Não podiam fazer isto todos os anos? É que assim comássim só se estraga um fim-de-semana. By the way, já está em curso a elaboração de um programa especial para bem longe daqui durante esses dias. Se o programa não for avante, só me resta trancar em casa a ver séries como se não houvesse amanhã, a comer chocolates como uma lontra e a beber Esporão Reserva Tinto de 2006 até cair para o lado. Tudo menos sair à rua. Há que cuidar da minha sanidade mental.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Outra que estava muito mais gira do que nos Globos de Ouro



A Christina Hendricks deve ser o tipo de mulher conhecida como "aquela que tem as mamas grandes". Se bem que aquilo já não são mamas. Aquilo são dois melões. God. Até aqui tapadinhos saltam à vista.

Outra que estava gira gira nos SAG Awards


Kate Hudson by Pucci

Foi a Kate Hudson. Meu Deus, como esta mulher é linda. Adorei o vestido. Para dizer a verdade, tenho uma paixão assolapada por estes vestidos de costas nuas. Aliás, este faz-me lembrar o que a Hillary Swank vestia quando ganhou o Óscar de melhor actriz em 2005 pelo filme "Million Dollar Baby". Era lindo, lindo. Evidenciava aquelas costas magníficas que ela tem e que eu não me importava de ter.


Hillary Swank by Guy Laroche

Kitty Fane - 0 Monte Everest - 1

Não tentem travar uma batalha matinal com o Monte Everest em forma de borbulha que vos apareceu no nariz há alguns dias, é que correm sérios riscos de serem derrotados. Como foi o meu caso. Quando me vi ao espelho logo pela manhã e vi aquela coisa monstruosa e nojenta que nunca mais desaparece na minha cara, aproveitei o facto de já ter um cumezinho amarelo para começar a atacar (rebentar, espremer, como quiserem chamar). Pois, o problema é que não só não rebentou como ficou muito maior e, como se não bastasse, toda a zona do Nepal e do Tibete ficaram com uma cor vermelho-sangue. E agora já não há santa "Erase Paste" que resista. Quase que arriscaria dizer que este Monte Everest, tal como o real, é visível do espaço.

Cirurgias plásticas


Janice Dickenson (medonha)

Embora não concorde com a maior parte das cirurgias plásticas que se fazem hoje em dia como quem vai beber um copito de água, embora ache que uma anestesia geral é um verdadeiro horror, embora ache que dificilmente me submeteria a dias e dias de dores e mau-estar só para ficar com um aspecto diferente - muitas vezes duvidoso e vulgar - há duas cirurgias plásticas que eu faria num abrir e fechar de olhos caso precisasse. Talvez por conhecer duas pessoas que as tenham feito e que tenham tido resultados muito bons, talvez porque me tenham dito que a sua vida melhorou depois delas.

A primeira seria uma rinoplastia, caso não gostasse do meu nariz. O que não é o caso. E a outra seria uma redução mamária, caso tivesse mamas exageradamente grandes. O que, felizmente, também não é o caso. E estas duas porquê?

A rinoplastia porque acho que um nariz feio, faz uma cara feia. Que o diga a minha colega da faculdade que passou de um patinho feio com um nariz completamente torto e esquisito, tipo papagaio esmurrado, a um cisne. Eu nem a reconheci quando um dia na Baixa ela me acenou.

A redução mamária porque ninguém merece ser conhecida como a rapariga das mamas grandes, ninguém merece dar cabo da coluna porque teve a infelicidade de nascer com mamas feitas para alimentar toda a população da China, porque não há soutiens giros para estes números e porque são um desconforto para tudo, que o diga a minha amiga R. que agora tem as mamocas mais perfeitas do mundo, sem o aspecto duvidoso e falso do silicone.

O resto das cirurgias plásticas, a não ser aquelas para correcção de deformações, não acho, sinceramente, que compensem o sofrimento. Que não é pouco.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Generalizações # 2


Marisa Miller

Entretanto esqueci-me da terceira categoria:

3 - Os que lêem este blogue. Que não são nem playboys - na realidade até são as chamadas jóias de moço - nem são desesperados. E, ainda por cima, são inteligentes e lindos e cultos e educados e cavalheiros e tudo e tudo. Meninas, mexam-se. Vá, que eles são tímidos.

(Há dias recebi um e-mail intitulado - Amor na tua caixa de comentários. Pois é, parece que houve para aqui uma declaração de amor que fez toda a diferença para uma menina. Ai. Qualquer dia transformo-me numa Miss Match. Já faltou mais.)

Mesmo com um vestido cor de burro quando foge



A Diane Kruger estava absolutamente linda nos SAG Awards. Adorei.

Outros produtos da Benefit que eu uso e aconselho*



A Benefit é uma marca que eu descobri aqui pela blogosfera. Sendo eu fiel a certas marcas há anos (sobretudo à Dior e à Guerlain), custou-me bastante abdicar delas. Além de que a Benefit só se vende nas lojas Sephora, e eu compro quase tudo na Douglas - porque as senhoras são uma simpatia e (ao contrário das da Sephora) oferecem-me sempre carradas de amostras de perfumes e de cremes, sacos de praia, carteirinhas para guardar a maquilhagem, já para não falar das limpezas de pele que, de vez em quando, faço com as consultoras da Givenchy (Ah, também adoro a Givenchy, mas mais para cremes), tudo isto sem pagar nada.

Mas, dizia eu, que a Benefit só entrou na minha maquilhagem diária, porque, de facto, os produtos são mesmo muito bons. Comecei pela "Erase Paste". Fiquei fã. Depois rendi-me ao rímel. E a última aquisição foi o pó. E não me parece que isto vá ficar por aqui.

Generalizações


Monica Bellucci

Eu quase que arriscava dizer que os homens solteiros acima dos trinta se dividem em duas categorias:

1 - Os eternos playboys, que fogem do compromisso como o diabo da cruz.

2 - Os desesperados, que assim que nós os beijamos começam logo a falar de casamento e de filhos.

Famílias a crédito

Há dias vi uma reportagem num dos noticiários que falava do endividamento das famílias da classe média/alta, ou seja, de pessoas com rendimentos acima da média. E os jornalistas falavam daquilo como se fosse um verdadeiro drama, um horror. É da crise, essa malvada. É dos bancos, esses monstros que dão com uma mão e tiram com a outra. Coitadinhas daquelas pessoas, com ordenados elevados e não tinham nem dinheiro para comer. Eu, confesso, já há muito que esperava isto. E, para dizer a verdade, não tenho pena nenhuma. Lamento. Sempre fui educada com o lema - gastar aquilo que se tem, nunca o que não se tem.

É que uma coisa é uma pessoa que, de um momento para o outro, fica desempregada. Pode acontecer a qualquer um. Agora pessoas que não sabem viver? Que querem ter aquilo que não podem? É o apartamento na Lapa, cuja renda não sabem como irão pagar. É a vivenda na Aroeira, cuja prestação mensal é quase o ordenado de um dos membros do casal. São os três filhos nos colégios. São as carrinhas BMW que ainda nem se começaram a pagar. São as férias pagas a crédito. São as compras pagas a crédito. É tudo pago a crédito.

domingo, 24 de janeiro de 2010

E pronto...


Amber Rose ontem em Paris

... entre aparecer com as pernas cheias de pêlos e aparecer com esta indumentária, venha o diabo e escolha. Esta mulher (namorada do Kanye West) é a prova mais do que provada de que o bom gosto não se compra. Caramba, ninguém sai assim à rua. A não ser, claro está, que se vá atacar para o Intendente. É que, ainda por cima, nem acho a mulher nada jeitosa, parece um tanque de guerra.

Só é pena a entrevista ser tão pequenina


Petra Nemcova

Enquanto (sentada ao sol com uma imensidão de verde à minha volta e ao fundo passarinhos a cantar. adoro fins-de-semana no campo. ) leio na revista Actual do Expresso a entrevista ao George Clooney, penso para com os meus botões - Cum caneco pá, o estupor do homem é mesmo interessante. É que não é só um homem charmoso, é muito mais para além disso. Isto não se admite. A cabra da Elisabetta tem mesmo muita sorte.

Ainda me custa a crer...


Mo'Nique nos Globos de Ouro

... que alguém tenha ido para uma cerimónia com esta capa de ursinho vestida. De certeza que não é mesmo uma montagem?

sábado, 23 de janeiro de 2010

...


Cynthia Nixon, Kim Cattrall, Sarah Jessica Parker e Kristin Davis em "Sex and the City"

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida...mas é delicioso que eu saiba e sinta que eu os adoro, embora não declare e os procure sempre...

Vinicius de Moraes

Porque não ajudar hoje alguém?



Nunca como hoje foi tão fácil ser solidário. É fácil, é barato e, embora não dê milhões, dá uma sensação única a quem o faz. Eu pelo menos sinto-me sempre um bocadinho mais feliz quando o faço, por saber que estou a contribuir para ajudar alguém que não teve a mesma sorte do que eu. Então eu passo a explicar. Vão ao multibanco, clicam em "transferências", depois clicam em "Ser solidário", e já está. Só têm de escolher a instituição que querem ajudar e marcar a quantia. Hoje apeteceu-me a AMI.

Valha-me a santa "Erase Paste" da Benefit*


Mischa Barton

Pois é, acordei com o Monte Everest, em forma de borbulha, no meu nariz. O meu nariz parece a cordilheira dos Himalaias. Até consigo ver de um lado o Tibete e do outro o Nepal.

*Ao fim de cinco anos completamente fiel à Dior e ao seu anti-cerne, rendi-me a isto. É uma maravilha. Camufla todas as imperfeições. E ainda tem a vantagem de ser mais barato.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Os meus filmes # 7 - Little Miss Sunshine


Abigail Breslin

Despretensioso e lindo.

Falta-me o gato


Audrey Hepburn em "Breakfast at Tiffany's"

O meu amigo B. disse que já só me faltava o gato para ilustrar na perfeição o cliché das mulheres solteiras de trinta anos. Como diz ele, todas têm um gato. E agora pergunto eu - serve um gato alto, moreno e muito independente? É que, tendo em conta que eu deixo morrer todas as plantas que entram em casa, seria natural que o gatinho definhasse a olhos vistos mal pousasse as garritas no meu sofá. Portanto, só mesmo um que se alimente a ele próprio. Ou então, um que traga incluído uma ninhada de ratos para se alimentar durante dias e dias.

Eu cada vez me sinto mais um ser de outro planeta por gostar de homens com ar de... homens


David Gandy

No post abaixo houve uma leitora que disse que as sobrancelhas do David Gandy eram feias. Feias? Eu acho lindas. Aliás, ele é lindo dos pés à cabeça, e o que o distingue dos seus colegas modelos é precisamente o seu ar másculo. O nariz imperfeito (perfeito aos meus olhos). A barba rija ( já há muito que queria usar esta expressão). As sobrancelhas rebeldes. Haverá coisa mais atraente do que um olhar profundo coberto por umas sobrancelhas rebeldes e desalinhadas? Eu adoro. Se calhar preferem umas sobrancelhinhas bem delineadas e arranjadas minuciosamente à pinça, como as dos Cristianos Ronaldos que andam por aí por essas discotecas fora a bambolearem-se como se fossem Ricky Martins?

Como já aqui disse, homens a ter estes cuidados só mesmo aqueles cujas sobrancelhas teimaram em crescer unidas, e que tiram ali um pequeno excesso entre elas. Assim uma coisinha de nada. Mas isto sou eu que acho. Eu que cada vez me sinto mais um ET por gostar de homens com aspecto de homens.

Nunca mais chega a Primavera? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


David Gandy

Porque hoje me apetece um homem obviamente bonito e de nariz imperfeito (adoro o nariz dele).

E não é que me pus a pesquisar fotos deste menino e dei com ele em pelota? Bombinha de oxigénio, por favor, que uma senhora não é de ferro.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Momento parvo do dia (e agora perguntam vocês - não são todos parvos?)

O Pedro Passos Coelho é assim qualquer coisa de charmoso e giro, e giro e charmoso, e charmoso e giro. Já disse que o acho giro e charmoso? E que lhe fazia e acontecia? Blá. Blá. E estou tão ofuscada pela sua beleza que nem estou a tomar atenção ao que ele diz. E tenho de ir fazer o jantar. Então e quando ele faz aquela carinha de mau? Nhami.

Corta-interesse total


Imagem roubada do Just Jared

Ginásio? Em Janeiro?


Gisele Bundchen

Agora talvez só em Fevereiro. Ou Março. Se calhar Março é melhor. Com a chegada da Primavera. Os passarinhos a cantar e tal. De Março não pode mesmo passar. Ou então Abril, depois das férias da Páscoa. Shame on me.

Palavras leva-as o vento


Edward Westwick e Leighton Meester em "Gossip Girl"

Não há nada a fazer, deixei de dar qualquer tipo de importância às palavras que me são ditas para expressar o que sentem por mim. Basicamente, entram por um ouvido e saem por outro. A sério. De que me serve um homem que diante de mim me diz que eu sou a mulher da vida dele, que nunca me esqueceu, que desde que me conheceu compara todas as mulheres comigo, que o sonho dele era ficar comigo para sempre, mas que depois não é capaz de ter uma atitude que seja que me faça acreditar naquilo que diz? Nada. Não serve para nada. É por estas e por outras que nunca percebi aqueles casalinhos que só fazem disparates, mas que depois andam a toda a hora a dizer um para o outro - Amo-te muito, mor. Tu também me amas? Xim, amo-te muito meu môzinho. - E depois continuam a sua vidinha como se nada fosse.

As palavras são importantes? São. Mas se não forem acompanhadas por gestos à altura delas, perdem todo o significado.

Ora, ora


kate Beckinsale

Por ter dito que são os quarentões os mais disponíveis, não quer dizer que não haja homens na casa dos trinta, solteiros, divorciados ou viúvos, disponíveis e a bater à nossa porta. É o que mais há. Mas, se formos a ver bem, a quantidade é menor. E sendo a quantidade menor, a qualidade também o é. Logo, não estão incluídos. No post abaixo estava a referir-me, naturalmente, a homens interessantes, e aí, lamento, os de quarenta batem os restantes aos pontos. Mas... é a minha opinião. Se calhar a Maria do escritório prefere os de vinte. E a prima Luísa prefere os de trinta. Eu também nunca esqueci o de vinte e oito anos que conheci, que me deu a volta à cabeça, e que tinha mais maturidade, mais cultura e mais experiência do que a maior parte dos de trinta e de quarenta que eu conheci até hoje. Portanto, homens interessantes existem em todas as faixas etárias.

Isto tudo para dizer que, no post abaixo, estava a generalizar, obviamente. E as generalizações não passam disso mesmo - de generalizações.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Geeeeeezzz


Bill Kaulitz, vocalista dos Tokio Hotel, no desfile da DSquared2
Menswear Autumn/Winter 2010 (Men?)

Eu não me conformo. A minha sobrinha giríssima de catorze anos tem uma paixão platónica por esta criatura, perdão, este rapaz há mais de dois anos. E nunca mais passa. Será que é desta?

Só para mulheres


Alessandra Ambrosio

Sempre ouvi dizer que fazer uma mamografia era horrível. Que apertavam demasiado o peito. Que sofríamos horrores. Eu, que já fiz os exames mais dolorosos que se possam imaginar - biópsias, citologias aspirativas, TACs com injecções de contraste, and so on, and so on (falta-me a punção lombar que é a coisa por mim mais temida e que, felizmente, nunca precisei e espero nunca precisar) - achei sempre que havia ali algum exagero. E confirmou-se. Hoje fiz a minha primeira mamografia de rotina (até aqui só fazia ecografias) e posso dizer que já levei apalpões piores do que aquilo. Para dizer a verdade, não senti nada. Não tive qualquer tipo de dor. Não fosse o facto de a técnica ser baixinha e ter de se pôr em bicos de pés para me ajeitar as mamocas na máquina, e nem tinha dado conta. Convém é não marcarem para os dias que antecedem o período e aos quais estão associados alguma tensão mamária.

Bom, se fossem todos uns Clooneys éramos mulheres felizes... ou não.


George Clooney

Amiga de Kitty - Ultimamente só conheço quarentões. Não percebo. Não que eu não goste, mas a verdade é que preferia um da minha idade.

Kitty - Pois, é normal. Os de vinte estão solteiros, mas são imberbes, os de trinta ainda estão casados ou a caminho de, e os de quarenta já estão divorciados. Logo, são esses que nos batem à porta.

Kitty Fane Maria, aguarda ansiosamente a décima terceira temporada



E ao décimo oitavo dia do ano da graça de dois mil e dez, Kitty Fane Maria desistiu do seu vício que dava pelo nome de America's Next Top Model. Primeiro, porque descobriu, sem querer, quem era a vencedora e não gostou nada. Uma modelo não tira só fotos bonitas. E o resto? Segundo, porque descobriu quem eram as finalistas e também não gostou mesmo nada. Terceiro, porque descobriu que se enchia de urticária de cada vez que ouvia a Amina a falar, e isso não era mesmo nada agradável.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O Amor é um Lugar Estranho - Pelos Leitores # 6


Imagem do filme "It's a Wonderful Life"

Da autoria da Helena Barreta

No dia seguinte ao meu filho ter nascido, recebi, entre outras, a visita do meu pai. Era o seu 6º neto e a primeira vez que ia à maternidade, por isso não estranhei quando no dia seguinte não apareceu. Perguntei por ele e todos disfarçaram, mudaram de assunto, fingiram não ter ouvido, no meio de tanta solicitação não toquei mais no assunto. Toda a família estava ali fisicamente, riam e estavam aparentemente felizes, era tudo para disfarçar, o pensamento, esse estava no meu pai. Aquela hora da visita pareceu-lhes, a todos, uma eternidade, voaram da maternidade directos ao hospital onde estava o meu pai, rodeado de médicos, exames, análises, tacs e tudo o mais para descobrir o que lhe tinha acontecido. O medo do que pudesse ser. Tinha passado dois anos desde o cancro no estômago, tinha passado dois anos de medo, inseguranças e o receio de que ele voltasse, apesar do médico garantir que não havia a mínima possibilidade disso acontecer. Não foi o cancro, foi o 1º AVC.

Quando saímos da maternidade, depois de quererem empatar-me, fazerem-se desentendidos, perante a minha vontade de querer ir em primeiro lugar a casa dos meus pais, não puderam mais esconder. Falaram vagamente em tonturas, desequilíbrios, problemas nos ouvidos, coisa pouca, não te preocupes, desvalorizaram. Mas o amor deve ser isto, eu sabia que não me estavam a contar tudo, eu sabia que me estavam a esconder a gravidade do problema. O meu pai aparentemente já estava bem, tinha recuperado e não tinha sequelas do acidente. Seguiram-se mais exames, mais buscas para tantas dúvidas, tantas perguntas, mas principalmente, tanto medo.

Passados 6 meses, em minha casa, durante a festa do baptismo do tira picos, era assim que o meu pai tratava os netos quando eram pequeninos, à vista de todos, o 2º AVC atacou-o, de novo o medo, a angústia da espera pelos resultados, as reuniões médicas, as opiniões. Cada vez mais a consciência de que ele nos estava a fugir. O amor que tinha pelo meu pai era proporcional ao medo e à dor de o ver assim. Pensar que o meu filho não iria ter o avô para o embalar, para lhe contar histórias, para ir à terra e para aprender tudo, e era tanto o que o meu pai tinha para dar, era ao mesmo tempo, um pensamento presente mas também longínquo. Mais uma vez o meu pai recuperou. E a esperança na intervenção cirúrgica fez-nos acreditar.

Mas um 3º AVC deitou tudo a perder, a operação foi adiada. Toda a família, mais do que nunca, estava unida pelo amor ao pai, ao avô, ao marido, ao sogro, todos com um só desejo, que o amor que sentíamos todos fosse mais forte e suficiente para afastar o perigo. Enganámo-nos.

Tinha o meu filho 8 meses quando o 4º AVC o derrubou, agora, de vez, para sempre.

No espaço de 8 meses fui mãe e fiquei sem pai. Nesse espaço de tempo vivi o melhor e o pior do amor.

O meu filho tem as mãos iguais às do avô, os dedos compridos, finos, mas fortes, mãos de artista, dizem. Eu confirmo. Lindas.

O João tem tantos anos quanto tenho saudades dele, são 17 anos de saudades, 17 anos de amor multiplicado por menos um.

Se o amor não fosse um lugar estranho, ainda hoje ele me ouvia dizer: AMO-TE PAI, MUITO.

Se o amor não fosse um lugar estranho, hoje daria mimos e receberia abraços apertados e beijos de 7 netos e 6 bisnetos.

O meu pai nasceu no dia 17 de Abril de 1925 e faleceu no dia 21 de Dezembro de 1992. Sim, era novo, muito novo.

Há regressos que valem a pena


Robert Downey Jr.

Após uma vida de drogas e decadência, Robert Downey Jr. aparece assim em grande - lindo, charmoso e de globo de ouro na mão.

Um beijinho para a pessoínha* que tornou possível o agendamento dos posts


Marisa Miller, Heidi Klum e Alessandra Ambrosio

Caso não saibam, ficam a saber - a maior parte dos meus posts são agendados. Não todos, claro. Mas a maior parte, sim. Ou seja, quando tenho um tempinho e paciência, escrevo uma série deles, e depois vou agendando de forma a irem saindo ao longo do dia, enquanto eu trabalho. Há coisas fantásticas, não há?


(Por exemplo, no momento em que escrevo estas linhas, é meia noite e cinquenta e seis)

* Tenho para mim que esta palavra não existe.

Pergunta da Semana # 8 - Os homens e as mulheres podem mesmo ser amigos?


Dermot Mulroney e Julia Roberts em "My Best Friend's Wedding"

Eu acho que sim, acredito mesmo na amizade entre um homem e uma mulher, desde que não haja atracção física entre eles. É que se existir, há um dia em que, com os copos ou sem eles, a coisa descamba e, ups, lá se foi a amizade. Quem nunca teve uma experiência dessas que atire a primeira pedra.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Meninas



Há uma parte da cerimónia que vale mesmo a pena ver, nem que mais não seja pela concentração de homens interessantes. Vejam bem este vídeo. Vejam. Quem é amiga, quem é? Ai o Simon Baker, mas o que é aquilo, valha-me Deus, que o homem é mesmo qualquer coisa do outro mundo. E os outros? Ai. Bombinha de oxigénio, já. E, no fim, o globo muito bem entregue Michael C. Hall e a lagrimazinha, obviamente.

Elisabetta Canalis e George Clooney nos Globos de Ouro


Elisabetta Canalis e George Clooney

Ou como uma tribal tatuada no braço arrasa com a classe de qualquer mulher. Não há vestido nem penteado que a salve.

Globos de Ouro - As fatiotas

Confessem, confessem, já tinham saudades de uma bela cronicazinha de escárnio e maldizer. E, à semelhança dos anos anteriores, cá estou eu para vos brindar com as já habituais palavras pouco simpáticas sobre as senhoras. Até já as estou a ver a fazer refresh aqui no blogue e a pensar - Ai God, será que a Kitty Fane vai falar mal de mim? Ai, tudo menos isso.

Mas este ano estou solidária com elas, porque enquanto posavam na red carpet, chovia torrencialmente. E algumas tinham pingos nos vestidos, cabelos desalinhados e um guarda-chuva inestético por cima das suas cabeças. Tadixas. Todas nós sabemos o que sofremos quando chove, não é verdade? Vamos todas dizer - Ohhhhhhhhh. Mas isso não serve de desculpa para certas escolhas de vestidos. Ah pois não.


Worst Dressed

1 - Longe vão os tempos em que a Nicole aparecia sempre linda e elegante. Ultimamente faz-me lembrar aqueles pãezinhos sem sal.


Nicole Kidman by Nina Ricci


2 - No dia em que eu gostar de um vestido usado pela Drew Barrymore podem internar-me, estou oficialmente louca.



Drew Marrymore by Atelier Versace


3 - As mamas, pois, as mamas. Será que vão rebentar? Tenho para mim que é daqui que vem o leitinho para fazer o chocolate Milka.


Christina Hendricks by Christian Siriano


4 - Morreu e ninguém lhe disse nada.


Diane Kruger by Christian Lacroix


5 -Credooo.


Mariah Carey by Max Azria


6 - Ela está magra que dá dó e o vestido é medonho


Cameron Diaz by Alexander McQueen


7 - O vestido não ajuda e o penteado à velha também não.


Jennifer Morrison by Luis Antonio


8 - Julianne Moore que és tão gira, o que se passou contigo, moça?


Julianne Moore by Balenciaga


9 - E, por fim, a viúva negra. Tenham medo, tenham muuito medo.


January Jones by Lanvin




Best Dressed

1 - Gírissima e simples. Kate Winslet, tu estás sempre lá!


Kate Winslet by Yves Saint Laurent


2- Adorei tudo.


Emily Blunt by Dolce & Gabbana.


4 - O vestido não é estrondoso e o decote até ao umbigo dispensava-se, mas neste corpinho e nesta cor de pele tudo fica bem. É um facto. E isto não é para quem quer, é para quem pode.


Halle Berry by Kaufman Franco


5 - Não há dúvidas de que um Javier Bardem na nossa vida faz milagres.



Penelope Cruz by Armani Privé


2 - Outra que está sempre lá e que nunca precisa de mostrar mamas e fazer penteados marados. Sem dúvida, a minha favorita.


Jennifer Aniston by Valentino

A vida é muito curta para ser assim desperdiçada


Foto de Solve Sundsbo com Gisele Bundchen

Há mulheres que se tranformam por um homem. E isso dá cabo de mim. Mulheres independentes e cheias de confiança que se tornaram nas pessoas mais inseguras e mais dependentes do mundo. Mulheres que gritavam aos sete ventos que não eram empregadas de ninguém e que agora se transformaram numa criada para todo o serviço dos namorados/maridos. Mulheres que estão dois ou três dias bem com os seus amores e depois estão três ou quatro semanas a fazer perseguições, a ver telemóveis às escondidas, a cheirar roupa, porque têm a certeza que eles as andam a trair. Mulheres inteligentes que, de repente, se sujeitam aos caprichos de um homem que não perde uma para as rebaixar diante dos outros, ainda que, palavras dele, esteja a brincar com elas. Todos nós conhecemos algum caso destes. Eu conheço vários.

É óbvio que ninguém tem de andar sempre feliz e apaixonado. É evidente que as relações não são fáceis. Mas será que vale a pena isto? Será que não é melhor seguirem outro caminho? Será que não é melhor tentarem encontrar um homem que as leve ao colo, em vez de as deitar para baixo, um homem que as mereça e que as trate bem? É que, afinal de contas, a vida é muito curta e os homens não são todos iguais.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Falando de coisas realmente interessantes


Mary-Louise Parker

Tendo em conta que tenho em meu poder a quarta temporada da série "Weeds" e os filmes "O segredo de um Cuscuz", "O Casanova" e o "Saraband" - tudo isto para entregar sábado - é bom que não me convidem para nada esta semana (aviso já que só abro excepções a morenos de um metro e noventa de altura, de pêlos no peito e que saibam conversar). É que, pelas minhas contas, só vou sair de casa para trabalhar, e porque a isso sou obrigada. E ainda tenho a segunda temporada da "Gossip Girl" para terminar. Ai.

A queda de um mito

Pensava eu que nas festas gay só se viam homens de corpos trabalhados e de cuecas e calças de napa como nos bares onde vão as meninas do "Sex and the City", e afinal só se vêem homens tatuados, barrigudos e carecas.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Não, não...


Marilyn Monroe

... não me convidem para ir ao cinema ver "Avatares" e afins. Há filmes que eu dispenso, mesmo que a companhia seja a melhor do mundo.

Façam-me um favor, se me virem digam-me olá!


Liv Tyler (amo esta foto)

Ultimamente para onde quer que vá, há sempre alguém que me vê. Aqui há tempos foi no "À Margem" onde fui vista pela Alexandra, enquanto jantava com o meu amigo M.. Depois fui vista no estacionamento do hospital dos Lusíadas por um enfermeiro que diz que lê o meu blogue. Mais recentemente fui vista pela River no Ikea enquanto, sozinha, escolhia tapetes. A Rita também me viu a passar de carro nas docas (mas esta eu também vi, mas só dei conta mais tarde). Ontem fui vista por outra menina no BBC, enquanto dançava com o Benny. Claro que só sei que sou vista, porque as pessoas depois me enviam e-mails ou comentários a dizer que me viram em tal sítio.

E isto tudo para dizer o quê? Que já não há dia nenhum em que eu vá para um sítio mais cheio e que não me sinta observada. Neste momento, já penso sempre que alguém me está a ver. Qualquer pessoa que olhe mais para mim, eu penso logo que lê o blogue. Por isso, peço-vos, se me virem mais alguma vez, digam-me olá. A sério. Não se sintam incomodados com isso. Mesmo que eu esteja aos beijos ao George Clooney numa esquina qualquer. É que, afinal de contas, todas as pessoas com quem eu saio sabem que eu tenho um blogue, logo não vão invadir a privacidade e assim eu sei que não estou a ser vista à socapa. Muito agradecida.

A gargalhada do dia


Clicar para aumentar

No Inimigo Público de ontem (roubado do abnoxio)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Shame on you, Kitty Fane Maria


Audrey Tautou

Agora que não está cá é que me faz falta. Agora que não o tenho é que dou comigo a pensar nele. Nos nossos jantares. No Vinicius. No que ele me fazia rir. Naquele abraço que não acabava mais. Nos olhos e no sorriso dele. Bah.

O amor nos tempos do Google


Blake Lively e Leighton Meester em "Gossip Girl"

Amiga - Olha, quinta-feira vou sair com um rapaz pela primeira vez, mas pouco sei dele, por isso estou um pouco reticente.

Kitty Fane - Mas já o googlaste?

A indústria da moda serve para nos fazer sonhar


Victoria's Secret Angels

Não entendo porque é que as modelos hoje em dia ou são completamente escanzeladas (a grande maioria), daquelas que até dão dó de tão magras que são, ou têm peso a mais (diz que agora é a nova moda e têm chovido campanhas com meninas de formas mais robustas). E que tal um meio terminho, hein?

Da mesma forma que eu não concordo com a magreza em demasia, também não concordo com o peso a mais, para se ser modelo. É por isso que são modelos, não é? Para o resto, estamos cá nós - mulheres comuns - com celulite, com uns quilitos a mais, com um pneuzinho à volta da cintura, com peles flácidas, com peito descaído depois de amamentar...

As modelos devem fazer-nos sonhar. Por isso é que adoramos os desfiles da Victoria's Secret, com aquelas mulheres deslumbrantes, de longos e maravilhosos cabelos, de corpos torneados e divinamente bronzeados, com pernas que nunca acabam mais. Ora se pusessem mulheres como eu ou como a vizinha do lado, a coisa já não tinha piada. Não que eu me ache um trambolhinho de trazer por casa, não, muito pelo contrário (auto-estima não me falta, independentemente do que os outros possam achar) mas porque sou apenas mais uma entre tantas outras. E uma modelo não pode ser só mais uma.

Agora é bom que se saiba distinguir que uma coisa é a beleza das revistas e outra coisa é a beleza real. Por isso acho bem que todas pessoas se sintam sexys e especiais, mesmo que não tenham as medidas 86-60-86. É isso que as pessoas, antes de criticarem a indústria da moda, devem incutir nos seus filhos, para que mais tarde não surjam comportamentos bulímicos ou anórexicos. Porque em geral essas doenças têm sempre outros problemas que vêm já da infância. Não surgem apenas porque a menina viu a magricela a desfilar e quer ser como ela.

A chuva não pára de cair? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


Jamie Dornan para a Calvin Klein Jeans

Porque isto já é outra história. Este sim, este deixa aqui uma ou outra hormonazita a saltitar.

Para quem não sabe, este é o irresistível Count Fersen do filme "Marie Antoinette" da Sofia Coppola. Ai o que eu adoro aquelas cenas em que eles se enrolam. São lindas.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Eu não quero ser mazinha...




Cristiano Ronaldo para a Armani

... aliás, ultimamente tenho um certo carinho pelo Cristiano Ronaldo, juro, e sou incapaz de dizer horrores dele como já disse na década passada, acho que ele é uma figura muito importante do nosso país no mundo do futebol e não só, e tudo, e tudo, e como tal deve ser respeitado, mas as fotos para a Armani estão tão pirosinhas, tão desenxabidas, pá. É óbvio que os homens é que têm de gostar e de comprar a roupa interior, mas eu não acredito que haja alguma senhora que sinta uma hormonazita ou outra a saltitar ao olhar para aquilo. E devia.

By the way, aquilo será tudo dele? Ou tem para lá alguma meia branca de raquetes, enrolada, assim como quem não quer a coisa?

Os meus filmes # 6 - O Véu Pintado


Naomi Watts e Edward Norton em "O Véu Pintado"

Apesar de eu já o ter aqui referido algumas vezes, quase todas as semanas há alguém que me pergunta de onde veio o nome Kitty Fane. E eu digo sempre a mesma coisa - veio do livro "O Véu Pintado", do magnífico Somerset Maugham, que li há alguns anos e adorei, e que, posteriormente, deu origem a este filme maravilhoso.

Portanto, quem nunca viu, faça o favor de ver. Pelo sim, pelo não, aconselho uns lencinhos de papel e uma bombinha de ar para quando aparecer o Walter Fane (Papel interpretado pelo Edward Norton. Ai o Edward Norton. Muito havia para dizer sobre o Edward Norton. Pois. É verdade. Ai.).

Há algum prémio para quem tem mais nomes na sua lista?


Angelina Jolie

Um dia em que não tenha mais nada que fazer, vou tentar perceber aquelas pessoas que nos adicionam no messenger, mas que, tcharan, depois não dizem nada. Nunca. Não conversam. Não nos cumprimentam. Não dizem nada. Nem sequer agradecem o facto de termos aceitado o seu convite.


É certo que eu também não digo nada, mas não fui eu que os adicionei. Quando envio um convite a alguém (em geral, só quando o cometa Halley "visita" a Terra) é porque tenho alguma coisa para lhe dizer.

Tudo a seu tempo


Suri Cruise

A miúda é gira, a miúda tem pinta, a miúda tem estilo, a miúda é um mimo, mas daí a andar de saltinho alto dia sim, dia não, maquilhadinha, brinco grande na orelha, carteirinha a tiracolo, como se fosse uma mulherzinha em ponto pequenino, vai uma grande distância. Menos. Tudo a seu tempo.

Mas, volto a repetir, a miúda é mesmo muito gira.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Vamos tapar o sol com a peneira e vamos fingir que combatemos a obesidade infantil

As empresas prometem apenas afastar da TV, no horário das crianças menores de 12 anos, os produtos que tenham sal, açúcar ou gordura em excesso.

Mas quem é que decide o que as crianças comem, é a televisão ou são os pais? As crianças comem o que os pais lhes dão e o que têm em casa. Obviamente que se tiverem pacotes de batatas fritas, chocolates, gomas, em vez de apenas fruta, por exemplo, é isso que elas vão comer. Obviamente que se os pais lhes mandarem, diariamente, para o lanche na escola um bolo em vez de um pão ou de um iogurte, é isso que elas vão comer.

Viver bem é o que nos faz mais falta


Drew Barrymore

Hoje de manhã, quando acordei, ainda deitada, liguei a televisão para ver as notícias essenciais e para ver a capa dos jornais, e eis que me deparo com aquelas chocantes imagens do sismo do Haiti. Claro que, enquanto as lágrimas me caíam (sim, no recanto do meu lar e longe dos olhares dos outros, sou uma pessoa estupidamente lamechas que se emociona com tudo) pelo rosto, pus-me logo a pensar no sofrimento daquelas pessoas e na fragilidade da vida humana.

E pus-me também a pensar em como é que por vezes não sabemos viver. Queixamo-nos de probleminhas insignificantes. Fazemos intrigas com os outros. Armamo-nos perante os outros só porque temos filhos e maridos maravilhosos e as outras não, coitadas, são umas encalhadas, como se ainda fôssemos crianças e tivéssemos necessidade de agarrar no que temos e não no que somos interiormente, para ganharmos o prémio, como eu assisti recentemente. Temos prazer em magoar os outros. Fazemos tempestades em copos de água, escusadamente.

As pessoas andam eternamente insatisfeitas e de mal com a vida. E tudo isto para quê? Para um dia adoecermos, para um dia termos um acidente ou para um dia ficarmos assim estendidas no chão sem vida como todas aquelas pobres pessoas que se vêem naquelas imagens tão tristes. Será que vale mesmo a pena tudo isso?

Há tempos o António Lobo Antunes disse numa entrevista que o bom de ter tido uma doença grave era dar valor ao facto de estar ali naquele momento sentado naquela cadeira. Só pelo simples facto de estar sentado naquela cadeira. Eu entendi-o perfeitamente. Também eu passei a valorizar muito mais as pequenas coisas depois do meu problema de saúde, como o acordar sem nuvens negras em cima, o dar valor àquilo que tenho, mesmo que às vezes seja tão pouco, o viver um dia de cada vez com tranquilidade, sem pressas (sempre ouvi dizer que a pressa é inimiga da perfeição). E sempre que me esqueço disso (felizmente, já me esqueço muitas vezes do problema que tive) e me deixo levar pelos problemas parvos do dia-a-dia, lembro-me do que é não ter saúde, do que é estar debilitada, do que é não poder sequer estar aqui a escrever estas palavras, e sorrio, por neste preciso momento estar bem.

Hummm... o que tem ele de tão especial que eu não consigo ver? # 3


Ben Affleck

É ele e aquele moço que apresenta o "Ídolos".

No novo ano


Kate Hudson

Quero rir muito. Quero plantar flores e encher de vasos a minha varanda. Quero continuar a viajar. Quero voltar a Nova Iorque. Quero ser menos consumista. Quero aceitar todas as propostas decentes que me fizerem mesmo que impliquem algumas mudanças na minha vida. Quero pôr fim às paixões com pessoas que vivem no outro lado do mundo ou lá perto. Ou não. Quero largar de uma vez por todas a preguiça e inscrever-me num ginásio. Quero dizer mais vezes às pessoas o quanto elas são importantes para mim. Quero amar mais. Quero ler mais. Quero fazer jogging todos os fins-de-semana. Quero amar mais. Quero ir mais vezes ver o mar. Quero...

(Talvez continue, talvez não.)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

É assim a escola de hoje

Temos computadores Magalhães e internet em todo o lado, mas não temos aquecimento para suportar o frio.


A escola dos últimos anos faz-me lembrar aquelas barracas onde chove e faz frio como na rua, mas onde se vêem televisores de écran plasma e playstations (último modelo) em cada canto.

Como estragar uma coisa que até tinha piada



Ok, é certo que lhes podia dar para pior. Podiam andar a assaltar velhinhas. A transportar bombas. A vender droga. A esfaquear pessoas. Mas sou só eu que já estou um bocadinho cansada dos flash mobs? Os primeiros foram lindos. Adorei o das moças que dançavam o "Single Ladies" em Londres. Arrepiei-me e emocionei-me com o do programa da Oprah em Chicago. E sorri com o primeiro do aeroporto da Portela. Mas eis que agora em cada esquina aparece um flash mob. No aeroporto houve mais outro há dias, já sem qualquer tipo de graça. Os que se seguirem, como é de esperar, já pouca piada vão ter porque se vão tornar numa coisa completamente banal. O anormal será não haver um flash mob em cada esquina.

Conto de Fuga


Marion Cotillard

O Conto de Fuga sempre foi um dos meus blogues favoritos. E agora, com um novo elemento, mais ainda. Sempre adorei a escrita da Clara ( se bem que apesar de sermos amigas no Facebook, já chegámos à conclusão de que dificilmente poderíamos ser amigas na vida real, porque os nossos gostos masculinos são tão parecidos - à excepção do Dr Troy - que o mais certo seria andarmos sempre à porrada) e agora é impossível ficar indiferente à escrita do Martim. É que, afinal de contas, homens que escrevam bem e que escrevam coisas bonitas (sem ser apenas política e afins) não há assim tantos na blogosfera. Parabéns aos dois.

Pergunta da semana # 7 - A mulher quer-se mesmo pequenina como a sardinha?


Victoria's Secret Angels

Eu, do alto do meu metro e setenta e quatro, acho que esse ditado foi inventado por um senhor muito baixotinho e barrigudo. Mas isto sou eu.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Pára tudo


Drew Barrymore

Acabei de receber um sms que dizia:

- Olá Kitty Fane, estás bem? Onde jantas amanhã? Beijo. (E o nome dele no final.)

Tudo isto seria normal, e não daria matéria para um post, não fosse o facto de eu não falar com este rapaz há cerca de três anos. Sim, leram bem, três anos. Além disso, se saí três vezes com ele na altura foi muito e não correu bem. Ainda pensei que fosse engano, mas o Kitty Fane no início não deixava margem para dúvidas. Eu sei que alguns homens vão acumulando números na sua agenda e quando estão desesperados atacam em todas as frentes. Mas isto parece-me um bocadinho triste, não? Em último grau de desespero, fazia uma pequena introdução, digo eu. Acharia ele que eu estaria aqui de braços abertos para ir jantar com ele?

Homens que lêem este blogue, também há mulheres que fazem isto - ao fim de não sei quantos anos tentam a sorte, assim desta forma tão deprimente, com vocês? É que eu só posso falar dos homens.

O Amor é um Lugar Estranho - Pelos Leitores # 5


Rachel Weisz e Ralph Fiennes em "The Constant Gardener"

Da autoria da Sónia Correia.

O Amor é. Um lugar estranho. O amor não é um lugar desconhecido. Não é de todo um lugar comum. O amor é um lugar familiar. É um bom lugar. Um lugar onde apetece sempre voltar. Mesmo que já lá tenhamos sido felizes. Mesmo que tenhamos deixado de ser. O amor é um lugar onde cabe mais um. Onde cabem todos. Os amores. Onde às vezes não cabe mais ninguém. Um lugar onde apetece dançar, onde apetece tirar o casaco, descalçar os sapatos, onde apetece cantar bem alto. O amor é um lugar onde nos sentimos bem. Connosco e com os outros. Um lugar onde sofremos. Sozinhos. Acompanhados. Um lugar onde rimos, onde os olhos brilham, onde coramos, onde nos arrepiamos. O amor é um lugar quente. Onde choramos. Onde faltam as forças e a coragem. Onde tudo parece interminável. Inquestionável. Irrepetível. Onde tudo começa. Onde tudo faz sentido. O amor é um lugar inconfundível. Cheira a amor. Nesse lugar. É o lugar onde fazemos amor. E onde só o amor entra. Um lugar mal iluminado. Onde os cabelos se desalinham e se borra a pintura. Onde apetece abrir as janelas. Deixar entrar o sol. Um lugar que conhecemos de olhos fechados. Que tacteamos. Onde nos orientamos. Onde nos perdemos. Um lugar onde chegamos e nos sentimos em casa. Onde nos servem o prato favorito, onde não nos perguntam o que vamos beber. Um lugar onde se misturam todas as cores. Onde nos sentimos. Ora seguros. Ora desamparados. Um lugar onde se repetem palavras, gestos, rotinas. Onde se cruzam olhares. Um lugar onde sorrimos. Onde tudo parece acontecer sempre pela primeira vez. E pela última. O lugar onde voltamos, onde voltaremos sempre, a encontrar-nos. O amor é mesmo. Um lugar estranho.

Ainda há príncipes e princesas # 2


Abigail Breslin em "Little Miss Sunshine"

Todos sabemos que quando uma criança está prestes a ter um irmão, fica receosa. Tem receio de deixar de ser o centro das atenções, tem receio que os pais deixem de gostar delas, tem receio de uma infinidade de coisas que naquelas cabecinhas começam a surgir. Desde que dou aulas, já assisti a tudo. A crianças que encararam muito bem o nascimento de um irmão e a crianças que, de repente, passaram por uma crise e alteraram o seu comportamento, tendo reacções completamente desajustadas dos padrões normais para aquela idade. O Miguel foi um desses.

Personagens:
Eu
Miguel


Acção:
Eu - Então Miguel está quase a nascer a Clarinha. Que bom! - Mas o Miguel nem reage.

Eu - Então não estás contente? Vais ter com quem brincar, já viste que bom que vai ser!

Miguel (muito sério) - Não. Quando ela nascer eu mato-a.


E não, ele não estava a brincar. Aliás, esta história marcou-me tanto que, passados onze anos de ter acontecido, ainda me lembro dela como se fosse hoje.

As etapas de uma relação


Audrey Hepburn e William Holden em "Sabrina"

O normal numa relação é conhecer alguém (ou pode conhecer-se já), sair com essa pessoa durante uns tempos, fazer o amor, passar muito tempo com ela - férias, fins-de-semana fora, temporadas em casa um do outro, viver com essa pessoa, casar ou não, ter filhos. Isto é o normal. E para uma relação dar certo, convém não saltar etapas. O que não quer dizer que a Maria lá do escritório e a Paula do ginásio, não tenham saltado etapas e as coisas não tenham corrido bem. São a excepção. Porque na verdade a maior parte das relações falhadas, falharam porque a pressa era tanta que se decidiu saltar uma ou outra etapa. E depois falta a intimidade e a cumplicidade que, em geral, se adquire com o tempo que se passa com o outro. E não estou a falar da intimidade para fazer sexo, isso qualquer um o faz, estou a falar da intimidade para se partilharem as coisas mais insignificantes - acordar juntos, ver o outro despenteado, ver a tampa da sanita levantada e cheia de pingos, em suma, conviver bem com os hábitos do outro.

Hoje em dia é tão fácil as relações falharem, mesmo fazendo tudo certinho, que saltando etapas as probabilidades ainda são maiores.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Tenho andado a ver a segunda temporada da série "Gossip Girl"


Leighton Meester e Blake Lively em "Gossip Girl"

O problema é que aquilo é mesmo intriga a mais para a minha cabeça. E à medida que os episódios vão avançando, a coisa vai piorando, dando uma visão absolutamente maniqueísta dos jovens de Upper East Side. Há os maus que tramam tudo e todos. E há os bons que caem nas suas maldades. Acho que há pessoas piores do que outras, sem dúvida. Mas ninguém é quase sempre bom, nem ninguém é quase sempre mau, salvo raríssimas excepções. Foi por isso que sempre detestei as telenovelas típicas com aquelas personagens que lixam todos ao longo da história e só no último episódio são castigadas. Mas se calhar o problema é meu, se calhar os mais novos - a quem a série é direccionada - adoram isto. As roupas é que continuam escandalosamente lindas.

Apresento-vos o meu novo namorado



Meninas, nada de se atirarem a ele. Porque ele é meu, é todo meu, é meu até ao fim. Parece-me mesmo que é desta que eu vou beber nespressos até cair para o lado, vou casar em Las Vegas e vou passar férias no Lago de Como. Já não era sem tempo. É que isto do desespero chega a todas. Ah pois. Volto a repetir - ele é meu, é todo meu, é meu até ao fim.

(Obrigada novamente ao Tiago Antunes que rouba as minhas fotos do Facebook e com elas faz estas lindas montagens.)