domingo, 14 de junho de 2009

Arrumações - O que custa é começar


Gisele Bundchen

Adiam-se, adiam-se e depois chega o dia em que das duas uma - ou começamos a espalhar a roupa, os sapatos e as carteiras pelo chão, ou damos uma arrumação profunda nos nossos roupeiros. Foi o que eu fiz hoje. Não podia passar de hoje. Claro que ainda não ficaram bem bem como eu quero. Mas aos poucos a coisa compõe-se.

Separei, para dar, roupa que não usava há duas estações. Uma imensidão de roupa para dizer a verdade. Claro que há muita da qual não me consigo desfazer. Acho sempre que vai chegar um dia em que a vou usar, mas depois esse dia nunca chega. Enfim. Sapatos. Muitos sapatos. As carteiras, essas, não me consigo desfazer delas. Também a maior parte são intemporais e, tendo em conta, que gastei uma pequena fortuna nelas não as dou assim a torto e a direito. Quer dizer, nem a torto e a direito, nem de outra forma, não as dou e pronto.

Depois decidi abrir três caixas de recordações que não abria desde que moro nesta casa - há seis anos (parece que foi ontem, credo). E que tinham? Ora, declarações de amor. Sim, eu sempre tive sucesso com os homens. Pena ter sido quase sempre com os errados. Cartas. Bilhetinhos de um dos meus ex amores que fui guardando. Fotografias minhas e de outras pessoas. Olhando para as fotos, dei conta de que era uma autêntica top-model, andava sempre extremamente bronzeada quase a roçar o frango esquecido no forno e usava muitos decotes (cruzes), tinha o cabelo mais feio e envolvia-me com homens menos interessantes. Não era tão exigente como hoje, é um facto.

Além de tudo isto, encontrei também - tcharan - o meu primeiro telemóvel. Que era um Alcatel cinza e enoorme e que eu sempre guardei como recordação. Encontrei também o recibo do meu primeiro ordenado que eu guardo religiosamente e que correspondia a uma ninharia de dinheiro. Foi um regresso ao passado numa tarde de Domingo. Gostei.

18 comentários:

Blue C disse...

Também andei nessas arrumações. Mais ou menos... devia ter experimentado para ver mesmo se valia a pena ficar com algumas peças... mas para isso não tive coragem.

B. disse...

Parece que hoje todas aproveitamos um dia mais cinzento para fazer o mesmo ;). Estou ainda envergonhada com a imensidão de sapatos que tenho...nem os conto!E tenho também um saco cheio de roupa e outro cheio de sapatos para dar...e ainda ficaram muitos para usar.

Lipa disse...

Não é que hoje também andei em arrumações?! :P

Ana Princesa disse...

Eu fiz precisamente o contrário! Fui comprar roupinha... Tadinha que até preciso. Mas só daqueles básicos, branco, cinza e preto de várias formas.
o meu namorado só dizia: então mas n é igual à anterior?
LOL

**

A. disse...

Também eu "arrumadora domingueira" me confesso! Infelizmente a misão não foi concluida com sucesso a 100%, mas ja não ha caos instalado naquele quarto, qual zara em epoca de saldos! Mas caixa de memorias não...nem ousei chegar la perto! Ja me chegam as memorias q me acompanham todos os dias! :)

Precis Almana disse...

O meu também era um alcatel, mas amarelinho (curiosamente, como o meu carro actual :-)).
E hoje "arrumei" mas foi um capítulo da tese. Estou contente!

Calíope disse...

Eu comecei as arrumações na semana passada... (mas hoje aqui fui foi aproveitar o solinho, q por estas terras escasseia.) É impressionante como a gente se apega a peças de roupa que possivelmente nunca mais vamos usar, mas que também não conseguimos deitar fora...

Irina Jeanette disse...

Hoje levantei-me e fiz precisamente o mesmo.

Tinha tanta roupa acumulada que não usava e coloquei tudo para dar, aquilo foram 3 sacos de 10 litros, cheiiiiiinhoooosss.
Resisto e resisto...mas chega o dia que tenho de dizer adeus aos trapinhos que só me custam a ver livre deles porque alguns guardam memórias de coisas vividas e são os meus trapinhos.... mas como não tenho uma caixinha de recordações assim tão espaçosa,foram aqueles e vieram outros novinhos para encher o roupeiro e começar a viver novas histórias de verão, que espero deliciosas, quentes e cheias de desafios.

Jeanette Zork*****

Trintão disse...

Mas o teu bronze era bem fixe :)

S* disse...

Tambem tenho o meu primeiro ordenado, o cheque, guardado na carteira. Religiosamente.

Bichinha disse...

Se fores deitar fora sapatos giros e carteiras fora avisa-me onde é o teu caixote do lixo... :P
Eu também preciso de fazer umas arrumações dessas, talvez para a semana.
beijinhos

Anônimo disse...

Kitty, o melhor de tudo isso é redescobrir as coisas esquecidas. Recordar é viver. Beijos. Manoel Eduardo - Brasil.

Rosa Cueca disse...

Sunday Down-Memory-Lane?

:)

Acho que a melhor parte de mexer nas recordações é quando constatamos que estamos tão melhor - a todos os níveis.

Estamos mais vividas, mais inteligentes, com gosto e outro charme,... o que necessariamente faz com que estejamos mais exigentes. (ou devêssemos estar)

Mimi disse...

Aii, podes crer! Ando a adiar as minhas arrumações ao roupeiro :S, mas tenho de meter mãos à obra mesmo...

Unknown disse...

Como é bom recordar do passado! Especialmemnte dos momentos felizes! Beijos :-)

mau feitio disse...

eu sei o que isso é.

UM DICA: nunca fazer esse tipo de arrumações em dias nostálgicos.

http://maufeitio3.blogs.sapo.pt

Anônimo disse...

Eu ando a ver se ganho coragem para fazer uma arrumação dessas...
Quanto às caixas de recordações, é tão bom encontrar esses pedacinhos da nossa vida! ADORO fotografias antigas, principalmente se forem de outra geração (os nossos pais quando eram pequenos, os avós quando eram novos...), muitas vezes passo horas na casa da minha mãe a folhear os álbuns de família (que têm outro encanto que os digitais)!
Recordar é viver...

Anônimo disse...

Confesso que me falta coragem para esse tipo de arrumações. Quando as fiz cheguei sempre à conclusão que precisava de tudo... As raras vezes que consegui fazer uma selecção de roupas para dar, arrependi-me...É que emagreci 10kg e nessa escolha havia jeans da salsa que eu adorava e que dei por não me servirem. Curioso, o meu primeiro telemóvel também foi esse da Alcatel, azul clarinho. O tijolo, como os meus filhos o chamavam...