segunda-feira, 11 de junho de 2012

Das despedidas de solteiras ou de como há palavras que poderiam ser minhas





Georgia May Jagger fotografada por Jacques Dequeker para a Elle Brazil, abril 2012

Já uma vez aqui escrevi sobre despedidas de solteiras e volto a repetir - a despedida de solteira é só uma das tradições mais parvas de sempre, mais ainda quando as pessoas já vivem juntas há quinhentos anos e, por isso, já não estão solteiras há outros quinhentos. Mas vi estas palavras e não podia deixar de as copiar para aqui, porque ilustram na perfeição aquilo que eu penso sobre o assunto.

As despedidas de solteira que eu conheço são sempre a mesma coisa, ou eram (há algum tempo que os meus amigos se deixaram de casar, agora ou divorciam-se ou têm filhos), continuando, as despedidas de solteira são sempre a mesma coisa. Um jantar não sem onde com presentinhos atiçados em forma fálica, e seguidamente uma ida a um bar ranhosíssimo não sei onde com homens depilados e oleados que dançam e se esfregam na noiva. E mulherio aos gritos.



Eu, como mulher, tenho todo o respeito pelas outras mulheres, ainda que estas procedam de uma forma que, digamos que, a gente tem alguma dificuldade em respeitar. Mas respeita à mesma. Se há mulheres que acham graça a um homem depilado (enfatizo, reitero e repito: depilado) em certos propósitos, enquanto as amigas batem palmas e gritam muito, ao som de uma música daquelas inanes, tudo bem.


Eu confesso uma coisa - se estes homens depilados fossem o Joaquin Cortés em novo, obviamente não depilado, aí sim, eu achava graça e até participava, acho eu. Ou teria participado. Mas dado o modus operandi que é, não percebo bem onde está a graça. Um homem bem apessoado é um homem bem apessoado, e eu gosto de boa estética como qualquer outra pessoa, mas aquela chungaria toda é demais para mim.


No entanto, o que não percebo fundamentalmente é o frenesim em querer comemorar a vida de solteira como se se estivesse a perder o melhor dos mundos possíveis. Se a pessoa gosta assim tanto de ser solteira, talvez seja melhor continuar nesse belo estado civil e ignorar o casamento.

Estrito pela Rita F., no seu "Rua da Abadia"

7 comentários:

Imperatriz Sissi disse...

Não podia concordar mais. Tanto em relação à foleirada das despedidas de solteira como no que respeita ao striptease masculino. Cruzes!

http://jessi-aleal.blogspot.pt/2012/03/im-good-girl-sir.html

Rubi disse...

Pois deixa-me discordar. Acho que depende do que fazes. Fiz a minha despedida recentemente e não houve nem bares ranhosos, nem coisas na cabeça, nem strips. Vim de Londres a Lisboa para encontrar as minhas 'best friends', jantámos num sítio giro, fomos dançar, depois fomos explorar - no dia seguinte - Tomar, Praia do Ribatejo e Torres Novas (havia a feira medieval) e adorei o fim-de-semana. É piroso para quem quer e dependendo do que queres fazer. E sim, também vivo junto mas não deixa de ser uma mudança na tua vida. Beijinhos

Dulce disse...

Também subscrevo a opinião da Rita..! Acho das 'tradições' mais parolas e descabidas de que há memória. As mulheres fazem figurinhas tão parvas que até dá vergonha.

E o problema muitas vezes é que não se limitam a isso e vão bem mais longe... Ouvi falar de uma moça que teve uma surpresa 9 meses depois e, enfim... a criancinha não era da cor do suposto pai, mas sim do stripper com quem se envolveu na despedida de solteira...

Estupidez (em) Crónica disse...

Eu por acaso acho que cada vez menos as despedidas de solteira se processam nesses moldes, mas claro que posso estar enganada. Mas tem-me constado que hoje em dia consistem cada vez mais em jantares com amigas, uma ida "para os copos" ou reuniões do género das da Maleta Vermelha... Claro que há quem goste dessas tais festas com os tais homens depilados... Mas acho que o que interessa mesmo é que as pessoas - noiva e amigas - se divirtam. É mais uma tradição como tantas outras e um pretexto para uma noite (ou dia) divertida, para juntar amigas de longa data que não se vêem há anos, um ritual de passagem antes do grande passo, algo para mais tarde recordar. Tão válido, a meu ver, como um almoço de aniversário, uma festa de formatura ou um jantar de Natal da empresa. O que interessa é aproveitar a vida e ser feliz :)

Shannon Allyce disse...

É mesmo verdade.. o que o texto diz. Eu não estou bem no assunto, mas parece que as noivas estão a despedir-se aos melhores dos mundos.. que no fim, é basicamente, ver homens oleosos a roçarem-se na noiva. Sei lá , eu não quero isso para mim, se me vou casar alguns dias depois, mas pronto! Cada um sabe de si :)

Lady Ana Ricci disse...

E mai nada!

http://opiniaodeumalady.blogspot.pt/

Juanna disse...

Essa do jantares com pilas na cabeça é de vómitos. Eu cá jantei com o mámen e depois fui beber um copo com 2 amigas. Simples :)