domingo, 10 de julho de 2011

Dos estranhos reencontros

Blake Lively e Leighton Meester

Este fim de semana estive com uma amiga de infância que não via há quase uma década. Foi confrangedor, confesso. Os silêncios foram constantes e difíceis. Valeram-nos os três filhos dela - lindos lindos e para lá de bem educados - para nos ajudarem, com as suas risadas e brincadeiras, a gerir da melhor maneira aquele reencontro. É estranho perceber que uma pessoa com quem nós partilhámos toda a nossa infância e parte da nossa adolescência, que contribuiu de certa forma para a formação da nossa personalidade, já nada tenha a ver connosco. Não, felizmente ou infelizmente, não é para repetir.

15 comentários:

Shiine* disse...

Às vezes também me acontece esses pequenos embaraços. Eu não gosto de reencontros. E, quando vou à terra onde tenho muitas amigas, não digo nada a ninguém.

Maria disse...

Olá,
Já passei por essa situação... são amizades que depois se esfumam em 2 telefonemas anuais, 1 de parabéns outro de boas festas... porque deixa de haver assunto comum para falar..., questiono se terá sido mesmo amizade, porque com os verdadeiros amigos, mesmo sem estarmos juntos com frequencia, quando nos encontramos parece que estamoa apenas uma conversa que foi interrompida por segundos.....
Maria

Alice disse...

Entendo, comigo também já me aconteceu o mesmo. É triste que assim seja, mas o que podemos fazer? Parece que a vida nos separa com o tempo.

meg* disse...

também já me aconteceu!
e ambas percebemos que tínhamos crescido em sentidos diferentes, já só partilhávamos lembranças de infância, e apenas isso. Mas também já me aconteceu reencontrar uma velha amiga e sentir que nada tinha mudado e cada sorriso ainda transbordar de cumplicidade.
:)*

Tinkiwinki disse...

Gostei particularmente da fotografia que colocou. Realmente rir é mesmo o melhor remédio, e adoro fazê-lo ao ler a maior parte dos seus textos. Parabéns e obrigada por tais "momentos"!

Gonçalo disse...

Amigos de infância são amigos para sempre. Ou então nunca houve amizade. Certo ou errado?

:)

V. disse...

Isto é clássico, acho que quase todos temos um amigo(a) assim!
Acho que o melhor é guardar bem as memórias felizes e resumir a coisa a mensagens cordiais no aniversário e natal! :)

http://thestyleoutlet.blogspot.com/

Naná disse...

E pior é mesmo perceber quando uma amiga dessas se tornou uma pessoa superficial e fútil e com a qual não nos identificamos minimamente!

prada disse...

Partiu o elo e ponto final!

Paulo Nunes disse...

Pois.. por acaso os meus amigos de infância continuam a ser meus amigos.. e aqueles que eram apenas conhecidos continuam a ser apenas conhecidos... bom dia boa tarde tudo bem e já chega! Por acaso nunca tive ninguem que mudasse assim tanto...:)

Teresa disse...

That's life!
Eu acho que na nossa vida é um labirinto, com muitos e muitos caminhos que se cruzam. Vão passando pessoas que, na sua altura, têm o seu significado para nós. Mas é só isso. Depois, cada um segue o seu caminho e deixa completamente de fazer sentido.
Podemos cumprimentar-nos. Ter uma ou outra conversa com maior ou menor profundidade. Mas apenas isso. Não faz sentido tentar recuperar coisas que deixam de existir naturalmente.
Eu pelo menos, já nem tento.
E, pensando bem, se mantivesse "activamente" na minha vida todas as pessoas que comigo se cruzaram e tiveram significado, seria complicado!
T.

txticulos disse...

O escritor José Rentes de Carvalho escreveu hoje no seu blog, sob um título nada católico, "(...)Mas qualquer coisa ficou, um incómodo, quando nos despedimos ninguém quis marcar data para o próximo almoço."

http://tempocontado.blogspot.com/

Mia disse...

Tenho aversão a esses momentos estranhos! Quando se perde a familiaridade vem a conversa de circunstância e percebemos que de quem já fomos tanto, hoje não somos nada. Além de estranho, tb entristece. Acho que essas pessoas foram importantes por algum motivo em algum momento, que os caminhos se cruzaram algures no tempo com uma função que por culpa do curso natural da vida já terminou :)

B disse...

Já senti isso umas quantas vezes e acredito sempre fez sentido enquanto teve de fazer, se já não faz, move on...

As vezes há pessoas que só se cruzam na nossa vida para deixar outras, que por sua vez deixam outras e pronto... E no fim os que lá estiverem fantástico...

Gosto de acreditar que faz parte da vida e que não é o fim do mundo por isso.
Acho que não é um já não gosto é só um já não faz sentido... e pode acontecer com uma amiga/o de infância como com alguém mais recente...
A amizade é intemporal não é mais ou menos por ser de hoje ou de há mil anos e vice versa... Não deve ser mais ou menos valorizada pela a sua existência em espaço de tempo...

B*

Bernardo disse...

Bom blog :)