quinta-feira, 23 de setembro de 2010

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Eu sei que a maior parte das pessoas está no desemprego por um azar, pode acontecer a qualquer um, a mim, a um de vocês, e quer sair urgentemente dessa situação, e esfola-se diariamente em busca de um novo trabalho, mas também sei que há imensa gente que está no desemprego porque se habituou, desculpem a expressão, a coçar a micose. Há gente que não quer fazer nada. E assim vão estando por tempo indeterminado. Ah e tal, este trabalho não que pode trazer-me problemas. Ah e tal, este também não que acabo por não ganhar quase nada e mais vale estar com o rabinho na cama a receber subsídio de desemprego.

36 comentários:

Rafa disse...

Nunca tiveste tanta razão na vida, cara Kitty. (salvo seja)
O mercado de trabalho em Portugal é dos mais estagnados que há. As pessoas ainda acreditam que têm de ficar no mesmo emprego a vida inteira. Mesmo sem estarem felizes.

Por ter morado 3 anos em Milão, que é das cidades mais agressivas em termos de emprego, em toda a Europa, aprendi desde o início a valorizar a minha carreira, as minhas competências e ir mudando. Em áreas como marketing, gestão, etc, o segredo é ir mudando: 2, 3 anos máximo em cada emprego.

Um beijinho!

Clara disse...

sim, completamente. então na escola do meu filho que é jardim de infancia e primária não conseguiram arranjar um porteiro para a escola. o ano passado ainda tinham lá uma senhora dessas do centro de emprego [que estava sempre a faltar para-segundo ela- ir a entrevistas], este ano nem isso.

Summer Days disse...

Verdade. Pior são pessoas que nunca trabalharam e ainda têm direito a subsídios de re-inserção. Pior ainda, essas pessoas não precisarem de justificar procuras de emprego.

Mie disse...

Concordo plenamente !!
Ate podia mencionar uns nomes mas vou manter-me caladinha.

Rit♥Catita disse...

É verdade sim senhora!

a do lado ! disse...

Eu podia dizer que concordo, ou então que discordo, mas a verdade é que nem uma coisa nem outra. Na verdade, eu compreendo algumas pessoas que não "querem" trabalhar quando lhes aparece um emprego. É que em certos empregos vão ganhar tanto como aquilo que ganham ao estarem em casa, tirando a parte que com o emprego as despesas aumentariam, como por exemplo em deslocações e refeições. Não se pode julgar assim do nada!

Gata Malhada disse...

Este sim... é um post para não encher chouriços. :))

Há muitas pessoas que não concordam com o que o Sarkozy fez, eu concordo em absoluto!
Não concordo que alguém venha para o meu País sem ter ainda trabalho, vir com uma carrada de filhos e depois ir aos correios discutir às 11.30 da manhã a dizer porque raio os seus 1690 euros não estão disponíveis (os correios já tinham distribuído 25000 euros nessa manhã, é de salientar).

A diferença entre mim e esse senhor que mal sabia falar português, é que eu tenho que pagar o apartamento ao banco, água, luz e essas tretas e como bónus ainda trabalho umas 10 horas por dia para garantir que ele receba o que recebe, em compensação o sr passa a vida a fazer filharada... é justo!!

prada disse...

É o tal Estado Social que este partido socialista deixa de herança. E agora, ai de quem destruir tal patrimonio.

... disse...

@a do lado, é esse espírito que faz com que o país não avance, ora pois claro, trabalhar dá mt trabalho, e então fica-se a receber o subsídio que é mt melhor, pq trabalhar tambem custa dinheiro. Por favor, preferem ficar em casa a morrer secos e a estupidificar do que trabalhar ganhando um pouco menos por uns tempos, mas com perspectiva de subir na carreira ou até arranjando algo melhor. é que arranja mais facilmente emprego estando no mercado de trabalho do que no desemprego, logo À partida, quem está no desemprego não tem poder de negociação, daí os salarios por vezes serem menores, mas uma vez no mercado de trabalho podem sempre subir.
Mas não, receber para não fazer nada é tão bom!!!

Francamente....

stantans disse...

e depois há outros como eu, que acabam o curso, estão no desemprego e não recebem subsídio nenhum... e ficam à espera de respostas para ir trabalhar para um call center...

Sentimento de Mim disse...

Qualquer pessoa que se veja privada de trabalho passa necessariamente por um período de desmotivação, de falta de confiança, de descrença nas suas capacidades e descrença em conseguir emprego. É um ciclo que se cumpre, com objectivos que inicialmente são claros de conseguir emprego, mas cujos contornos se desvanecem com a angústia do passar do tempo. Parece que as pessoas se auto-limitam, encontram defeitos em tudo o que é proposta porque têm demasiado tempo livre para idealizar aquela, a perfeita. Até um dia, em que tudo muda.

Obviamente, que existem mesmo as devidas excepções de pessoas que ganham tanto a trabalhar como estando desempregadas. E sendo a atitude reprovável, não podemos crucificar essas pessoas, mas sim o Estado. Porque isso já é problema criado pelo Estado. Se quiser evitar isso que mudem os valores ou as regras de acesso aos subsídios).

stantans disse...

ah, e entretanto vivo de caridade :(

River disse...

Pois é, e infelizmente é o que mais há! São os "subsídio-dependentes”, ou “papa-subsídios”!
Uma corja que o Estado autoriza, alimenta e não fiscaliza durante anos! E agora, porque está endividado até às orelhas, quer cortar a toda a força!
Sim, porque agora o dinheiro escasseia para pagar as pensões daqueles que trabalharam uma vida inteira e descontaram para esses parasitas!
E o grave é que a tendência é para piorar, infelizmente…
Admite-se que existam pessoas a receber RSI (Rendimento Social de Inserção), desde 2006?!?!!! Mas este não é suposto ser um subsídio de I-N-S-E-R-Ç-Ã-O?
Que deveria ser usado em SOS, numa situação inesperada, e numa fase de transição para uma vida activa e produtiva?!
Mas não, torna-se um “ordenado”, garantido! E fica-se de perna trocada em casa, sem levantar cedo como a maioria de nós, nem cumprir horários, nem gastar dinheiro em transportes e a comer fora de casa! E ainda com tempo de sobra para levar e buscar os miúdos à escola e para tudo e mais alguma coisa!

E pasme-se, são esses os que mais reclamam por esperar horas na Segurança Social! :D LOL
Logo esses, que têm todo o tempo do mundo, e até estão “por conta” da mesma Segurança Social, do Estado, ou melhor, de todos nós, os que descontamos para lhe pagar o “ordenado”!

Gata Malhada disse...

a do lado! realmente tem razão... eu se estivesse no lugar do senhor que recebe mensalmente 1690€ sem fazer nenhum também não ía trabalhar. Os outros que trabalhem para mim.

Mas percebo o que quer dizer, há trabalhos que não pagam as despesas inerentes, o que não percebo é o comodismo... procurar procurar sempre, é o lema!

hierra disse...

pior é que muita dessa gente tem trinta e pouco anos e com a vida pela frente, escolhe n fazer nada...

Menina do Norte disse...

So fucking true!

Beijinho*

Jo disse...

tens toda a razao. no entanto, o problema é de quem dá subsidiosa torto e direito, nao de quem o ganha.

Tita disse...

Eu também já pensei assim. E depois fiquei desempregada. Se é verdade que conheço pessoas que não querem nem saber de procurar emprego também é verdade que por vezes é complicado aceitar um emprego. O mercado está mau, e as empresas aproveitam-se disso para pagar mal, há sempre alguém que vai aceitar o emprego. O problema no meu caso são as contas para pagar. Ok, a trabalhar consigo mais facilmente negociar ordenados e etc, mas as ofertas que tenho tido chegam a passar pouco mais de metade do subsidio que recebo. Como é que pago as contas ao fim do mês?

Ana Sofia Santos disse...

alguém disse que não é preciso justificar a procura de emprego. Pois parece que o sistema mudou...por conversar e por estar agora nessa situação.
dependendo da idade e da formação é preciso um numero mínimo de comprovativo que se procurou, e os subsídios são mais controlados (primeiro responde-se a uma data de coisinhas).
Ah e também é o estado que tem colocados alguns desempregados (se reduzem o número de professores nas escolas é um exemplo)

Helena disse...

Concordo plenamente.....Conheço até quem tenha chegado a uma hipotese de emprego e peça somente á pessoa para lhe assinar o papel. Afirmam que o emprego não lhes interessa e que só querem que lhe assinem o papel que tem de ser mostrado todos os meses na segurança social como prova de que procuraram emprego.... FOR GOD SAKE!!!!

Myosotis disse...

Sim... existem esses casos. Mas existem muito mais casos como o meu. Sou licenciada e até hoje só consegui contractos de trabalho pequenos (é mais compensador para as empresas, acredita!) e devido a esta situação até hoje nunca recebi um tostão da segurança social embora já faça descontos há mais de dois anos. Neste momento estou novamente desempregada e se quiser sobreviver que remédio tenho se não ir arranjar um part-time onde quer que seja porque da segurança social já sei que não recebo qualquer ajuda.

**Beijinhos**

chu disse...

A Maria quando começa a falar do que desconhece perde logo a razão. Como já tem dado provas, continua a meter tudo no mesmo saco, a generalizar, o que traduz um espírito limitado e mesquinho.

Para tirar as elações que tirou, leu estudos? Fez algum estudo? Não me parece.

Por acaso sabe para onde vai a maior fatia (80%) dos dinheiros da Segurança Social? Pois, é, dúvido que saiba. Nem a Maria, nem os outros que dão palpites por aqui. E asseguro-lhe que não vai para os desempregados, nem para os do RSI, pois para esses é uma fatiazinha que mal se vê no bolo todo.

Se sabe de algum caso, de alguém que esteja a receber o fundo de desemprego e a trabalhar, faça queixa. Se desconfia de alguém que anda a passear, estando de baixa, faça queixa, já que está tão preocupada com o dinheiro que sai dos cofres.

Leia, leia muito sobre todas as vertendes que o facto de estar desempregado abrange e deixe de cuspir para o ar.

Aprenda a não falar do que não sabe. Mas, se o quiser fazer (falar), então, fale com conhecimento (não falo de conhecimento de "conversa de café" ou de "vão de escada", obviamente).

River disse...

Ah sim, para quem ainda falou aqui de "fazer filharada", pois os mesmos “subsídio-dependentes” têm muitos filhos, normalmente (e moralidades à parte, de vário/as pais/mães), e claro está recebem Abono de família no 1º escalão, o valor mais alto portanto! Considerando que são muitos filhos, a soma é normalmente considerável!
Para os mesmos tais que trabalham, produzem e descontam (para pagar os subsídios desses), o tal escalão de Abono é menor, e o dinheiro um valor ridículo!
Incentivo à natalidade?!?!!!
Sim, sim, daqueles que vão criar mais parasitas e mais “papa-subsídios”! Porque os comportamentos como sabemos repetem-se!
E nós, os que queremos criar cidadãos bem formados, com um bom percurso académico, para produzir mais e erguer este país, temos que nos “desunhar” a trabalhar para suportar todas as despesas!
Revolta um bocadinho não?!


PS. Mss Kitty, desculpa tantos pontos de exclamação, mas isto irrita-me! ;)

River disse...

E para o/a senhor/a Chu, é certo que a maior fatia do "bolo" do orçamento da Segurança Social não vai para o RSI, nem para os Abonos de família, mas sim para as pensões. Mas seguramente uma parte substancial vai já para o subsídio de desemprego, e a tendência é para aumentar...
E seguramente também, que por muito pouco que seja, esse dinheiro dos subsídios sociais se dado a quem não deve recebê-lo, é mal gasto!
E, grão a grão enche a galinha o papo!
Mas não podia concordar mais, quando diz que todos devemos denunciar as fraudes de que temos conhecimento!
Esse é já um passo muito importante para combater as injustiças.

MJFK disse...

Por acaso, já estive várias vezes sem trabalho e nunca me pagaram para estar em casa. Mas por acaso já ganhei tão mal, tão mal que não cobria as despesas.
Nem tudo é tão linear como pensamos. Mas nem faço muito chorinho, pois fico sem força para o resto.

Martini Bianco disse...

Muito bem. Ha dias falava um dos diretores do Inst. Emprego a dizer que muitos candidatos iam mal vestidos para as entrevistas de emprego para causar má impressão, metiam atestados em vésperas de entrevista entre outras coisas, para se manterem a receber o subsidio.Eu pensava que estas coisas não existiam...

crise disse...

Esta situação do subsidio de desemprego de facto irrita-me , porque o meu marido esteve desempregado à pouco tempo , não por culpa del , mas porque a empresa onde trabalhava , faliu , e ficou quase um ano sem trabalho , e porquê ? pergutam vocês , porque a todas as entrevistas a que ía só lhe ofereciam o ordenado minimo nacional , e tinha que trabalhar fins de semana e noites , conclusão ganhava menos do que o subsidio , e fartava-se de trabalhar,acabou por aceitar um emprego a ganhar ppouco mais que o ordenado minimo , e sabem porquê? porque estava farto de estar em casa e de se sentir impordutivo , e durante este tempo todo , sabem o que é que o Centro de Emprego fez para lhe arranjar um trabalho decente , nada , nada de propostas , foi a netemprego que lhe arranjou trabalho , poque o meu marido todos os dias lá ía procurar trabalho , e é este o pais que temos , e o estado que temos ,onde pessoas licenciadas como eu têm que trabalhar em Call centers e assim ,porque tem de pagar as despesas no final do mês .

Mami disse...

Pior que o subsídio de desemprego é o subsídio de inserção social ou lá como isso se chama. Aqui nn café próximo, de manhã e à hora de almoço é ver fulanas(os) que estão em casa com o tal subsidio pago por todos nós que trabalhamos no duro, a tomar o seu belo pequeno almoço e a almoçar francesinhas e outras coisas que tal. Isso é revoltante! Tira-me do sério!

Precis Almana disse...

Eu já fiquei desempregada sem subsídio nenhum. Tive uma pequena indemnização que deu para estar pouco tempo a digerir todo o imprevisto e depois, ala que tenho que ir trabalhar. E o que aparecesse era o que eu fazia. Se fosse em lojas ou cafés, que fosse. É o que vejo mais é anúncios em lojas do Colombo (por exemplo) com "precisa-se empregado/a". E, se alguma vez precisar, não tenho vergonha. Quanto mais se está em casa, menos se ganham contactos que podem vir a trazer-nos trabalho. E não são as cunhas, não. São referências de pessoas que sabem que trabalhamos bem e nos indicam se alguém precisa.
As pessoas ainda não perceberam que o dinheiro dos subsídios vem de quem está a trabalhar; e, portanto, quanto mais desemprego, menos o dinheiro. E um dia acabou, pensem nisso. Para todos!

Liliana disse...

Kitty Fanne se ficasses desempregada agora e tivesses que ir trabalhar por 450 euros quando de subsídio irias receber quase a totalidade do teu ordenado o que farias? Ias trabalhar para o bem do país claro não é? Ainda que isso não fosse na tua área mas sim a venderes uma coisa qualquer......
Tenham juízo!!!
Encontro-me em situação de desemprego neste momento e não recebo subsídio nenhum....no entanto bem que gostava de receber.....estudei anos a fio, fiz mestrado em Bruxelas graças a um empréstimo que fiz ao banco, regressei a Portugal, estive a dar aulas e este ano não tive colocação. Tenho perto de 30 anos e ainda tenho que ter ajudas familiares, agora perguntem-me se recebesse um subsídio de valor quase igual ao ordenado que tinha e depois se aceitava ir trabalhar por metade numa área que nem sequer é a minha? Não não ia, e nem vou dizer que ia porque não sou hipócrita!!!
Beijinhos

Sentimento de Mim disse...

É bonito acusar as pessoas, quando falam as prof's do quadro que nunca ficam desempregadas e, trabalhem bem ou não (essas balelas da avaliação de prof's ainda não passam de tretas), têm sempre emprego no ano seguinte.

susana disse...

CHU... finalmente alguém que parece falar com conhecimento de causa, OS MEUS PARABÉNS!!
Não há nada que mais me deixe fora de mim do que ouvir as pessoas falarem de boca cheia daquilo que desconhecem.
Alguém sabe por acaso o valor que recebe uma pessoa que vive/ sobrevive do RSI (Rendimento Social de Inserção)? Não? São 189.52€ MÁXIMO por pessoa sozinha.
Custa-me imenso que com tanta gente, mas tanta gente a receber ordenados escandalosamente altos, pensões milionárias, se lembrem só dos que recebem RSI.
E mais, já lá vai o tempo do ficar sentado à sombra da bananeira a recusar emprego... a diferença agora é que NÃO HÁ EMPREGO!!

Pronto...desabafei!lol

Kitty Fane disse...

De uma coisa tenho a certeza se ficasse desempregada de um momento para o outro, o que pode acontecer a qualquer um, tenho a certeza que iria ter de trabalhar em algum lado, fosse uma loja, um café, um supermercado, um call center, o que fosse, e sabem porquê? Porque tenho contas para pagar.

Todos sabemos que há uma minoria de pessoas que vive dos subsídios e que não quer simplesmente trabalhar. O que não quer dizer que TODAS as pessoas que estão desempregadas são assim.

Liliana disse...

E irias trabalhar para um café a receber 400 euros quando podias receber 900 ou mais de fundo de desemprego (tendo em conta o salário de professora que bem conheço não receberias menos que isso) e pagar as tuas contas?????
Poupa-me!!!

Marta disse...

Concordo plenamente contigo.
As vezes as pessoas estao a receber o dinheiro do fundo desemprego e a receber dinheiro tb de outras partes!
e como e logico, acho mal. emfim
beijinho :)

Paulo Nunes disse...

Não vou repetir o que muitos já disseram aqui, mas a maior parte dos ordenados que oferecem são muito baixos, o que implica que muitas vezes o que ganham, gastam em deslocações e alimentação e fica muito pouco.
Solução: aumentar o ordenado minimo para 600 euros e subsidio de desemprego para 400 euros.
beijinhos