domingo, 6 de junho de 2010

E, já agora, para que são tantos directos?

Eu por vezes penso em quais serão os critérios de escolha de determinados jornalistas para fazerem determinados directos. É que não dizem coisa com coisa. Parece que foram ali deixados à laia de vá, agora desenrasca-te. Engasgam-se constantemente. Recorrem aos lugares comuns do costume, mas numa versão má. Fazem as perguntas mais parvas. Eu, sinceramente, não acredito que não haja profissionais mais competentes no mercado, do que aqueles que nos apresentam as nossas televisões. Custa-me a crer.

7 comentários:

Destination disse...

Quando a situação não tem mesmo assunto,não há jornalista por mais profissional que seja, que possa contornar o ridículo... resta-lhe apontar o microfone às pessoas e rezar para que alguém salve a situação com um comentário interessante...vá,sem asneiras... pronto banal... ok, umas palavrinhas...por favor...

a. disse...

é tão triste, às vezes...

Megan disse...

Às vezes há com cada um, que uma pessoa até fica boquiaberta.
E mesmo as notícias, por vezes são mesmo degradantes, são notícias sem pés nem cabeça, que não lembra a ninguém. Enfim.

almighty yellowphant disse...

É verdade. Até dá pena...

medeixagozar@ disse...

O pior é que na RTP, somos nós que os pagamos... LOL Directos completamente desnecessários.

Pluto:)

Poseidon disse...

Se calhar os bons jornalistas (bons sobretudo no sentido de experientes e, portanto, com mais alguma capacidade de desenrascanço em directos) devem ter um mínimo de estatuto dentro da redação para se recusarem a fazer merdices destas...

Mis disse...

«Para quê tantos directos?» É também uma das perguntas que muitos dos tais «maus» jornalistas fazem, quando têm de passar horas e horas à espera de coisa nenhuma, a fazer perguntas imbecis e a queimar tempo com repetições. Não conheço nenhum que goste de passar por essas secas e figuras, mas faz parte. Não são eles que decidem fazer 200 directos «de nada». Muitas vezes são «traídos» por «pivots» que se esquecem do que foi combinado e que, quando há uma informação nova, avançam logo com isso. Depois eles, os «maus», só podem parecer papagaios, que repetem a informação. Felizmente não preciso fazer estes directos. Já tive de fazer há uns anos para rádio e, mesmo que admita que alguns jornalistas são fracos, seria bom colocarem-se no lugar deles, nem que fosse por dois minutos. Eu percebo a crítica. É legítima quando se está a falar no excesso de transmissões. Mas não é justa quando é dirigida aos que «foram ali deixados à laia de vá, agora desenrasca-te».