segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Pergunta da semana # 5 - Deve perdoar-se uma traição?


Elin Nordegren e Tiger Woods

Tenho uma amiga, que por acaso até lê este blogue, que passa a vida a dizer que se soubesse que o marido (que é uma jóia de moço e que só tem olhinhos para ela. é um querido, portanto. e já estão casados há uns doze anos.) a traía, no dia seguinte punha-lhe as malas à porta de casa. É nesta altura que nós divergimos. Eu não consigo afirmar uma coisa dessas com tantas certezas, porque acho que cada caso é um caso. Que há traições pontuais de uma noite e que há traições de uma vida. Que nunca devemos dizer nunca. E que, nestas coisas das traições, só mesmo passando por elas, sobretudo quando há filhos envolvidos como é o caso dela.

Mas, à partida, faria o mesmo do que ela. Aliás, já o fiz quando fui traída, mas também não morava com essa pessoa, nem tinha filhos com ela. Se calhar se tivesse as coisas seriam um bocadinho diferentes. Se bem que tenho plena consciência de que nunca conseguiria esquecer isso e tenho a certeza de que a relação nunca mais seria a mesma. Valeria a pena continuar com essa pessoa nessas condições? Se calhar, não.

38 comentários:

Anônimo disse...

Olá

Com a traição, acaba a confiança. Sem confiança, acaba a relação. O outro deixa de ser motivo de respeito.

Se houvesse filhos...talvez em nome da estabilidade dos filhos as pessoas possam ficar juntas até que os filhos tenham idade para seguirem a vida independentemente.

Mas deve ser dificil...deve ser dificil estar com alguém que mostra o desrespeito que é a traição...com filhos tudo muda...

JCB

_+*A Elite in Paris and New York*+_ disse...

Adicionando a isso tudo ter as amantes todas a falar sobre tudo o que aconteceu em publico, mostrando SMS na TV e nos jornais todos. O que piora as coisas.

Credo.

A Elite

Mau Feitio disse...

Até podia continuar, mas não ia ultrapassar isso, logo a relação acaba por terminar por ela mesma.

Pecansis disse...

Eu faria o mesmo que a tua amiga, contudo se isso viesse mesmo a acontecer teria de medir os prós e os contras: viver junto, filhos em comum, etc.

Já agora... será que se consegue verdadeiramente perdoar uma traição?

prada disse...

O pior para uma relação,não se aguenta mesmo ainda que haja acordo, sim porque tambem existem esses casamentos!
Acabam mal, o que não significa divorcio....

Anônimo disse...

é complicado...não "cuspindo p ar", acho que nunca iria conseguir superar...
susana

Anônimo disse...

Perdoar sim...esquecer não... mas nada voltará a ser o mesmo. O melhor, mesmo, é perdoar, separar e esquecer. Também será importante tentar perceber porque aconteceu...
Boa semana,
R

Sabor Adocicado* disse...

é uma questão muito complexa... À partida diria qe o punha fora de casa... mas muitas vezes há outros factores qe falam mais alto..

Alforreca disse...

Ui...
Sinceramente não sei que diga!
Mas concordo quando se diz que com a traição acaba-se a confiança!

Acho que só mesmo quando se passa pela situação é que se pode dizer alguma coisa...

De momento digo que acho que é muito complicado o perdão nesre caso...

Precis Almana disse...

Não tenhas a certeza que a relação nunca mais ia ser a mesma. Ou melhor, podes ter. Não tenhas é a certeza que ia ficar pior (depreende-se). Às tantas descobriam as maravilhas da poligamia. Ahahahahah

Tenho uma amiga que só me dizia "como é que consegues não ser exclusiva?" - quando eu tinha a tal história de que já falei. Uns anos mais tarde, casada, veio dizer-me que tinha um caso com um colega... Portanto, é melhor pôr-mo-nos também no lugar: se nos acontecesse o mesmo, gostaríamos de ser postas na rua?

Cláudia L. disse...

Só passando por isso. À 1ª vista diz-se "não perdoava", "nem pensar". Tb acho que esperar pelo crescimento dos filhos, me parece uma atitude demasiado anulada.
Olha, não tenho opinião.

Isa disse...

Eu tenho a certeza que nunca mais ia ser a mesma coisa. Se não acabasse naquela hora ia acabar mais tarde. Porque sei que não conseguia viver com isso.

Paulo Nunes disse...

Se há traição, existe um motivo para isso! algo não está a correr bem na relação e ambos deveriam perceber isso!
Se fosse cmg... não sei bem o que fazia, tinha que pensar um pouco sobre os motivos.. e se a culpa fosse minha, talvez a perdoasse! há que saber deitar as culpas para nós próprios tambem! a traição não vem do nada só porque ela tem uma pernas melhores que a minha namorada/mulher! tem que haver algo mais...

Juanna disse...

Ja me aconteceu e nao me arrependo de ter perdoado. Nada mesmo..

MissBlueEyes disse...

Eu sempre disse que se um dia o meu ex-marido me traisse que fazia e acontecia, mas quando um dia tive a infelicidade de passar por essa situação, a unica reacção foi uma só, não tive! E só perguntava como teve coragem, emagraci 10kg em 1 mês, por isso só passando por elas é que sabemos a reacção! Descobri no dia antes de fazer 3 anos e tentei esquecer o que era dificil de esquecer, foram 10 longos meses, e quando comecei a não ter respeito por Ele decidi que mais valia seguirmos caminhos diferentes! Pedi o divorcio, foi uma decisão minha, e chorei imenso no dia em que assinamos o divorcio, aliás, as lágrimas corriam pela cara, porque foi um sonho desfeito! Foi um casamento que achei que seria para a vida... Se houvesse filhos... Talvez fizesse esse sacrificio pelo nosso filho. Mas felizmente não foi o caso!!! E hoje reencontrei o Amor, porque nunca deixei de acreditar nele! Sou bastante feliz, um Amor diferente, com outra maturida, e acho que tudo o que passei foi valioso, para me transformar na pessoa que sou hoje.

Se isso acontecesse com a pessoa que estou hoje e se for daqui a uns anos, on night stand... Perdoava sem qualquer problema, porque tenho uma maneira diferente de pensar e ver a vida, aliás falamos muito sobre este tema.

Um bom dia :)

Anônimo disse...

Eu não perdoei....e divorciei-me! E tinhamos filhos! Independentemente da nossa opinião, antes da traição acontecer, a atitude que a outra pessoa assume, é que nos ajuda a tomar uma decisão.

mimi

A disse...

Tudo o que dizem por aqui é muito bonito,mas o que é certo é que o perdão está na nossa consciencia.Cabe-nos a nós decidir o que está certo.Ficamos muitas vezes divididos entre o perdoar e não perdoar,e perguntamos muitas vezes a opinião a uma 3ª pessoa,para não ficarmos com o peso da decisão.No fundo sabemos,que somos nós que temos a palavra final,e que os sentimentos são nossos,apenas nossos.beijinho(A)

Madame Pirulitos disse...

Esdtava a ler os comentários e deparei-me com o da Cláudia L. E comecei a pensar noutra coisa (que está relacionada com esta, não te preocupes!). Ter opinião não é ter que dizer convictamente sim ou não a n coisas. Eu não consigo ser taxativa em relação a isso e não quer dizer que assim não tenho opinião. Acho que ela tem sim senhora e, quanto a mim, é das boas.
Não vivemos num mundo a preto e branco mas com muitas nuances de cinzento. Quantas e quantas vezes nós dizemos "ah, isso nunca", até que isso acontece e a nossa perspectiva das coisas se altera? Eu penso que nós temos que ter essas ideias, porque é a forma de podermos viver seguros no mundo, ou seja, os nossos valores e ideais dão-nos essa sensação de segurança e de controlo sobre as coisas. Mas é bom também percebermos que quando algo nos acontece, aí sim, temos que pensar nas coisas e decidir.

Fuschia disse...

Eu nunca me dou bem quando digo "nunca" por isso prefiro ficar caladinha. Mas posso dizer que todas as pessoas que conheço que passaram por essa situação, foram muito mais tolerantes do que pensariam. Depende de muita coisa. Incluindo da maturidade de cada um, do orgulho, etc.

Nuvem disse...

Olá
Eu já fui traída... e já perdoei.
Mas não deu para durar, porque o amor que sentia nunca mais foi o mesmo, a confiança nunca mais existiu e mesmo o amor-próprio perdeu.
Com o tempo acabei com a relação, porque sem confiança não há amor e precisava e queria gostar mais de mim do que dele (e era absolutamente louca por ele).
Por isso é que hoje digo, com convicção, se soubesse que tinha sido traída, colocava as malas à porta, com ou sem filhos, porque o amor nunca mais seria o mesmo, nem a relação.

blogdatanga disse...

A palavra "deve", neste âmbito, é capaz de não ser o mais adequada.
Está aqui uma discussão muito interessante e é giro ver como o Paulo Nunes colocou a resposta dele numa perspectiva totalmente diferente. Será por ser homem? Venham mais opiniões masculinas.

margarida disse...

Eu sou como a Kitty. Não consigo dizer o que faria se tivesse filhos e uma vida juntos e descobrisse uma traição. À partida, claro, digo "traição não, vai logo embora", mas isso é só uma frase e uma coisa que desejo muito. Quando há crianças e uma história as coisas nunca são como gostaríamos.

Anônimo disse...

Cada caso é um caso, há traições e há TRAIÇÕES, sei que se fosse comigo provavelmente pesava os prós e os contras, mas sei que as coisas não voltavam a ser mais as mesmas, não haveria confiança, e acho que não havendo confiança uma relação não dura mesmo que a pessoa tente.
Infelizmente a maior parte trai...

Picoli disse...

É uma questão complicada. A relação nunca mais seria a mesma. E o mais provável era vir a terminar mais tarde. A existência de filhos torna as coisas mais complicadas. Tenho uma amiga cujos pais estiveram juntos durante anos supostamente em prol do bem dos filhos. Ela disse-me muitas vez que preferia que eles estivessem separados! Provavelmente no inicio os filhos preferem os pais juntos, mas que carinho e que estabilidade se pode oferecer se já não há amor nem confiança entre o casal?

joana disse...

Cada caso é um caso. Depende da traição, do grau de compromisso, filhos ou não, se é a primeira vez..."Nunca digas nunca" é o meu lema.

Anônimo disse...

Ja trai, e quis que assim não tivesse acontecido. Ela descobriu e mesmo assim quis continuar.Ao fim de uns meses perdeu-me o respeito e terminei.
Espero não voltar a cair em tentação, até porque doi a ambos os lados.

Homem

Allie disse...

Honestamente, já fui mais radical. Ou preto ou branco. Mas depois percebi que a infidelidade não pode ser colocada toda no mesmo saco. Há homens que são infieis por sistema. Têm uma mulher de sonho em casa, não vivem sem ela, mas não resistem a rabos de saia. São sempre casos de uma noite e nem precisam de se esforçar muito. Há outros que adoram conquistar e inventam cada história! para serem bem sucedidos. No fundo, querem ser o Casanova de maior número possível de mulheres. Aos primeiros e a estes meto-os num saco. Depois, existem aqueles que nunca traíram, foram sempre impecáveis, uns têm mulheres que não merecem, outros são o casal perfeito, mas que um dia talvez devido a problemas conjugais, deixam-se cair na tentação. De uma forma ou de outra, condeno todos, mas condeno mais os 2 primeiros. Cada caso é um caso e depende muito da relação que se tem. Provavelmente, acabaria por desculpar se sentisse que havia algo a recuperar (e caso tivesse sido uma situação pontual). Mas que ia levar bastante tempo até recuperar parte da confiança perdida, isso ia.

Capitão Microondas disse...

Tema complexo que tem resposta académica simples quando estamos de fora: nenhum de nós se vê a perdoar uma coisa destas.

A questão é mais complexa quando estamos no barco. Depende tudo do contexto e só vivendo é que se conhece. O melhor é mesmo não viver.

A maioria dos casos de traição que envolvem pessoas decentes, que conheço são no entanto consequentes de uma relação estragada previamente. Pessoas que foram à procura de algo que não tinham e que nem se julgavam capazes de o fazer. Normalmente nenhuma relação está estragada pela mão só de uma pessoa, embora a traição seja responsabilidade de quem toma essa opção. Existem depois os traidores compulsivos ou os que simplesmente não amam. Existem muitas realidades, muitos contextos.

Considero um tema mais interessante discutir se quem trai deve ou não contar e abrir o jogo, seja qual for a sua vontade para o futuro. Tenho uma opinião bastante objectiva sobre esse tema mas já li/vi muito disparate sobre o mesmo. Normalmente os disparates vêm de quem nunca traiu ou foi traído (ou julga nunca ter sido). As pessoas que já foram traidas ou trairam e têm consciência da coisa têm opiniões mais ricas/complexas sobre o assunto.

Tema interessante embora o exemplo da foto seja pouco aplicável. Esse é um caso onde tudo está errado desde o início. Inclusive o casamento em si.

Anônimo disse...

Não não e não. Passar por parva e ainda perdoar uma coisa dessas? E depois sempre que ele saía de casa, será que ia mesmo para o trabalho, ou ao futebol ou ao ginásio ou ao cinema? Nunca passei por essa situação e se passar tenho plena consciência e certeza que as malinhas estariam à porta no momento seguinte. Aliás, tenho a plena consciência até que o que havia era roupa a voar pela janela abaixo, qual malinha qual quê...

Cátia Afonso

Anônimo disse...

Aiii adorei a foto do Tiger! Oh filha, é assim: Cada caso é um caso... é preciso pesar tudo e saber muuuito (agora parecia uma vaca a mugir lol)bem o porquê da traição... mas uma coisa é certa, nunca mais é a mesma coisa.

Mas essa mulher do Tiger tadita... já vai em 9 amantes, elas daqui a pouco fazem um sindicato!!!

Anônimo disse...

Acho que depende muito do que o casal anda a vivenciar. Considero traição física algo intolerável numa relação mas e as mentiras e omissões?! Acho que também é uma forma de traição. Só que imaginem que um casal já anda mal e sem fazer "vida de casal"...há muitas coisas que devem ser abordadas antes de se dizer NUNCA. Acho que quando as coisas estão bem e aí há falhas já é sinal de se dizer Nunca mas quando há algo já a correr mal devemos ver bem o que se passou.

Anônimo disse...

Gostei muito do comentário honesto da Juanna.
Na minha opinião teria de ver bem o que se passava na relação mas acho que "traiçao física" seria muito dificil de perdoar e esquecer. Depois há a outra que não chegou a vias de e aí iria depender do que aconteceu e do que se passava na relação

Chuva de Prata disse...

Não podia estar mais de acordo com o que o Capitão Microondas diz!
A verdade é que o espectro das traições é tão vasto que cada situação acaba por ser única... E acerca deste tema em particular, diga-se o que se disser, quando estámos na pele de quem traiu ou foi traído, tudo aquilo que anteriormente era preto ou branco acaba por assumir cores que nós nunca antes imaginámos! E, de facto, passar por uma situação destas dá-nos uma perspectiva muito mais vasta acerca do tema...

Diz-me o meu homem que nunca me traiu, contudo acabou comigo uma relação de aproximadamente 6 anos e uma semana depois estava com outra pessoa. Não sei se teria sido mais fácil saber que tinha sido traída, mas sei que me senti traída.
No entanto, a vida dá muitas voltas e já noutro momento da relação fui eu que senti a necessidade de estar com outra pessoa... Quando penso nas razões que me levaram a fazê-lo, nenhuma delas se encontra relacionada com o facto de ter sido trocada, mas sim com o facto de não saber lidar mais com uma relação estável,onde os momentos em que as borboletas se apoderam do nosso estômago são escassos.
Não sei se o cheguei a trair, porque pus fim à relação antes de passar à acção... mas, se traição inclui pensar noutra pessoa e querer estar com ela, então faço parte da lista de pessoas que já traíram!
Apesar de tudo, sei que hoje estámos juntos... e que tivemos um ano menos bom, um ano que podia ser considerado por outros como um ano perdido, mas que para nós representa acima de tudo um ano de aprendizagem, um ano em que aprendemos a nos conhecer melhor enquanto seres humanos que somos, um ano que nos mostrou que andávamos à procuar de algo que já tinhamos à muito, um ano que nos mostrou que queremos passar o resto da vida juntos e que o queremos porque já estivemos nos braços de outras pessoas e não sentimos aquilo que sentimos quando estámos juntos!

Isto tudo para dizer, que nem sempre uma traição pode significar o fim. Muitas vezes é só o início de algo mais puro e sincero, onde ambos têm de aprender a viver uma nova relação, que não tem por base a desconfiança mas sim a confiança , pois ambos já viveram algo que não querem voltar a viver...
Agora se me perguntam se a minha perspectiva seria a mesma se nunca tivesse estado no papel de quem já traíu, ai já não sabia o que responder!
Mas há uma coisa que sei... olhar para as coisas de forma radical (seja qual for o tema) não faz de nós pessoas melhores, nem mais felizes, apenas nos dá uma segurança falsa de que vamos saber o que fazer quando algo semelhante nos acontecer.

Anónima disse...

Realmente é uma pergunta interessante, e até tenho pensando nessa questão. Ou seja se perdoaria uma traição. Porque de facto o meu pansamento é que não. Porque se eu não vou o trair, porque ele me vai trair. Porque como já li, quem ama não trai,e ponto final. Mas as coisas nem sempre são fáceis de entender. Se é verdade que quem ama não trai, também é verdade que quem ama perdoa. Tudo depende, de muitos factores, pois cada caso é um caso. Por isso já nem sei se um dia perdoava ou não.
Há quem diga quem a confiança é a base de um relacionamento, e é verdade, e por tal, quando existe uma traição, a confiança ou termina ou fica muito tremida.
Mas nem sempre será assim, pois tudo depende dos casos, existem casos e casos.
A lógica diz, se uma relação ir bem, porque trair, né?! Mas enfim...nem sempre as coisas são assim. Acho na minha opinião, e também segundo tenho lido, que o facto de a pessoa trair ou não, vai na sua personalidade. Mas também temos de ver que estamos sempre a apreender.
Por vezes, e falando no geral, só damos valor a uma coisa ou alguém, quando a perdemos ou estamos quase a perder; por vezes quando é tarde demais.
A traição é um tema de muita conversa. E agora com a emacipação das mulheres, elas traem cada vez mais. Para mim a traição é mal vista tanto no masculino como no feminino.
Mas por vezes é preciso colocarmo-nos no lugar da outra pessoa.
Agora se eu perdoava ou não, em principo não. Porque também não me perdoava se o traisse. Para mim, se estou com aquela pessoa tenho de ser leal, e não pelos outros, mas por mim.

Fiquem bem.

Anônimo disse...

Já fui traída e perdoei; compreendi perfeitamente. Nem todos têm a mesma visão/sentimento sobre este assunto; não é apenas de traição, de infedelidade que se trata, é também o sentimento de posse. Eu não tenho esse sentimento. Nada é meu, nada me pertence, tal como os meus filhos.
Na sociedade latina é que este tipo de relacionamentos é que é levado mais a peito. ;)

Ex-Lindo disse...

A pergunta da semana deveria ter sido esta: "o que é que essa loiraça jeitosa viu de especial num tipo desses, à imagem do que a Heidi klum viu no Seal, para além do dinheiro e da fama?" Gosto das tuas dissertações oportunas e muitas vezes divertidas sobre várias questões, mas sempre adulteras as temáticas, ou nunca chegas bem ao cerne da questão. Espero que um dia dissertes sobre a pergunta que (re) formulei acima, ou seria demasiado anti-feminista escreveres sobre isso?
bjs

Ana disse...

Eu falo por mim, até podia chegar a perdoar mas a confiança perdia-se. Mesmo com filhos envolvidos acho que não se devem aguentar casamentos quando há falta de confiança e respeito entre o casal. os filhos notam isso. apanham tudo o que se passa.
e mais, não me imaginava a fazer amor de novo com uma pessoa que se partilhou com outra pessoa que não eu, desrespeitando o compromisso que tinha comigo.
Mesmo que fosse uma one-night-stand, só a muito custo pensaria em voltar a confiar. mas como dizes, não se deve dizer nunca, por isso não sei bem como reagiria nesse caso.

Anônimo disse...

Com filhos tudo muda ? nao acho que seja bem assim . O essencial é haver um bom ambiente familiar onde estes possam crescer em paz, com tranquilidade, etc,etc,etc .
Quando acontece uma situação destas o ambiente familiar sofre alteraçõe, mesmo que os progenitores tentam controlar essa alteração. Portanto, é preferivel os pais separarem-se em vez fingirem que está tudo bem e criar ( até de uma forma inconsciente ) um mau ambiente familiar. Acho que as crianças sofrem mais com o mau ambiente do que com uma separação.