quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

I Love Vinicius de Moraes


Adriana Lima

E por falar em saudade onde anda você

Onde andam seus olhos que a gente não vê

Onde anda esse corpo

Que me deixou louco de tanto prazer

E por falar em beleza onde anda a canção

Que se ouvia na noite dos bares de então

Onde a gente ficava,onde a gente se amava

Em total solidão

Hoje eu saio da noite vazia

Numa boemia sem razão de ser

Na rotina dos bares,que apesar dos pesares

Me trazem você

E por falar em paixão, em razão de viver

Você bem que podia me aparecer

Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares

Onde anda você?

Vinicius de Moraes

12 comentários:

... disse...

Lindo, lindo, lindo poema.

Eu também amo, de facto, Vinicius de Moraes. Um colosso da palavra, do amor traduzido em palavras.

Jinhos,

Marta

Anônimo disse...

Kitty, aqui vai o album da Amália com o Vinicius, gravado na sua lindíssima casa de São Bento em Lisboa... com a Natalia Correia e o Ary dos Santos.

http://www.megaupload.com/?d=4XRMXZZ7

Besos!

hierra disse...

Lindissima :-)

prada disse...

Vinicius de Moraes tambem disse :
Mais vale mal acompanhado, que só!
mas não tenho a certeza:)

Mary disse...

é o meu preferido do VM

Style&Stuff disse...

Amooo!!!! =)

MissBlueEyes disse...

Eu amo o Vinicius e aquela frase sábia: "Que me perdoem as feias, mas beleza é fundamental!", entre outras... E como Eu concordo com este Homem!!!

Recantos e Pensamentos disse...

Realmente, o meu conterrâneo poeta brasileiro é esplêndido! Adoro esta frase: "A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro". Nada mais verdadeiro que isso... Bj

Anônimo disse...

"Não chove lá fora, mas sinto a tristeza dos dias cinzentos. O sol anda ausente, como eu, como tu. A casa está vazia e escura, prenunciando a solidão que a espera daqui a escasso tempo. Parece que a alegria de outrora se esgotou ou se mudou para a casa ao lado.

A noite aproxima-se e com ela a rotina de sempre que só se quebra se, eventualmente, ela te trouxer contigo. Aí as coisas mudam…

Começa a chover quando entras, mas eu sinto um sol invisível a aquecer-me por dentro! Olhas para mim e segue-se o cumprimento politicamente correcto de sempre, mas eu tenho a certeza que se o ponteiro dos segundos andasse para trás, que se o sol girasse em torno da Terra, que se as nuvens fossem azuis e o céu branco, que se aqui, neste momento, as pessoas desaparecessem por uns minutos, que se ela desaparecesse da tua vida (para sempre) … que se tudo acontecesse contrariamente ao suposto iríamos beijar-nos ardentemente, destilar paixão e desejo e por fim desfalecer-nos-íamos nos braços um do outro…mas não. Segue-se o ambiente constrangedor atenuado apenas pela presença da amiga comum.

É aberta a primeira garrafa de vinho. Sinto correr em mim uma brisa amena e risonha. Já não desvio o olhar quando olhas para mim mas contínuo impenetrável. Tu já não te acanhas em encarar-me e é quando a terceira garrafa de vinho cai e desfaz-se em pedaços no chão, me enxugas uma pinga de vinho na mão (qual sangue quente apaixonado) e é aquele toque que despoleta a permeabilidade do meu olhar em ti. Ambos sorrimos e a brisa transforma-se numa tempestade incontrolável de calor. Mas não nos deixamos levar, ainda…

A noite já vai longa quando fecho os olhos e danço. A música invade-me e deixo de existir para todos, vivo para mim aquele momento só meu. Resisto à tentação de abrir os olhos quando sinto no ar um aroma idêntico ao teu. Quando fores realmente tu os meus olhos vão abrir-se sem que eu dê por isso, tenho a certeza. E é quando acordo daquela minha dança que dou conta que não passaste por mim, nem andaste lá perto. Que não fizeste por me procurar. Que se, por acaso, eu esbarrasse em ti irias entrar em transe. Mas não me procuraste. Não me encontraste, não me sentiste a dançar e não partilhaste da minha magia.

A tempestade quente converte-se num Inverno glaciar, igual àquele que vou sentir na pele mal saia daqui. Lá estás tu, encostado ao muro na madrugada gélida. Não estás sozinho. Não sou eu que encosto a cara fria ao teu ombro enquanto espero o táxi. É ela.

Tento passar despercebida, mas possui-me uma força maior que atrai o meu olhar ao teu e a única certeza que esse olhar tímido me transmite é a de que, afinal, naquele canto longe de mim e isolado, me viste dançar.

Estou certa de que percebes o meu sorriso antes de te virar costas, e vou embora.

Afinal ainda há Invernos quentes…"

Juliano disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mónica disse...

Como foi dito por um amigo na homenagem dos seus 90anos..."Grande e maravilhosos Vinícius de Moraes...porque és vários..porque se fosses apenas um não te chamarias Vinícius de Moraes, mas Vinício de Moral".
Adoro Vinicius...e foi por ele que descobri o teu blog e que já me diverti bastante a ler. Não concordo com todo o que dizes...mas acho que és fantástica na forma como te expressas. Felicidades e um grande bem haja!

Mónica disse...

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