quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pergunta da semana # 3 - Concordam com o casamento homossexual? E a adopção?


Ellen DeGeneres e Portia di Rossi

Eu concordo plenamente com o casamento gay. E discordo que haja um referendo. Acho que deve ser decidido em Assembleia da República. Quando à adopção, já não acho que seja assim tão simples. Neste momento, não tenho uma opinião formada acerca disso. Não que duvide do amor e da competência de um casal gay com uma criança, mas assusta-me um pouco o que essa criança poderá vir a sofrer numa sociedade preconceituosa como a nossa. E, se o facto de se ser adoptado já não é propriamente fácil, calculo que ser adoptado por dois pais ou por duas mães, seja ainda mais complicado para a mente de uma criança que, quer queiramos, quer não, irá sempre idealizar um pai e uma mãe.

81 comentários:

Mary disse...

Hoje de manhã vinha para o escritório no meu carro. E pelo retrovisor reparei que o condutor, homem, do carro atrás estendeu a mão para fazer uma festinha na cara do passageiro, também ele homem. A única coisa que senti, sendo eu heterossexual, foi inveja de ter alguém que pela manhã me fizesse também uma festinha na cara e olhasse com ar apaixonado para mim. sou a favor.

prada disse...

Não concordo com o casamento gay, e muito menos com a adopção de crianças por esses pseudo casais
Mas vamos tê-lo aí e ainda quero ver o casamento da "Câncio ", pelas revistas cor de rosa....
hihihihi!
A palavra casamento , não deveria aplicar-se a essas uniões homo.
Há tantas minorias na sociedade e tão infelizes!
Poderia dar ene exemplos, que são tão esquecidas!
Mas nada a fazer! A mim não me afecta, tenho outro tipo de preocupações sociais.

Cate disse...

A minha opinião é exactamente igual à tua. Deixem-nos casar, se é o desejo deles, qual é o problema? É a vida deles, não estão a incomodar ninguém e têm tanto direito a isso como os heterossexuais.
Quanto à adopção, já implica a vida de uma terceira pessoa, portanto acho que é um assunto mais delicado.

Espero que não haja referendo. Irrita-me um bocado ouvir certas pessoas dizerem que os "gays não querem casar porque gostam é de saltar de poleiro em poleiro". Oh preconceito horrível!

João disse...

Com o casamento concordo, não vejo porque não. Com a adopção, concordo também depois de pensar duas vezes, primeiro achei que não precisamente pela questão que colocas de a criança poder vir a sofrer com os preconceitos da sociedade, mas por outro penso que entre haver uma criança que não sabe o que é ter pais, ou haver uma que tem dois pais ou duas mãe, parece-me preferível a segunda hípotese. Além de que não sei até que ponto alguns casais homossexuais não sejam mais normais que outros heterossexuais.

Lebasiana disse...

concordo com o casamento homossexual...

quanto á adopção... ser professora e lidar com miudoa desde os 12 aos 19 anos diariamente, faz-me recear... as crianças conseguem ser bastante crueis... muito mesmo... e se, por causa de serem diferentes, são muitas vezes o "bobo da corte", vitimas de bulying... quantas acabam por sair afectadas para toda a vida... quantas se suicidam por nao conseguirem lidar com a "diferença"...

como vês... não concordo... em qualquer vitoria... em qualquer guerra... há feridos... nesta seriam claramente as crianças...

em 2011 tenciono "ser adoptada" e não quero que essa criança venha para minha casa, para se sentir AINDA MAIS diferente dos outros meninos da sua idade.

um passo de cada vez... primeiro o casamento... depois... daqui por algumas dezenas de anos... a adopção!

jocas

Sissy disse...

Com o casamento sou 100% a favor... com a adopção não sei até que ponto, que seja a favor ou contra... não sei!
Não tem lógica nenhuma haver um referendo por causa do casamento!

Alice disse...

Sendo a primeira vez que aqui comento, gostaria de deixar apenas a seguinte reflexão: Não será pior, para uma criança, ter de ficar institucionalizada, do que ter dois pais ou duas mães que a amem e que a ajudem a ser forte para enfrentar a "sociedadezinha" em que vivemos?

É que também é um estigma estar institucionalizado e, mais do que isso, nessas circunstâncias, a criança não tem um suporte familiar, acaba por ser "mais uma" que está naquela instituição (por muito bem que seja tratada e cuidada, o que nem sempre é o caso).

Na minha opinião, e dado que existem tantas crianças à espera da adopção, não vejo qualquer problema num casal homossexual assumir a paternidade de uma criança. Poderá dar-lhe até bastante mais do que certos casais heterossexuais...

Alexandra disse...

Concordo com ambas e discordo do referendo. Infelizmente, como nunca reúne o quorum necessário, acaba por ser um entrave à decisão.

Quanto à adopção, tudo muda com o tempo. Até a mentalidade, que já se mostra bem diferente nos últimos anos. Além do mais (sendo indiscutível que o amor e dedicação não vê sexos), qualquer criança nessa situação preferirá ter amor e pais ou mães, do que viver numa instituição sem essas figuras.

Mais importante, não me parece que esse factor vá condicionar uma boa educação, pelo contrário. Ensinar que a diferença é normal é uma forma de tornar a sociedade mais justa e civilizada.

Alexandra disse...

Outra coisa,

Pela ordem de ideias de que uma criança terá a vida mais dificultada pelo facto da sociedade ser preconceituosa, não existiriam crianças de raças senão a caucasiana e muito menos crianças com deficiências. Não é justo que a vida lhes seja mais difícil mas é bom que cada um contribua para que existam e sejam aceites (e abraçadas) essas diferenças.

Mais uma vez, parece-me mais difícil ter uma vida numa instituição, onde, mesmo que haja amor, a criança não tem a sua(s) mãe(s) e/ou o(s) seu(s) pai(s).

Beijinho

sol disse...

Eu concordo com o casamento entre pessoas do mesmo sexo,e também concordo com a adopção de crianças por casais gays...de facto acredito que essas crianças podem vir a ser alvo de comentários menos abonatórios...mas a sociedade tem que saber ultrapassar todos os preconceitos...

bjos

Last Angel disse...

Eu concordo com o casamento homossexual, acho que toda a gente tem o direito em oficializar a sua relação independentemente do sexo. Quanto à adopção, também concordo em que o casal possa adoptar, o importante é a criança ser feliz e receber amor. Talvez a criança tenha de enfrentar a crueldade da nossa sociedade, mas enfrenta nos casos em que o pai é alcoólico, ou a mãe tem algum tipo de problemas, ou porque são negros, etc... Acho que o que realmente importa é a felicidade e o amor que o casal possa dar a criança.

Miss Mau Feitio disse...

Este texto poderia ter sido escrito por mim. Tenho uma pessoa de familia muito proxima que é adoptada e sei o que isso que custa...Não é fácil. E só por isso não corcordo. Só mesmo por isso.

Silvia disse...

Concordo plenamente com o casamento gay.
Cada um tem o direito de casar, seja com quem for.
Quanto à adopção...
Lógico que concordo... Futuramente as mentalidades das pessoas vão ser bem melhores do que agora...
Ou seja, temos que preparar o presente, para que futuramente os nossos filhos e netos não julguem como os nossos avós ou pais o fazem.

me@neverland.. disse...

Assino por baixo!!!
Kiss

Pobre morena burra disse...

Eu concordo com ambas!! Acho que deve ser decidido em Assembleia pois quando votamos PS já sabíamos que fazia parte do programa. E acredito que os casais homossexuais possam adoptar pois se é verdade que pode ser complicado para a criança a descriminação, por outro lado vai ser uma criança tolerante e que vai conhecer o amor e o carinho...que é de longe preferível a orfanatos e a andar de família de acolhimento em família de acolhimento!!

Anônimo disse...

O pior é se essa criança vai sofrer mais ou menos do que, n sendo adoptada, ficando num orfanato, sem pai nem mãe...m n é assunto fácil, concordo.

Ana disse...

Olá.
A minha opinião vai de encontro à sua - no casamento - claro que sim. E sem referendo. Não deve ser o meu voto a decidir se 2 pessoas de sexo = ou diferente se podem casar ou não. Eu como hetero estou no meu direito de casar ou não, com quem quiser. Por isso SIM, sem referendo.
Bjnhs

Anônimo disse...

Eu concordo que duas pessoas do mesmo sexo possam, se assim o entenderem, casar.

Pelo que sei, e salvo melhor opinião, se o casamento homossexual for aprovado, a adopção tem que ser permitida, ou então têm que mudar a lei da adopção. Isto porque é permitido a um casal, desde que cumpram alguns requisitos, adoptar. A não ser que se criem excepções e na lei passe a figurar que só podem adoptar casais heterossexuais deixando de fora os outros. Mas os outros, se o casamento for aprovado, passam a ter os mesmos direitos e deveres dos casais hetero. É um assunto deveras importante, é preciso conjugar esforços para que não nos arrependamos mais tarde do que quer que seja que venha a resultar.

Um beijinho

Helena

Anônimo disse...

Assino em baixo!
Tens exactamente a mesma opinião que eu, sem tirar nem por...

Sónia

Capitão Microondas disse...

Quanto ao casamento concordo. Não me faz impressão alguma. Já a adopção é algo em que tenho dúvidas: não que duvide da capacidade de duas pessoas do mesmo sexo criarem uma criança feliz mas porque o facto de essa criança se inserir num contexto lhe poder vir a valer grandes dissabores que mais tarde lhe vão fazer talvez gastar umas horas em terapia.

Anônimo disse...

As pessoas devem ser consideradas iguais em termos de direitos independentemente do sexo, religiao ou orientacao sexual!direitos iguais para tudo para casar, para adoptar para pedir emprestimos, emprego..nao ha forma de separar as coisas!a adopcao e diferente porque envolve uma terceira pessoa, uma crianca totalmente dependente do estado e da familia para a proteger!mas com cada vez menos familias ditas “tradicionais” e cada vez mais criancas a precisar de amor..qualquer casal disposto a adoptar uma crianca devia poder faze-lo!!as mentalidades tem de ser mudadas..nao nos podemos conformar!!adoro o seu blog!

TinkerBell disse...

Oh pá...São questões realmente dificeis de abordar... e neste país de brandos costumes e muitas mentes tacanhas...complicado..
ehh...Bom eu concordo com o casamento homosexual...Cada um deve ter a liberdade de escolher com quem casa...sem stress, naturalmente...
Agora a adopção de uma criança é caso para um ponderação mais séria...vejamos:
1. Em Portugal...por muito mal que as crianças sejam tratadas...a razão está sempre do lado dos pais biológicos...dizem ele pelo Superior Interesse da Criança - ainda me hão-de explicar onde é que ficou o superior interesse da Esmeralda ou da menina que está a passar as estopinhas em terras de Leste
2. Agora imagina-se uma criança a habitar com uma família disfuncional e supostamente passa para outra famíla que sendo diferente pode apresentar ou não (mas acaba sempre no momento) de fugir aquilo que chamamos de normalidade...equilibrio familiar...
3. Mas também é verdade que não sou a favor de se manterem crianças institucionalizadas séculos para estudo microscópico de uma família... quando o que as crianças mais precisam é de amor, carinho, compreensão e alguma logística de suporte...Olhando nesse prisma...um casal gay equilibrado pode ser tão ou mais capaz que um casal hetero...
Muito complicada a questão

Anônimo disse...

As pessoas devem ser consideradas iguais em termos de direitos independentemente do sexo, religiao ou orientacao sexual!direitos iguais para tudo para casar, para adoptar para pedir emprestimos, emprego..nao ha forma de separar as coisas!a adopcao e diferente porque envolve uma terceira pessoa, uma crianca totalmente dependente do estado e da familia para a proteger!mas com cada vez menos familias ditas “tradicionais” e cada vez mais criancas a precisar de amor..qualquer casal disposto a adoptar uma crianca devia poder faze-lo!!as mentalidades tem de ser mudadas..nao nos podemos conformar!!adoro o seu blog!

Ana disse...

Qt à adopção, embora seja mais delicado, e eu trabalhando com crianças, compreendo o que poderá inicialmente, ser para uma criança ser adoptado por 2 pessoas com o mm sexo.
Mas, as crianças têm, nós sabemos, uma enorme capacidade de aceitar e compreender coisas, que para nós adultos nos fazem muita confusão. Temos o problema da discriminação, mas haverá discriminação maior que a de se viver mal tratado, mal amado, violentado e viver numa instituição...
Todas as crianças têm direito a ser AMADAS e a ter uma família que a respeite, tenham a orientação sexual que tiverem.
A "família" já não é o que era, cada vez temos mais "famílias". Por isso, com todos os cuidados necessários numa adopção. SIM

Anônimo disse...

Concordo com ambas. Casamento e adopção.
E a meu ver deveriam rapidificar todo este processo.

Claudia

Anônimo disse...

Sinceramente acho que há problemas bem mais importantes que o nosso governo deveria preocupar-se, em vez de casamentos homossexuais...
por exemplo, mais apoio a pais com crianças com doenças raras ou paralisia cerebral...

É o país que temos!
Dar apoio psicológico a transsexuais e deixar pais angustiados com filhos cheios de problemas...

Voltando à pergunta:

Não concordo, nem discordo... Façam o que quiserem... Concordo ao usar-se a palavra casamento, pois matrimónio seria demais, tendo em conta que é um conceito cristão.

Quanto à adopção, não concordo!
Tal e qual pelas razões que mencionaste Kitty.

É a minha opinião... Não quer dizer que seja a correcta!
Vale tanto como todas a outras que venham a ser postadas!

Alforreca

Lena disse...

Olá Kitty.
Eu concordo com a primeira parte do teu post e discordo da segunda. Ou seja, tenho já uma opinião formada. Para mim pior do que ser adoptado por um casal gay, é viver uma vida inteira numa instituição onde amor e carinho são conceitos pouco trabalhados e onde também muitas vezes as crianças sofrem abusos, maus tratos e donde saem muitas vezes marcados e traçados para uma vida complicada (o que nem sempre se verifica). Por isso, para mim entre uma instituição e um casal gay disposto a receber uma criança com todo o amor e condições económicas, venha o casal gay. Outra coisa que me leva a defender a adopção por casais do mesmo sexo, é precisamente os casais de dois homens. É que se formos a ver bem uma lésbica pode engravidar e criar o seu filho com a companheira. Os homens não têm esse opção. Ou vão aos EUA encomendar uma criança através de uma barriga de aluguer, o que requer muito dinheiro; ou então adoptam... porém a adopção não é legal... enfim acho que em nome da justiça e da igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres, deveria ser possível a adopção por este novo tipo de famílias, que quer queiramos ou não, são cada vez mais uma realidade. E eu acredito que em breve os preconceitos da nossa sociedade se vão diluir de forma a podermos aceitar aquilo que é inevitável.
Acho curioso teres abordado este tema porque tenho tido algumas discussões sobre isto nos ultimos tempos. Um conhecido meu, líder de um movimento socialista cristão pede o referendo e abomina a ideia da adopão por parte de casais homo. E eu já tive a oportunidade de lhe dizer que um referendo para esta questão é prepotente, egoísta e muito, mesmo muito pouco tolerante para quem se diz cristão.
Beijinhos

Anne disse...

como já referi noutros blogues a respeito do assunto, o preconceito que essas crianças poderão sofre por parte das outras deriva exactamente da presença desse mesmo preconceito na sociedade e nos adultos. Porque, ao contrário do que muitos dizem as crianças são verdadeiras (sim) mas não naturalmente más. a maldade que algumas têm vem precisamente de ambientes preconceituosos e caracterizadores de certas realidades, onde o que é diferente é ostracizado. se criarmos as nossas crianças na aceitação do outro sem reserva esse preconceito desaparece.

Jo disse...

concordo com o que dizes do casamento. :)
já quanto à adopção...sim as crianças podem sofrer nesta sociedade que temos...mas sofrerão tal como já sofreram os filhos de mães solteiras ou de pais divorciados. é uma questão evolutiva. sim, será dificil para os primeiros...mas isso é sempre assim, infelizmente.
com um casal, seja ele gay ou não, estarão muito melhor do que com uma família que os maltrata ou "abandonados" numa instituição sem o amor e carinho que merecem. :)

kitty disse...

Eu pessoalmente nao sou de acordo...
Em relaçao ao casamento pronto ainda sou capaz de tolerar, agora em relaçao á adopçao nem pensar.
Sou mm contra e pelas mesmas razoes que referiste...
Alem de estarmos numa sociedade preconceituosa, as crinaças sao as quem mais sofrem com toda esta situaçao...
Alem das crianças idealizarem uma mae e um pai é estranho terem 2 maes e dois pais e alem disso ainda ha a questao de provavelmente nao ter irmaos, mas este assunto tinha pano para mangas.
Nao duvido das competencias de ninguem para tomar conta duma criança, mas a soluçao certa éuma criança, um pai e uma mae.
As normas ditas normais sao essas...
Desculpa o tamanhao do comentario.
Beijinhos.
Kitty

Merenwen disse...

Eu concordo com o casamento e também discordo do referendo. Primeiro porque acho que ninguém tem que ver se um casal homossexual quiser ficar unido para a vida, depois porque é um belo desperdício de dinheiro a pagar a malta toda das mesas de voto e estar a fazer um referendo com um assunto de importância menor para a nação. Porque afinal de contas, os gays deste pais casarem em nada vai mudar o estado da economia ou a vidinha de cada um de nós. Portanto, deixai-os casar!

Quanto à adopção já não sou tão a favor pois penso que faz falta uma figura paterna e uma figura materna. Aí já sou mais a favor da família tradicional.

Anônimo disse...

Uma criança idealiza estar com as pessoas que a amam.
As crianças lidam bem com colegas com duas mães ou dois pais, às vezes até acham cool:"oh you have a lesbian mother? so cool!" ou o equivalente luso. Quem coloca entraves são os adultos com comentários e receios destes.
E como se a homoparentalidade não existisse há décadas com os mesmos defeitos e "feitios" da heteroparentalidade.
Sossegue que nenhuma criança se baralha num lar onde seja querida.
Baralhada ficaria se a tentassem separar das duas pessoas que ama.
Não existe casamento gay. O casamento é um só e o mesmo para todos.

Anônimo disse...

Mas ainda duvidas que se o casamento for aprovado que a adopção não será logo a seguir??. È claro que tens razão, se os miudos são estigmatizados, por serem baixos demais ou altos de mais ,ou gordos, ou gagos, ou pretos...ou...ou. Rui S.

Anônimo disse...

Ora aí está um assunto k gera tanta confusão...uma criança precisa k as suas necessidades básicas sejam satisfeitas, em primeiro calor, comida, conforto, limpeza, higiene, carinho e sentir-se amada e desejada. Vem desde pequenina. A crinaça escolhe sempre 1figura de vinculação,k satisfaz estas necess. e k geralmente é a mãe mas nem sempre, e por isso sou contra a entrega de crianças a pais biológicos (k não trataram delas devidamente e abandonaram) em detrimento de famílias k as acolheram e educaram,é 1violência.
Isto tudo p dizer k sou a favor da adopção por casais homossexuais mas...é necessário uma avaliação psicológica dos pais (como numa família heterossexual) de forma a avaliar as suas condições psicológicas, sociais etc e se preencherem os requesitos e se de facto forem pessoas capazes de amar uma criança e dar-lhe toda uma vida saudável seguir em frente na adopção.
Claro k 2bichas malucas poderão não ter cabeça p isso, mas existem muitos homossexuais com a cabeça no lugar.

Beijinhuuu Kitty Fane
Marta =)

Anônimo disse...

Ah! A história do casamento por mim também é na boa, só acho k de facto esta vida está a evoluir de uma maneira tão estupida, k enquanto os casais hetero deixam de querer compometer-se deixando de lado o casamento para se unirem de facto, vêm agora os casais hetero lutar pelo casamento... gostava de vir cá daqui a uns séculos ver em k estado ficou a humanidade e como vivem uns com os outros =))))

M.

Anônimo disse...

Eu já tive oportunidade de conhecer uma miuda filha de duas mães, é saudável, inteligente e hetero. Muito bem resolvida,pois teve uma educação liberal em k desde cedo se soube explicar tudo certinho, com muito diálogo, amor e amizade e assim superou algumas brincadeirinhas e preconceitos e hoje é uma adulta feliz =)

ladybird disse...

Eu concordo tanto com o casamento como com a adopcção. Claro que as crianças vão sofrer, mas se virmos bem quem é que não sofreu quando andou na escola? Gozam conosco se somos muito altos, baixos, gordos, magros, se usamos oculos ou aparelho e sei lá que mais.Eu acho que estas situações da nossa vida até acabam por nos fortalecer o caractér e preparar para o futuro. Mas para isso é muito importante a criança chegar a casa e ter uns pais que lhe dêm amor incondicional e a ajudem a ultrapassar tudo.Se pensarmos bem é muito preferivel a criança crescer num lar com duas mães ou dois pais que a amem do que num lar de acolhimento sujeitas a todo o tipo de privações afectivas e materiais.

Teresa disse...

Tomo a liberdade de aqui trascrever o que disse há tempos num post do meu estaminé, aquando da negação do pedido de adopção feito pelo cantor Elton John (http://uma-musica-por-dia.blogspot.com/2009/09/coisas-de-quem-esta-de-molho.html)

"Será que ainda há gente que acha que é melhor para uma criança viver institucionalizada do que ser adoptado por um casal homosexual? (...) Como é possível negar a uma criança o acesso a alguma felicidade, mesmo que seja dentro de parâmetros pouco convencionais, quando a única certeza que tem na vida é a solidão, a rejeição e a doença.
O preconceito humano revolta-me! revolta-me tanto, tanto!!!! Amor é a coisa mais importante no desenvolvimento de uma criança. Seja lá de pai e mãe, ou de dois pais. As crianças, desde que se sintam felizes, adaptam-se..."

Beijinhos,
T

Patrícia Pinto disse...

Eu sou completamente a favor! Os homosexuais merecem ter os mesmos direitos dos casais heterosexuais. E quanto à adopção também sou a favor; amor é amor em qualquer parte do mundo, em qualquer sexo e em qualquer crença. E uma criança educada de uma forma assim não preconceituosa vai ser uma criança no futuro muito mais aberta às pessoas; podemos mudar mentalidades às vezes começando com uma simples criança...

erva doce disse...

o referendo é uma loucura e despêndio inutil de dinheiros publicos. o que é que isso afecta a realidade da sociedade portuguesa??????
o seu vizinho é gay e vive com o companheiro. Isso afecta-o???
Na verdade não! Se é preciso referendar então seria porque era proibido assumir relações gays.!!!!?

Moral e bons costumes??? Valha-nos a face oculta, a op. furacão, Freeport... Para isso é que é preciso ter vergonha


Tenho dito

Rice disse...

Completamente, completamente de acordo com o casamento homosexual. O ser humano nasceu para amar, e ponto final. O casamento é só o contrato que sela esse amor.
Quanto à adopçao, num mundo perfeito e sem preconceito, seria ideal. Mas tendo em conta que vivemos na escuridao da ignorancia, nao me parece boa ideia..

I. disse...

Casamento: claro, e não há razão nenhuma sequer para lhe chamar outra coisa.

Referendo: não, afinal para que é que a gente lhes paga?

Adopção: não sou contra, mas acho que primeiro temos que dar tempo para se sedimentar a ideia do casamento. Daqui a 5 anos (ou menos) já não sei se será ainda mal visto.

Depois de ter lido imensos comentários a dizer que é melhor ter 2 pais ou 2 mães a viver numa instituição, tenho a dizer que depende.
Há crianças que estarão melhor numa instituição que entregues, para adopção, a um casal homo. É mesmo assim, é escusado tapar o sol com uma peneira, e seria preconceituoso, sim, admitir que não há problemas nenhuns na adopção por casais homo.
Há problemas, e os piores nem são a reacção dos outros. Eu fui caixa ´d'óculos e baleia, eles iam ouvir outras coisas. Não, não é isso, mas tem a ver com a idealização de si próprio e formação da personalidade da criança. Tenho a sensação de que a maioria das crianças rejeitaria a solução, não se sentiria iuntegrada numa família, e poderia vir a ter problemas sérios a nível psicológico.
E ainda não estamops preparados para fazer face a esse desafio. Quando o casamento entre pessoas do mesmo sexo se tornar corriqueiro, então pode-se dar o passo seguinte.
E isto, pelas crianças, e só por elas. Porque serem adoptadas é um direito delas, em primeiro lugar.

Su disse...

Olá Kitty,
É apenas a segunda vez que comento no teu blog, mas venho cá cuscar diariamente!

Este assunto mexe um pouco comigo, não porque seja adoptada nem porque tivesse estado numa instituição.Mas porque sou filha de pais que sempre se deram muito mal, numa casa onde a violência verbal e física sempre existiu e eu sempre assisti a tudo.
O sofrimento era imenso e as cicatrizes ainda cá estão. Como dizia no outro dia um pedopsiquiatra: "as cicatrizes emocionais da uma criança nunca saram, podem estar adormecidas, mas nunca se curam". Enfim, com isto para dizer que claro que sou a favor do casamento gay, tenho amigos gays e com muito gosto!
Quanto à adopção também sou totalmente a favor, pela situação que acima descrevi. Achas que eu não tinha preferido viver com dois pais ou duas mães e ser criada num lar com amor, com compreensão e, acima de tudo, com paz, em vez de ter sido criada por um pai e uma mãe num lar que tinha tudo menos isso?
A resposta parece-me óbvia. Serem dois pais ou duas mãe seria completamente secundário, seria apenas um pormenor. Desprotegida como sempre me senti, desamparada emocionalmente, à deriva, acredita que o que mais queria era uma casa onde existisse paz.
O que vale é que sempre tive uns avós óptimos e lá fui levando a vida.
A descriminação acontece desde sempre.O que custa é começar.Qualquer nova ideia,nova ideologia 'sofre' um pouco no inicio. É a chamada 'evolução dos tempos'.
Bem, mas tive a minha recompensa. Hoje sou muito feliz!
Valha-me a santa, já fiz um testamento. Desculpa.

Beijinhos,
Su

Nuno disse...

Eu concordo com casamento homossexual. Cada um deverá ter a liberdade para escolher a sua orientação sexual, seja ela qual for. Não vem nenhum mal ao mundo (excepto o facto de dois seres do mesmo sexo não se conseguirem reproduzir) que duas pessoas do mesmo sexo se amem e queiram viver juntas. Mas mesmo esta situação de duas pessoas do mesmo sexo não se poderem reproduzir, não vem colocar em causa o futuro da Humanidade porque a homossexualidade é uma minoria, ou não fosse ela um desvio do que seria normal (a heterossexualidade).

Já no que diz respeito à adopção de crianças por casais homossexuais, aí já sou contra. Poderei estar a ser preconceituoso, mas acho que uma criança ter dois pais ou duas mães não é normal. Se calhar, é melhor ter dois pais ou duas mães do que estar sozinha, num orfanato. Se calhar é. Se calhar é muito melhor uma criança ter dois pais ou duas mães que a saibam educar e dar o carinho que ela precisa do que ter um pai e uma mãe que não o sabem/querem fazer. Mas a questão é que não se pode ver unicamente este lado do problema. Se calhar, o carinho e a atenção não são tudo. Será que o facto duma criança ter dois pais ou duas mães não crie nela comportamentos desviantes? Eu digo que homossexualidade é um comportamento desviante por este ser contra-natura. Será que o facto da criança ter pais homossexuais não vai fazer com que ela encare a homossexualidade como sendo a ordem natural das coisas? Acho que, ao contrário do casamento homossexual, a adopção de crianças por homossexuais é um tema bastante polémico e que deve ser encarado com bastante ponderação.

Beijos,
Nuno.

Anônimo disse...

Antes de mais Parabéns pelo blog...

Quanto à questão que coloca para mim é simples e absolutamente fundamental aceitar o casamento entre homossexuais. Para mim não me trará qq modificação à minha vida mas acredito que para muitos homossexuais esse seja um passo importante que até agora não podem cumprir! E afinal, a cada qual o que é de qual...não interferirá com a maneira de estar e de acreditar de mais ninguém!
É uma escolha pessoal...uma liberdade pessoal!

Quanto à adopção percebo que seja mais fracturante! De qq maneira seria absolutamente inadmissível tb proibir outras minorias de simplesmente se reproduirem apenas porque os filhos enfrentarão o preconceito de outros apenas por pertencerem a uma minoria...assim o teu argumento não me parece razoável! O mais importante é ir mudando mentalidades e faendo desparecer preconceitos.

Na verdade acho que, entre uma vida sem ninguém que os ame, de rejeição e sem um caminho, prefiro que os que ficaram sem pais possam ser amados por um qq casal...seja hetro, homo ou assim-assim! Falamos de amor...gente que quer casar e ter um ser a quem amar e educar...oxalá se discutisse assim tanto antes de criar um qq conflito!!!! Isso sim!

A.

Anônimo disse...

A favor de ambas as decisões: casamento e adopção por parte de casais do mesmo sexo. Já é tempo de a sociedade evoluir. Só tomando medidas destas é que vamos crescer mentalmente. Claro que a questão da adopção é mais delicada. Mas algum dia terá de ser aprovada. Possivelmente, as primeiras crianças sofrerão, mas as seguintes já não sofrerão tanto. Baseia-se tudo numa questão de educação. Há que institucionalizar a tolerância e o respeito pelo próximo.

Sara

*C*inderela disse...

Concordo com ambos. Mas infelizmente Portugal ainda tem mentalidades fechadas.

Anônimo disse...

Olá,

Eu não concordo com o casamento já que a ideia de casamento pressupõe a ideia de familia. A ideia de familia pressupõe filhos. E uma familia naturalmente, tem um Pai e uma Mãe, avós, primos, tios e tias. É a lei da Natureza, quer queiram quer não. A vida só pode continuar desta forma.

CONCORDO com a formação de um ACORDO onde se estabelecem DIREITOS para o casal homosexual. DIREITOS semelhantes que são dados ao casamento entre heterosexuais. DIREITOS onde as pessoas tenham condições para poderem viver com segurança e LIVRES na sociedade.

A adopção por casais homosexuais...para mim é contra-Natura. Quem é que gera as crianças? Um PAI e uma MÃE. Faz todo o sentido a educação ser dada por um PAI e uma MÃE.

No entanto, a tolerância permite espaço para todos. Só ressalvo que a EXCPÇÃO nao se torne REGRA...porque se assim o for, a HUMANIDADE acaba, ahahah.

JJ

PorUmDiaEscritora disse...

Tenho que concordar com ambas as questões. O casamento claro que sim, todos nós nascemos livres para sermos felizes, cada um à sua maneira. Se duas pessoas do mesmo sexo se gostam, porque não? Encontraram a felicidade, e ninguém tem o direito de a impedir.
A adopção, de facto é uma questão mais complexa, mas como já foi dito aqui, é preferivél viver numa casa com pais do mesmo sexo do que em instituições onde não há carinho nem respeito...*

HG disse...

Não posso dizer que sou 100% a favor, porque não aceito sem questionar que o Estado, ao reconhecer os casamentos gay, possa dar o mesmo tratamento a quem biologicamente possa originar sucessão e a quem não poderá. Deixemo-nos do politicamente correcto e de falsos liberalismos, bem sabemos que a sociedade só sobrevive com a renovação da população através da reprodução e até para a própria sustentabilidade da Seg. Social é necessário que nasçam crianças. Claro que o amor entre um casal homo e hetero não tem diferenças, e é essa a vossa visão romântica que vos guia na defesa intransigente do casamento gay, mas, sendo pragmático, serão sempre realidades diferentes. Mas compreendo os motivos que levam a que se legalize o casamento gay e nunca me manifestaria contra. Aceito a decisão da AR, sem referendos.

HG disse...

E mais do que a adopção por casais gay, interessa-me mesmo saber como se pode agilizar o processo de adopção e saber quantas crianças não conseguem ter ninguem que as adopte e vivem o resto da vida em instituições. Um casal que adopta não o faz unica e exclusivamente por motivos altruístas... Há sempre a tendência de escolher as crianças mais bonitas, de recusar crianças negras por terem uma cor diferente (e tantas que vivem em orfanatos e instituições sem quem as queira). A adopção por casais gay resolverá esta realidade? Não me parece.

Anônimo disse...

Por este andar...qualquer dia vão querer que passe a ser obrigatório!!!
Já vi coisas piores começarem por muito menos...
R

fofinha disse...

Sou a favor de ambos.
Se se permite a adopção de uma pessoa singular, gay, ou não, porque não do casal?
Já tenho mais dúvidas quanto à questão: havendo um casal gay e um casal de pessoas de sexos diferentes, ambos candidatos a adoptar, a qual dar preferência e porquê...hum...
Amélia

Feiticeira disse...

Sou a favor de ambas as coisas. É uma hipocrisia da nossa sociedade não permitir o casamento dos homosexuais (pelo civil claro está) nem a adopção. Explico: se uma pessoa tem filhos numa relação heterosexual e depois "vira" homosexual, a segurança social vai lá a casa meter-se nas implicações disso para as crianças? Não. Se uma mulher lésbica decidir ter um filho e recorrer a um banco de esperma, tem um filho, não tem? Tem!

Só os homens homosexuais têm o assunto da paternidade complicado porque precisam de um útero para gerar a criança!

Acho que se todos formos mais tolerantes e aceitarmos a diferença podemos fazer com que uma parte da nossa sociedade viva mais feliz. Ao mesmo tempo, no caso das mulheres que têm o filho, a outra parte na relação não tem direitos assegurados em caso de separação. Quem se preocupa com o bem-estar da criança neste caso?

Eu sou católica praticante e heterosexual mas acho que a vida já demasiado complicada para pormos barreiras à felicidade de outras pessoas, sejam elas pessoas com orientação sexual diferente da minha, sejam elas crianças que vivem sem saber o que amor e carinho de um pai, uma mãe, dois pais ou duas mães é.

Anônimo disse...

Uma pergunta para Prada: se não te afecta e tens outras preocupações sociais, o que te poderá incomodar no casamento entre pessoas do mesmo sexo? Em que é que dois homossexuais casados poderão incomodar-te para não concordares? Esta é a questão que nenhum dos "contra" consegue esclarecer. Não há um único argumento convincente do lado do "contra". Só preconceito. Mais nada! É triste! E mais "espantoso" ainda é os que são a favor...mas desde que lhe chamem outra coisa: tipo aloe vera como diziam os Gatos Fedorentos..

S. disse...

Sou a favor do casamento homossexual e tal como tu também acho que não deveria ir a referendo, tem de ser decidido em assembleia. A adopção concordo com o que dizes, o que me preocupa é o preconceito que essas crianças terão de enfrentar. Tenho um casal de amigos homossexual e digo do fundo do coração que merecem poder legalizar aquilo que sentem um pelo outro, tal como qualquer outro casal.

Beijinhos.

Anônimo disse...

Concordo plenamente com o casamento, diz respeito apenas a 2 pessoas que têm tanto direito como qualquer outras de validar o seu amor. Em relação à adopção discordo completamente. passo a explicar porquê.

Geneticamente o que se passa é o seguinte: há pessoas que nascem 100% hetero, há pessoas que nascem 100% homosexuais (e por muito que a sociedade as pressione no sentido contrario, sempre serao homossexuais) e há todo um espectro pelo meio (mais ou menos bem definido para o lado hetero ou homo). Assim, como em quase tudo que diz respeito ao corpo humano, a nossa sexualidade também é definida no só pela parte genética mas também pelo ambiente.
Assim, para aquelas pessoas que estão algures pelo meio do espectro referido, se crescerem num ambiente heterossexual e tiverem por ideal uma família com uma mãe e um pai é natural que façam escolhas heterossexuais ao longo da sua vida. Se essa mesma pessoa for criada numa família homossexual, é muito provável que venha também a ser homossexual.

A verdade é que muitas das pessoas heterossexuais que aqui passam, se tivessem sido criadas num meio homossexual, provavelmente também agora seriam homossexuais.

E eu aceito e compreendo a homossexualidade mas não acho que deva ser instigada dessa forma. Acho que biologicamente o normal é uma criança ser criada por uma mãe e um pai, porque biologicamente a nossa raça foi criada para haver acasalamento e toda uma relação afectiva macho/fêmea. Se mesmo nessas circunstâncias, a pessoa nascer/escolher ser/whatever homossexual então a história é outra, devemos compreender e aceitar. Mas o que eu não acho é que se deve instigar a homossexualidade colocando uma criança numa família homossexual.

Espero que entendam o que eu estou a querer explicar. Provavelmente muita gente vai interpretar de maneira errada...

Beijinhos,
S.

Anônimo disse...

Anônimo disse...
Concordo plenamente com o casamento, diz respeito apenas a 2 pessoas que têm tanto direito como qualquer outras de validar o seu amor. Em relação à adopção discordo completamente. passo a explicar porquê.

Geneticamente o que se passa é o seguinte: há pessoas que nascem 100% hetero, há pessoas que nascem 100% homosexuais (e por muito que a sociedade as pressione no sentido contrario, sempre serao homossexuais) e há todo um espectro pelo meio (mais ou menos bem definido para o lado hetero ou homo). Assim, como em quase tudo que diz respeito ao corpo humano, a nossa sexualidade também é definida no só pela parte genética mas também pelo ambiente.
Assim, para aquelas pessoas que estão algures pelo meio do espectro referido, se crescerem num ambiente heterossexual e tiverem por ideal uma família com uma mãe e um pai é natural que façam escolhas heterossexuais ao longo da sua vida. Se essa mesma pessoa for criada numa família homossexual, é muito provável que venha também a ser homossexual.

A verdade é que muitas das pessoas heterossexuais que aqui passam, se tivessem sido criadas num meio homossexual, provavelmente também agora seriam homossexuais.

E eu aceito e compreendo a homossexualidade mas não acho que deva ser instigada dessa forma. Acho que biologicamente o normal é uma criança ser criada por uma mãe e um pai, porque biologicamente a nossa raça foi criada para haver acasalamento e toda uma relação afectiva macho/fêmea. Se mesmo nessas circunstâncias, a pessoa nascer/escolher ser/whatever homossexual então a história é outra, devemos compreender e aceitar. Mas o que eu não acho é que se deve instigar a homossexualidade colocando uma criança numa família homossexual.

Espero que entendam o que eu estou a querer explicar. Provavelmente muita gente vai interpretar de maneira errada...

Beijinhos,
Sara

prada disse...

Pelo que se vê aqui, não vejo porque razão receiam o referendo! Problemas ecomomicos??? Admira-me tanta preocupação num País falido!
Que garantias se podem ter de que as crianças adoptadas por casais homo, terão melhor ambiente, se até se sabe que há tanta violência entre esses casais ?
Alguem pergunta porque sou contra se isso não me incomoda?
É simples , porque a minha opinião não interessa coisa alguma, a unica forma de ter algum peso seria através do referendo, já que vivemos num regime democrático!
Penso kitty Fane, que aceitas que nem sempre seja politicamente correcta..mas se não quiseres publicar ,não o faças!

Cat disse...

Concordo com ambas. Acho que o que deve fazer mesmo confusão a uma criança é viver anos institucionalizada, sem um pai ou uma mãe (nem um nem dois, portanto!). Não acho que seja um bom argumento. Se a adopção passar a ser uma realidade, esses preconceitos vão deixando de ter razão de ser, a mentalidade das pessoas também muda (felizmente!)

Também acho que não devia haver referendo. Se houver, temo bem que o resultado seja negativo.

Pedro disse...

Eu discordo com ambas. Não vejo mal nenhum em que pessoas do mesmo sexo vivam em família e usufruam dos benefícios e regalias de que as famílias heterossexuais dispõem, no entanto, a instituição casamento tem um determinado conjunto de características que lhe são indissociáveis (e uma delas, talvez mesmo a principal, é o género dos cônjuges)pelo que não faz qualquer tipo de sentido que se chame casamento à união de pessoas do mesmo sexo (seria como que permitir o uso das mãos no futebol e continuar-lhe a chamar futebol). Mais, são inegáveis as ligações da instituição casamento a valores e tradições religiosas pelo que também por aí não fará grande sentido que se permita a situação em causa.

Quanto à adopção, situação complicada. Falou-se aqui já na institucionalização das crianças. Penso que em grande parte dos casos as próprias crianças se deixam institucionalizar, é a única maneira que têm de fazer amigos e acabam por fazer das pessoas que os acolhem a sua própria família. E o pior de tudo é que quando tentam uma vida cá "fora" com uma família adoptiva têm seriíssimas dificuldades de adaptação. Com as devidas adaptações, é um bocado como a situação do Brooksie em "The Shawshank Redemption". E se a adaptação ao "mundo real" no seio de uma família adoptiva heterossexual já não é fácil nem quero imaginar numa homossexual. Quer queiramos quer não (e principalmente num país como o nosso) será sempre vista como uma situação contra-natura (e as atitudes e reacções dos outros reflectir-se-ão nisso).

costela de adão disse...

É uma questão pertinente. Sobre o casamento, nada a opôr. Sobre a adopção, ainda sem uma opinião. Se por um lado há o receio do que a criança pode vir a sofrer e ser discriminada por ter 2 mães ou 2 pais, por outro lado penso nas crianças de casais hetero que são vítimas de maus tratos, abandono e mortas às mãos desses pais. Ou que vivem em ambientes de violência doméstica, de discussões permanentes. Estarão estes casais mais habilitados a serem pais do que um casal gay? É complicado decidir. O amor existe, independentemente do género.

Mariana disse...

Kitty : concordo absolutamente. Com o casamento e tb com a adopção. senão vejamos : a criança sofre preconceito, pq é gorda, pq é magra, pq usa óculos, pq gagueja, pq tem aparelho nos dentes... o que será melhor para essas crianças? Sobreviver num orfanato ou ter uma família independente do sexo e da natureza sexual dos pais adoptivos? A sociedade adapta-se. Há 30 anos atrás ser filho de pais divorciados era dramático. Hoje em dia ninguém liga nenhuma. Dentro de 30 anos ninguém vai querer saber qual do sexo e da natureza sexual dos adoptantes. Eu espero.

conhece este vídeo?

http://www.youtube.com/watch?v=oX9y3cn-OVo

Anônimo disse...

Parabéns pela discussão.

Queria só acrescentar o cenário de dois pedófilos se juntarem pelo casamento, e adoptarem muitas criançinhas para serem satisfazerem as suas loucuras. Ía ser giro, ía...

Como é que legalmente se tratavam das coisas? Se agora o caso "casa Pía" foi o que foi (altos dirigentes políticos ilibados)...depois estaria tudo legal, e os ditos Paizinhos Pdófilos ilibadoszinhos por tratarem com carinhos os seus filhotes.

Abraço,

LMC

Hanabé disse...

Concordo inteiramente com o casamento gay! Não sei qual é o problema de dois homens ou duas mulheres se casarem! Se se amam, e se são felizes, porque não podem ter um casamento como os outros casais!? Já quanto à adopção também fico muito reticente. Acredito que dois pais ou duas mães são bem capazes de dar amor suficiente a uma criança, agora acho muito importante tentar perceber de que maneira essa criança iria reagir, pois, por muito amor que tenha toda a gente sabe que o preconceito vai sempre existir! Quanto ao referendo acho ridiculo.

Mnemósine disse...

Quanto ao casamento, concordo plenamente. O casamento civil é um papel que confere benefícios fiscais e sociais ao casal, todo o cidadão deve ter acesso.
Quanto ao resto:
Acho que deve haver poucas coisas piores que viver numa instituição. Sem aquela atenção de uma pessoa que é nossa 24/7. Além de que as oportunidades que se tem na vida são reduzidas por questões monetárias e por, quase sempre, só acolherem até aos 18 anos (e sabemos que ser ajudado por outra instituição é bastante difícil). Isto dá pano para mangas, não dá para aqui elaborar o assunto. Por isso, concordo também com a adopção. Obviamente com todas as medidas e análises necessárias, tal como já acontece com casais heterossexuais.

Alexandra disse...

Se pudessemos fazer um retrato do país através desta caixa de comentários, sentir-me-ia feliz com o resultado. Portugal já não seria assim tão retrógado e preconceituoso.

Na realidade não é. Há um longo caminho a percorrer, certo. Mas o respeito pelos outros e pelo direito à felicidade dos outros é muito bonito de se constatar. Pelo menos, nesta singela caixa de comentários.

Miguel disse...

Um tema quente daqueles em que ao mínimo descuido podemos ficar com as mãozinhas - e não só - queimadas, pois entre outras coisas que já me deixaram triste e apreensivo foi o darem a entender que uma pessoa é gay apenas por defender os seus direitos ou mesmo ter de ler todo o género de preconceitos e insultos a pessoas que apenas seguem as suas escolhas, escolhem os seus caminhos. Pessoalmente, concordo com o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Acho que o amor não tem de obedecer a regras, especialmente quando são feitas por outros. Nem toda a gente gosta de ver, paciência, não olhem. Eu não gosto quando alguém deita lixo para o chão e não digo nada, mesmo achando que isso é muito mais revoltante do que um relacionamento gay. Quanto à adopção, e continuando a pensar que isso é um direito que lhes assiste, o meu pensamento vai para a confusão que pode fazer na cabeça das crianças e no feedback que virá das outras pessoas, no gozo dos colegas na escola e nos comentários que se farão na rua. Infelizmente, as pessoas podem fazer muito mal umas às outras. Parabéns pelo seu blogue. Uma boa surpresa.

Joao disse...

Nao concordo com o casamento gay, e muito menos com a adopção por duos gay. Sobre um referendo, tenho duvidas. Por um lado, acho que sim, mas se for para as pessoas ficarem com os cus nos sofás alheando-se de tudo, talvez seja apenas um desperdício.

ROTAX disse...

Não concordo com o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.
Não sou preconceituosa, mas casamento na minha perspectiva, implica a união entre duas pessoas do mesmo sexo, que formam uma familia e que dão continuidade à humanidade.

Quanto a adopção, também não me parece que seja possível criar uma criança dentro de um quadro de homessexualidade, em que os valores serão sempre confundidos, por mais que existam explicações ácerca deste assunto. Não me parece que o problema de haver crianças em orfanatos e instituições sejam resolvidos, por passar a ser permitida a adopção por homossexuais, mas sim pela imensa burocracia e também pela necessidade de pesquisar quem tem realmente condições para educar uma criança.

Este assunto será sempre polémico e não será de fácil resolução, tendo em conta sermos um país com influência cristã e que esses valores terão sempre peso, na nossa opinião.

' Claudjinha disse...

concordo tanto com o casamento como com a adopção.

sim ,é verdade que a criança vai sofrer do preconceito, mas coloco a seguinte questão: se continuarmos a fugir dos prreconceitos e problemas sociais, eles alguma vez vão resolver-se? se as primeiras mulheres a usarem mini-saia nunca o tivessem feito por medo da desaprovação, será que hoje "poderíamos" usá-las? as mentalidades demoram a mudar, mas mudam... é preciso estar "exposto"!

Rubi disse...

Nao tenho nada contra que casem, cada um faz o que quer, mas quanto a adopcao tenho duvidas, digamos que ainda nao me debrucei muito sobre o assunto e, a primeira vista, sou contra. Agora devo dizer que, apesar de nao ter pachorra para homofobicos e discriminacoes a gays etc, tenho ainda menos pachorra para os movimentos orgulho gay, desfiles, confusoes...Que horror!!!

HG disse...

Não consigo entender como há tanta gente a concordar com o casamento gay, mas a ter dúvidas ou a discordar com a adopção. Mas afinal porque defendem o casamento de homossexuais(e não união civil, por exemplo) quando ele não pode implicar desde logo o direito a adoptar? Afinal casamento não é casamento? Ou vai-se dar o mesmo nome a algo que não é exactamente igual, porque há pelo menos um direito que não é comum (a adopção, claro). Ao menos sejam coerentes. É o que digo, só falsos liberalismos...

Espiral disse...

Concordo com a união entre gays, mas não a chamar-lhe casamento pela propria definição do casamento em si (ver comentário do HG e do JJ)

Em relação à adopção há aqui muita gente muito confusa e que não percebe nada nem do processo de adopção, nem de cognição e comportamentos humanos.

1- Nenhum criança (por mais influencia que tenha o meio) fica homossexual por os pais serem homossexuais. Apesar de ainda não haver dados definitivos sabe-se que tem uma forte componente génetica e que a componente social e e meio só tem algum peso em situações extremas (ex: prisões, ou sítios similares onde pessoas do outro sexo não existam)

2- As crianças vão ter uma figura "paternal" e uma figura "maternal" porque ambos os pais ou mãos espontaneamente assumem papeis diferentes. Um irá ser o que vai ser o "chatinho" que o manda comer a papa e o outro vai ser o que vai com o filho jogar a bola. É assim que funciona em qualquer tipo de vinculação humana em que os papeis ficam definidos.

3- Obviamente a criança não terá só esses exemplos.A nossa sociedade continua maioritariamente (evidentemente) heterossexual e haverá sempre a a televisão, a tia, a mãe dos pais para mostrar o outro lado.

4- Em relação a escola, a dor que uma criança sente em relação a ser "maltratada" ou gozada" por ter pais gays, é cognitivamente igual as crianças que são gozadas porque são gordas, ou que tem oculos. Em termos de dinâmica de grupos aquele que é mais diferente terá sempre um tratamento diferente. Portanto não serão preciso anos de terapia como alguns dizem. É um disparate. Se houver algum trauma, será similar ao que outras crianças que tenham sido vitimas de algum preconceito também tiveram. Que será mais ou menos grave consoante o contexto e consoante a personalidade da criança, mas vinco, a razão do preconceito não muda o que a criança sente. Cognitivamente as crianças (entre os 6 e os 12 anos) está em estádio do desenvolvimento cognitivo que não lhes permite ter uma noção como um adulto tem dos motivos do gozo.

5- A adopção é um assunto sério e não é feitio dos pé para a mão. São feitos muitos testes psicológicos aos futuros pais, portanto o comentário do senhor que disse que "dois pedófilos casam e adoptam uma criança", é inconsequente, grave e mostra uma falta de conhecimento gritante acerca dos processos de adopção em portugal (e também há pedófilos heterossexuais portanto o argumento morre logo ali. Além de que não existe diferenças significativas entre a quantidade de pedófilos heterossexuais e homossexuais).

6- É importante sim, haver um cuidado maior nestes casos de adopção que são obviamente diferentes, mas uma criança não se adopta de animo leve, e acredito que um casal homossexual que querida adoptar uma criança terá a sensibilidade suficiente para ter figuras do sexo oposto presentes (familiares e amigos) para que a criança faça uma identificação sexual e imagética apropriada e normal, e terão também a noção que haverá mais perguntas, mais dificuldades a principio. Mas o amor é mais importante.

7- Sim, fora o politicamente correcto a família, mãe pai, criança, cão e canário é o mais ajustado para uma criança, mas não é esse o mundo que temos, e essa formula não nos garante amor e estabilidade. E uma criança precisa essencialmente de amor estabilidade e rotina. E não de andar de instituição em instituição, ou de família de acolhimento em família de acolhimento. Isso sim faz com que uma criança precise mais tarde de anos de terapia.

Desculpem o testamento mas achei importante explicitar estes casos.

Espiral

SZ disse...

nem consegui ler todos os cometarios. portugal continua a anos luz da europa... por estas e por outras e que dou gracas de viver num pais de mente aberta, onde casamentos homossexuais sao normais assim como a adopcao por casais homosseuxuais e tratamentos in vitro a lesbicas incluidos nos pacotes de saude...

eu cresci numa familia monoparental, so com um pai, nunca tive a presenca feminina. nao e a mesma coisa so crescer com o pai ou com dois? o que e isso de coitadinhos vao ser descriminados. bull shit!

mente pequena nesse quadradinho mais a sul....

Serendipity disse...

Concordo em absoluto.
Amor é amor, independentemente se é por alguem do mesmo sexo ou não.
Nem ninguém tem o direito de julgar se está correcto ou errado casar com alguem do mesmo sexo, desde que esse amor não prejudique ninguém!
Quanto à adopção, tambem concordo contigo porque, a nossa mentalidade no geral é muito pequenina e preconceituosa e sem duvida que as crianças ficariam com dúvidas e traumas por não terem um pai e uma mãe igual ás outras crianças...

Bom fim-de-semana!

jopurdida disse...

Com o casamento gay, concordo plenamente! A adopção, como já referiram, é um assunto bem mais complicado. Não é fácil aferir as consequências a longo prazo (mais por culpa da sociedade que do casal adoptante). No entanto, acho que é sempre preferível a criança ser integrada num ambiente feliz e onde é desejada, do que ficar institucionalizada (por muito bem que aqui sejam tratadas, nunca é o mesmo que uma família).

Tamborim disse...

Concordo absolutamente com ambos, sem qualquer restrição que não, relativamente à adopção, a que se deveria aplicar a qualquer pessoa ou casal que adopte uma criança: provas dadas da sua competência e devido acompanhamento por entidades responsáveis.
Somos mais do que o nosso sexo, e a formatação cultural que habituações civilizacionais impõem não são sinónimas de razoabilidade ou de verdade. A verdade é que há pessoas do mesmo sexo que se apaixonam, amam e desejam, e que são e geram famílias.
A questão é de amor, sexualidade e humanidade, e não de género.
Quanto aos preconceitos, apenas iremos reproduzi-los acriticamente se os temermos e levarmos em conta nas nossas opiniões e decisões.
Tamborim

Anônimo disse...

Nojo.

Maria Nunes

Trintão disse...

#1 Nim
#2 Não!

Isilda disse...

A adopção devia alargar-se mais a outros tipos de pessoas,por exemplo:uma mulher ou um homem independente já com casa própria que sempre teve vontade de ser pai ou mãe mas que o destino nunca permitiu,a lei da adopção também podia servir para eles,porque as crianças merecem ter um lar ou uma família que les dê atenção.