terça-feira, 27 de agosto de 2013

Das desgraças

Há dois ou três dias, numa reportagem num dos telejornais, uma jornalista perguntava a uma senhora, que tinha chamas quase em cima de sua casa e andava aflita de um lado para o outro, se estava assustada. A senhora, desesperada e irritada, deu uma descasca na jornalista e disse, num tom agressivo, algo do género - Pois claro que estou assustada, então não havia de estar assustada com as chamas em cima de casa? A jornalista calou-se, obviamente.

Já não basta a desgraça que deve ser ter um incêndio à porta de casa e as pobres pessoas ainda têm de levar com as perguntas parvas dos jornalistas.

8 comentários:

Smelly Cat disse...

Pois essa "reportagem" é que eu gostava de ter visto! Finalmente alguém lhes diz das boas...

Holly Golightly disse...

adorava ter visto !!

Aaminah disse...

é normal levarem com respostas assim nessas ocasiões

Caixa disse...

É o problema de não estarem preparados para agir no terreno... fazem perguntas imbecis.

Ana C. disse...

Devia haver os óscares para as perguntas mais imbecis dos jornalistas.
E quando alguém perde um filho, por algum motivo digno de reportagem jornalística, e há uma alma que se lembra de lhe perguntar:
Como é que se sente?
Devia obviamente levar com uma resposta do género: Nunca me senti tão feliz.

Ângela Ferreira de Sousa disse...

Mas que pergunta imbecil!

Cristina Oliveira disse...

Realmente, há com cada uma... Totalmente sem noção...

Maria João disse...

Houve uma semelhante a um homem que estava com uma foice em determinado lugar: preocupou-se com o aproximar das chamas aqui? E vai o homem: se não me preocupasse estava aqui a fazer o quê?