quinta-feira, 2 de junho de 2011

O Barney ou de como há homens que são um corta-interesse total

Paul Giamatti e Rosamund Pike em "Barney's Version"


Ontem fui ver o filme "Barney"s Version" e nunca pensei que me causasse tanta urticária. Não que o filme seja mau, não, o filme é bem interessante, é leve, os atores são ótimos. O problema foi mesmo o Barney, personagem tão bem interpretada pelo Paul Giamatti. O Barney, para além de fisicamente não ser nada favorecido, era uma nulidade em tudo. No trabalho. Nas relações. E ainda era um estuporzinho de um traidor. No dia de um dos seus casamentos apaixonou-se por uma convidada e tudo fez para que ela ficasse com ele, por exemplo, mantendo o seu casamento. Para além disto tudo, o Barney fumava e bebia o dia inteiro, apanhando bebedeiras de caixão à cova, e ainda devorava os jogos que passavam na televisão como um maluquinho.

O pior de tudo, e daí a urticária, é que o Barney ilustra na perfeição uma classe de homens que para mim são um corta-interesse total. E tantos que há por aí. Tantos, senhores. Já conheci mulheres bem interessantes (como uma das que veio a casar com o Barney) que estão casadas há anos com Barneys, presas a um casamento que não lhes traz nada de bom, apenas chatices. Só porque se acostumaram àquilo, e porque, inacreditavelmente, ainda conseguem amar aquelas criaturas, não sabendo bem porquê. Talvez pelo medo de ficarem sozinhas. Não sei. A realidade é que conheço algumas assim, que mereciam mil vezes melhor do que aquilo que têm. Eu tenho para mim que nunca (sim, eu sei que nunca devemos dizer nunca, mas aqui quase que arriscaria) me sujeitaria a uma relação com um Barney. Antes sozinha a dormir debaixo de uma ponte.

10 comentários:

EU SOU EU disse...

O problema é que esses actuais Barney´s já foram outrora galãs quais o George Clooney..mas devido ao hábito rotineiro ser uma rotina habitual...transformaram-se e com eles levaram a mulher que agora se sente sem forças para lutar contra algo que permitiu gradualmente acontecesse..infelizmente tens razão existem milhares ou mais que isso...de homens e mulheres que sao Barneys...é por isso que eu digo...e uso para mim mesmo...para rotina já chega o nosso trabalho...
Adorei o post...e vou ver o filme..

Paulo Nunes disse...

Falas mal dos homens, mas em relação a esse assunto e em relação a amigos meus temos mais razão de queixas de vocês do que elas de nós! há de tudo! Mulheres completamente sem interesse nenhum. De nariz empinado, interesseiras, com manias bem piores que alguns homens! Ui.. conheço tantas! Mas essas... tal como muitas também fazem a mim... é.. patins nos pés! E aproveitando também a tua última frase... preferia também ir dormir para baixo da ponte! Olha.. se calhar com sorte (ou azar) até nos encontrávamos lá :)

Rafa disse...

Querida Kitty, que engraçado...escrevi sobre o filme há uns dias e tive uma opinião e ideia completamente diferente do Barney. Mau feitio? Sim, sem dúvida. Mas um bom coração e muito amor para dar à mulher que se tornou o grande amor da sua vida.
É um dos poucos filmes que vi na vida (juntamente ao "A vida é bela" e ao "Big Fish") que me sacudiu o coração. Andei dias a pensar no Barney e na sua vida colorida, confusa e maravilhosa.
Tocou-me tão profundamente que recomendo toda a gente a vê-lo antes que saia das salas de cinema.

Um abraço para ti!:)

Geisson disse...

Curti o blog,

to seguindo, retribui!

abraços,
http://devilge.blogspot.com

Caetana disse...

Em relação aos Barneys desta vida, tenho uma opinião: até nos podemos apaixonar por eles, achar-lhes bastante piada inicialmente, aturar-lhes as bebedeiras, fingir que não nos magoam quando, realmente, nos despedaçam o coração, relevar as suas infantilidades, etc, etc. Mas, no final, passado muito tempo, depois de muito batermos com a cabeça, depois de nos terem feito muita coisa, vamos atingir o ponto de saturação. E aí, apenas aí, os Barneys darão valor às mulheres fabulosas que lhes calharam na sorte. Pena que, para eles, seja tarde demais.

Paula F M disse...

E também há mulheres Barney, ao lado das quais qualquer homem fica desfavorecido! Infelizmente conheço alguns.
Li agora o comentário do Paulo Nunes e concordo completamente.
O problema de alguns que eu conheço é que tem (ou tinham potencial para mais) e ao lado daquelas mulheres não tem hipótese.

Numa ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saiu para jantar com a sua esposa, Michelle, e foram a um restaurante não muito luxuoso, porque queriam fazer algo diferente e sair da rotina.

Estando já sentados à mesa no restaurante, o dono pediu aos guarda-costas se podia cumprimentar a primeira-dama, e assim o fez.

Quando o dono do restaurante se afastou, Obama perguntou a Michelle: Qual é o interesse deste homem te cumprimentar?

Michele respondeu: Acontece, que na minha adolescência, este homem foi muito apaixonado por mim durante muito tempo.

Obama disse então: Ah, quer dizer que se tivesses casado com ele, hoje serias dona deste restaurante?

Michelle respondeu: Não, meu querido, se eu me tivesse casado com ele,
hoje ele seria o Presidente dos Estados Unidos.

Nada a fazer... :)

a.i. disse...

só um pormenor: personagem é uma palavra masculina (principalmente num caso em que é usada para referir um homem)

Kitty Fane disse...

a.i., desculpe, mas não tem razão. Personagem pode ser masculino ou feminino. E, em geral, emprega-se no feminino para nos referirmos a personagens de filmes ou peças de teatro.

Como pode confirmar aqui:
http://www.ciberduvidas.com/resposta.php?id=300

Me,myself & I! disse...

Concordo!
O Paul Giamatti meteu-me...asco!
Irritou-me solenemente!
Como é que uma pessoa tão feia e com tantos defeitos não faz um mínimo esforço para (ao menos!) parecer afável?

Agri Doce disse...

Como te entendo!!
Não cuspindo para o ar, não quero nenhum Barney na minha vida!Antes só que mal acompanhada!!