quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Da cusquice alheia ou de como há gente com grande lata

Elle Fanning fotografada por Damon Heath para Lula Magazine

Ontem, enquanto lanchávamos numa pastelaria, eu e a princesinha falávamos baixinho dos nossos problemas durante algumas horas. E, como é habitual quando estamos juntas, esquecemo-nos completamente de que existe um mundo à nossa volta. Somos só nós as duas. Eu e ela. Ela e eu. O resto deixa de existir. Por isso, não reparámos no senhor de idade avançada que estava na mesa do lado. Só quando ele se levantou para ir embora e se dirigiu à nossa mesa com um  - Tenha calma, não há azar, tudo vai correr bem - é que reparámos que o safado ouviu a nossa conversa toda do princípio ao fim sem pestanejar, e ainda quis fazer alarde disso. Ao menos que tivesse ficado caladinho.

23 comentários:

Cat disse...

Nitidamente um senhor sem mais nada que fazer da vida não ser ouvir conversas alheias. Mas não deixa de ser um tanto assustador.

Cat

Mia disse...

Coitado do senhor! Se ele estava na mesa ao lado, ia fazer o quê para não ouvir? Tapar os ouvidos com as mãos?
Vocês só souberam que ele estava a ouvir a conversa porque ele se manifestou. Quantas são as vezes que estranhos estão a ouvir as nossas conversas sem nos apercebermos? (ou mesmo o contrário: quem nunca ouviu uma conversa alheia, que atire a primeira pedra!). É o que acontece em sítios públicos...

N disse...

oh, foi querido!

Lillipops disse...

Coitado do senhor, não tinha mais nada para fazer.
Às vezes mesmo sem querermos ouvimos conversas alheias, acontece a todos.
Lição a aprender: se for alguma coisa muito privada o melhor mesmo é deixar as conversas para casa =P

Helena Barreta disse...

Depois de ter ouvido a conversa só pretendeu deixar-lhe uma palavra de ânimo, mas concordo que é preciso lata ou então, percebeu que tanto a Kitty como a princesinha ouviam-no e não desatinavam com ele.

Um beijinho

Marta Cruz Lemos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Doce disse...

Desculpa? Que falta de chá. Mas deixa lá tadinho, é velhote. Se calhar essa vossa conversa foi o high diário, ou até semanal, dele

R disse...

grande lata :)

Juanna disse...

Eu achei simpático da parte dele. Há gente muito solitária...

Fi disse...

Os velhinhos no seu melhor:)

Eu sou assim e assim sou eu disse...

Conversas de café, é vê-las passar de boca-em-boca...
Felizmente o senhor (apesar de tudo) foi discreto :)

Quem sabe se não lhes terão dado alegria na frustração dos seus dias, vida de idoso é (muitas vezes) vida de solidão

bora rat disse...

Tenha calma, não há azar, tudo vai correr bem

ou seja deixa um conselho grátis

quando a consultadoria custa um balúrdio

dá o futuro

com a experiência do passado

e ainda se queixãoooo

ingratas/tus de merde


é que reparámos que o safado? ouviu a nossa conversa toda do princípio ao fim sem pestanejar, e ainda quis fazer alarde disso.

Ao menos que tivessem ficado caladinhas que ele não oubia

bora rat disse...

narcisistas.........

CurlyGirl disse...

Eu própria às vezes ouço as conversas dos outros e não o faço por mal... As pessoas falam e eu estou ali ao lado. Sinceramente, acho que o senhor até foi querido. Mas pronto... É a minha opinião, se calhar se estivesse nessa situação não ia achar graça.

CoisasDaGaja disse...

Por isso é que a sabedoria popular diz "que as paredes têm ouvidos". E a gente estúpida também ;)

Anna Karina* disse...

Passo sempre pelo teu blog mas hoje terei que comentar pela primeira vez.

Tal como já foi dito, num café, é difícil não ouvirmos quem conversa na mesa do lado. Há cusquice? Há muita.

Mas um dos problemas dos portugueses é, exactamente, ouvir e fazer um juízo de valor, sem conhecer a pessoa em questão.

No teu caso, lamento dizer-te, que foste vitima de um acto de carinho por parte de alguém que te ouviu. Já paraste para pensar nisso? É raríssimo tal coisa acontecer. Sisudos e preocupados com os nossos próprios problemas todos nós sabemos ser. Dar uma palavra de alento, já nem tanto.

Antes de julgares esse "velhote sacana" como lhe chamas, pára e pensa :)

E sim, que te corra tudo bem.

Fernanda disse...

O senhor foi bem fofo. E quem não quer que se oiça o que se fla, não se vai para um café. E nem deviam estar a falar assim tão baixo porque os velhotes normalmente ouvem mal e se esse conseguiu ouvir é porque vocês estavam a falar normalmente. Há pessoas que nem uma palavra de apreço sabem apreciar, não é?

Kitty Fane disse...

Eu achei o velhinho fofo. Metediço e cusco, mas fofinho. :-)

Usado Reciclado disse...

Ahahaha !
Abençoado senhor de idade que não é suuurdo!
Concerteza na Pastelaria não havia televisão e o jornal devia estar ocupado...como o tempo é algo que o senhor deveria ter de sobra...fez ele muito bem!
Deixou-vos uma palavra de apoio!
Acreditem que se tivesse sido uma senhora de idade com ar manhoso como vejo imensas...ia era sair da Pastelaria, e ia contar á primeira pessoa conhecida que visse, a vossa conversa, para o v/ problem correr bocas.
Acredito que ele tivesse ficado solidário convosco, a mim acontece-me taaaantaas vezes isso em tantas situações que a minha vontade é mesmo a de ir "á mesa ao lado" dar apoio também.
E outra coisa.... já se sabe que meninas no paleio nem sempre se dão conta de que podem estar a falar não tão baixo assim :-S ( contra mim falo)

Isabel disse...

Com ou sem lata, o senhor até foi simpático e nem fez assim tanto alarde, só quis ser solidário.

Simplesmente Ana disse...

Eu acho louvável que ele tivesse querido deixar uma palavra de força...

Simplesmente Ana disse...

Eu acho louvável que ele tivesse querido deixar uma palavra de força...

Isa disse...

Que má!

Eu acho que o senhor foi atencioso. No entender dele fez/disse/deu a atenção que o coração dele achou por bem.
Não é o teu caso, mas por vezes um "mimo" desses, mesmo vindo de alguém estranho é um bálsamo.