Naomi Watts fotografada por Simon Upton (2002)
Eu costumo dizer que consigo avaliar o quanto gosto de determinada pessoa pela maneira como reajo à sua felicidade. Há aquelas pessoas cuja felicidade me é completamente indiferente. Há aquelas pessoas cuja felicidade me deixa confortável. Há aquelas pessoas cuja felicidade me deixa feliz. E há aquelas pessoas... Bom, quando fico louca, delirante de felicidade, por algum acontecimento da vida de alguém que em nada vai influenciar a minha vida, posso dizer que adoro essa pessoa. E hoje estou assim. Quase a rebentar de felicidade (como ela diz), por saber que uma das minhas pessoas favoritas está muito muito feliz.
domingo, 31 de outubro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
***
Julianne Moore fotografada por Miguel Reveriego (2008)
Sempre ouvi dizer que as coisas mais difíceis são as mais especiais e mais preciosas. Se calhar é por isso que temos tido tanta provação. São umas atrás das outras. Já aconteceu tudo o que havia para acontecer para nos separar aos três. Tudo. E o pior é que continua. Dia após dia. Se calhar é por isso que cada vez estamos mais unidos e mais seguros do sentimento que nos une - um amor incondicional.
Sempre ouvi dizer que as coisas mais difíceis são as mais especiais e mais preciosas. Se calhar é por isso que temos tido tanta provação. São umas atrás das outras. Já aconteceu tudo o que havia para acontecer para nos separar aos três. Tudo. E o pior é que continua. Dia após dia. Se calhar é por isso que cada vez estamos mais unidos e mais seguros do sentimento que nos une - um amor incondicional.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Comentários que dão posts
Sasha Pivovarova fotografada por Mikael Jansson
Há dias escrevi um post sobre o quão gratificante é ajudar alguém - fazer a diferença na vida de alguém, mudar para melhor uma vida - e notei que algumas pessoas não perceberam muito bem o sentido do post. Ou então fui eu que não me expliquei bem. E, como sempre, fui muito vaga. Mas a Isabel Nogueira deixou um comentário que disse tudo aquilo que eu queria dizer acerca do assunto e que talvez ajude a compreender o conteúdo do post.
Kitty, sigo o seu blog há muito tempo e nunca comentei porque sempre me deu mais gosto ler, mas agora vou comentar: julgo que a Kitty se refere neste seu post à sua relação com a sua bebé porque a kitty disse que ela ja tinha passado por muito e acho que a kitty, assim sendo, a ajuda, pelo menos eu associei a imagem a isso. Nao sei se a Kitty e ela estão ou não todos os dias juntas ou como é a vossa relação, mas eu vou relatar a minha história: eu adoptei há cerca de 5 anos um rapazinho e tem sido a coisa mais maravilhosa que aconteceu na minha vida até hoje. Eu e o meu marido (que já tínhamos filhos nossos) sentimo-nos abençoados por este menino ter ficado connosco. Ele dá muito valor a tudo o que fazemos por ele e tudo o que lhe proporcionamos. Coisas que os meus filhos nunca ligaram nada, ele liga muito. Para ele tudo é uma descoberta nova, cada coisa tem o seu valor. É muito bom ver isto. E tenho de contradizer os comentários em cima e dizer que quando damos, recebemos em dobro, SIM. Eu recebo a quadriplicar ou mais, com este meu filho adoptado. Ele trouxe tantas coisas boas para a nossa vida. Mudou-nos por completo a todos, tornou-nos a todos melhores pessoas. ...
Há dias escrevi um post sobre o quão gratificante é ajudar alguém - fazer a diferença na vida de alguém, mudar para melhor uma vida - e notei que algumas pessoas não perceberam muito bem o sentido do post. Ou então fui eu que não me expliquei bem. E, como sempre, fui muito vaga. Mas a Isabel Nogueira deixou um comentário que disse tudo aquilo que eu queria dizer acerca do assunto e que talvez ajude a compreender o conteúdo do post.
Kitty, sigo o seu blog há muito tempo e nunca comentei porque sempre me deu mais gosto ler, mas agora vou comentar: julgo que a Kitty se refere neste seu post à sua relação com a sua bebé porque a kitty disse que ela ja tinha passado por muito e acho que a kitty, assim sendo, a ajuda, pelo menos eu associei a imagem a isso. Nao sei se a Kitty e ela estão ou não todos os dias juntas ou como é a vossa relação, mas eu vou relatar a minha história: eu adoptei há cerca de 5 anos um rapazinho e tem sido a coisa mais maravilhosa que aconteceu na minha vida até hoje. Eu e o meu marido (que já tínhamos filhos nossos) sentimo-nos abençoados por este menino ter ficado connosco. Ele dá muito valor a tudo o que fazemos por ele e tudo o que lhe proporcionamos. Coisas que os meus filhos nunca ligaram nada, ele liga muito. Para ele tudo é uma descoberta nova, cada coisa tem o seu valor. É muito bom ver isto. E tenho de contradizer os comentários em cima e dizer que quando damos, recebemos em dobro, SIM. Eu recebo a quadriplicar ou mais, com este meu filho adoptado. Ele trouxe tantas coisas boas para a nossa vida. Mudou-nos por completo a todos, tornou-nos a todos melhores pessoas. ...
Coisas que me causam alguma urticária
Christy Turlington fotografada por Herb Ritts (1988)
Pessoas que, não me conhecendo de lado nenhum, me tratam por amiga. Amiga isto, amiga aquilo. Ora se nem as minhas amigas me tratam por amiga, que fará quem não me conhece de lado nenhum. Pior do que amiga, só mesmo "miga".
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Neste momento, não sei o que se passa fora da minha casa e fora do meu trabalho
Nos últimos tempos optei por não ver noticiários. Estou cansada de ouvir falar na crise. A crise. Sempre a crise. Como vão os portugueses reagir à crise. Ora vamos lá espreitar a família Silva e ver no que vão cortar para sobreviver à crise. Como se sente o senhor Manuel do talho com a crise? A crise. Sempre a crise. Há anos que oiço falar na crise. Mesmo que não estivéssemos em crise, facilmente ficaríamos depois de ver os nossos noticiários. Parecem um disco riscado. Não têm outro assunto.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
***
Há pouco ouvia na Oprah qualquer coisa como - quando ajudamos alguém, pensamos, inicialmente, que estamos só a ajudar essa pessoa, mas rapidamente percebemos que nos estamos também a ajudar a nós. E eu concordo. A sensação que temos quando ajudamos alguém é mágica. E se a vida vale a pena ser vivida é em parte por isso. Pela diferença que podemos fazer na vida dos outros. E que, consequentemente, eles fazem na nossa. Porque recebemos sempre o dobro daquilo que damos. Sempre.
sábado, 23 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
O Orçamento de Estado vai arrasar connosco? Who cares? Afinal de contas, é sexta-feira!
Albano Jerónimo
Apesar de ter um nome feio feio (caramba, ninguém chama a um filho Albano. e isto agora lembrou-me um Alcides que eu conheci em tempos - história a contar num próximo post), é um dos actores mais interessantes da actualidade.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
The one
Quando eu estava descomprometida e me punha a dizer aquilo que gostava que o homem dos meus sonhos tivesse - sim, sempre fui muito sonhadora, talvez por nunca me ter esquecido das histórias dos Contos de Fadas que lia em criança - toda a gente dizia que eu sonhava demasiado alto e que assim nunca iria ter ninguém, porque a pessoa que eu idealizava não existia. Por isso, aconselhavam-me a trazer os pezinhos para terra firme e a cair na real. E eu sempre disse que para ter um homem que não correspondia em nada àquilo que eu gostava e idealizava, que não me dizia absolutamente nada, só por dizer que tinho alguém, então o melhor seria ficar solteira. Aliás, nunca me assustou a ideia de ficar solteira para sempre. Acho que convivia muito bem com isso. Nunca precisei de um homem para viver, mas sim para me fazer mais feliz.
A verdade é que quando eu pensava que realmente não havia nada a fazer, e me estava a render às evidências de que homens de sonho só nas comédias românticas e nos contos de fadas, apareceu-me um verdadeiro Príncipe. Com tudo aquilo que eu gosto e ainda mais para além um bocado, que me apaixonou quase desde o primeiro dia em que o conheci. Que eu adoro cada vez mais e com quem eu quero ficar para sempre.
Portanto, eu acho que para quem só se contenta com o melhor, vale a pena esperar o tempo que for preciso, porque vai aparecer um dia alguém que nos faz dar valor a todo o tempo que passámos sozinhas a assistir à felicidade dos outros. Mesmo que sejamos apelidadas de de tolinhas sem noção da realidade.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Coisas que estão na moda e eu não vou usar
Botas acima do joelho.
As de salto raso lembram-me os três mosqueteiros. As de salto alto lembram-me a Julia Roberts, no inesquecível filme "Pretty Woman", enquanto atacava nas ruas.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Dos "hateblogues" e dos anónimos
Lilly Cole
Muito se tem falado dos "hateblogues" e dos comentários anónimos, que, de repente, cresceram por essas blogosfera como cogumelos venenosos. Toda a gente fala deles como anónimos, que ninguém conhece, quem serão as criaturas?, mas eu sempre achei que essas pessoas são precisamente aquelas que segundinhos antes nos deixaram um comentário muito simpático na nossa caixa e até têm um/outro bloguezinho todo catita e tal.
Já por duas vezes duas pessoas diferentes deixaram comentários no meu blogue com o perfil de dois desses "hateblogues" ("hateblogues" que já não existem dirigidos a dois bloggers em especial) quando afinal queriam era deixar um comentário em nome do seu blogue verdadeiro, criando uma confusão imensa e vendo-se obrigadas a enviarem-me e-mail a pedir por tudo que eu não publicasse os comentários, uma vez que as incriminavam perante todos. Eu assim fiz. Mas nunca me esqueci de quem elas eram. E nunca me esqueci que a pessoa aparentemente mais simpática e querida pode esconder o mais parvo dos anónimos.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Do vício que é ter um blogue
Eu, confesso, era viciada neste blogue. Como disse aqui várias vezes, ele era o meu anti-depressivo, a minha cocaína. Sobretudo nos maus momentos. Nos maus momentos vinha para aqui despejar o que me ia na alma, e, parecendo que não, ficava melhor. Poupava dinheiro em psicólogo, por exemplo. E também nos bons momentos. Falar do quanto estava (e estou. tanto. tanto. o meu amor, desculpem-me os vossos, é o mais lindo de todos os amores.) apaixonada. Das pessoas da minha vida. Das minhas viagens e do quanto me faziam feliz. Eu tinha necessidade disso. Nós sentimos necessidade disso. Chega a uma altura em que se torna uma necessidade contar as coisas no blogue. Mostrar as roupas e aquilo que se compra (isso, felizmente, nunca me passou pela cabeça). Mostrar isto. Mostrar aquilo. Sempre em busca da aprovação e da admiração dos outros. Sempre.
Neste momento olho para o meu blogue e para os outros de forma diferente. Ler tudo de fora é tão bom. Sabe bem. E faz tudo parecer pequenino e, aqui que ninguém nos ouve, um bocadinho ridículo. Nós, que já estivemos e estamos deste lado, conseguimos analisar tudo à lupa quando nos distanciamos deste mundo. Aquilo que na blogosfera é um drama, lá fora não é nada. Aquilo que na blogosfera é o máximo, lá fora ninguém conhece.
Sempre ouvi dizer que há males que vêm por bem e, possivelmente, aquilo que me aconteceu foi um sinal dos tempos para que eu desse menos importância ao blogue. Afinal de contas eu até tenho uma vida tão preenchida e tão rica em acontecimentos, cada vez mais, porque raio teria eu esta necessidade de vir aqui escrever o que me ia na alma diariamente? Bom, eu adoro escrever, e preciso de escrever, em parte seria por isso. Mas a verdade é que também gostava do feed-back que tinha de quem me lia. Daquelas palavras que recebia. Dos e-mails. De tudo isso.
Neste momento não sinto necessidade de vir aqui escrever diariamente. A minha vida preenche-me totalmente. Mas, e em resposta às perguntas de algumas pessoas, este blogue não acabou. Está apenas semi-adormecido. Se calhar vai haver um dia em que eu vou sentir novamente necessidade de vir para aqui diariamente despejar aquilo que me vai na alma. E aí sei que vou ser bem recebida por todos vocês tal como um filho pródigo que regressa a casa depois de a ter abandonado. Mas, neste momento, estou muito bem assim. A escrever quando o rei faz anos.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
A todos os outros, até um dia destes. Encontramo-nos por aqui ou por aí.
Marylin Monroe
Interrompo esta pausa, só mesmo para dizer que hoje faz anos uma das pessoas mais importantes da minha vida. Daquelas pessoas que nos inundam a vida de raios de sol e de campos floridos. Parabéns a ela.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
E depois de toda a raiva...
Percebemos que temos duas pessoas que nos amam incondicionalmente e que são capazes de ir até ao fim do mundo (literalmente) para nos verem felizes.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Por outro lado
Daria Werbowy fotografada por Michael Thompson
Existem aquelas pessoas que valem a pena, que nós adoramos de paixão, aquelas pessoas que nos fazem agradecer diariamente por fazerem parte do nosso círculo mais chegado de amizades, e que, como se não bastasse, ainda escrevem assim - como se nos lessem a alma.
Existem no mundo pessoas tão bonitas por dentro e por fora, que, no fundo, é por sabermos que essas pessoas existem que nos choca mais a maldade humana. Mas elas existem, as pessoas que carregam todos os dias consigo um coração doente, movido pela própria doença. Uma doença que embora não seja física, lhes consome e enfraquece o coração como se de uma morte lenta se tratasse. Essas pessoas, donas de corações dos quais os únicos batimentos cardíacos que se escutam são movidos pela maldade, pela mágoa, pela revolta que transportam consigo, não conseguem viver e, pior, sobreviver, sem atormentarem os outros. São pessoas que vêem maldade nos outros. Vêem maldade nas acções dos outros, nas palavras dos outros. Não são capazes de entender que o que elas vêem é só e exclusivamente um espelho do seu próprio mundo. Porque estas pessoas não conseguem ser livres. Não conseguem lutar pela sua felicidade. Não. Vivem fechadas em salas de espelhos, com labirintos onde a saída é difícil de ser encontrada. Em cada espelho, vêem-se a si mesmas, e julgam, na sua ignorância, que estão a ver os outros. São pessoas que não são capazes de ter uma vida que as preencha, mas são capazes de tentarem apoderar-se da vida dos outros. Porque é disso que se trata. Tentam a todo o custo apoderar-se das vidas alheias, das histórias felizes, dos momentos, das provações alheias, para que elas próprias não se sintam totalmente, irremediavelmente, vazias. Ocas. Donas de uma vida sem sentido. São pessoas que não suportam que a única coisa diferente que lhes tenha acontecido nos seus últimos dias tenha sido mudarem a hora de saída das suas casas, ou o lugar dos talheres que colocam numa mesa. Não suportam, ainda mais, saber que na vida delas seja assim e nas vidas alheias os outros encontrem o amor das suas vidas, mudem para um emprego melhor, façam a viagem dos seus sonhos, tenham filhos, casem, sejam, no fundo, felizes. Estas pessoas não suportam saber de todos esses pequenos e grandes momentos que compõem a vida dos outros, porque se sentem como leitores de um livro do qual elas queriam fazer parte. Como não fazem parte dessas vidas, a única forma que têm de viverem com isso é tentando destruir a felicidade existente nessas vidas. Até que chega o dia em que se apercebem de que não conseguem. De que aquelas vidas são tão preenchidas, são tão cheias de momentos, de sorrisos, de confiança, que elas não conseguem destruir verdadeiramente aquela felicidade. E então o que é que estas pessoas fazem? Estas pessoas não se limitam a fazer o que fazemos quando deixamos de gostar por algum motivo de um livro que lemos. Estas pessoas não colocam o livro de parte. Não põem de parte aquela vida. Não. Porque isso poderia por ventura fazer com os seus batimentos cardíacos, movidos pela maldade, parassem. Assim, para que os seus corações, mesmo doentes, continuem a bater, estas pessoas preferem acreditar que aquelas vidas não passam de fantasias, de utopias, criadas pelos outros. Ou de exageros. Ou de repetições. De divagações constantes. Porquê? Porque estas pessoas não conseguem aceitar que nas suas vidas nada de especial aconteça. Não conseguem aceitar que os outros tenham tanto para viver. Não conseguem sobretudo aceitar que os outros se sintam abençoados pelas vidas que têm, mesmo que essas vidas sejam vidas reais, com dias bons e com dias maus. Não conseguem aceitar chegarem ao fim de cada dia e verem um calendário vazio, onde nada muda. Onde os dias se repetem, vazios, doentes, iguais, como os batimentos dos seus corações.
Da minha querida Miss Daisy, no seu Dias Im[perfeitos]
terça-feira, 5 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
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