sábado, 31 de outubro de 2009

Vamos mas é ser cool aos olhos dos outros, tentando desvalorizar estas parvas dos blogues cor-de-rosa


Heidi Klum

Pois é, parece que a última moda na blogosfera, transversal a quase todo o tipo de blogues - desde o mais idiota ao pseudo-pseudo-intelectual - é dizer mal dos blogues cor-de-rosa (não, não vou usar o termo que costumam usar, porque não gosto).

- Ah e tal, elas só escrevem disparates. Nós é que escrevemos coisas bonitas. Nós é que somos os inteligentes.

- Ah e tal, eu acho ridículos os blogues cor-de-rosa, mas - tcharan - também falo de homens e de outras coisas de mulher. Quer dizer, no fundo, no fundo, eu tenho um blogue igual a esses, mas digo mal deles porque assim vou parecer diferente. Vou sentir-me uma verdadeira mulher inteligente.

- Ah e tal, elas são todas umas parvas, parece que desceu sobre elas uma Carrie Bradshaw, nós é que somos o máximo, porque falamos de assuntos que nem dominamos, mas assim damos uma de inteligentes e cultos.

- Ah e tal - atenção que este é o ponto que mais comichão causa nesta gentinha - elas têm milhares de visitas, mas como é possível? É só gente parva que os lê, gente burra (mas depois eles já sabem mais da nossa vida do que nós, porque será?). Onde vamos parar num mundo em que os blogues mais lidos são blogues cor-de-rosa? Mas, que fique aqui bem claro, que isso não me causa comichão nenhuma, não. Por isso é que nunca me calo com isso e tenho necessidade de post sim, post não, abordar o tema.

O que estas pessoas ainda não perceberam é que A MAIOR PARTE das pessoas que vai ler um blogue, está-se completamente nas tintas para a opinião do Zé da Esquina acerca da Revolução Francesa, ou para a opinião do Zé do Telhado acerca dos resultados das últimas eleições autárquicas. É que para saber esse tipo de coisas, as pessoas compram os jornais onde podem ler a opinião dos especialistas, consultam enciclopédias, lêem livros, vêem debates na Sic Notícias. Ler um blogue, à excepção do Abrupto e de outros do mesmo género, é daquelas coisas que se faz numa pausa para um café para aliviar o stress. Para nos rirmos um bocado. Para descomprimir de um dia cansativo. Se o seu autor escrever bem e tiver piada naquilo que escreve, melhor ainda.

(Escrevam lá mais um postezinho sobre eles. força aí. vá.)

Blogues de papel

E o meu bloguezito (pela segunda vez, que eu saiba) no "Blogues de papel" do jornal Público a propósito do post da Gripe A? Foi bonito. Não fosse um dos meus manos a dizer-mo e eu nem sequer chegava a saber. Que ricos leitores vocês me saíram.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Já só nos faltava a "Face Oculta"? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


Cayetano Rivera Ordóñez

Porque, apesar de não suportar tourada, adoro o Cayetano.

E alguém se chegou à frente com uma interpretação completamente credível


Alessandra Ambrosio

Ainda estou de queixo caído. Completamente. Houve alguém que me enviou um longo e-mail a descrever o que é que o meu sonho poderá significar. Tudo bate certo. Tudo faz sentido. Obrigada. Uau.

Alguém que saiba interpretar sonhos que se chegue à frente


Audrey Hepburn

Kitty Fane, envergando apenas umas cuecas e um top de alças branco com florzinhas azuis, descalça, cabelo molhado e toalha na cabeça, corre desesperada eixo norte-sul abaixo zona de Sete Rios, com um saco preto do lixo cheio de roupa na mão. Sente frio, muito frio. Doem-lhe os pés. A noite está escura como breu. Kitty Fane sente medo de toda aquela escuridão. Não vê carros. Não vê pessoas. Não vê luzes na cidade.

E já que estamos aqui numa de postar comentários...


Jude Law

Mas que conversa é essa de nunca teres conhecido um homem português de olhos azuis que seja mesmo giro giro ?!

Retracta-te, s.f.f.

Ass: monkey

Depois de ter escrito o post dos olhos azuis lembrei-me logo do Monkey, E, sabendo eu que ele tinha descoberto o blogue há uns tempos, tive quase a certeza de que ele me ia cobrar o post. Pois é, o Monkey tem uns olhos azuis lindos, e é giro giro. E alto. E espadaúdo. É um pedaço de mau caminho, é sim senhor. Por isso, corrijo aqui o meu post. Sim, eu já conheci e tive uma relação com um homem português de olhos azuis giro, giro, daqueles mesmo giros. Um autêntico Jude Law português. Afinal, eles existem.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Vou só ali matar-me a rir, já volto!

As loiras platinadas não deveriam esquecer-se de nada, pois se as sobrancelhas escuras num cabelo quase branco ficam horrendas, imaginem o choque que não será para o novo caso amoroso, quando as vê despidas à sua frente e com outras partes cabeludas do seu corpo negras asa de corvo?

Comentário deixado no post das loiras platinadas pela Ana C.

Criança morre de Gripe A

É certo que cada pessoa tem a sua maneira de sentir a perda de alguém. A maior parte das pessoas isola-se. Chora. Revolta-se. Não reage. Apenas quer estar com os seus. Ontem descobri que há quem sinta a perda estando a toda a hora na televisão em directo para todos os noticiários. À hora de jantar lá estava a senhora (acho que é madrasta da criança) em directo para o telejornal. Às dez e tal, lá estava a senhora em directo para a rtp n. Qual não é o meu espanto, quando dou conta de que por volta da meia-noite e tal, lá estava a dita senhora na sua casa, em directo para a Sic Notícias.

Loiras de sobrancelhas pretas


Lindsay Lohan*

Eu entendo perfeitamente que uma pessoa se queira transformar numa loira platinada. Sobretudo se o objectivo for dar nas vistas. Eu não sou fã, confesso. Mas reconheço que há pessoas que ficam, de facto, muito bem com o cabelo pintado de loiro. E, hoje em dia, com a carrada de tintas de boa qualidade que existem no mercado, nós podemos ser o que quisermos. Até eu, shame on me, há cerca de uma dúzia de anos tive a minha fase de querer ser loira (mas não platinada, atenção). E, para isso, fiz umas madeixas que, para além de me ficarem horrivelmente mal, me estragaram o cabelo todo. Um horror. Jurei para nunca mais. Onde estava eu com a cabeça? Eu que adoro a minha cor natural. Só mesmo quando ficar com cabelos brancos é que o voltarei a pintar.

Mas, voltando ao assunto, a única coisa que não entendo nas loiras platinadas falsas são as sobrancelhas. Mas porque se esquecem elas das sobrancelhas? Não é suposto uma pessoa loira ter sobrancelhas loiras também (apesar de num tom um nadinha mais escurinho)? É que isto faz toda a diferença. Pois que a pessoa pode estar com uma cor maravilhosa, mas se se apresenta com umas sobrancelhas pretas que nem um tição, deita tudo a perder.

* Sim, esta rapariga com vinte e três anos está assim neste estado - completamente estragada. Ela e a Amy deviam de ser presas no rehab. Que horror. Que desgraça.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ai minha nossa senhora valei-me!



Amy Winehouse a exibir as mamas novas.

Ohhhhh!



Os homens quando querem são uns amores. E eu, apesar de adorar dizer mal deles (a maior parte das vezes só para ver a sua reacção), não tenho nenhuma razão de queixa. Na realidade, eles são quase todos uns queridos para mim. Só tenho é que dizer bem.

O meu amigo Benny (sobre o qual já aqui fiz uma carrada de posts. é que, inacreditavelmente, há sempre coisas giras para contar sobre ele.) esteve recentemente em Nova Iorque. Aliás, deu-lhe uma travadinha e decidiu ir para Nova Iorque de um dia para o outro. Eu achei aquilo estranho, mas de uma pessoa que decide pôr uma licença sem vencimento no trabalho e partir para a Ásia sozinho e sem destino durante uma eternidade, já se espera tudo. Mas esta viagem tinha água no bico. Só ontem me contou.

Pois é, na sua aventura pela Ásia, ele conheceu uma japonesa linda de olhos muito rasgados e cabelos negros lisos e brilhantes que trabalha e vive em Nova Iorque, e lá foi ele ter com ela. Não é lindo? Ohhh! Fiquei até comovida com o brilhozinho nos olhos que ele tinha enquanto me contava toda a história, sobretudo quando falava dela. Claro que voltou muito apaixonado e está a ponderar mudar-se para lá. Não só por ela, mas também por ela, diz-me ele. Digam lá todos comigo - Ohhhhh!

Bom, mas se eu já tinha ficado comovida com a sua história de amor, mais comovida fiquei com o que ele me trouxe. Adivinhando que os meus produtos Victoria's Secret estavam quase no fim, ele decidiu, sem eu lhe pedir nada, trazer mais alguns frasquinhos de cremes, géis (que mal me soa esta palavra, mas existe que eu fui conformar ao dicionário) de banho e perfumes para o corpo. Ohhhhh! Eu confesso que achei muito fofinho.

Não sei se ria, não sei se chore

Ainda há pessoas que levam a sério isto da petição para o Clooney e da catástrofe mundial. Deixem-me cá ver, depois ia alguém a Hollywood entregá-la? Ou iam procurar o barquito, quando ele estivesse em alto mar prestes a dar o sim, para lhe mostrar as assinaturas? Daqui a nada também acreditam que eu estou mesmo a pensar contratar uns capangas para fazer mal à Elisabetinha.

Francamente


Leighton Meester

Um dos muitos males de termos revelado, num ataque de estupidez, o nosso blogue a alguns amigos, é que sujeitamo-nos a ouvir frases do género - Olha nunca mais te liguei porque tenho lido o blogue e sei que está tudo bem.

Adenda: E antes que os meus queridos amigos mais chegados me matem, devo dizer que isto é só uma boquinha para duas pessoas. Os outros estão sempre lá.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O meu George vai mesmo casar?


George Clooney

Numa altura em que se fazem petições para tudo e mais alguma coisa, não há ninguém que faça uma para impedir esta catástrofe mundial? O mundo nunca mais será o mesmo depois disto. Alguém que ponha fim a esta pouca vergonha. Vale tudo, até contratar capangas para dar um jeitinho na italiana, assim como quem não quer a coisa.

Mudança de óleo


Megan Fox

Todas as oficinas apresentam um ambiente hostil para qualquer mulher. São quase território semi-proibido. São como os corredores dos hipermercados onde estão peças para automóveis ou materiais de canalização. É raro ver aí uma mulher. Até nos corredores das bebidas alcoólicas. Eu sou quase sempre a única mulher que por ali anda a escolher vinhos. Exagerando um bocadinho, uma mulher entrar numa oficina é quase o equivalente a uma mulher entrar na ala masculina de uma prisão. Quando entramos pára tudo. Quando saímos temos quase a certeza de que ficarão a falar de nós nem que seja apenas por alguns instantes. Pelo menos até voltarem a falar nas goleadas do Benfica ou na disparatada capa do jornal "Record" de hoje cujo título é - tcharan - "Águia de Destruição Maciça". Oh God. Quase que consegue suplantar aquela, memorável de tão ridícula, capa do jornal "A Bola" com o Jorge Jesus de óculos escuros como o "Exterminador Implacável".

O bom disto é que os senhores das oficinas são sempre uns queridos e tratam-nos como uma "Alice no País das Maravilhas" perdida no meio da floresta.

Eu confesso...


Marisa Miller

... que nunca percebi muito bem as mulheres que se queixam de receber comentários ordinários no hi5, que se queixam dos homens por estes serem uns babados, mas que depois têm para cima de uma centena de fotos em biquíni e em poses provocantes no perfil para quem quiser ver. Se calhar não é para perceber.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Mas ele não é português


Laurent Filipe

E por falar em olhos azuis, é impressão minha ou aquele senhor do júri do programa-dos-cromos-que-querem-ser-cantores da sic, é assim a atirar para o giro? Ia já para dizer - lá se vai a minha teoria de que não há homens portugueses giros, giros, daqueles mesmo giros, de olhos azuis - mas depois lembrei-me que o senhor não é bem português. Continuo à espera de um português genuino de olhos azuis que eu ache giro, giro e que não tenha cara de José Alberto Reis (com todo o respeito que o senhor merece, claro).

Comentários chineses


Anne Hathaway

Já não nos bastavam os comentários dos anónimos maldizentes, agora temos de levar também com os comentários de caracteres chineses. É que se os primeiros são sempre bem-vindos, já que uma pessoa precisa de dar gargalhadas de vez em quando, os segundos são uma chatice, já que não os entendemos. Que praga que se abateu sobre a blogosfera. Pior ainda do que as pragas de gafanhotos.

Olhos azuis


Adriana Lima

Os homens de olhos azuis irritam-me. Não todos. Mas a maior parte, sim. E perguntam vocês - Mas porquê, Kitty Fane? Que mal te fizeram? - E eu respondo. Ora, porque têm sempre a mania que têm olhos bonitos, só pelo simples facto de serem azuis. Podem ser ramelosos. Podem ter as pestaninhas muito pequenitas e enfezadas. Podem não ter brilho. Mas como são azuis, os seus donos acham sempre que têm ali um rico tesouro.

E que mais fazem estas criaturas para me irritar? Espetam com uma foto só dos olhos em todo o lado. Ele é no hi5. Ele é no facebook. Ele é na janelinha do messenger. Têm uma obsessão pelos close up de olhos. Só mesmo para as pessoas ficarem impressionadas. Ah e tal, uau, tem olhos azuis, é o máximo. Deve ser lindo. E o pior é que a maior parte das vezes não o é. Pelo menos no nosso país. Nunca conheci um homem giro, giro, daqueles mesmo giros, que tivesse olhos azuis. Têm todos um ar de José Alberto Reis que eu não aprecio.

domingo, 25 de outubro de 2009

Peço desculpa, mas hoje estou estupidamente lamechas


Audrey Hepburn em "Breakfast at Tiffany's"

A vantagem de beber um bom vinho é que, mesmo exagerando um bocadinho, não acordamos com ressaca. A desvantagem de um bom vinho é que, apesar de bom, continua a não ter nenhum ingrediente que faça diminuir a falta que sentimos do abraço dele.

E depois há aqueles dias...


Gregory Peck e Audrey Hepburn em "Roman Holiday"

... em que só queríamos o seu ombro para fechar os olhos e descansar. Hoje é um desses dias.

A culpa não é minha, a culpa é do Esporão Reserva Tinto de 2006



Paul Varjak: Holly, you're drunk.

Holly Golightly: True.



Breakfast at Tiffany's (1961)

sábado, 24 de outubro de 2009

Gossip Girl












Eu não sou fã da série "Gossip Girl". É nitidamente uma série para miúdas mais novas. Possivelmente, se tivesse menos dez ou quinze anos facilmente me tornaria fã. Assim não. Mas, apesar disso, vejo. Aliás tenho a primeira temporada em dvd que vi de uma ponta à outra num fim-de-semana de chuva do Inverno passado. Vi sobretudo pelas roupas. As roupas delas são do mais fashion e lindo que há. Depois do "Sex and the City" precisávamos de uma série assim - com um guarda-roupa ao mais alto nível. As roupas da Blair, então, são qualquer coisa do outro mundo. Adoro tudo o que ela veste. Até a lingerie que já apareceu num ou noutro episódio. E os collants? Sim, adoro os collants, sobretudo os opacos pretos que eu adoro conjugar com sapatos de outras cores para sair à noite. E isto para não falar das malas e dos sapatos que me fazem suspirar sempre que vejo mais um episódio.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A minha casa está um caos? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


João Adelino Faria

Porque fico sempre um bocadinho mais contente quando é ele a apresentar o telejornal.

Desconfio sempre de homens com descapotáveis


George Clooney e Gemma Ward para a Vanity Fair

Diz a minha experiência que, para este tipo de homens, as mulheres têm a mesma função que os seus carros - servem sobretudo para exibir, como se de um troféu se tratasse. Além disso, não me venham com histórias, um homem que não goste de se armar aos cucos não compra um descapotável. Sobretudo daqueles de dois lugares. A não ser, claro está, que tenha mesmo muito dinheiro e tenha vários carros, sendo o descapotável de dois lugares apenas mais um na garagem. Se bem que, reconheço, há poucas coisas melhores do que passear de descapotável numa noite quente de Verão.

Judite de Sousa

Sim, a Judite de Sousa não esteve propriamente bem na entrevista de ontem e foi notória a sua falta de atenção à profundidade das palavras do António Lobo Antunes. Aquela gafe de perguntar como era a gravata quando na realidade não existia nenhuma gravata, foi imperdoável. Confrangedora, até.

Acabei de ver a entrevista da Judite de Sousa ao António Lobo Antunes


Anne Hathaway

Era capaz de estar dias e noites a ouvi-lo falar. Sem pausas. E tocou-me tanto quando abordou um determinado tema. Tanto. Tanto. Eu nunca conseguiria descrever tudo aquilo que também vivi, daquela forma. Tocou-me como há muito não me tocavam. Vou ver a entrevista novamente. Estou fascinada.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Que susto

Ainda não recuperei do susto. Preparava-me eu para sair da sala e vir para casa, quando ouvi um estrondo. A dona N. - auxiliar de acção educativa - que subia as escadas carregando com ela o balde cheio de água, a esfregona e um pano, caíu por ali abaixo. O nariz ficou aberto e a testa com um grande galo. Lá fui eu com a minha colega para o Centro de Saúde com a senhora que não quis que nós chamássemos a ambulância. Saímos de lá uma hora depois. Confesso que cada vez admiro mais as pessoas que trabalham neste tipo de sítios. Lidar diariamente com as fragilidades da vida e com a morte não é, definitivamente, para mim. Aquele cheiro a doença deixa-me logo nauseada.

Se fosse agora tinha-lhe dado os trinta cêntimos


Sandra Bullock

- Eu só preciso de trinta cêntimos, minha senhora. - dizia-me ele. Usava um fato velho e sujo e uma gravata gasta e amarrotada. Logo aí reparei que era um arrumador especial. Mas se eu tinha deixado quase dois euros no parquímetro, é óbvio que não lhe iria dar nenhum centavo, até porque ele nem estava no sítio onde eu tinha estacionado. Apareceu do nada. Disse-lhe que já tinha pago o parque e esquivei-me, enquanto ele me perseguia a falar alto, como se estivesse a ralhar comigo e a rogar-me pragas, como é costume deles quando nós não lhes damos nada. Mas não, na realidade estava a recitar o "Mar português" do Fernando Pessoa. Vinha atrás de mim aos gritos - Valeu a pena? Tudo vale a pena, se a alma não é pequena, Quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, mas nele é que espelhou o céu.... - Estou mais arrependida de não lhe ter dado o dinheiro.

Tese de doutoramento em gravidez


Heidi Klum

A minha cabeleireira está grávida. A minha cabeleireira além de tratar do meu cabelo há anos, é também minha amiga. Conhece o meu cabelo como ninguém. Trata-o como se fosse o dela. Experimenta nele todos os bons champôs e novas tecnologias que vão aparecendo - para ver qual o efeito - sem que para isso me cobre mais do que o brushing normal (a não ser que faça um tratamento excepcional).

Ultimamente, gabo-lhe a paciência para aturar os palpites, as ordens, os conselhos, de todas as mulheres que por ali passam e que, por já terem tido filhos, pensam que são doutoradas em gravidez. É o problema de muitas mulheres. De repente, uma pessoa engravida e sem pedir opiniões tem de as ouvir a toda a hora.

- Ah e tal, não encoste aí a barriga, está a apertá-la.
- Ah e tal, já engordou bastante. O médico não lhe disse nada?
- Ah e tal de certeza que é um menino? De certeza que as dez ecografias que já fez estão certas? É que essa barriga redonda é mesmo de menina.
- Ah e tal, está a usar cinta? Devia usar.

Ontem estava no salão uma mulher tão irritante que, perante o silêncio da minha cabeleireira enquanto ouvia todos aqueles disparates, despoletou em mim uma vontade enorme de pôr a mãozinha na cintura e rodar a baiana. Imperou o bom senso e a educação e remeti-me ao meu silêncio.

Eu acho isto horrível. Eu jamais em tempo algum tolerarei este tipo de coisas. Se um dia engravidar, vou ser a pior grávida de todos os tempos. Não vou querer conselhos e palpites de ninguém, a não ser da minha mãe que teve seis filhos. Não vou querer toques na barriga de quem nunca vi mais gorda. E não vou querer participar em nada que implique dezenas de grávidas juntas, que não tenham outro tema de conversa para além das cintas, dos cremes para as estrias, e de sei lá de mais o quê. E se fizer alguma coisa destas, que nestas coisas uma pessoa nunca pode dizer nunca, estão autorizados a vestir-me um colete de forças - estou oficialmente senil.

Não há dúvida


Leighton Meester

Não há dúvida de que esteve uma excelente noite para ir jantar ao Jardim do Tabaco. Aliás, não há dúvida de que esteve uma excelente noite para sair de casa. E, antes que me esqueça, não há dúvida de que foi uma excelente ideia ter ido ao cabeleireiro de manhã. Só boas ideias, portanto.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Então vais acampar à porta da Fnac para comprar os bilhetes para o segundo concerto dos U2?


Michael Bublé

É a pergunta que toda a gente me tem feito nos últimos dois dias. É óbvio que não. Era só o que me faltava. Os U2 são engraçadinhos e eu gosto, mas não merecem que eu passe uma noite ou umas horas ao relento, sobretudo agora com o frio e com a chuva. Vou à Fnac, sim, mas só no sábado à tarde. Se esgotarem logo de manhã, paciência.

É que os músicos/bandas pelas quais eu dormia ao relento, já os vi todos ao vivo, e nunca foi preciso esse sacrifício. Só faltam mesmo a Nina Simone e este doce de menino. Quanto à primeira já não se pode fazer nada, a não ser que ressuscitem a senhora do mundo dos mortos (o que já não me admirava nada, uma vez que hoje em dia já fazem tudo para ganhar dinheiro, até pôr mortos a cantar). Quanto ao Michael Bublé , com o qual eu tenho um sonho - de o ter acompanhado de uma orquestra a cantar só para mim, numa sala enorme, comigo sentada numa poltrona vermelha - podiam trazê-lo cá o mais rápido possível.

E na primeira vez que as calcei parti uma unha



Leighton Meester

A força que eu faço para calçar e para descalçar as minhas botas novas, deve equivaler mais ou menos a uma boa meia hora de musculação no ginásio onde eu, shame on me, já devia estar inscrita desde Setembro . Isto de fazerem botas de cano bem alto sem um fechinho cá em baixo, sem nada, tem de acabar.

Amigas de infância


Izabel Goulart, Miranda Kerr e Doutzen Kroes

Das minhas amigas de Infância, eu e a S., além de quase irmãs, somos as únicas que continuamos solteiras e sem filhos. Uma está divorciada com dois filhos. A outra está mal casada. Diz mal do marido a torto e a direito, mas tem vida de dondoca graças a ele (não faz mais nada a não ser tratar dos três filhos, ajudada por uma ama. ui que trabalheira). As outras estão casadas e aparentemente felizes. E digo aparentemente porque quando nos vemos só temos conversas de circunstância. Quer dizer esquecia-me da L., cujo marido é uma criatura assim mais ou menos assustadora e que deve pôr e dispor dela conforme dá o vento.

De vez em quando, muito de vez em quando, sobretudo quando vou à casa dos meus pais, cruzo-me com elas. Mas já não temos nada a ver umas com as outras. Aquelas raparigas com quem eu passei a minha infância e a minha adolescência, que contribuiram de certa forma para a formação da minha personalidade, hoje já não têm nada a ver comigo (à excepção da minha querida S., claro). Não deixa de ser um bocadinho triste.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Por falar em escrever coisas bonitas e românticas


Audrey Hepburn

Eu já lhe disse e volto a repetir - qualquer dia publico todos os lindos e-mails que ele me envia, num blogue assim ao género das cartas de amor trocadas entre a Anaïs Nin e o Henry Miller.

Nós precisamos de acreditar que ainda existem homens românticos


Heidi Klum

Olhei para a pista e achei que metade daquela gente de aparência sexy e descontraída sentia no fundo falta de acordar com alguém ao lado a quem não sentisse necessidade de pedir que lavasse os dentes antes de se voltarem a beijar. Porque esse é o critério científico mais preciso que conheço para detectar o amor. Conseguir desfrutar daquela doce – em teoria insuportável – halitose matinal da pessoa que se tem ao lado sem a interferência de um dentífrico. Mas isto sou eu que digo... E sempre ouvi a minha mãe dizer-me, carinhosamente é certo, que tenho uma certa pancada.

no Alfaiate Lisboeta

Eu acho que nós, mulheres (e aqui refiro-me sobretudo a mim e a mais meia dúzia delas com as quais já comentei isto), precisamos de mais bloggers que escrevam estas coisinhas assim tão simples e ao mesmo tempo tão românticas. Estamos um bocadinho cansadas de homens que escrevem só sobre política, de homens que escrevem só piadas, de homens que só citam escritores atrás de escritores, que só falam dos filmes europeus que poucos viram, numa de mostrarem que afinal até têm mais cultura que o blogger do lado. Esses são importantes, sim, nós gostamos também, sim, mas precisamos de ler estas coisas. Precisamos de acreditar que afinal ainda há homens românticos que escrevem estas coisas bonitas (mesmo que não concordemos na parte da halitose matinal). E, juro, desta vez nem estou a dar qualquer tipo de importância ao facto de o rapaz até ter um palminho de cara.

Um verdadeiro desgosto


Gwyneth Paltrow

Eu tentei explicar-lhe os prazeres de uma tarde enroscada no sofá a ver os dvd do "Sexo e a Cidade". Disse-lhe que um dia ainda o iria convencer a fazer isso comigo. Mas desisti logo de seguida.

- Tudo menos ver dvd do "Sexo e a Cidade". - disse-me ele com um ar muito sério.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Leggings brilhantes


Kate Beckinsale

Há dias estive-não-estive para comprar umas leggings brilhantes como as da foto, mas imperou o bom senso e decidi não as trazer. Onde ia eu usar isto? Para ir trabalhar? Nem pensar. E o Carnaval ainda vem longe. Mas lá que ficam bem na Kate Beckinsale, lá isso ficam. Não era o meu caso.

Vou só ali pular, bater palmas e dançar mais um bocadinho, já volto


Kate Winslet

Quero lá saber dos bilhetes dos U2. Quero lá saber das pequenas coisas da vida que me aborrecem. Quero lá saber dos anónimos que diariamente me carregam a caixa de comentários com veneno e invejas. Quero lá saber do calor ou do frio que faz. Quero lá saber de tudo. De que me interessa tudo o resto, se acabei de ligar ao médico e ele me disse que estava tudo bem? Nada, absolutamente nada. Hoje o mundo pode desabar à minha volta que eu vou continuar feliz. Muito feliz. Amanhã não sei, mas hoje a pessoa mais feliz do mundo chama-se Kitty Fane.

Há por aí algum bilhetinho a mais?


Kate Winslet

Eu não me lembrei que iam pôr à venda neste fim-de-semana os bilhetes para os U2. Só qdo passei pela Pc Clinic para deixar o cadáver é que dei conta disso por causa da fila enorme de gente. Confesso que ainda tive uma esperançazinha de que não esgotassem logo no sábado, mas não foi isso que aconteceu e, por isso, quando soube fiquei durante cinco longos minutos muito desgostosa. Depois passou e mentalizei-me de que o melhor a fazer seria arranjar um programa daqueles estrondosos para fazer nesse dia que me fizessem esquecer o concerto. Mas depois lembrei-me, pfff, que ainda falta um ano. Num ano muita coisa muda.Além de mais, eu não sei onde vou estar na próxima semana, o que fará daqui a um ano. Já estava mentalizada, portanto. Mas quando o meu amigo M. me disse que tinha estado na fila para comprar o bilhetinho para a sua amiguinha Kitty Fane, e que quando estava mesmo, mesmo quase a chegar ao balcão, os bilhetes se esgotaram, fiquei novamente com vontade de partir tudo.

domingo, 18 de outubro de 2009

Vícios


Sarah Jessica Parker

Estou a escrever-vos do meu portátil novo. Lindo, lindo que só ele. Uma autêntica jóia da coroa que me fez gastar dinheiro antes do tempo. Eu até queria comprar um novo, sim, mas não era já já. Mas como o antigo morreu sexta-feira de madrugada (para que ele ressuscitasse teria de pagar metade do preço de um novo) e eu dei conta de que a minha cocaína e os meus anti-depressivos afinal são um computador ligado à net, lá tive eu de ir a correr à Fnac, num domingo à tarde (coisa que abomino), depois de chegar de viagem.

É que se souber que não tenho um computador ligado à net em casa, começo a delirar e a entrar em histeria. É triste, mas é a realidade. Nada que eu não suspeitasse, mas agora tive a certeza. Até posso ir de férias sem ele e nem sentir falta, até posso andar um dia inteiro sem me lembrar que isso existe, mas se souber que não o tenho, entro em transe, tenho ataques de urticária, fico com vontade de bater em toda a gente, e isso não é bom.

I love NY


Sarah Jessica Parker

Qualquer dia faço como uma certa pessoa e, sem aviso prévio, apanho um avião e vou até Nova Iorque. Até poderei ir sozinha. Aliás, se há sítio onde não precisarei de companhia é ali. A cidade bastar-me-á com toda a certeza. Qualquer dia será o dia (não sei é quando).

sábado, 17 de outubro de 2009

Adoro



Meninas, este novo fond de teint de longa duração da Guerlain é maravilhoso. A pele fica com um tom natural e os defeitos desaparecem como por magia. Aconselho.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Só falta a chuva a cair lá fora


Katherine Heigl

Tenho para mim, que se esta semana não acabasse, acabava eu. Venha o dvd, venha o sofá, venha a mantinha, venha o chocolatinho da Hussel, que a noite vai ser só minha e amanhã preciso de acordar bem cedo para me pôr à estrada.

Ohhhh


Anne Hathaway

Já há dias tinha ficado um bocadinho vaidosa com um comentário elogioso aqui deixado pelo Pedro Rolo Duarte - um homem que eu sempre gostei e que admiro há anos - e agora mais vaidosa fiquei por ele ter posto o "Amor é um Lugar Estranho" como o Blogue da semana. Diz ele - No capítulo blogues de raparigas que falam de assuntos triviais com ironia e despreocupação, é um dos meus favoritos. Obrigada, Pedro.

Estou farta deste calor? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


Rogério Samora

Porque, apesar de ser um bocadinho louco, é giro que se farta.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

E para encerrar de uma vez por todas o assunto

Eu não sei o que é que me irrita mais, se a Maitê Proença ou se as pessoas que agora aproveitam este episódio para dizer mal dos portugueses - que somos uns provincianos, que não temos sentido de humor nenhum - como se aquele vídeo tivesse um humor muito refinado a que só os inteligentes acharam piada. É óbvio que não se justificam as petições e afins que circulam por aí, mas também, calma aí, não nos tomem por parvos. Experimentem pôr um vídeo no Youtube com uma criatura a dizer mal de Espanha e dos espanhóis, ou dos Estados Unidos e dos americanos, ou de outro povo qualquer com o desprezo e a estupidez com que a brasileira o fez, para ver qual é a reacção. Experimentem, vá. Até podem ser vocês que escrevem tanta barbaridade como as que acabei de ler num blogue perto de si.

Isto de ter fama e não ter proveito...


Mischa Barton

E para tirar todas as dúvidas, os calores ali de baixo do post de Sexta-feira deveram-se simplesmente a uma injecção de contraste para fazer uma T.A.C.. Quem nunca levou, não saberá do que estou a falar. E, acreditem, sobem uns calores por nós acima, que não são brincadeira. Tanto, que até nos falta o ar. Portanto, ao contrário do que algumas pensaram, não foi uma sensação boa. Nada boa. Como não será também ter de ligar ao médico na próxima semana para ele nos dizer o resultado. E, apesar de todo o optimismo e de tudo levar a crer que está tudo bem, estas esperas são sempre terríveis.

Quando não há mais nada para dizer, fala-se do tempo


Adriana Lima

Estou um bocado farta deste calor. É que se ainda pudesse ir para a praia para mergulhar e para recuperar o bronze que tenho perdido a olhos vistos. Agora assim... Além disso, já ando farta da roupa do Verão, tenho tanta coisa nova para estrear. Bah.

Esta é a realidade de muitas relações, infelizmente


Sienna Miller

Acho perfeitamente saudável um casal manter os programas com os seus amigos, sem haver a necessidade de levar sempre o outro a reboque. Por isso, sempre gostei que os meus namorados mantivessem as suas idas ao futebol com os amigos, os seus jantares, as suas saídas. Da mesma forma que eu mantive sempre as minhas. Mas, claro, sempre com conta, peso e medida. Se as saídas se tornassem diárias e se prolongassem até altas horas da madrugada, era pessoa para ficar para lá de desconfiada e de achar que algo de errado se passava.

Ora há dias fui lanchar com um ex colega meu, casadíssimo, pai de filhos, com quem sempre tive uma excelente relação e com quem sempre falei de tudo.

Perguntei-lhe como andava o seu casamento, ele responde-me que andava óptimo. Perguntei-lhe se tinha voltado a trair a mulher , uma vez que já o tinha feito antes, e foi aí que me caíu tudo. - Ah e tal, sabes que eu tenho aqueles jantares da bola e saio com os meus amigos e muitas vezes vamos à discoteca , conhecemos gajas e andamos com elas. - assim como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Eu fiquei sem palavras. Fiquei desiludida. Fiquei chocada. Por ele, pela mulher dele e pela triste realidade de muitas relações

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

É Chanel



A Keira Knightley é tão gira, tão gira, que consegue estar espalhada por toda a cidade com uma mamoca de fora e um dedinho na boca, sem pisar sequer a linha ténue que separa a elegância da vulgaridade neste tipo de fotos. Não é para todas.

Sobre o episódio da Maitê Proença



Isto é uma reacção provinciana e saloia dos portugueses. Somos um povo sem capacidade de humor e autocrítica. Há algum português que vá ao Brasil e não goze?" Ah ah ah. Bom, eu já estive no Brasil e não gozei com os brasileiros. Muito pelo contrário. Mas isso agora não interessa nada. Até porque já se esperava uma reacção destas do Miguel de Sousa Tavares a propósito deste episódio. Aliás, ele não devia estar já a viver no Brasil? Não tinha dito que ia viver para lá uma vez que estava farto do nosso país? E o que continua cá a fazer? Eu juro que já gostei do homem, sempre o achei um charme, já li um ou dois livros dele, mas ultimamente não o suporto. Não há paciência. Está com o ego proporcional à sua estupidez.

E a Maitê Proença? Bom, eu propunha que, quando ela viesse cá, a surpreendêssemos com um apedrejamento em praça pública, assim como quem não quer a coisa, com pedrinhas pequeninas, nada de grandes exageros, até podia ser logo à saída do aeroporto, e depois disséssemos todos em coro que não passava de uma brincadeirinha do povo da terrinha. Afinal de contas, temos de lhe mostrar que também temos sentido de humor. Não é verdade?

Duvido sempre...


Charlize Theron

... de pessoas que falam demasiado de sexo. Que se gabam. Que dizem que fazem isto e aquilo. Que dizem que fazem assim e assado. Que dizem que fazem o pino, a cambalhota e um mortal encarpado. Que dizem que fazem com três e quatro ao mesmo tempo. Que dizem que são uns loucos na cama.

Essa necessidade de escarrapachar tudo a toda a gente cheira-me sempre a esturro. Essa necessidade de expôr em praça pública a vida sexual parece-me sempre a forma mais fácil, mas menos eficaz, de tentar provar alguma coisa a alguém, de se afirmar perante os outros, quando não se consegue de outra forma. Definitivamente, sou adepta daquele ditado - quem muito fala, pouco faz.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Os meus filmes # 2 - Les Poupées Russes



É um dos meus filmes favoritos e tem uma das cenas mais bonitas da história do cinema. As palavras perfeitas. O local perfeito (na estação de São Peterburgo). A música perfeita ( Mysteries da Beth Gibbons).

Wendy: I know you're not always perfect. I know you have tons of problems, defects, imperfections... but who doesn't? It's just that I prefer your problems. I'm in love with your imperfections. Your imperfections are just great!

E com tanta coisa que a Wendy - que é uma querida - lhe diz, o parvo do Xavi parte para Moscovo para os braços da modelo, e deixa-a ali sozinha e abandonada naquela sombria estação de comboios. Homens.

Suri


Suri Cruise

O Tom Cruise pode ser a coisinha mais irritante do mundo, mas que tem a criança mais linda de todas as celebridades, lá isso tem.

One night stand


Will Ferrell e Heidi Klum

Se há coisas que eu nunca entenderei são os one night stand. Não condeno quem o faça. Aliás, se ambos estão para aí virados, porque não? Eu é que não tinha perfil para esse tipo de ramboiadas. Eu que sou uma romântica incurável disfarçada, para quem o amor e o resto andam sempre de mãos dadas. Enfiar-me numa cama, ou lá onde fosse, com uma pessoa que acabei de conhecer, que não me diz nada, pela qual apenas tenho uma atracção física, só por uns minutitos de prazer? Antes ficar a pão e água, que é como quem diz - celibatária, durante longos meses. Mas, pronto, isso sou eu.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Acho que a isto se chama inveja


Sienna Miller

Eu admiro aquelas pessoas que dizem que nunca invejam nada nem ninguém. Pois eu, aqui me confesso, invejo algumas coisas. Por exemplo, há coisa de cinco minutos, fiquei com vontade de espancar o meu amigo Benny quando me ligou só para dizer que afinal não ia dar para lancharmos amanhã, porque lhe deu uma travadinha e decidiu viajar para Nova Iorque. Tive de lhe chamar nomes feios. Essas coisas não se fazem. Mais valia mentir-me e dizer que ia dar uma voltinha ao bilhar grande. Ou que ia para outra cidade qualquer. Para Nova Iorque jamais. É que fico logo deprê.

Todo o cuidado é pouco


Gisele Bundchen

Todo o cuidado é pouco com estas esteticistas de hoje em dia. É que se uma pessoa não está atenta, quando dá conta já elas acabaram com todos os pêlos que cobrem o nosso corpo. Minhas queridas, não exageremos. É que nestas coisas eu sempre fui apologista do ditado popular - nem oito nem oitenta.

I love porteiro do BBC


Adriana Lima

O porteiro do BBC é um amor. Aquele mais velho. Estávamos nós numa fila enorme que, supostamente, era só para quem tinha o nome na guest list (não era o nosso caso) porque ia haver uma festa. Mas nós fomos jantar ao Piazza e lembrámo-nos de ir ao BBC por acaso, só por acaso, sabíamos lá agora que ia haver festa, por isso o nosso nome nunca estaria na tal guest list.

Quando nos apercebemos disso, eu com a minha lata descomunal, dirijo-me ao porteiro e digo: - Mas nós não estamos na guest list, há problema? Ao que ele me responde - Não, as senhoras nem têm de estar na fila, as senhoras entram já. E, pelo meio da multidão, lá entrámos nós no BBC. É ou não é um querido? Poupou-me uma bela dor de pezinhos logo ali à entrada, é que a fila era um bocadinho grande. E como esta, já me tinha feito uma ou duas antes.

(Se há coisa que eu não suporto é isso das guest lists e das chaves e dos códigos. Que essa gente mal se apanha com o nosso contacto, só o que fazem é enviar-nos sms e e-mails para irmos a festas sem interesse, mas que depois criam zonas vips - tipo gaiolas - para lá estarem os elementos do nosso pobre e triste pseudo-jetset a beber à borla, que é como quem diz, às custas de quem, como eu, paga o que bebe. Não, definitivamente, não, prefiro coisinhas mais simples, onde dança tudo à molhada, sem gente a armar-se ao pingarelho só porque participou como figurante num episódio dos Morangos com Açúcar ou porque se divorciou de um jogador de futebol com nome de associação de defesa do consumidor. Além disso, tenho mais que fazer do que andar por aí de festa em festa, de discoteca em discoteca. Já tive, há uns dez anos.)

domingo, 11 de outubro de 2009

Já há muito que queria dizer isto


Victoria's Secret Angels

Bye bye, Fátima Felgueiras.

Lições a retirar de uma saída à noite como nos velhos tempos



Jamais em tempo algum, voltar a sair de casa com sapatos destes, sobretudo quando se sabe à partida que se vai andar um bocadinho em calçada portuguesa e quando se conta dançar a noite inteira. É que, em vez de uma noite inteira, aguentas apenas dez minutos. Sendo estes dez minutos bem doridos, em que, em vez de cantares as letras das músicas, gritas de dor, porque os sapatos te apertam o dedo mindinho.




Jamais em tempo algum, voltar a sair à noite com uma écharpe H&M ao pescoço. Ela até pode ser gira, que é, mas corres o risco de encontrar mais vinte mulheres com uma igual. E isso não é engraçado.




Não voltar a olhar o rio demasiadas vezes, nem que seja apenas para uma foto, corres o risco de passar o resto da noite a pensar nele e naquele domingo maravilhoso, e isso não é bom, sobretudo se tivermos em conta que ainda falta uma eternidade para o veres.

sábado, 10 de outubro de 2009

Hot & Not da semana

HOT


Freida Pinto no Louis Vuitton ready-to-wear fashion show em Paris


NOT


Rihanna no Hussein Chalayan’s fashion show em Paris (não, não ia para nenhuma sessão de sado-masoquismo.)

Eu adoro quando ele me diz que não lê o meu blogue


Audrey Hepburn

Adoro e finjo que acredito. Depois, quando o apanho numa ou noutra conversa a demonstrar precisamente o contrário e o questiono, diz-me: - A sério, nunca mais li. Pronto, li há dias um bocadinho, porque tive uma recaída. Eu, confesso, acho uma doçura.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Isto não se admite


Mischa Barton

É certo que ninguém nasce ensinado. É certo que todos nós já fomos estagiários. Também é certo que os estagiários precisam de praticar. Não havia era necessidade de praticarem no meu corpo. É que isto de andar a picar à doida para ver se se encontra uma veia é muito bonito, mas só se for nos braços dos outros. Com franqueza. A dada altura já julgava que aqueles malvados me estavam a confundir com um bonequinho de voodoo. Credo.

Qual "The Sartorialist", qual quê?





Fotos retiradas do blogue Garance Doré

A minha nova paixão do mundo dos blogues de moda chama-se Garance Doré e vem directamente de Paris. Tem as fotos das mulheres mais deslumbrantes vestidas com roupas de sonho. E, como se não bastasse, tem ainda fotos das mais apetecíveis 2.55 da Chanel. Um verdadeiro tesouro de bom gosto.

Oh God!


Ana Beatriz de Barros

E não é pelo calor que aqui está, nem tampouco pelo Mr. Big do post anterior, mas sei que daqui por uma hora, mais coisa menos coisa, vão subir uns calores por mim acima. E não me apetece nada. É que este tipo de calores roça mesmo o insuportável. Oh God. Wish me luck. E estou com um nadinha (grande) de medo. E não queria estar. Até porque acho que não se justifica. Mas estou.

Nunca mais chegam as férias? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira e o Obama ganhou o prémio Nobel da Paz!


Chris Noth

Porque todas tivemos, temos ou queremos um Mr. Big nas nossas vidas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sim, nós também somos básicas


Cynthia Nixon, Sarah Jessica Parker, Kristin Davis e Kim Cattrall

No Magnólia, entre um chá e uns scones:

Eu - Então e olha lá como é a namorada dele? - referindo-me à actual namorada de uma antiga paixoneta minha.

Ela - Como é que te hei-de explicar, até é simpática.

Eu - Mas simpática como? Explica-me.

Ela - Não sei explicar. É simpática.

Eu - Ok, mas vamos ao que interessa - é gira ou não é gira?

Ela - Não, não é nada gira.

Eu - Óptimo.

E continuámos o nosso tão agradável lanche e a nossa tão agradável conversa, como se tivéssemos falado da chuva que caíu na madrugada.

Quem nunca viveu um fogacho?


Ed Westwick e Leighton Meester

Para quem não sabe, são aquelas paixões fulminantes que nos levam, automaticamente, a ter comportamentos ridículos de adolescente e que, em geral, não duram mais do que quinze intensos dias ou um intenso mês.

Normalmente começam com uma troca de olhares arrasadores. Olhamos um para o outro e apaixonamo-nos perdidamente naquele instante.

Estas aventuras são engraçadas. Têm o seu encanto. Eu já tive algumas. A última foi há cerca de um ano. E sempre que as tive jurei que iria ali começar um longo e profundo amor. Mas qual quê? Chegam como um furacão e desaparecem sem darmos conta.

Como duram tão pouco, estes fogachos nunca fazem grandes estragos. Regressamos à terra, após alguns dias nas nuvens e passamos algum tempo a pensar para connosco: - Que raio vi eu naquele rapaz? - E retomamos a nossa vida, como se quase nada se tivesse passado.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Eu vou só ali matar-me a rir, já volto!


Adriana Lima

É certo e sabido que eu rejeito dezenas de comentários diariamente. Porque não aceito insultos, sejam eles de que natureza forem. Porque odeio pessoas que vêm para aqui armar-se em parvas - essas não têm aqui lugar, porque este é um blogue selectivo, como já aqui o disse carradas de vezes. Porque não quero transformar as caixas de comentários em batalhas campais.

No entanto, de vez em quando, apetece-me abrir uma ou outra excepção, só para demonstrar até que ponto vai a loucura das pessoas e para nos rirmos todos um bocado. Já ontem me apeteceu fazer isso com um comentário que, de tão parvo, me fez ir às lágrimas de tanto rir, mas depois acabei por não ter tempo. Mas hoje não resisti a este:

Adivinha:O que é que têm em comum, Kitty Fane e a Feiticeira?..

Resposta: São a mesmíssima pessoa. Ambas são preocupadissimas com o seu estatuto, frustradas com a celulite no rabo (ao ponto de se crucificarem por beberem uma coca-cola) e de seguida irem para frente do espelho contar os "buracos" de celulite no rabo. Ambas têm uma vida amorosa frustrada e por isso só se limita a ser constantemente rejeitada por si mesma.. Acorde para a vida.. Kitty Fane.. Ou feiticeira... E deixe de ferir susceptibilidades nesses seus posts.. Devia ser freira. E ainda se dá ao trabalho de comentar o seu próprio blog, passando-se por Feiticeira.. No comments!! Menos... Muito menos..Please!

Maria Pedrosa.

Palavras para quê? Ups, fui apanhada. É que eu nem trabalho nem nada. E como tenho tempo de sobra, sento-me ao computador e vá de criar blogues como se não houvesse amanhã. E, claro, para ter muitos comentários, comento nos meus próprios blogues. E, sim, mais tarde ou mais cedo, e da maneira que isto anda, é certo que irei para freira. Obrigada. Kitty Fane fará menos... muito menos.

(Para quem não sabe a sodôna Maria Pedrosa - que todos sabemos que tem esse nome - está a referir-se ao blogue da minha querida Feiticeira, que. apesar de muitos pontos em comum, não somos a mesma pessoa.)

Aproveitem que eu hoje estou uma mãos largas

A Rita Filipe pediu-me para divulgar o seu novo blogue. Como gostei da ideia e como ela é uma querida, decidi satisfazer o seu pedido. Vamos lá então todos visitá-la.

A Joana também me pediu para divulgar este site e, para assim, ver se todos juntos conseguimos enviar o Luís para a Antárctica. Mas... shame on me, reparo agora que a votação já terminou. Eu votei logo que ela me enviou, mas entre tanta coisa na minha vida, acabei por me esquecer de o colocar aqui no blogue. O que interessa é que o Luís venceu. Parabéns.


(Quanto aos e-mails que me enviam, eu prometo responder sempre a todos, pode é demorar um bocadinho. Mas respondo.)

Que tipo de homem compra estas revistas? *



Estou cansada das revistas masculinas. Elas estão por toda a parte. Nas caixas dos supermercados, nas bombas de gasolina, nos quiosques, lá estão elas de mamas ao léu a olhar para nós. Parece que agora o que está a dar é isso. Acho que o objectivo máximo de quase todas as pseudo-actrizes e das ex mulheres de jogadores de futebol é posar para uma revista masculina. Uau. Um país tão pequenino como o nosso tem quatro revistas masculinas diferentes. E o que é que se poder ver nelas? Mulheres despidas. Mulheres iguais umas às outras. Como se todas saíssem da mesma fornada. Narizes operados, mamas de silicone, ventres lisos, pele sem defeitos, rabos sem celulite, pipis sem qualquer vestígio de pêlo. O photoshop torna as mulheres todas iguais. Quem vê uma, vê todas, só varia mesmo o tom da tinta do cabelo.

*é que uma coisa é folhear a revista quando vão comprar o jornal, outra coisa é comprar e levar para casa para ver. Por isso, homens interessantes de Portugal e arredores que me estão a ler, digam-me por favor que não compram estas revistas. Caso contrário, tudo o que eu julgava a vosso respeito (dos interessantes claro, porque os outros sei eu que as compram) cai por terra.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Vou mas é calçar as minhas botas novas, para ver se isto anima


Sienna Miller

Não sei se do tempo cinzento, se do regresso ao trabalho após três dias de descanso, se do quê, a verdade é que hoje não falei com uma única pessoa que não estivesse de mau-humor. Eu incluída. Irra que isto assim não se aguenta. Só me apetece começar a disparar em todas as direcções.

Boneca ainda consegue ser pior do que princesa


Diane Kruger (uma das minhas fotos favoritas)

Chegada ao messenger, abre-se logo uma janela que diz:

- Ai Kitty Fane Maria, estás uma autêntica bonequinha nessa foto.

Mas como é possível? Boneca? Isso é lá nome que se chame a uma mulher feita? Uma boneca é um brinquedo. Serve para brincar. Mulher nenhuma gosta de ser chamada de boneca. Pelo menos que eu saiba. Então quando me dizem que eu estou uma autêntica bonequinha, aí deixo de ver e deixo de me responsabilizar pelos meus actos. Fico capaz de morder em alguém.

Os amigos são mesmo o melhor do mundo


Karolina Kurkova, Gisele Bundchen e Adriana Lima


É bom termos alguém a quem podemos ligar a qualquer hora do dia ou da noite só para dizer:

- Quero queixar-me um bocadinho, posso?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Definitivamente, adoro aeroportos


Adriana Lima

Acabei de ir buscar a minha amiga P. e o marido que chegaram de um fim-de-semana romântico em Veneza. E cheguei à conclusão de que adoro aeroportos, sobretudo a zona das chegadas. Aquele corropio de gente, aqueles abraços, aqueles sorrisos, aquelas lágrimas de alegria de todos aqueles desconhecidos deixam-me bem disposta. E já fui tão feliz em aeroportos. E acho que vou continuar a ser. Mas sempre na zona das chegadas.

É que a rapariga até é boa actriz


Scarlett Johansson e Woody Allen

Eu não sei como é que a Scarlett entrou no meu filme favorito e, pasmem-se, até fez um papel muito interessante. Eu identifico-me imenso com ela em todo o filme. Está gira por estar tão simples. Ou seja, não se limitou a fazer boquinhas e a exibir o decote. É que, ultimamente, é vira o disco e toca o mesmo. Parece que a rapariga não sai do mesmo filme. Até o Woody Allen, senhores. Até o Woody Allen a põe a fazer papelinhos ridículos de loira boazona e básica. E não passa daquilo. Tenho para mim que o Woody Allen é mais um dos que atravessa a crise da meia-idade e que não pode ver uma boazona de vinte e tal anos sem se babar um bocado. Como diz a Charlotte no "Lost in translation" - You're probably just having a mid-life crisis. Did you buy a Porsche yet?

Os meus filmes # 1 - Lost in Translation



Já há uns tempos que andava a precisar de o rever. Ontem foi o dia. Faz-me bem vê-lo de vez em quando. Sei quase todas as falas de cor. Não me esqueço do - for relaxing times, make it Suntory time - e da cara sempre tão expressiva do Bill Murray. Choro quando a Charlotte chora ao telefone naquele quarto de hotel com aquela vista fantástica da cidade de Tóquio. Rio-me quando ele aguarda por ela na sala de espera do hospital e tenta comunicar com aquele senhor. Canto com o Bob o "more than this" dos Roxy Music. E volto a chorar (sim, sou uma chorona, eu sei) quando eles se despedem e começa o "just like honey" dos Jesus and Mary Chain, que é uma das minhas músicas favoritas. Com tudo isto, com esta banda sonora maravilhosa, este teria de ser o meu filme, e teria de dar, obrigatoriamente, nome a este blogue.

domingo, 4 de outubro de 2009

Acabei de ver uma reportagem na sic notícias sobre mães adolescentes

Uma criança de doze anos com um filho. Eu com doze anos lá sabia o que era sexo. Queria era brincar com bonecas. Estou chocada. A sério. Vou só ali benzer-me, já volto.

Era mesmo isto


roubado daqui

A minha família


Elenco da série "Brothers and Sisters"

Eu tenho uma família grande. Daquelas que enchem uma casa. E já nem falo dos tios e das tias. Dos primos e das primas. Já nem falo dos avós que perdi há anos. Falo apenas dos pais, dos irmãos e dos sobrinhos.

Somos seis irmãos. Mais as cunhadas e o cunhado. Mais os oito sobrinhos. O que dá um total de cerca de duas dezenas de pessoas. É bom. É muito bom. Sobretudo quando nos juntamos todos em dias de festa. Quando comemoramos alguma alegria. E têm sido muitas, felizmente.

Mas o problema das famílias grandes é que, da mesma maneira que as alegrias são muitas, as tristezas também chegam sempre em demasia. E nós já tivemos direito a tudo. Já tivemos doenças graves, já perdemos um sobrinho da forma mais contra-natura posssível (como se não fosse sempre contra-natura perder uma criança), já passámos por momentos muito maus, terríveis mesmo. No entanto, tudo isto nos tem fortalecido. Muito. Já não nos vamos abaixo com qualquer coisa.

Mas, sempre que chega mais um problema a um membro da família - mais um a juntar a todos os outros que já tinha - custa sempre. Muito. É doloroso ver alguém que amamos sofrer. Mas temos de acreditar sempre. É o que estamos a fazer. A torcer. A pedir a todos os anjinhos que o ajudem mais uma vez. Ele vai precisar.

sábado, 3 de outubro de 2009

Sem título e sem comentários

E, pronto, qualquer dia vou para bruxa. Eu pressinto as desgraças a léguas. Juro. E assim foi, o telefone tocou e as notícias não foram boas, nada boas. E não, não estou a falar de problemitas, estou a falar de problemões. Mais um na família de Kitty Fane.

É oficial, eu não ando boa da cabeça


Adriana Lima

E, pronto, como eu não ando boa da cabeça, depois da sessão de compras passei pelo hipermercado para trazer umas coisitas que em casa faziam falta, e numa daquelas caixas self-service (uma vénia para estas caixas, são o paraíso dos solteiros que não enchem os carrinhos e que, como tal, já não têm de esperar que os outros esvaziem os seus.) deixei um dos sacos com as compras que já tinha pago. Até podia ser o saco que tinha os legumes para a sopa de domingo e os iogurtes, ou o que tinha o pão e o arroz, ou ainda o que tinha os lápis de cor que decidi comprar para o meu aluno Duarte (que tem necessidades educativas especiais e que tem uma verdadeira obsessão por lápis novos) e que vou precisar só para terça-feira, mas não, era logo o que tinha a garrafa de vinho tinto "Duas Quintas" e o queijinho de Azeitão para o jantar de logo à noite. Felizmente, telefonei para o serviço de apoio ao cliente, e o saco está lá. Houve alguma alminha caridosa que, ao invés de o agarrar e de o levar, o viu e o levou à assistente. E lá vou eu novamente ao hipermercado.

As compras são sempre uma boa terapia


Audrey Hepburn

Hoje fui às compras para tentar esquecer as saudades que sinto dele - de olhar para ele, de lhe passar as mãos pelo cabelo, de sentir a sua presença, de o abraçar, de ver o seu sorriso.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Assim estou eu


Sienna Miller

Uma pessoa está sempre tão habituada a que corra tudo mal, que quando uma série de coisas até corre bem, pensa logo na desgraça que poderá bater à porta a seguir. Que disparate.

Eleições autárquicas - Urticária, muita urticária, e uma paixoneta


Marcos Perestrelo

Pior que ouvir Sócrates, Portas, Louçã, Ferreira Leite e Jerónimo de Sousa, é ouvir agora criaturas como Santana Lopes, Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras, Isaltino Morais e afins. É que para os primeiros uma pessoa ainda vai buscar ao baú um bocadinho mínimo de paciência. Mas para os segundos não. Eu pelo menos não a tenho. Todos eles me causam assim uma espécie de nojo. Todos, mas mais ainda a criatura do saco azul e o ser que oferece bilhetes do Tony Carreira para comprar votos. Nojo, muito nojo.

Excepção feita ao Marcos Perestrelo, candidato por Oeiras, que é outro dos docinhos de boa qualidade da nossa política, e pelo qual eu desenvolvi ao longo do tempo uma espécie de paixoneta. Não me perguntem é pelas linhas do seu programa eleitoral.

Já vomitamos política por todo o lado? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


Olivier Martinez (foto roubada daqui)

Porque tudo neste homem é sexy. Tudo. Génio da lâmpada, eu quero-o para ter no sofá da minha sala. Concedes-me esse desejo?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Num instante decoraram o nome dos ossos

- Oh professora, o Tomás deu-me um pontapé no fémur e outro na zona do ilíaco.- Isto dito em tom de seriedade, depois de regressar do intervalo.

Ora, se até os bebés o fazem


Justin Timberlake (não sei o nome dos outros senhores) e Beyonce para o Saturday Night Live

Goste-se ou não dela, quem nunca se abanicou ao som do "Single Ladies" da Beyonce tentando imitar a sua coreografia, enquanto vê o vídeo no recanto do seu lar, que atire a primeira pedra.

(Não se aproveitem é disto para me apedrejarem como se não houvesse amanhã. E, já agora, se não for pedir muito, agradecia que não atirassem com muita força.)

E vocês o que é que não dispensam do vosso guarda-roupa?



Todos nós temos aquela peça de roupa ou acessório que não dispensamos. O tempo vai passando por eles e nós continuamos a adorá-los como no primeiro dia em que os usámos. Eu tenho os meus skinny Jeans da Massimo Dutti. Adoro-os. O problema é que estão a ficar completamente gastos e não consigo arranjar uns substitutos para eles. Por muito que procure, não encontro nenhuns como aqueles. Estou desacorçoada.

E já que falamos em adolescentes



Prometem guardar segredo? Prometem nunca usar esta informação contra mim, mesmo que eu me esteja a armar em boa-e-eu-é-que-sei-e-eu-é-que-tenho-bom-gosto? Prometem que não vão deixar de gostar de mim por isto? De certeza? Então cá vai. Há muitos muitos anos, e durante uns meses, tive uma paixão platónica pelos New Kids on the Block. Pronto, já disse. Uff.