domingo, 31 de maio de 2009

Quem me manda achar que as pessoas têm por mim o mesmo respeito que eu tenho por elas?


Bar Refaeli

O dia em que me senti a pessoa mais ridícula do mundo foi hoje. Até podia ter sido o caso de me sentir assim ridícula pela primeira vez com essa pessoa. Mas não. Já aconteceu por outras vezes. Portanto, meus amores, a culpa já não é dessa pessoa, a culpa já é minha, por ainda acreditar que dali poderia sair alguma coisa boa. Só minha. Shame on me.

Menos S. Pedro, menos


Eva Herzigova

E bastaram dois ou três dias de temperaturas altas para eu já estar farta deste calor e amanhecer cheia de saudades dos dias um bocadinho menos quentes, para ser mais precisa com temperaturas entre os vinte e os vinte e cinco graus. Sim, que tudo o que seja assim acima dessas temperaturas já me causa muito incómodo. Definitivamente, não me dou bem com o calor exagerado.

Uma pessoa farta-se de transpirar. Mal acaba de tomar banho já sente a pele a colar. As praias estão cheias de gente. Nas esplanadas mais giras há filas de espera para nos sentarmos. Há trânsito para chegar a todo o lado. Às vezes fico com a sensação de que há pessoas que só saem à rua no Verão.

Nunca mais vou dizer que tenho saudades dos dias mais quentinhos, porque já vi que o S. Pedro me atira logo para cima com um dia de trinta e dois graus. Ninguém merece.

sábado, 30 de maio de 2009

Constatação


Megan Fox

De que nos servem as palavras encantadoras se depois estas não se reflectem nas atitudes? Não nos servem de nada, pois claro.

Caso ainda não tenham reparado, ando muito desiludida com os homens. Mas só com alguns (para não dizer só com um), claro.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Haverá melhor terapia do que esta?



Nada melhor para combater a irritação que, de vez em quando, toma conta de nós. Nada que dois parzinhos de sapatos não resolvam. Claro que, altíssimos como são, se os calçar duas ou três vezes já será muito, mas o que interessa é que embelezam o armário.

(Isto foi escrito na Terça-feira. A irritação, essa, já passou há muito. E os sapatos já os usei.)

O Oliveira e Costa deu com a boca no trombone? O Dias Loureiro demitiu-se e agora quer ser ouvido à força? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


Pierce Brosnan

Porque nós adoramos homens maduros. Com a condição, claro, de que não nos cantem o "SOS" dos Abba.

Queremos mais noites destas!


E sabemos, através de um comentário, que há senhoritas, leitoras deste blogue, recém-chegadas do Brasil, que nos apanham nestas noites em certos sítios e nem são capazes de falar. Que vergonha.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

As europeias à porta e eu nem sei em quem vou votar, mas isso agora não interessa nada


Nuno Melo

Se por um lado o Paulo Rangel é um bocadinho feiotinho e tem umas mãos sapudinhas que eu não suporto (eu e a minha mania de olhar para as mãos dos homens), o Nuno Melo é tremendamente interessante. Digam o que disserem. Chamem-lhe os nomes que quiserem - beto e sei lá mais o quê . A verdade é que, correndo o risco de ser apedrejada em praça pública, confesso que tenho uma forte atracção (que já dura há anos e que até já tinha dado origem a um post no meu antigo blogue) por ele, chegando ao cúmulo de ver aquele programa chato da rtp - O Corredor do Poder- só para o ver. Se bem que agora já não preciso disso, já que ele está a toda a hora na têvê.

Heidi Klum

quarta-feira, 27 de maio de 2009

E hoje acordei assim










Santorini by Kitty Fane

A morrer de saudades de Santorini. Sim, sim, esta mini-ilha cheia de casinhas brancas e rodeada de um mar azulão, é tudo aquilo que mostram os postais e muito mais. Depois de Nova Iorque é, sem dúvida, o local que mais saudades deixou (de entre os que já visitei). Quando me apaixonar perdidamente vou voltar lá. Deverá estar para breve, portanto. Ou não.

O que um post sobre homens faz


Gisele Bundchen

Não me lembro de ter recebido tanto comentário maldizente como no último dia. Foi uma canseira. A tecla delete chegou ao ponto de me estender os bracinhos e dizer que não aguentava tanto trabalho. Chamaram-me de tudo. Todos os nomes feios. Como era de esperar veio à baila a já célebre frase - Tu tens é falta de homem. Rogaram-me a já famosa praga que todas as mulheres solteiras (que não se contentam com o primeiro burro com um chapéu na cabeça que lhes aparece à frente) estão fartas de ouvir - É por isso que vais acabar sozinha e abandonada .

Meninos e meninas, não levem tão a sério o que eu escrevo. Olhem as rugas. Depois ficam como a Lili Caneças e lá têm de ir bater perna para a porta da Corporación Dermoestética para pedinchar um peeling grátes.

Mas, pronto, tenho uma leve esperança que com a subida de temperaturas prevista para amanhã a coisa melhore. Diz a voz da experiência que quanto mais instável está o tempo, pior é.

Eu só não percebo é como é que estas criaturas que não devem ter falta de homem nem de sexo, que devem ter namorados lindos e perfeitos, que devem ter uma vida para lá de maravilhosa, não levantam daqui o traseiro. Palavra de honra que não percebo. É que não saem de cá, caramba. Que maçada. Deixem, por favor, este bloguito entregue aos tristes como eu, aos que não têm homem, aos que têm falta de sexo (e não sabem o que é isso há anos), aos pobrezinhos. Será pedir muito?

terça-feira, 26 de maio de 2009

Nem tudo o que parece é


Scarlett Johansson

Por vezes fico parva com as conversas de certas pessoas que acham que por lerem o meu blogue me conhecem. Até há quem ache que eu ande sempre a comprar carteiras ou a ver se encontro o meu George Clooney (sabem lá se eu não o encontrei já e não sou muito feliz com ele?). Lamento desiludir-vos, mas eu não sou isto. Sim, isto é uma parte de mim. Uma ínfima parte. A parte que eu quero transmitir, num blogue cor-de-rosa intitulado - O Amor é um Lugar Estranho. Não é mais do que isso. Por isso, por favor, não pensem que me conhecem, não queiram entrar na minha vida sem pedir licença, só porque lêem este conjunto de loucuras que aqui são escritas. Enviem-me e-mails para tudo, menos para me dar conselhos acerca do que devo ou não fazer com o que está do outro lado do mundo ou com o que está aqui ao meu lado. É que nem tudo o que parece é.

Há certas espécies de homens em vias de extinção


Baptiste Giabiconi para a Vogue Paris

Os homens estão demasiado sensíveis. E já nem falo de metrossexuais, que isso para mim é uma espécie da qual eu não quero sequer ouvir falar. Deus me livre de andar com um homem que depila o peito (ora, porque não irmos juntos à esteticista? NOT) e que, terror dos terrores, arranja as sobrancelhas. Um homem de pinça na mão deve ser das visões mais aterradoras que uma mulher como eu pode ter. Eu falo mesmo dos homens ditos normais que, de repente, se tornaram o cúmulo da lamechice. Choram por tudo e por nada. Emocionam-se como nós nos filmes. Amuam por tudo e por nada. Vejam bem. Amuam. Onde já se viu um homem amuar? Queixam-se. Não têm iniciativa. Estão sempre à espera que a mulher decida tudo, porque, tadinhos, têm medo de não lhes agradar. Mas o que é isto? Onde foi que falhámos?

Vamos lá a ser claros

Eu gosto de homens que me protejam, homens de pêlos no peito e mãos grandes, que sejam confiantes, fortes, capazes, independentes, cultos, decididos, que me aparem as lágrimas, que saibam bem o que querem e o que têm de fazer para o conseguir. Que sejam sofisticados, cavalheiros, que saibam escolher uma garrafa de vinho, que me levem a ver o pôr-do-sol. Lamechices? Não, por favor. Sensibilidade a mais? Dispenso. Existem homens assim? Existem. Eu já conheci alguns exemplares desta espécie, cada vez mais em extinção.

É que se eu quisesse um ser à minha semelhança, tornar-me-ia lésbica. Provavelmente teria a minha vida sentimental muito mais facilitada, mas isso é outra história.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A falta que um homem faz em casa


Keira Knightley

Sempre que é necessário mudar alguma lâmpada, como aconteceu hoje de manhã, lembro-me da falta que me faz um homem em casa.

By the way, o carro também precisa de uma revisão (shame on me que desde que o comprei ainda não lhe fiz nenhuma revisão decente e já tem uns trinta e tal mil quilómetros) e eu ando sem tempo. A persiana de uma das janelas da sala não abre. A porta do armário da cozinha não fecha. O frigorífico anda a fazer um barulho esquisito.

Qualquer dia perco a cabeça e vou mesmo viver com um homem. Só para ver se compensa.

Vou voltar a mudar de canal sempre que falarem de futebol


Quique Flores

Até eu que não percebo rigorosamente nada de futebol, já dei conta de que aquilo no Benfica não vai lá nem daqui a cem anos. Aquele entra e sai de treinadores faz-me lembrar aquelas pessoas que se apaixonam perdidamente de um dia para o outro e que mal a coisa começa a azedar um bocadinho partem logo para outra. Aquelas pessoas que não percebem que não podem desistir do outro à primeira contrariedade. Aquelas pessoas que num dia amam e no outro odeiam. Aquelas pessoas que num dia tecem as mais elogiosas palavras ao recente amor e, no dia seguinte, já estão de mãozinha na cintura a chamar-lhe todos os nomes feios. Eu não gosto dessas pessoas. Acho sempre tão feio cuspir no prato onde se comeu.

Mas, confesso, desta vez tive pena. Pelo Quique, claro. Só pelo Quique. E só porque é giro que se farta.

Vou sentir saudades daquela barba por fazer, daqueles olhões, daquele ar triste e nervoso que Quique apresentava nas conferências de imprensa do final dos jogos (jogos que quase sempre perdia). Vou sentir saudades do meu sentimento de lhe querer dar um ombro para ele chorar. Vou sentir saudades disso tudo e muito mais. O futebol voltará a ser o que era antes do Quique - um desporto de gente feia e parola.

domingo, 24 de maio de 2009


Adriana Lima

sábado, 23 de maio de 2009

Eu quero mais lutas entre a Moura Guedes e o Marinho Pinto



Há tempos, ao fazer zapping, deparei-me com um programa horroroso, na TVI, com criancinhas a cantar. E se eu já odeio concursos com criancinhas a cantar (que me desculpem as criancinhas que não têm culpa nenhuma. malvados pais que também deveriam ir fazer companhia à professora Josefina.), pior fiquei quando as vi a cantar canções de adultos, vestidas como adultos. Um horror. Fiquei tão irritada, como fico sempre que páro cinco minutos na TVI, que decidi acabar com aquele canal na minha televisão. Agarrei no comando e trumba, esse canal foi banido cá de casa. Acabaram-se os cinco minutos de novelas idiotas sempre iguais. Acabaram-se os cinco minutos de noticiários deprimentes e jornalistas medíocres. Acabaram-se os cinco minutos com visões do Goucha vestido com casacos feitos de cortinados. Acabou-se isso tudo.

Isto tudo para dizer que estou a reconsiderar dar uma segunda hipótese a esta estação televisiva, porque, inacreditavelmente, perdi a briga entre esse vulto do jornalismo e da cirurgia plástica chamado Manuela Moura Guedes, e aquele senhor que nunca se cala, de seu nome Marinho Pinto, e não me conformo. Claro que já fui cuscar ao iutubi, mas não é a mesma coisa.

By the way, ele é casado? Coitada da mulher, é que aturar um homem que nunca se cala também não deve ser nada fácil. Gabo-lhe a paciência.

Será que não dá para os colocarem novamente frente-a-frente, assim ao jeito das célebres lutas de cães que os mitras fazem ali para os lados de Chelas? Eu pagava para ver. Juro. E até apostava no Marinho Pinto. Ou seria na Manuela Moura Guedes? É que entre os dois, venha o diabo e escolha.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Colesterol alto, quem o não teve?


Eva Herzigova

Tal como todas as mulheres, odeio que me digam que eu estou mais gorda. Sou da opinião de que há certas coisas que se pensam, não se dizem. Até porque nós não precisamos que nos digam essas coisas. Basta vestirmos aqueles skinny Jeans mais justos e reparamos logo, sem ter de ir sequer à balança, que o nosso peso sofreu alterações.

Mas, ao contrário da maior parte das outras mulheres, eu também odeio que me digam que estou mais magra. É que, hipocondríaca como sou, começo logo a magicar doenças na minha cabeça, doenças daquelas que me fazem definhar.

Portanto, nestas coisas, o ideal é ficar calado. Ou então soltar um estás muito bem. Até porque não é o facto dos outros me dizerem que eu estou mais gorda que me faz ter força de vontade para fazer uma dieta.

Mas, experimentem ser médicos. - Menina Kitty Fane, o seu colesterol está muito alto. Bom, aí o caso muda de figura. E é ver-me feita doida a cortar com tudo o que tenha gorduras, sem qualquer tipo de esforço.

Foi o que aconteceu em Janeiro quando fiz análises ao sangue. O meu colesterol estava altíssimo. Desde essa altura é raro comer carnes vermelhas, gorduras, fritos, bolos... Tem sido tudo à base de saladas, sopas, grelhados, fruta, muita fruta. Loucuras continuo a fazê-las, muitas, mas só de vez em quando.

E o resultado chegou: estou mais magra e, acima de tudo, o colesterol baixou.

As noites continuam frias? Não podemos usar os nossos vestidinhos novos? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


Johnny Depp

Porque há homens a quem nós desculpamos o excesso de tatuagens e o excesso de acessórios. Porque há homens que queríamos nossos, nem que fosse só por uma noite.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Hoje o mundo ficou um bocadinho mais bonito

Nasceu mais uma princesa. Mais uma princesinha a quem nós vamos ter de explicar que afinal as histórias dos contos de fadas e dos príncipes montados em cavalos brancos são isso mesmo - histórias. Mais uma princesinha a quem nós vamos ter de explicar que o amor por vezes é um lugar estranho - mas, ao mesmo tempo, o lugar mais bonito onde apetece viver todos os dias.

Catarina, estamos todas solidárias com a tua irritação


Claudia Schiffer by Ellen Von Unwerth

A Catarina deixou-me este comentário:

"É homem e basta... e os que nao dizem, pensam e os que nao pensam nem dizem "sofrem" da mesma maleita. Eu sei que o que vou dizer aqui não tem muito a ver com este post, mas enquadra-se de algum modo e porque estou piurça !!!Ora hoje eu iria estar com alguem especial que me perguntou se iria estar disponivel, mesmo que estivesse indisponivel, pus-me logo disponivel com algumas ressalvas (fazer-me muito ocupada e que nao estava assim tao disponivel, aquelas coisas)... Era ela a fazer as unhas, era ela a por mascara no cabelo, era ela a passar no corpo aquela loçao corporal que so usa em momentos especiais, era ela a esticar o cabelo, era ela isto e aquilo... para no final receber uma sms a dizer "Bom dia, afinal nao vou poder ir. Depois explico".

Eu, eu confesso que achei delicioso. Não a situação, mas o comentário.

Quem nunca teve uma situação destas na sua vida que atire a primeira pedra.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O Chanel nº5 foi o verdadeiro responsável pela desgraça de vida que teve a Marilyn Monroe


Marilyn Monroe*

Está linda a nova publicidade do perfume Chanel nº5 com a Audrey Tautou. Como sempre. Só é pena o perfume ser tão mauzinho.

Ainda me lembro da primeira vez que o cheirei. A minha primeira reacção foi mais ou menos assim - É isto o Chanel nº5? De certeza que o frasco não foi adulterado? - Fiquei em estado de choque. Como era possível um perfume tão especial, cheirar tão mal?

É que o perfume não cheira mesmo nada bem. A mim lembra-me aquelas velhotinhas muito engraçadas e muito maquilhadas, que no lugar das sobrancelhas têm um risco de lápis preto. O seu odor assemelha-se àqueles perfumes horrorosos que se vendem nas lojas de chineses. Aqueles que cheiram aos produtos que matam insectos. É muito concentrado e muito enjoativo. É o perfume ideal para desencadear uma dor de cabeça.

Agora compreendo porque a querida Marilyn Monroe teve uma vida tão efémera e tão triste. Ora, a dormir com aquele cheiro toda a noite, era impossível não acordar com pensamentos suicidas.

* Era tão bom que voltasse a moda das senhoras rechonchudinhas.

Felizmente não são todos assim

Os homens são, de facto, criaturas terríveis no que toca à avaliação que fazem das mulheres. Sobretudo quando estas fogem um bocadinho aos seus padrões habituais de boazonas - boas mamas e bom rabo. Terríveis. Cruéis. Maldosos. Por isso, não me espantou, apenas lamentei, o comentário que o meu colega P. fez a propósito da nova colega que veio substituir a I. (que vai hoje dar à luz a sua princesa).

- Parece um colchãozinho com pernas! - disse, gozando com o seu excesso de peso.

Temos muitas saudades de Nova Iorque?



Bebemos um Cosmopolitan e esperamos que passem.

terça-feira, 19 de maio de 2009

E depois há aqueles dias...


Daniella Sarahyba

... em que decidimos arriscar. Fazemos aquilo que há muito tínhamos vontade de fazer, mas para o qual faltava sempre a coragem. Hoje foi um desses dias.

Só me falta perder a cabeça


Claudia Schiffer

Ultimamente perco tudo. Tenho perdido brincos a uma velocidade estonteante. Sempre os da orelha esquerda. Não percebo porquê. Há dias perdi um que tinha oferecido a mim mesma em plena 5th Avenue em Nova Iorque, num momento de pura loucura. Lindo. Lindo. Inesquecível. Não me parece que aqui encontre igual. Uns dias antes tinha perdido uma das minhas pérolas preferidas. Na Sexta-feira perdi mais uma pérola. Outra. Mas essa já sei onde está. Há cerca de duas semanas perdi uma écharpe (que eu juro a pés juntos que deixei num restaurante, mas quando lá voltei já lá não estava, pudera, era linda, neste momento parte-me o coração saber que alguém deve andar com ela ao pescoço, ainda com os restos do meu perfume) que eu simplesmente adorava. Na Sexta-feira também perdi o meu Via Card. Passei o fim-de-semana a revirar as carteiras, o meu carro, a minha casa, tudo em vão. Nunca o encontrei. Tinha-o carregado uns dias antes. Tive de o cancelar e mandar fazer um novo. Neste momento, já só me falta perder a cabeça. E até essa já está por pouco.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Distribuir preservativos nas escolas?

Eu sugeria também umas caminhas nas salas de aula, separadas por biombos, assim à laia de dormitório, para que ali todos os adolescentes imberbes pudessem dar largas à sua fogosidade.

E, claro, com o professor ao lado a orquestrar tudo aquilo.

- Vá, Manel, põe melhor o preservativo. Oh Maria ajuda-o, pá. Isso. Isso. Agora para a direita. Com mais força. Dá-lhe, pá.

- Oh stôr quando acabar posso pôr isto no iutube?

Os homens mentem mais?


Scarlett Johansson

Todas nós já tivemos uma história em qualquer altura da nossa vida com um homem que afirmava a pés juntos que não tinha namorada e que, dias mais tarde, vimos a descobrir que afinal não era bem assim. Ou que dizia que estava divorciado e, quando muito, estava separado há dois dias e algumas horas. Acontece. Faz parte do nosso crescimento. É com eles que aprendemos a ligar os nossos radares e a estarmos sempre em alerta no início de umas saídas a dois. É com eles que aprendemos, mais tarde, a separar o trigo do joio.

Eu também tive o meu mentiroso há uns anos. Andava a sair com um rapaz que apregoava aos sete ventos que estava solteiríssimo, que não tinha ninguém e afinal até tinha uma namorada séria, daquelas de longa data.

Eu, confesso, estava caidinha por ele. Não se destacando a nível intelectual - era mediano - fisicamente era lindo, lindo. E aos vinte anos, dá-se mais importância a esse tipo de coisas.

Nos poucos dias que durou o nosso fogacho, houve sempre coisas que me causaram alguma espécie. O facto de ter imensas vezes o telemóvel desligado era uma delas. E eu, desconfiada por natureza, e fazendo-me de parva, ia tentando perceber a razão daquilo. Mas estava difícil. Ele arranjava sempre boas desculpas e depois olhava para mim com aquele ar de cachorrinho abandonado. Eu feita toininha não resistia.

Até que um dia, passadas umas duas semanitas de andarmos a sair, quando eu já não procurava saber nada, quando eu achava que ele era mesmo assim, dou conta de que afinal o dito cujo era namorado de longa data de uma desgraçada que era conhecida de outra conhecida minha.

Eu fiquei podre e a minha vontade foi de ir a correr ter com a namorada e dizer-lhe que afinal o seu querido, andava por aí a conhecer outras e a dizer que era solteiríssimo. Mas não me apeteceu. Nessas coisas não sou nada de rodar baianas e afins, e depois às tantas quem ficava com as culpas ainda era eu. Porque nestas coisas as mulheres acham sempre que as outras é que são umas cabras que se atiram aos namorados, eles são sempre uns santos, e às tantas eu é que ainda apanhava ali um puxão de cabelos. Nem ele valia isso.

Disse-lhe apenas que tinha perdido o interesse por ele, inexplicavelmente, e que tinha conhecido uma pessoa por quem me tinha apaixonado perdidamente. Mentira, continuava caidinha por ele, sobretudo quando o malvado fez o seu ar de cachorrinho abandonado perante as minhas declarações. Fiquei de coraçãozinho partido. Com pena dele, ainda por cima. Acham normal?

(Um dia com tempo conto aqui a história de uma colega com quem trabalhei há uns anos. Ao fim de um ano de namoro com tudo a que se tem direito, fins-de-semana fora, férias juntos, descobriu que afinal o namorado não só era casado, como tinha filhos e, pasmem-se, morava com a família a uns escassos vinte quilómetros de distância dela.)

domingo, 17 de maio de 2009

Notas soltas de escárnio e maldizer - Globos de Ouro

- O cabelo da Bárbara Guimarães está piroso. Credo.

- Nunca percebi a necessidade de trazerem actores brasileiros à cerimónia. Mas, pronto, ficámos a saber que a Susana Vieira já tem carne fresca novamente. Isso é que é preciso.

- O Diogo Infante é lindo. O Diogo Infante sabe falar como ninguém. Casava-me com ele já.

- O António Feio tem imensa piada, mas foram notórios os olhares de pena da plateia.

- Ai que o Camané também está lindo. Oh God. Uh lá lá. Afinal já não me apetece casar com o Diogo Infante, caso-me mas é já com o Camané, mesmo sabendo de antemão que me esperam sabrinas para calçar o resto da vida. Mas aquele brilhozinho nos olhos compensaria, com toda a certeza, este esforço.

- Ai que me desculpem os fãs do projecto Amália Hoje, mas a Gaivota assim modernizada faz doer o coração. Um horror.

Hoje estou nostálgica



E cheia de saudades destes tempos. Deste dia. Deste sol. Deste tom de pele. Deste top. Deste cabelo seco ao natural. Saudades, muitas saudades, da alegria que tinha dentro de mim neste dia.

Movimento dos Sem Namorados



Oh God, mas quem é que teve esta magnífica ideia? Isto é o máximo. Lindo. Para quando um Movimento dos Sem Namorados em Portugal? Eu quero. Até já me estou a ver a subir a avenida da Liberdade, com um cartaz enorme nas mãos, onde se pode ler em letras garrafais - Exijo o George Clooney na minha vida, já!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Obrigada


Heidi Klum

Há dias recebi um e-mail * de uma menina que me perguntava se eu lia mesmo todos os comentários que recebia e porque é que nunca respondia. Ao que eu respondi que não só lia todos os comentários, como se se justificasse, eu respondia. Se me fizerem uma pergunta, eu respondo sempre. Claro que não tenho tempo para responder, só por responder, para agradecer ou algo do género, a todos os comentários que recebo.

Jamais serei a chamada blogoamiga, que linka quando o outro linka, que comenta quando o outro comenta, que anda por todos os blogues a deixar comentários, só para ter comentários no seu blogue. Eu não sou assim. Gosto que as pessoas venham cá porque lhes apetece e não porque eu deixei lá um comentário no seu blogue. Da mesma forma que gosto de comentar quando, de facto, tenho vontade e alguma coisa a dizer.

Mas, quatrocentas e tal mil visitas depois em menos de dois anos (nem comemorei as 400 000, shame on me), uma média de duas mil e tal visitas diárias depois (que o põem na categoria de blogues portugueses mais visitados), mais de quatrocentos seguidores depois, é tempo de vos agradecer. Agradecer-vos por continuarem a vir cá ler os disparates que eu escrevo despretensiosamente (e não, não sou famosa, não apareço na tv, não tenho colunas em jornais, não participo em debates televisivos, não sou política, sou apenas uma pessoa normal, a relatar eventos normais, de uma vida normal.).

Este blogue tornou-se parte da minha vida por vossa causa. Que seria dele sem os vossos comentários? Sem os vossos e-mails que chegam de todo o mundo. Sem a vossa força. Sem as vossas energias positivas nos piores momentos. Até sem os anónimos maldizentes ou as senhoritas invejosas que se dão ao trabalho de criar blogues para tentar, desesperadamente, chamar a minha atenção, taditas, não sabem que assim me estão a dar a importância que não querem que eu tenha. Sem todos vocês, este blogue não faria sentido e já tinha terminado há muito. Por isso, do fundo do coração, obrigada.

*Posso demorar, mas aos e-mails respondo sempre.

O céu continua cinzento? O frio veio para ficar? Who cares? Afinal de contas é Sexta-feira e o Gianni trouxe o Verão de volta!










Reynaldo Gianecchini

Porque hoje acordei com uma vontade enorme de trazer o Verão de volta, de ver um sorriso maravilhoso, uma cara obviamente bonita e um corpo perfeito.
(Bom, para ser mesmo perfeitinho, só lhe faltavam mesmo uns pelinhos no peito. Mas isso sou eu, que acho que os pêlos fazem toda a diferença num homem.)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Cauterização capilar

Eu sou uma espécie de cobaia da minha cabeleireira. Tudo o que aparece novo eu experimento. Ampolas. Condicionadores. Chapinhas. Tudo. Só não experimento as tintas, porque gosto da minha cor natural e ainda só tenho dois cabelos brancos de estimação. Também não faço tenções de me transformar em mais uma loira nos próximos tempos.

Há cerca de um mês ela sugeriu que eu fizesse uma cauterização capilar, que é uma espécie de hidratação profunda do cabelo. Há dias cedi à tentação. E adorei. O cabelo está ainda mais brilhante. Muito mais macio. Parece seda. Adorei. E segundo me disseram, os resultados são ainda mais evidentes em cabelos estragados (não é o caso dos meus). Aconselho.

Antigamente pedia-se namoro, hoje em dia pede-se para viver junto # 2


Amanda Peet e o filho

Depois andam ali uns meses, quando não são semanas, a viver aquele amor intensamente. Nasce um filho. E começam a surgir os problemas. Daí até ao divórcio é uma questão de meses ou de anos. Porque não estão para se chatear. Porque afinal descobriram que o vizinho do lado é mais bonito e toca a viver novamente um amor intenso com ele e bora lá mandar vir mais um filho que isto fica giro é com muitas crianças e há que contribuir para a natalidade. Nunca como agora esteve tão na moda ter filhos. Dantes era mais ou menos uma obrigação, era o percurso natural da vida, era um desejo dos pais. Hoje em dia é quase uma moda. As criancinhas são mais ou menos como um adereço. (Sim, estou a generalizar, como é óbvio). Uma criancinha gira, fica sempre bem no retrato. Mesmo que passe os dias inteiros com uma ama. Mesmo que não tenha atenção nenhuma. Por isso, este tipo de pessoas mal se junta com alguém tem logo um filho.

E perguntam vocês, o que tenho eu a ver com isso, já que cada um sabe da sua vida?

Pois sabe, mas eu também sei que cada vez mais aparecem crianças com problemas mal resolvidos por conta de divórcios. Ou porque o pai já tem filhos com outra e já não lhes dá atenção nenhuma (acreditem, este é o mais comum). Ou porque as crianças são autênticos reizinhos habituados a monopolizar o pai e a mãe que, com receio de ficarem mal vistos perante o outro progenitor, cedem mais do que deviam. Ou porque a mãe anda sempre em noitadas e em fins-de-semana fora com o novo namorado, e o filho está sempre despejado em casa dos avós ou com a ama. Ou porque as crianças servem de armas de arremesso entre os pais que cortaram relações por completo.

É certo que nem todos os filhos de pais divorciados têm problemas, claro que não, a maior parte deles não os tem, mas há uma grande fatia de crianças que sentem esta instabilidade, esta ausência de valores e de rotinas. Eu sei, que lido com eles diariamente.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Toda a verdade sobre a minha mala


Izabel Goulart

Todos os bagageiros dos hotéis por onde passei nas últimas férias torciam o nariz quando carregavam a minha mala gigante. Coitadinhos. Palavra de honra que ficava com pena. Ainda por cima, em vez nenhuma lhes dei gorjeta à Rockefeller (quando muito, uns míseros cinco dólares). Eu própria parti quase todas as minhas unhas a carregá-la.

Por isso, quando me deixaram no aeroporto para voltar, eu temi o pior. É que, além do peso que ela já levava na ida, agora ainda trazia mais umas carteiras, mais uma carrada de cremes e bolsas, mais umas canecas (isto falando das coisas que realmente pesam alguma coisa).

Quando no check-in a colocaram na balança, pesava exactamente vinte e oito quilos. Por detrás do balcão, a senhora olhou de lado para mim, franziu o sobrolho, e desejou-me boa viagem. Foi o que eu quis ouvir. É que não me apetecia mesmo nada pagar excesso de bagagem.

By the way, tenho tantas saudades daqueles dias. De tudo, de tudo mesmo, menos daquela área de serviço - vou ali vomitar, já volto - horrorosa, algures entre Niagara e Washington (private joke).

Com filhos ou sem filhos? Eis a questão.


Jude Law e o filho

A River deixou este comentário:

A propósito de "pessoas corajosas" e amores, etc. E de uma discussão noutro blog... E você Kitty Fane Maria (se me permite trata-la assim :)), namorava/vivia junto/casava com um homem com filho(s)? :)

Como eu costumo dizer - Why not? Não acho que ser pai seja um corta-interesse. De maneira nenhuma. Já saí com homens com filhos e sempre adorei o brilhozinho nos olhos com que eles falavam dos seus rebentos. Nunca me incomodou o facto de, por exemplo, não poderem sair ao fim-de-semana porque estavam com os filhos. Nunca me incomodou o facto de eu ser sempre relegada para segundo plano em tudo. Sempre entendi isso. E se estes dates não evoluíram para uma relação, foi por outros motivos, e nunca por terem filhos. Aliás, e isto é ridículo de se contar, até houve uma altura da minha vida em que eu pus na cabeça que não queria ser mãe (agora já quero novamente, que isto é conforme dá o vento) e dava por mim a preferir homens com filhos para mais tarde não me pedirem para os ter.

Mas, sendo realista, o facto de um homem ter um filho pode interferir numa relação e até pode levar a que nunca se inicie ou que termine por conta disso. Depende de vários factores. Do tempo que passa com a criança - um pai de fim-de-semana é muito diferente de um pai a tempo inteiro. Com um pai a tempo inteiro teria de ponderar muito bem as coisas. Da relação que esse pai tem com a mãe da criança (imaginemos que é daquelas que faz a vida negra a todas as namoradas do pai? Vá de retro.). Da criança em si (sim, há crianças amorosas e há outras que são o diabo em pessoa e eu, talvez por defeito profissional, não sei se saberia lidar com isso sem interferir.).

Quando me falam nisto, lembro-me sempre da relação longuíssima que uma das minhas amigas teve com um homem que já era pai. Foi tudo muito bonito até decidirem viver os dois juntos. Aí caíu-lhe no colo uma filha adolescente, malcriada, chantagista, que, orquestrada pela mãe, lhe fez, literalmente, a vida negra. Deixava cartas a ameaçá-la. Fazia coisas e tentava incriminá-la. A gota de água final foi pedir ao pai que escolhesse entre as duas - a namorada ou a filha. Uma novela mesmo. Claro que a relação terminou com a minha amiga a fugir a sete pés daquele terror de miúda e do respectivo pai.Tenho noção que isto foi, claramente, um episódio de excepção, mas eles existem, e há que estar preparados para eles.

Que diferença me faz o céu cinzento...


Heidi Klum

... se eu tenho a Primavera dentro de mim?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Há mesmo amores impossíveis ou pessoas menos corajosas?


Heidi Klum
Não concordo quando me dizem que quando duas pessoas gostam mesmo uma da outra não há impossíveis, tudo é possível. Eu costumo dizer - depende das pessoas. Eu, por exemplo, era incapaz de mudar radicalmente a minha vida por um homem. Claro que posso e devo mudar parte dela, sim. Mas radicalmente, não.

O homem que eu mais gostei até hoje, um dia pediu-me para ir viver com ele para outro país. E eu não fui. Não por não gostar dele o suficiente, mas porque não sou pessoa de viver amores arrebatadores sem primeiro racionalizar tudo. É horrível, eu sei. Mas sou assim e não consigo ser de outra forma. E o facto de deixar aqui a minha família, os meus amigos, o meu emprego, a minha casa, a minha vida, pesou sempre mais. No entanto, conheço imensas histórias bonitas de pessoas que mudaram radicalmente a sua vida em prol de outra pessoa e que nunca se arrependeram.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Com afilhados destes, quem precisa de anónimos maldizentes?


Megan Fox

Há dias, em casa dos meus pais, o meu sobrinho/afilhado mais velho (que tem já 23 anos) ao ver-me de molinha no cabelo e roupinha de andar por casa, sai-se com esta:

- Eh pá, oh madrinha, já pareces mesmo uma cota.

E eu não gostei mesmo nada. Fui logo de seguida ao espelho ver em que ponto da situação estavam as minhas rugas. À noite encharquei-me de cremes. Só faltaram mesmo as rodelas de pepino nos olhos. Olha que isto. Malvado. Ainda por cima diz que só gosta de mulheres acima dos trinta. Ele que lhes atire com este tipo de comentários para cima que vai ver para onde vai. Isto não se admite. Estas criancinhas já nem têm respeito pela terceira idade.

Fico sempre um bocadinho irritada quando viajo de avião


Gisele Bundchen

Quando viajo de avião fico sempre um bocadinho irritada (assim só um bocadinho, mas só porque andar de avião é sempre sinónimo de férias e isso é sempre bom.). E porquê? Ora porque mais uma vez as pessoas não cumprem o que lhes é pedido e, por isso, irritam-me. Quando eu digo que estou cada vez mais anti-social ninguém acredita, mas é mesmo verdade.

E irritam porquê? Porque além de baterem palmas no fim, o que é completamente ridículo (felizmente isso não acontece em todos os voos), irritam-me por outras coisas.

Por exemplo, pelo simples facto de desapertarem o cinto logo que o avião chega lá acima. É certinho, ouve-se logo o tal barulhinho. Desculpem lá, mas o cinto incomoda-vos? É que a mim não me incomoda nada, nem me lembro sequer que o tenho, e só o tiro se tiver mesmo de me levantar. Porque o cinto deve manter-se durante toda a viagem apertado. O que aconteceu no sábado naquele avião que fez a aterragem de emergência em Genebra é a prova disso mesmo. Por vezes há problemas inesperados que não causariam quaisquer danos se as pessoas levassem o cinto apertado. Mas não, gostam de se armar em parvinhas.

Então e quando o avião se prepara para a aterragem? Mal o avião passa sobre a segunda circular e põe as rodinhas de trás no chão, já se ouvem os cintos. É o barulho dos cintos e é o barulho dos telemóveis a serem ligados. Quando o avião pára já as pessoas estão levantadas a tirar bagagens à doida lá de cima só para serem as primeiras a sair e, claro está, a comunicarem via telemóvel. Ai detesto. Fico sempre com vontade de agarrar nas minhas luvas de boxe que trago sempre na carteira e desatar por ali a bater em toda a gente.

sábado, 9 de maio de 2009


Charlize Theron

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Antigamente pedia-se namoro, hoje em dia pede-se para viver junto


Blake Lively

Eu sei que já me estou a repetir, mas eu ainda não percebi muito bem aquela coisa de as pessoas se conhecerem hoje e daqui a duas ou três semanas irem logo a correr viver juntas. Expliquem-me como se eu fosse muito burra. A sério. É que eu não percebo.

Será que as pessoas estão fartas de viver em casa dos pais e vão viver juntos porque finalmente encontraram alguém para dividir uma renda? Será que as pessoas vão viver juntos porque não conseguem estar mais de cinco minutos sozinhos? Será que as pessoas estão assim tão desesperadas que quando aparece alguém que se interesse por elas, pensam - Deixa-me cá agarrá-lo para não me fugir. Isto hoje em dia está tão complicado. Vou mas é jogar pelo seguro. Tudo menos ficar solteirona/ão? Quer-me parecer que é mais esta última, ainda que inconscientemente.

É que, sinceramente, o argumento do - estamos tão apaixonados que não conseguimos estar um sem o outro - não me convence. A sério. É que é muito bom estar com a outra pessoa, mas sabe tão bem regressar à nossa casa. E as pessoas podem estar todo o tempo do mundo juntas sem terem de juntar logo os trapos ao fim de uma semana. Já não se namora à moda antiga? Assim, cada um em sua casa, mesmo que passem muito tempo na casa um do outro. O futuro dos namoros é ir a correr partilhar o mesmo espaço?

Anda tudo louco é o que é. Estamos numa altura de consumismo desenfreado. E as relações são o espelho disso mesmo. Do vamos mas é estar juntos até fartar. Oh meus amores tenham calma. As pessoas não fogem.

Por isso é que eu digo que comigo tem de ser uma pessoa sem pressas e totalmente independente como eu (que viva sozinho, de preferência). É que se me aparece uma criatura dessas, que ousa dizer que quer partilhar um espaço ao fim de duas ou três semanas, eu entro em pânico e só tenho tempo de gritar - pernocas, para que vos quero?. Como já aconteceu.

Cada vez mais, acredito que sou de outro planeta, e que não me revejo de maneira nenhuma neste tipo de relações-relâmpago. Muita calma. Calma é sempre o que eu mais preciso.

Estamos em crise? O vírus da gripe suína anda por aí a pavonear-se? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


Colin Firth

Porque ele tem um ar tão meiguinho e uma voz tão doce, que até ficamos com vontade de gritar - Marry me Mr Darcy.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A pedido de várias famílias*


Imagem retirada do blogue mini-saia

1 - Creme de dia hidratante da Givenchy (skin drink soft - créme yaourt). É óptimo. É muito leve. É absorvido rapidamente pela pele.

2 - Fond de teint - Fleur de Teint da Guerlain. Este fond de teint é mágico. Para além de ter protecção solar, a pele fica com um tom muito natural e os defeitos desaparecem como que por magia. Adoro-o.

3 - Máscara de olhos Sumptuous da Estée Lauder. As pestanas ficam com o dobro do tamanho. Esta máscara faz milagres.

4 -Dior Blush. Dá o ar mais saudável do mundo.

5 - Anticerne liftant lissant da Dior. Uso-o para as olheiras e para camuflar algumas borbulhas que aparecem sem pedir licença.

Quanto ao gloss, neste momento uso este da Victoria's Secret. Anteriormente, usava os Juicy Tubes da Lancôme.

*e para quem não viu as minhas dicas no mini-saia.

Mito nº1 - As mulheres ficam mais bonitas ao natural


Adriana Lima

Quando oiço alguém dizer que não gosta nada de ver as mulheres maquilhadas encho-me sempre de urticária. Porque essas pessoas acham que a maquilhagem é como uma máscara de palhaço. Umas sombras rosa-choque nos olhos. Umas bochechas redondas vermelhas. Um baton castanho.

A maquilhagem não é isso e o seu único propósito é realçar o que as mulheres têm de mais bonito. Qualquer olhar fica mais giro com um bom rímel. Qualquer rosto fica mais bonito e com um ar mais saudável com um bocadinho de blush. Quaisquer labiozinhos ficam mais giros com um gloss.

Essa ideia de que as mulheres são mais bonitas ao natural é um perfeito disparate. Elas são bonitas ao natural, sim senhor. Mas bem maquilhadas ainda ficam melhor. Mas, volto a repetir, maquilhar não é pintar e muitas mulheres caem nesse erro.

Eu sou adepta da maquilhagem e, a não ser que vá para o ginásio, para a praia ou para ambientes mais descontraídos , não passo sem o meu anti-cerne (que disfarça as minhas olheiras, mesmo nos dias mais difíceis), sem o meu rímel (que faz milagres com as minhas pestanas), sem o meu blush (que me dá o ar mais saudável do mundo) e sem o meu gloss. E sem a minha base maravilhosa que, além de dar aquele tom uniforme, ainda protege a pele do meu rosto do Sol.

O acto de nos maquilharmos não é mais do que cuidar do nosso rosto e do que temos de mais bonito.

Fez toda a diferença


Charlize Theron

É que uma mulher pode ser muito moderna e independente, mas raramente resiste a um belo poema escrito para si.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

E já nem falo das pessoas que vão para os concertos SÓ para enviarem mensagens de telemóvel


Heidi Klum

Eu estou cada vez mais anti-social. Não sei se é da idade, se do que é. A verdade é que odeio, cada vez mais, sítios com imensa gente (excepção feita a NY). Porque há pessoas que não sabem estar. Que incomodam os outros. Que só conhecem os seus direitos e esquecem os deveres. Que conseguem irritar os outros só pelo simples facto de existirem.

No concerto de ontem foi notória a falta de civismo das pessoas. Ora toda a gente sabe que no Pavilhão Atlântico é proibido fumar. Se é proibido, porque é que insistem em fazê-lo? É que depois temos de estar ali a respirar aquele ar poluído. Sobretudo agora que os nossos pulmões já se habituaram ao ar limpo. E se o cheiro do tabaco enjoa, imaginem o cheiro das ganzas que o casal de idiotas fumava mesmo atrás de mim. Meus amores, fumadores de ganzas e afins, eu entendo que vocês gostem disso, mas só o cheiro me dá vómitos. Juro. Saiam para a rua se faz favor, ou então ponham um chupa-chupa na boca. Em último caso, e se querem mesmo ficar pedrados, snifem cocaína, estraguem-se como quiserem, mas não me atirem o fumo para cima.

Como se não bastasse isto tudo, quando vinha para casa, com o carro já na reserva, decidi parar nas bombas, e qual não é o meu espanto quando vejo uma fulana de barriga de fora e tatuagem horrível no umbigo, com ar de prostituta de beira de estrada (como se isto não fosse já mau...), mesmo ao meu lado, a encher o depósito e a falar ao telemóvel. Ia jurar que era perigoso. Ou estarei enganada? Só lhe faltou mesmo acender um cigarro e atirar o fósforo para dentro do depósito do carro.

Carta aberta a Mariza depois do tão aguardado dueto com Lenny Kravitz


Mariza

Querida Mariza, sabes como eu te adoro. Fazes-me vibrar como ninguém, tens o dom de me levar às lágrimas só com a tua voz, arrepias-me. Mas ontem, no concerto do Lenny Kravitz, não estiveste bem, Mariza. Eu queria ter adorado o vosso dueto, mas não adorei. Gostei um bocadinho, só um bocadinho, assim um bocadinho fraquinho. Nada mais. Por isso continua a encantar-nos com os teus fados e esquece, por favor, o "Again" do Lenny Kravitz. A tua voz não se adequa, de todo, a esse tipo de registos.

Sim, sim, o concerto foi maravilhoso. Mesmo. Ele canta tão bem. A banda dele é estrondosa. O som estava óptimo. E ele é tããão sexy. Benzó Deus. A dor de cabeça e a soneira com que eu acordei é que não estão com nada. É que já cheguei tarde e depois ainda me pus a ver um documentário acerca da amaragem do avião no rio Hudson. É o que eu digo - eu já estou velha para estas coisas. Oh God. Eu não quero ir trabalhar. Quero ficar na caminha o dia inteiro.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Crónicas de Escárnio e Maldizer - Gala do MET

Confessem, confessem, já tinham saudades de uma boa postada acerca de vestidinhos e afins, assim a lembrar a festarola dos Óscares. Pois que ontem realizou-se a já habitual gala anual de beneficência do Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, e lá foram as senhoras vestir as suas melhores fatiotas. O resultado foi fraquinho. O Halloween ainda vem longe, mas algumas celebridades decidiram antecipar-se. Vamos então ao que interessa.


As pirosas da noite

1- Ai que o divórcio lhe fez tão mal. Eu sempre disse que o Guy Ritchie era uma bênção para esta senhora, mesmo sendo bebedolas e mesmo sendo muito baixotinho. Vejam como se encontra a senhora. Completamente senil.


Madonna


2 - Ai pá, não encontro nada neste closet. Olha vou mas é levar este vestido. Bom, como não encontro mais nada, vou levar estes brincos verdes. E olhem, como a malita encarnada está aqui à mão vou já levá-la. É que já nem vou procurar outra. Que maçada, sempre atrasada. E o penteado... hummm.... deixa cá ver... levo mas é uma trancita agarrada à cabeça. Já a minha avó o fazia quando não tinha tempo de ir ao cabeleireiro.


Jessica Alba


3 - Como sempre saí de um filme de terror. Buuuu, vou abrir muito os meus olhos, fechar o sorriso e assustar-vos. Buuuu.


Mary-Kate Olsen



4 - Assim de repente, fiquei sem palavras.


Rihanna


5 - Eu sou tão bonita, mas não tenho gostinho nenhum a vestir-me e a maquilhar-me. Ohhh.


Rachel Weisz


6 - Que trabalheira que tive a subir à árvore para roubar o ninho de pardal para trazer na cabeça.


Tyra Banks



As lindas da noite

1 - Desta vez esmerei-me, até porque sei que a Kitty Fane tem um fraquinho por vestidinhos encarnados.


Jessica Biel


2 - Ai que eu sou tão bonita que até meto nojo. E o azul fica-me tão bem.


Blake Lively



3 - Pois que já não me bastava ter este namorado bonitão e com quase dois metros de altura, e ainda apareço linda de morrer nesta gala. Já dizia o meu tetravô que Deus tem- isto não é para quem quer, é para quem pode.



Tom Brady e Gisele Bundchen