terça-feira, 31 de março de 2009

Férias


Kate Hudson*

E agora como é que os meus amores vão passar sem ter aqui as postinhas de pescada fresquinhas pela manhã? Eu sei que vai ser complicado. Eu sei que sim. Vão definhar. Vão bater com a vossa cabecinha nas paredes. Vão chorar baba e ranho. Vão gritar -Kitty Fane, volta, nós perdoamos todas as parvoíces que escreves. Mas eu não vos vou ouvir, porque, durante os próximos quinze dias (primeiro fora cá dentro e depois fora lá fora, ou melhor, longe lá longe), vou gozar umas merecidas férias.

Se tiver muitas saudades vossas, assim mesmo muitas, muitas, venho cá dar notícias antes da grande partida. Se não, regresso no dia quinze de Abril, mais cansada do que nunca, mas, espero, feliz.

* A kate Hudson é tãããão gira que até irrita.

(Mas amanhã ainda se trabalha a sério.)

Fui apanhada


Kate Hudson

Três colegas minhas, não só descobriram o meu blogue, como estiveram a tarde de ontem a lê-lo de uma ponta à outra. Malvadas. Ainda não recuperei do choque.

segunda-feira, 30 de março de 2009

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Doutzen Kroes

Redes sociais - notas soltas


George Clooney by Annie leibovitz

- Definitivamente não acho grande piada ao Twitter. Que fique lá o Paulo Querido (só fiquei a saber quem era depois de ter aderido a esta rede) mais os seus largos milhares de seguidores.

- Tenho saudades dos tempos em que se podia andar pelo hi5 à vontade. Agora quase toda a gente colocou acesso restrito ao seu perfil, o que é uma grande maçada. Tenho saudades de cuscar os perfis dos mitras mais as suas girls, das damas popozudas a mostrar os seus traseiros enormes, das boazonas de biquínis e dos respectivos babados com comentários do género - fazia-te um vestido de saliva, das cinquentonas anafadas a mostrar os seus vertiginosos decotes. Em suma, tenho saudades disso tudo.

- Apesar de estar lá há pouco tempo e de apenas ter uma dúzia de amigos no Facebook (tadinha de mim), começo, aos poucos, a percebê-lo e a gostar. Gosto particularmente da variedade de Quizzes, daqueles tremendamente interessantes, tais como - Qual o cantor pimba que és? - ou ainda - Qual é o objecto da casa-de-banho que és?. Gosto.

domingo, 29 de março de 2009

sábado, 28 de março de 2009

A mãe jamais perceberá que crescemos

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Mãe - Então e onde é que estás?

Kitty - Estou aqui a almoçar na esplanada à beira-mar com a L..

Mãe - Olha que tu tem muito cuidadinho com o sol. O sol está muito quente, sabes disso. E o médico disse que não devias apanhar muito sol na cara.

Kitty - Sim, mãe. Mas eu estou à sombra do chapéu de sol e pus base com protecção.

Mãe - Mas mesmo assim, muito cuidadinho.

Kitty - Sim, mãe. Eu tenho.

É tão querida a minha mãe.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Playboy portuguesa



Já não nos chegavam as FHMs mais as Maxmens com as ex mulheres dos jogadores da bola e com as pseudo-actrizes das novelas da TVI, descascadas, agora ainda vamos ter de levar com a Playboy em cima? Isto não se aguenta. E a avaliar pela capa do primeiro exemplar, esta revista promete muitas fotozinhas de moças-daquelas-que-não-se-sabe-muito-bem-porque-são-conhecidas. Nada contra, atenção. Cada uma safa-se como pode.

Mas que raio de capa é esta? Que raio de foto é esta? Sou só eu que acho que isto está assim fraquinho, fraquinho, mas mesmo fraquinho? Ele é a expressão de tédio da moça - foi por segundos que não foi apanhada a bocejar. Ele são as mãozinhas à cintura como quem diz - despachem-se lá com isso, já não posso com uma gata morta pelo rabo. Ele é o fato-de-banho hediondo. Ele é a qualidade da foto. Credo. Alguém me sabe dizer quem foi o autor desta capa tão horrível?

O Hugh Hefner ao ver isto até deve ter ajeitado o seu robezinho, deitado a cabecinha na sua almofada anatómica, e até deve ter dito às suas loiras bombásticas para irem dar uma volta, porque hoje não ia haver festa, já que ele queria dormir para esquecer.

Custava muito ter avisado, custava?


Cameron Diaz

Há determinadas coisas que acontecem e que eu agradeço sempre que me informem delas para tomar as devidas providências. Por isso, fico sempre extremamente chateada quando chego a casa, depois de um almoço muito agradável à beira-mar e, enquanto sorrio frente ao espelho, dou conta de que tenho um restinho de espinafre no dente. É horrível. É nojento. Que vergonha. Parece que tinha um dente podre. Custava muito ter avisado, custava? É isso, o olhinho esborratado da maquilhagem e a braguilha aberta.

A crise veio para ficar? Who cares? Afinal de contas, é sexta-feira!


Simon Baker

Porque agora com os primeiro raios de sol dá gosto caminhar à beira-mar bem cedinho. É ver os nossos queridos surfistas com os corpinhos já bem tostadinhos e as melenas loiras do sol. É vê-los ali a despirem o seu fatinho sem qualquer tipo de pudor perante os olhares incrédulos das moçoilas desamparadas que, de óculos de sol, disfarçam os olhares. É uma espécie de homens tão malandreca. É que tendo conhecimento do seu efeito pernicioso no sexo oposto, aproveitam-se disso, deixando cair uma toalha, que esconde um rabiosque bem torneado, propositadamente. Seus maus.

Não sei se o Simon Baker faz surf, mas quando olho para este australiano (mesmo de fatinho), vem-me imediatamente à cabeça essa espécie masculina que tanto nos faz vibrar.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Não há como negar os factos


Kate Beckinsale

O homem pode ter todos os corta-interesses do mundo. Pode não ser mais alto do que eu. Pode ser viciado em jogos de playstation. Pode fumar à doida (desde que não tenha dentes amarelo-torrado, isso é mais forte do que eu, e já agora que não me atire o fumo para cima). Pode não ter pelinhos no peito.... Mas basta-lhe escrever bem, assim mesmo muito bem, para ver Miss Kitty Fane num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam. Pronto, pronto, convém também não ser nenhum camafeuzinho.

Homens nus


Charlize Theron

Sempre achei que, ao contrário das mulheres, os homens nus ficam ridículos. A sério. Quando vejo um homem nu, de pé, à minha frente, com tudo pendurado, dá-me vontade de rir. É mais forte do que eu. Então se saltar ou caminhar e tudo aquilo abanar, pior ainda. Por isso, homens deste meu país, evitem caminhar pela casa frente às vossas mulheres com a piloca à mostra. Vistam uns boxerzinhos, por favor. Ou umas calças. Ficam tão mais sexys. Nus apenas em determinadas situações. E aí estejam descansadinhos que nós próprias vos tiramos os trapinhos. Estamos entendidos?

quarta-feira, 25 de março de 2009

...


Adriana Lima

Quisesse eu ser famosa e andar por aí a pavonear-me pela televisão, e aceitava todos os convites e oportunidades que, de vez em quando, me caem na caixa de correio. Como aconteceu hoje. Mas como nunca almejei uma coisa dessas e como sempre tive noção de que a fama tem um preço (que eu não quero pagar), além de que a minha profissão nada tem a ver com as luzes da ribalta (e é ela o meu ganha-pão), vou recusando tudo o que me cai no colo, esperando um dia mais tarde não me arrepender.

Solteirões, casamentos e megeras


Sophia Loren e Jayne Mansfield *

Não há como afirmar o contrário, a partir dos vinte e cinco anos, mais ainda a partir dos trinta, quem não é comprometido e está a caminho do altar ou não está à espera de um filho, é mal visto pela maioria dos casais. Sobretudo quando a pessoa até nem é um trambolhinho de trazer por casa. As pessoas olham de lado. Comentam entre elas - Deve ser fresca deve, claro que ninguém está para a aturar, está mais do que visto. Com aquele feitio... E não estão, de todo, errados. Há dias em que nem eu me consigo aturar a mim mesma. Mas isso são continhas de outro rosário.

Aqui há tempos fui ao casamento de uma colega com quem tinha trabalhado há uns anos. Na altura namorava há cerca de um mês. Era coisa recente. Nunca submeteria alguém à tortura que é um casamento de uma pessoa que não conhece de lado nenhum. Era o caso dele. Fui sozinha. Imagino o trabalhão que uma pessoa destas - solteira - dá a colocar numa mesa. É que os que não estão a pares, são as crianças e os adolescentes. Porque toda a espécie de gente maior de treze anos leva parzinho aos casamentos. E as outras mesas estão cheias de casais e crianças. Bom, mas a minha amiga lá fez um esforço e colocou-me numa mesa onde estava uma amiga dela que eu conhecia muito vagamente. Fiquei eu e mais quatro casais. Lindo - pensei eu. -Nem quero pensar na seca que vou apanhar. E confirmou-se. Uma seca mesmo.

O engraçado disto é que os homens eram uma simpatia comigo. Elas não. Elas olhavam-me de lado. Eu odeio com todas as minhas forças mulheres que dizem que as outras são umas cabras para as outras, que são intriguistas, eu odeio dizer mal das mulheres, porque sempre achei que para além do sexo, há pessoas. E da mesma forma que já conheci mulheres que não interessavam a ninguém, também já conheci homens horríveis, mesquinhos e sem qualquer interesse. Mas, de facto, eu fui muito mal tratada nesse casamento por aquelas companheiras de mesa. E eu, coitadinha, mas linda de morrer nesse dia (modéstia à parte), ali estava sossegadinha. Os homens uma simpatia. Elas torturavam-me com olhares de desdém. Sempre de trombas. Devem ter ido todas para casa chateadas com os maridos por eles me terem rodeado de atenções, por me terem tratado como uma verdadeira princesa.

O trauma foi tão grande que jurei para mim mesma nunca mais ir a casamento nenhum. Ainda para mais essa minha colega já se divorciou e tudo. Acham normal? Quer dizer, estive eu ali a sofrer uma tarde com aquelas megeras, dei eu um envelopezinho com um simpático cheque para eles irem de lua-de-mel para um daqueles destinos de praias de águas transparentes, para depois, ao fim de uns meses, me comunicarem que afinal não tinha dado certo e mais não sei o quê. Ao menos que vivessem felizes para sempre com um montão de criancinhas. Que raio.

E nunca mais fui. E já só faço questão de ir ao das minhas queridas amigas solteiras (que, por este andar, não deve ser tão depressa, isto se se concretizar) e ao dos meus sobrinhos. Amigos divorciados nem pensar. Eles que não ousem sequer convidar-me para mais algum casamento. Era só o que me faltava. Pensam que uma pessoa não tem mais nada que fazer.

*Como é óbvio, não ia assim decotada e espampanante como a Jayne Mansfield.

terça-feira, 24 de março de 2009

Breve reflexão acerca dos foleiros



Sendo eu uma mulher tolerante e de espírito aberto, sempre achei que todo o estilo de homem podia ter o seu encanto. Podem ter um estilo clássico, surfista, enfim... desde que tenham maturidade, carácter, sentido de humor, educação, inteligência, charme, podem sempre ser interessantes, independentemente de tudo o resto.

No entanto, há um género que nunca explorei verdadeiramente. E, confesso, não tenho a mínima vontade. São os foleiros - bimbalhões, pirosos, mitras e afins.

Não digo que não sejam boas pessoas. Com certeza que são. Mas não, definitivamente não. Contudo, é um género muito assediado, tendo em conta a existência de um Tony Carreira que enche estádios e pavilhões e mais o que houvesse, de mulheres completamente esganiçadas.

E os foleiros podem ser de vários tipos.

Podem ser os amantes do tuning. Que eu chamo carinhosamente de mitras. E que, ao contrário do que eu pensava, até nem são todos maus rapazes. Sim, porque há um ano um grupinho deles bateu no meu carro e até que foram bem queridos e gentis. Nestes há dois acessórios que nunca podem faltar: o boné e o brinquinho brilhante. Em geral, vestem-se como os 50 cents e afins. Estragam os carros de uma maneira que dá dó. Ailerons e outras coisas que eu nem sei o nome. A música no carro quer-se sempre bem alta, até porque eles investem muito no material de som.

Podem ser os-da-night, como eu lhes costumo chamar. Em geral, frequentam discotecas do género do W ou do Docks. Usam t-shirts coleantes de marcas como Dolce e Gabbana ou Emporio Armani. Mas, atenção - estas têm de ter letras bem grandes à frente. Para que todos saibam de que marca é. Sem isso, nada feito. É importante referir que esta espécie passa a semana a exercitar-se em ginásios, para no fim-de-semana exibir a sua musculatura, perante as moçoilas que se bamboleiam até ao chão, por essas discotecas fora. Sim, são sempre moços musculados. E usam sempre sunga na praia, daquelas bem justas para se notar bem a piloca (que, em geral, parece pequenina) e o resto. Assim bem caídinhas. Para mostrar bem o corpo. Por isso andam sempre a depilá-lo.

Podem ser do estilo-da-província. São aqueles que ouvem Tony Carreira. Em geral, passeiam-se em carros cheios de bonecos pendurados no espelho retrovisor. Esta espécie não sai à noite, a não ser para o café do bairro ou para as festas da aldeia no Verão. Casam cedo e casam sempre com as tais que enchem os pavilhões para ver o seu ídolo - Tony Carreira. O domingo é o dia obrigatório para o célebre passeio no Centro Comercial.

Podem ter estilo-de-foleiro-rico. Que em muito se parecem com os-da-night. As grandes referências desse estilo são o Cristiano Ronaldo e o Quaresma. São pessoas com muito dinheiro. Que gastam imenso dinheiro em roupa. Mas que ficam eternamente com aquele estilo tão... tão foleiro. Vibram com mulheres de aspecto ordinário, de preferência com mamas grandes e longos cabelos loiros.

Lembram-se de mais alguns?

(Parte deste post foi publicado no antigo blogue .)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Agora já percebo porque é que a vida nem sempre me corre bem

Cigana - Ai menina venha cá. Que cabelos tão bonitos.

Kitty - Estou com pressa. Peço desculpa mas estou mesmo com pressa. (E estava.)

Cigana (atrás de mim e agarrando-me no braço) - Aiii, eu não lhe estou a venderi nada. Só lhe quero dar umas palavrinhas.

Kitty (contendo a raiva, já que a vontade era dar-lhe logo um pontapé quando ela a agarrou no braço) - Diga lá então (a fazer cara de frete).

Cigana - Ai menina, anda uma melheri a fazer-lhi mali. Essa mulheri vai arruinar a sua vida. Eu até sei o nomi dela. (Sim, tem sempre de ser uma mulher. Nunca um homem. Credo. Que raio de preconceitos.)

Kitty - Ah sim? Então diga lá.

Cigana - Para isso tem de me dar uma notinha de cinco éros.

Kitty - Cinco euros? Ainda se me dissesse o nome de homem da minha vida...

Cigana - Isso já eram 10 éros.

Eu não sou má pessoa, de vez em quando até aparecem umas asinhas de anjo nas minhas costas


Adriana Lima

A mentira tem perna curta. - sempre me disse a mãe. E é verdade. Pelo menos comigo sempre teve. Fui sempre apanhada nas mentirinhas inofensivas que preguei. Jamais em tempo algum conseguiria trair algum namorado, porque, parvinha como sou, era logo apanhada, ou então contava-lhe logo a seguir o que tinha feito. E isso não está com nada. Há que saber fazer esse tipo de coisas.

Ainda me lembro de uma vez em que decidi marcar dois dates com dois rapazes giros, giros, com quem eu queria muito sair, para o mesmo dia. Um à tarde. O outro à noite. O que eu achava menos giro para a tarde - um lanchinho. O mais giro e interessante para a noite - um jantar. E o que é que aconteceu? Acabei por achar o rapazinho da tarde tão interessante que decidi desmarcar o encontro com o da noite (disse que uma amiga estava com problemas amorosos e que tinha de estar com ela), acabando por ir jantar com o da tarde (já se perderam na história?). Depois do jantar, decidimos ir à Kapital e quem é que estava lá? O rapazinho da noite. Eu fiquei para morrer, ele nunca mais me falou. Jurei para mim mesma que nunca mais ia mentir ou enganar alguém neste tipo de coisas.

Ora este fim-de-semana recebi um convite de uma pessoa a quem já só falta dizer agressivamente na cara que não quero nada com ele. Porque com falinhas mansas já vi que a coisa não vai lá. Blind dates arranjados por amigas comprometidas é o que dá. Já dei todas as indirectas possíveis. Já inventei todo o tipo de desculpas. Já disse que estava apaixonada por outra pessoa. Ele já me disse que ia apagar o meu número de telemóvel. Eu disse que sim, que fazia muitíssimo bem. Mas o que é certo é que, em menos de nada, lá está ele a ligar-me. E lá estou eu a dizer, uma vez mais, que não posso. Mas, desta vez, ele pressionou-me (ah, vá lá, não custa nada, é só um cafézinho) e eu, atrapalhada, disse que não ia estar cá, só regressava domingo à noite, assim bem tarde. Mentira. E fui apanhada. A minha amiga, em conversa com ele, inocentemente, incriminou-me. E, pronto, parece que eu agora sou muito má pessoa. E diz que sim, que agora vai mesmo apagar o meu número e nunca mais quer ouvir falar da minha pessoa. E eu estou a sentir-me mal com isto. Porque eu não sou má pessoa, juro. Eu não tenho culpa de não estar interessada nele. Mas, mais do que o que lhe tenho dito, só se for muito mal educada. Ou seja, presa por ter cão e presa por não ter.

Irrita-me é saber que há gente que mente com todos os dentes, que trai, que faz tudo pelas costas e nunca é apanhada. Eu, em duas únicas vezes que minto, sou apanhada. Não é justo. Vou ali chicotear-me, já volto.

domingo, 22 de março de 2009

O que me enoja no futebol não é o desporto em si

Mais do que do futebol em si (os onze rapazes de brinco e de penteados género pior-era-impossível a correr atrás da bola), odeio aquelas conversinhas de dia seguinte. Ah e tal, fomos roubados. Ah e tal, embrulha, o Benfica ou o Sporting é que é. Depois são dias e dias naquilo. Parece que, de repente, os jogos de futebol são o único assunto do país. Aberturas de telejornais com o tema. Capas de jornais. Programas e mais programas, em todos os canais, sempre com três aventesmas a discutir entre si lances de bola parada e afins.

Então e as claques? Oh God, mas o que é aquilo? Quando a equipa ganha é a maior, quando a equipa perde até pedras atiram aos autocarros das equipas.

É o que eu digo, com tudo isto, eu jamais em tempo algum poderia gostar de futebol. Mais do que do desporto em si, odeio tudo o que se passa à volta dele.

sábado, 21 de março de 2009

Hoje acordei assim... irritada


Alessandra Ambrosio

Aquelas pessoas que nos dão toques, de números privados, para o telemóvel, a meio da noite, deviam ser todas apedrejadas em praça pública.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Exames médicos

Quando é uma ecografia, eu, que sou uma chata, começo logo a perguntar ao médico o que está a ver, e estou sempre de olhinhos colados no monitor. Não que eu perceba alguma coisa, mas já sei mais ou menos o que eles fazem quando encontram alguma coisa fora do normal. Quando é TAC ou outro exame cujo resultado não se sabe logo na altura, eu tento avaliar a cara dos médicos e técnicos. Se fazem caras muito sérias, eu penso logo que eles viram algo que não gostaram. Se estão muito simpáticos, é porque viram alguma coisa grave e já estão a ser simpáticos por pena. Do género - coitada, esta não sabe o que a espera. Depois são os olhares. Os olhares de pena. Tento sempre ver se os encontro. Estou sempre a analisar os olhares que eles trocam entre si. Tudo isto para quê? Para nada. Nunca chego a conclusão nenhuma.

É sexta-feira e até começa a Primavera, mas eu nem estou lá grande coisa!


Gael Garcia Bernal

Porque quando estiverem a ler este postzinho, eu vou estar deitada no hospital, e vou estar, literalmente, com todo o tipo de calores a subir por mim acima. Não pelo Gael Garcia Bernal, não pela chegada da Primavera, era bom que fosse, mas pela injecçãozona horrorosa de contraste (que dá uns calores nunca antes sentidos por homem nenhum) que vou levar para fazer uma maldita TAC. Sniff. Sniff. Kittyzinha não está contente. Pois com certeza que não.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Confissões secretas de miss Kitty Fane # 1


Naveen Andrews e Juliette Binoche

Depois de ter visto não sei quantas vezes o filme "O Paciente Inglês" e de me ter apaixonado pelo Kip - aquele rapaz de olhos meigos - fiquei com um fetiche inexplicável por homens de turbante. É estranho, eu sei. Mas há coisas assim, inexplicáveis.

Deixei de comer chocolates


Kate Hudson

É do conhecimento de todos vocês que eu sou louca por chocolates. São o meu vício. A minha droga. São a minha cocaína. Os meus anti-depressivos. Praticamente todos os dias como - ou melhor, comia - chocolates. Nuns dias mais do que noutros. Mas tenho - tinha - sempre vontade deles.

Acontece que os vintes anos já se foram e convém cuidar ainda mais da nossa saúde e do nosso corpo, que já viu melhores dias e que começa, aos poucos, a sentir o peso da força da gravidade. E eu confesso que o meu calcanhar de Aquiles sempre foi o estupor do chocolate. Porque não fumo, não bebo em excesso, até me alimento bem, só os ladrões dos chocolates destoavam. Malvados. E então no início do novo ano prometi a mim mesma que, além de outras coisas, ia cortar neles. E assim foi. Estou há cerca de dois meses sem comer chocolates frequentemente.

Deixei de os comprar. Nem sequer passo no corredor das guloseimas. E coração que não vê, é coração que não sente. E como não os tenho em casa, não os como.

Instituí dias para os comer. Sim, nestas coisas convém não cortar radicalmente. Aos fins-de-semana tenho carta verde para eles. Quem diz chocolates, diz uma mousse daquelas maravilhosas no "À margem".

quarta-feira, 18 de março de 2009

Obrigada meu querido


Naomi Watts e Edward Norton

Não há dúvida de que ando a precisar de ler ou ver o "O Véu Pintado" uma vez mais. Só depois de ser espezinhada e desprezada por um Charlie é que eu poderei aspirar a encontrar a paz de espírito junto do meu Walter Fane (o tal que há-de aparecer ou que já apareceu e eu ainda não me apercebi).

Para aqueles que não sabem, foi deste livro (adaptado para filme) que surgiu o nome Kitty Fane.

E o cheirinho a suor?


Alessandra Ambrosio

Eu tenho a roupa de Inverno. Tenho a roupa de Verão. E tenho a roupa de meia-estação. Quando estamos no Inverno, visto a roupa de Inverno. Se as temperaturas subirem um bocadinho, assim como agora, numa espécie de Verão antecipado, eu recorro às roupas de Primavera. Visto um casaquinho mais leve com uma camisola de meia manga por baixo. Umas calças mais frescas. Ou um vestido. Calço uns sapatos.

Mas, a avaliar pelo que tenho visto por estes dias nas ruas, a maior parte das pessoas não faz isso. Mal espreitam uns raiozinhos de sol calçam logo a bela da chinela, a bela da sandália modelo do século passado, mesmo estando com os pés impróprios para consumo visual. É vê-las a vestir as camisolas de alças. Os tops minúsculos que exibem a barriguinha branca e flácida. As mini-saias sem um collanzinho por baixo, com a celulite a espreitar no cimo das pernas. Eu sei lá mais o quê.

Eu, como sempre, sou a pessoa mais vestida que anda na rua.

terça-feira, 17 de março de 2009

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Heidi Klum

segunda-feira, 16 de março de 2009

Estava aqui a ver o telejornal

A rainha da Jordânia, linda e elegantérrima, tem tudo a ver com a nossa Maria Cavaco Silva. Oh God, mas quem é que veste a nossa primeira-dama? Anda sempre tão mal arranjadinha.

São uns grandessíssimos chatos


Alessandra Ambrosio

Depois de uma conversa com uma conhecida minha que começou a namorar com um rapaz há três meses e que já foi a correr vender a casa dela para comprar uma com o namorado, constato que as pessoas, hoje em dia, já não namoram como antes.

Há pessoas que ainda o amor vem lá longe, já estão com a malinha feita para ir viver com o outro. São autênticas Elsas Raposo. Depois é a cantilena que se vê. Passados uns meses "Ah e tal, precipitei-me um bocadinho. Afinal as coisas não são como pareciam. ". Pois é óbvio que não. Com certeza que não. Então mal se conhecem vão logo a correr viver juntos. Quando nem sequer passaram férias juntos, quando nada. Como é que as coisas podem correr bem? É que enquanto aquilo anda na fase das borboletas no estômago é uma coisa, mas quando passa essa fase a coisa complica-se.

É certo que cada um sabe de si. Sem dúvida. Quem sou eu para dar conselhos? Mas e que tal namorarem à fartazana, assim cada um em sua casa, pelo menos até se conhecerem bem? E que tal aproveitarem o Verão para irem passar juntos uns dias valentes de férias para ver se a coisa corre bem? E que tal passarem umas temporadas, ora em casa de um, ora em casa de outro, sem irem logo a correr vender a própria casa para comprar uma em conjunto?

É que já não tenho mesmo pachorra para choradeiras e afins quando a coisa começa a correr mal. "E agora que vou fazer se nem casa tenho? Ai não tenho sorte nenhuma, tudo me corre mal." Coitadinhos. São umas vítimas. Olhem para mim cheia de pena. É que ainda por cima só se lembram de nós quando a coisinha começa a correr mal. São uns chatos. É o que são. Estou sem pachorra para eles.

domingo, 15 de março de 2009

Apesar de haver demasiada gente, o que para mim é sempre um problema...


Charlize Theron

... esteve-se muito bem a comer um peixinho grelhado e a beber uma sangria de champanhe, na Morena.

Ainda agora começou o calor e eu já tenho saudades da praia dos dias de Inverno


Liv Tyler

Adoro ir à beira-mar ao fim-de-semana. Adoro acordar cedo, vestir qualquer coisa prática e ir ver o mar. Estar um bocadinho ali sentada, respirar aquele ar, encontrar-me com alguém ou apenas comigo mesma, sentar-me na esplanada. Sentir aquela paz. Faz-me bem. Mas, mal chega o calor, acaba esse momento. A praia enche-se de gente. Já quase não dá para estacionar. Os malucos do bronze (aqueles que daqui por uns dias parecerão frangos assados esquecidos no forno. inacreditavelmente, eu já fui um deles.) invadem os areais. As esplanadas enchem-se de gente que fala alto. Acaba-se o meu sossego. Odeio. É como se estranhos invadissem, de repente, o meu espaço. E, tendo em conta isso, desisto dessa minha rotina que tão bem me faz.

É por tudo isto e muito mais, que ainda agora o calor começou e eu já estou com saudades dos dias frios de Inverno. Não dos dias deprimentes de chuva. Mas dos dias de sol frios. São os meus preferidos.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Como era de esperar...


... nos próximos dias, nas próximas semanas, e talvez nos próximos meses, pelo menos até enjoar, não se ouvirá mais nada no carro de Kitty Fane, na casa de Kitty Fane, ou onde quer que esta esteja.(Credo, pareço um jogador de futebol a falar na terceira pessoa.) Até estou capaz de pôr os meus alunos a dançarem Bharatanatyam.

Nunca mais chegam as férias da Páscoa? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira e já cheira a Primavera!


Clive Owen

Tenho mesmo de escrever alguma coisa? É que, assim de repente, subiram-se-me uns calores por mim acima e fiquei a modos que com falta de ar.

Slumdog Millionaire



Quando recuperar a minha audição, a ver se escrevo qualquer coisita sobre o filme. É que o som da sala de cinema estava tão alto, tão alto, tão alto, que me desgraçou os ouvidos. Mas a banda sonora é linda. Quero-a.

Sim, o filme é engraçadito. É diferente, sobretudo. Mas daí a ganhar óscar de melhor filme vai uma grande distância, digo eu. Mas eu sou suspeita. É que quem me tira o "The Reader" e o "Benjaminzinho dos Botões", tira-me tudo.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Um beijinho para todos os anónimos venenosos


Adriana Lima

Não há nada como um solinho para animar certas pessoas. Só isso explica o facto de estar há cerca de cinco dias sem receber um único comentário anónimo a destilar veneno sobre a minha pessoa e sobre o meu blogue. Deve ser mesmo do sol radiante e deste céu azul. Ou então os anónimos encontraram finalmente uma vida e deixaram a minha em paz. Vá, continuem assim meus amores. Continuem. Estão no caminho certo. Vão encontrar a luz, com certeza.

Hoje foi um desses dias


Natalie Portman


Há uma cena no filme Closer em que a Alice (Natalie Portman), assim do nada, diz ao Dan (Jude Law) que já não o ama. I don't love you anymore. Goodbye. É uma das minhas cenas favoritas. Porque há dias em que acordamos, pensamos e damos conta de que há muita coisa que não faz sentido na nossa vida. Há dias em que nos livramos das amarras que nos prendem ao impossível. Hoje foi um desses dias.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Corta-interesse # 9

Homens de mãos pequeninas, excessivamente brancas e sem qualquer vestígio de pêlo.

Viva os decotes e as mini-saias!


Alessandra Ambrosio e Marisa Miller

Há dias saí à noite, e por sair à noite entenda-se - ir à discoteca. Fiquei apalermada. Eu e a minha amiga éramos talvez as mulheres mais vestidas que ali estávamos. E, note-se, eu até ia de vestido por cima do joelho (ainda que de collants opacos) e decote, ainda que discretíssimo. Portanto, não levávamos um hábito de freira vestido.

Olhei à minha volta e era um abuso de decotes enormes, enormes mesmo, alguns até ao umbigo. Mini-vestidinhos de fazer corar (e não chorar) as pedras da calçada. Daqueles que só tapam mesmo o rabo. E, atenção, não estamos a falar de discotecas de adolescentes. Estou a falar de uma discoteca famosa onde só vão pessoas da minha idade para cima.

Tudo isto me levou a concluir que há pessoas que fazem tudo, tudo, para chamar a atenção. E não me venham dizer que uma mulher usa decotes até ao umbigo e saias que nem o rabiosque tapam, para se sentir bem com ela própria, porque não me parece. É que há decotes discretos e há decotes ordinários, há mini-saias e há cintos. E, a não ser que se tenha prazer em levar com bocas foleiras e olhares rebarbados em cima, ninguém no seu perfeito juízo, que não queira chamar a atenção, sai assim à rua. A não ser, claro está, que esteja num desfile da Victoria's Secret.

Se calhar sou eu que sou assim muito conservadora. Se calhar sou eu que estou a ficar velhota e desactualizada. Se calhar sou só eu que penso assim. Talvez por ter passado toda a minha vida a tentar passar despercebida e a nunca conseguir (não, não que tenha a cara da Alessandra Ambrosio ou o corpo da Marisa Miller, que não tenho, nem que fizesse uma centena de plásticas, mas talvez pela minha altura ou pelo cabelo comprido, não sei.).

terça-feira, 10 de março de 2009

Este perfume é simplesmente maravilhoso


Eu não queria dar uma de Jean-Baptiste Grenouille, mas estou há meia hora a cheirar-me compulsivamente. Caramba, cheiro mesmo bem.

Férias


Ana Beatriz de Barros

Há dois convites para férias que eu rejeito sempre. Destinos de neve. Porque acho uma maçada todos os desportos de neve. Para dizer a verdade, acho uma maçada quase todos os desportos. Sim, sou mesmo preguiçosona, eu sei. Por vezes, gostava de ser daquelas pessoas que amam o desporto. Mas não sou. Desportos só mesmo os do ginásio, e só mesmo para ficar em forma. Porque se não fossem mesmo uma necessidade, não os praticava. Um jogging à beira-rio ou à beira-mar de vez em quando, até gosto e não dispenso, desde que a companhia seja boa. Mas nada de mais. Portanto, férias a descer e a subir montanhas brancas, enchouriçada de roupa, não obrigado.

Depois também rejeito aqueles destinos só de praia. Tipo Republicas Dominicanas, Seychelles, e afins. Da mesma forma que sou preguiçosa para fazer desportos, também não consigo estar uma ou duas semanas deitada numa espreguiçadeira, sem fazer nada, a olhar para o mar, à espera que alguma coisa aconteça. Até se pode ir com a melhor companhia do mundo. Esses destinos simplesmente não dão para mim. E se o afirmo com tanta certeza, é porque já fui e não gostei. Ao fim de dois dias estou insuportável e de malinha pronta para regressar à civilização. Embora no Verão goste de destinos que tenham praia e cultura. Para alternar. Um dia praia. Um dia cultura.

Dêem-me cidades do mundo. Dêem-me monumentos. Sítios históricos. Dêem-me arranha-céus. O Chrysler Building. Dêem-me ruas para palmilhar. Dêem-me restaurantes para descobrir. Dêem-me lojas para comprar. Dêem-me o deserto do Sahara ao amanhecer. Dêem-me as ilhas gregas. Dêem-me pessoas. Aí, aceito com toda a certeza.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Algumas regras para um primeiro encontro de sucesso


Catherine Zeta Jones e George Clooney

Já se conheceram e surge o momento do primeiro encontro a dois. O típico jantar. O homem convida. A mulher aceita.

Este convite convém não ser feito em cima da hora, porque se o for, o homem arrisca-se a levar um não. Nós mulheres não apreciamos, de todo, convites de última hora. Faz-nos sempre lembrar que fomos a última opção, o fim da lista. Ele tentou tudo, mas como não conseguiu, convida-nos para salvar a sua noite. Não pode ser, meninos.

O restaurante. Pois, o restaurante. Chineses e Japoneses, já estamos nós fartas (chineses nunca gostei e quanto aos Japoneses devo dizer que já vomito sushi, sashimi e afins, por todos os poros). Restaurantes com televisões de écran plasma a exibirem o jogo do Benfica com o Naval Primeiro de Maio, estão completamente proibidos. Da mesma forma que estão proibidos os restaurantes de rodízios, e todos aqueles enfarta-brutos. Por muitas razões (são de mau gosto, há sempre um senhor irritante a cantar músicas brasileiras e mesas cheias de gente a acompanhá-lo e ninguém come aquelas quantidades exageradas de comida...). Mas, sobretudo, porque temos de nos levantar para nos servirmos. Nós não gostamos. Sabemos que os rapazes no tiram as medidas nessa altura. E nós, já nervosas, ficamos ainda mais nervosas.

Portanto, convém ser um restaurante calmo, daqueles onde temos quase a certeza de que não vão estar trinta pessoas num jantar da empresa, aos berros. Com uma luz discreta. Uns pratos deliciosos. Uma boa carta de vinhos. Um bom atendimento. E que vocês já conheçam na perfeição, para que nos possam aconselhar alguma coisa. Fica sempre bem.

Durante o jantar, por favor, não se ponham a falar das desgraças da vossa vida. Nós não saímos convosco para chegarmos a casa deprimidas. Falemos de coisas agradáveis e leves. Um filme que se viu. Um livro que se gostou. Uma viagem mais marcante. Falemos de nós, mas sem falarmos demasiado. O resto virá sempre por acréscimo.

No final, na altura de pagar, evitem, por favor, o célebre - vamos dividir. O menino vai ter de se chegar à frente. Não por ser homem. Mas por ser educado. Ele convidou. Ele paga. Da mesma forma que se formos nós a convidar, temos por obrigação pagar. Eu pelo menos sou assim.

Não abordei aqui o facto de o rapaz nos ir buscar a casa e nos abrir a porta do carro, porque, pelo menos para mim, isso está fora de questão. Não gosto particularmente que me façam isso. Quer dizer, eu gosto que me abram a porta do carro. Mas não que me venham buscar e trazer a casa. Pelo menos nos primeiros encontros. Como mulher independente que sou, agarro no carro e vou ter ao restaurante. Meninas, acreditem, é muito melhor assim. Aprendam comigo. É que se a coisa correr mal, eles nunca chegam a saber onde moramos. E, no final, não temos de estar ali com despedidas patéticas enquanto eles ficam à espera, tal e qual cachorrinhos abandonados, que os convidemos para subir. Não, nada disso. Esse tempo já lá vai.

domingo, 8 de março de 2009

É nestas alturas que eu sinto um bocadinho de vergonha de ser mulher


Rihanna

Aquela cantora que tem uma voz de cana rachada, aquela que quando canta está sempre a gemer, voltou para o namorado. Sim, para aquele que lhe tinha dado um arraial de porrada e que lhe tinha deixado a cara toda desfeita. Sinceramente, não me espanta. Como é que a moça depois ia ter inspiração para as letras das suas musiquinhas? Não dava. Ela tem de fazer pela vida.

sábado, 7 de março de 2009

Hoje acordei assim...


Selita Ebanks

Agradecida. Por isso, pus as botas de salto alto e os casacos de cores escuras, de lado. Vesti a minha lingerie e a minha camisola branca. Os meus jeans. Calcei os meus ténis. E fui ter contigo à praia. Abençoado sejas S. Pedro, por este dia de Sol magnífico.

sexta-feira, 6 de março de 2009

"Prontche", também já aderi ao twitter

Apesar de ainda não ter percebido muito bem qual a diferença entre aquilo e o antigo Mirc (by the way, ainda existe?). Ah já sei. Aqui vemos as fotos das pessoas e num chat não. Deve ser isso. Ah e estão lá todos os políticos, toda a intelectualidade e toda a pseudo-intelectualidade que pulula na blogosfera. Pelo sim, pelo não, aqui estou eu.

Kate Winslet


Kate Winslet

Numa altura em que anda por aí tudo de mama espetada e virada para o céu, Kate Winslet mereceu o óscar pelo filme "The reader", nem que mais não fosse, por ter a coragem de mostrar, em não sei quantas cenas, o seu peitinho natural. Sem correcções. Sem escolha de ângulos. Mesmo sendo bem notórios os sinais da força da gravidade.

Independentemente das mamocas, ela está magnífica no papel de uma mulher fria, directa, que assumia tudo sem problemas, menos o facto de ser analfabeta. O óscar foi mais do que merecido. E o filme é lindo, lindo.

Nunca mais voltam os dias de sol? As férias ainda vêm lá longe? Who cares? Afinal de contas, é Sexta-feira!


Ralph Fiennes

Porque eu adoro homens distintos. Não têm de ter um corpo de cortar a respiração, não precisam de ter uma cara obviamente bonita, mas convém terem classe, elegância e charme. Assim como o Ralph Fiennes. E, se tiverem a voz dele, melhor ainda.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Corta-interesse # 8

Todo e qualquer homem que não saiba apreciar um bom vinho.

Como é natural, ninguém gosta de um bebedolas, que anda sempre a beber e que apanha bebedeiras de caixão à cova todos os fins-de-semana, mas, caramba, um homem que não beba, nem tampouco saiba apreciar um bom vinho, é, para mim, um valente corta-interesse. Porque não há coisa melhor do que um bom jantar, acompanhado de um bom vinho. Porque não há coisa melhor do que um pôr-do-sol acompanhado de um bom champanhe. E não tem graça nenhuma beber sozinha.

Ups

Meninas que me tinham deixado comentários nos dois posts anteriores e que agora não os vêem publicados, eu, sem querer (um valentão dahh para mim) rejeitei os vossos comentários. Estavam seleccionados para serem publicados, mas, talvez pela falta de homem, enganei-me e cliquei no sítio errado. E, pronto, uma vez rejeitados (outro dahh para mim) já não há nada a fazer. Pelo menos que eu saiba. Seria pedir muito que comentassem novamente os posts? Obrigada.

quarta-feira, 4 de março de 2009

A não ser, claro está...


Demi Moore

... que fique assim com o aspecto da Demi Moore (com cem plásticas talvez chegue lá, ou então nascendo de novo) e que arranje um rapazinho de trinta anos, engraçadito, para relação séria.

Guy Ritchie, volta, estás perdoado!


Madonna e Jesus Luz

Eu espero, sinceramente, não chegar aos cinquenta anos com a cara toda deformada pelo botox (antes com as ruguinhas da idade), com os meus filhos numa mão e com uma criancinha-brinquedinho-sexual-sem-expressão, de vinte anos na outra. É que espero mesmo. Mas isso sou eu. Por isso, amigos que me estão a ler, não me deixem fazer estas figuras, por favor. Se eu resistir, há sempre a hipótese de usarem uns choques eléctricos à moda antiga e um coletinho de forças.

Eu não queria ser milionária


Adriana Lima

Toda a gente me pergunta se eu já joguei no Euromilhões esta semana, porque vai haver Jackpot, porque vai sair muito dinheiro, blá, blá. Quando eu respondo que nunca jogo, as pessoas olham para mim como se eu dissesse que escondia esqueletos no armário.

Já joguei. Em tempos jogava com mais uns colegas meus. Apostávamos uma ninharia. Nunca nos saiu nada. Pelo menos nada de relevante. Depois disso, nunca mais joguei. Porque, ao contrário da maior parte das pessoas, ganhar um monte de dinheiro, não faz parte dos meus sonhos. Porque tenho a certeza absoluta que não seria mais feliz com dinheiro a rodos.

Nunca fui adepta do "amor e uma cabana". Acho que, quando o dinheiro falta , o amor desaparece, dando lugar a problemas, sobretudo quando falta para coisas básicas como dar de comer aos filhos e pagar uma renda de casa. Por isso, o dinheiro é importante, sim. Não traz a felicidade por si só, mas ajuda a ter pequenos e grandes momentos dela. Mas a verdade é que, desde que chegue para as coisas básicas e para pequenos luxos como morar sozinha, ter um carro-até-giro, viajar, comprar livros e dvd quando me apetece ..., eu estou bem e não peço mais nada. E para isso, felizmente, chega.

Além de que acho que as coisas de mão beijada não têm o mesmo sabor do que as conseguidas com alguma dificuldade. Ora se eu pudesse comprar tudo o que queria todos os dias, se eu não tivesse de trabalhar para ganhar dinheiro, se eu tivesse todo o tempo do mundo, tudo deixava de fazer sentido. Eu, mais do que ninguém, sei como são essas coisas. Por isso, não, não jogo no Euromilhões.

terça-feira, 3 de março de 2009

Falta de homem

E, pronto, tendo em conta a falta de homem que abunda por estas paragens (nenhunzinho, nem uma amostrinha, nada, nicles, uma tristeza, uma desgraça, isto não se aguenta, vou mas é atirar-me do Aqueduto), informo que, ao invés de ficar a chorar frente ao computador fechada em casa (sim, devido à falta de homem, nem fui trabalhar), decidi oferecer a mim mesma uma linda carteira Carolina Herrera. Posso não ter homem, mas tenho a mala mais bonita do mundo. Já que não tenho homem, vou olhar um bocadinho mais para ela. Mas só porque não tenho homem.

Relações e blogues


Catherine Zeta Jones e George Clooney

Nunca percebi muito bem aquelas pessoas que terminam o blogue assim que iniciam uma nova relação. É vê-las a arranjar namorado e, pimba, acaba-se com o blogue. Ou então não o encerram, mas raramente escrevem, e quando o fazem é para postar músicas românticas, declarações de amor, e falar do seu homem por tudo e por nada. Meninas (e algumas de vocês têm blogues que eu adoro), façam uma fórcinha e tentem abstrair-se de todas essas borboletas no estômago por alguns momentos, é que nós gostamos muito de vos ler (e aqui estou a ser profundamente egoísta e a pensar no prazer que tinha a ler-vos).

Por isso, meninas, façam lá a tal fórcinha, esqueçam-se por alguns momentos dos vossos homens, e brindem-nos com posts cheios de humor como vocês tão bem sabem fazer.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Ficam desde já a saber que tudo o que eu escrevo se resume a falta de homem


Sienna Miller

Eu escrevo - Ai que que o Hugh Jackman é um arraso.
Comentários recebidos - Ai mulher tu arranja macho rapidamente.

Eu escrevo - Ai que tenho fobias a aves.
Comentários recebidos - Ai isso é falta de sexo. Um homem resolvia isso.

Eu escrevo - Ai que adoro a série "Weeds".
Comentários recebidos - Se tivesses um homem não ias ver isso.



Portanto, caríssimos leitores, é tão simples como isto: tudo o que eu escrevo aqui se resume a falta de homem. Tudo. Já não há como vos enganar. Fui apanhada. Na realidade, eu escrevo directamente de um convento de irmãs Carmelitas, onde, às escondidas de todos, sobretudo da irmã Virgulina, escrevo este blogue. Por isso, vocês têm razão. É tudo falta de homem e de tudo o que a eles está relacionado. Tivesse eu homem e era ver-me aí feita louca a escrever coisas interessantíssimas. By the way, tudo o que aqui se escreve é mentira, é tudo fruto do visionamento do Sexo e a Cidade num mini leitor de dêvêdês que o Padre Venceslau me deu por alturas de um peditório levado a cabo pelo sacristão de Freixo de Espada à Cinta.

Tivesse eu homem e tudo seria diferente. Mas arranjar homem não é nada fácil. Sobretudo aqui no convento onde só vêm os jovens seminaristas uma vez por ano. E, de maneiras que é assim, já não há nada a esconder. Kitty Fane, na realidade, tem este blogue, porque não tem homem (nenhunzinho, é uma desgraçada, é uma coitadinha, ninguém lhe pega, deve ter defeito, oh martírio!, oh inclemência!). Vamos todos chorar com ela. Vamos. Sniff. Sniff. Vamos todos fazer uma corrente para arranjar homem à Kitty. Vamos.

domingo, 1 de março de 2009

Que bom, o tempo dos morangos está a chegar!


Angelina Jolie

Eu sou louca por morangos. São definitivamente o meu fruto favorito. Só é pena que, fora da sua época, raramente se encontrem à venda morangos naturalmente saborosos. São completamente artificiais. Por isso, nesta altura fico sempre um bocadinho mais alegre por saber que nos próximos tempos vão haver morangos para comer a toda a hora. Sejam simples. Sejam com champanhe. Sejam com chantilly. Sejam com natas. Sejam com iogurte. Sejam com chocolate. Os moranguinhos sabem-me sempre bem.