sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Uma depilaçãozinha na "Origem do Mundo" também não fazia mal nenhum

Sou só eu que já não posso ver de maneira nenhuma o pipi farfalhudo da senhora da "Origem do Mundo" de Courbet? Não se aguenta. Uma pessoa abre um blogue e lá está ele em tamanho gigante. Uma pessoa compra um jornal e lá vem o pipi a-dar-a-dar, novamente. Não tarda é vê-lo aí a ganhar vida própria e a dizer-nos adeus na rua. Até já tenho pesadelos com aquele pipi. Que canseira. Credo. É que não havia necessidade de o escarrapacharem por todo o lado.

O feriado já lá vai? Agora só em Abril? Who cares? Afinal de contas é Sexta-feira!


Hugh Jackman (o único a quem é permitida uma camisolinha de alças à trolha)

Várias pessoas me perguntaram como era possível não ter falado do Hugh Jackman, mas eu tinha de o guardar para a sexta-feira.

Então, para além de todos os atributos físicos que já lhe conhecíamos - altíssimo, corpo de faltar a respiração, cabelo lindo e como eu gosto, pêlos no peito, mãos grandes - o homem ainda canta, dança e ainda apresentou a Gala dos Óscares como ninguém (bye bye Billy Crystal!)? Estamos, portanto, perante um caso de homem-perfeito. Lá está, não percebo como é que o subestimei tantos anos. É que o homem é mesmo um arraso. Eu, que adoro musicais e que adorei a gala dos Óscares deste ano, até fiquei com vontade de desatar a dançar e a cantar - I got chills.They're multiplyin'. And I'm losin' control. 'Cause the power you're supplyin', it's electrifyin'!.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

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E vocês têm fobias?


Nadja Auermann

Não sei se pelo visionamento em tenra idade do filme "Os pássaros" de Alfred Hitchcock, se do que foi, a verdade é que tenho uma fobia a aves que não é brincadeira. Odeio, odeio, odeio tudo o que tem um bico e um corpo coberto de penas. Excepção feita aos passarinhos pequeninos que andam pelos campos, às andorinhas e às cegonhas. De resto, tenho medo deles todos. Acho sempre que me fazem voos rasantes, me picam e me deixam o corpo em ferida, estendido no chão. Sonho muitas vezes com eles e, quando isso acontece, acordo completamente em pânico. É um horror.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

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É incrível a quantidade de posts que eu escrevi e que nunca publiquei. Estive agora a lê-los todos. São cerca de duas dezenas. Todos acerca da minha vida pessoal. Vida amorosa, sobretudo. Ainda bem que nunca os publiquei. Caso contrário, ter-me-ia arrependido.

Corta-interesse # 7

Homens convencidos

Quantas e quantas de nós não nos deparámos já com homens lindos, charmosos, inteligentes, educados, cultos, de bem com a vida, que têm tudo para cairmos aos seus pés, mas que depois abrem a boca e, ups, lá se vai tudo pelos ares? Gabam-se constantemente - Eu sou isto, eu sou aquilo, é vê-las a cair aos meus pés. Quando passam para os bens materiais - Eu tenho isto, eu tenho aquilo... - a coisa piora ainda mais.

Ao longo da minha vida já tropecei em vários espécimes deste calibre e, digo-vos, não me agrada nada. É certo que mulher nenhuma gosta de um homem com uma baixa auto-estima, inseguro, mas também ninguém gosta de um homem que se gaba de manhã à noite. Menos, meninos, menos. É que um bocadinho de humildade nunca fez mal a ninguém.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Ainda os Óscares - Homens

O pior


Mickey Rourke

Oh meu Deus, mas o que se passou exactamente com a cara do Mickey Rourke? Alguém me explica? Onde se enfiou aquele portento de sensualidade que contracenava com a Carre Otis no "Orquídea Selvagem"? O homem está medonho, assustador, camafeu mesmo, quase tão mau como o Michael Jackson e muito pior do que a Manuela Moura Guedes.

By the way, que parvoíce é aquela de agora andar por todo o lado com um colar com a foto da cadela? Oh God!



O melhor


Sean Penn

Estamos perante um caso de homem-vinho-do-Porto. O Sean Penn, além de maravilhoso actor, está lindo. Adoro-o. Casava-me com ele hoje.

Red Carpet - Primeiras impressões

1 - Ai que é um fantasma, ai que não, ai que afinal é a Anne Hathaway!


Anne Hathaway - Armani Prive

O vestido não é feio, não senhor. Mas, ultimamente, nada na Anne fica bem . Longe vão os tempos em que a achava linda. Desde que emagreceu, perdeu o encanto. Na cara, então, só se vêem mesmo os dentes.


2 - Eu tenho curvas! E tenho muito orgulho nelas! Lailailai!


Beyoncé
Ora da senhora Beyoncé nada há a dizer. A não ser que é o tradicional vira o disco e toca o mesmo. Mas quem é que lhe disse que os vestidos-sereia lhe ficavam bem? É para mostrar que tem um rabo maior que o da vizinha? Como sempre, não gostei.

3 - Vou estragar o meu visual com esta franjinha que me dá um ar de simplória!

Penélope Cruz

Pois o vestido é lindo, pois a Penélope também, mas com o cabelo deslumbrante que ela tem, ter a ousadia de aparecer com um penteadinho sei lá do quê, não está com nada. Vestido - In; Penteado - Out.


4 - Com um simples vestido preto eu nunca me comprometo!

Angelina Jolie - Elie Saab

E o vestido era bem giro. O penteadito também era escusado, mas os brincos verdes assentavam lindamente.


5 - Eu até sou engraçadinha!

Jennifer Aniston - Valentino
Não há muito a dizer. A Jennifer é daquelas pessoas que, da mesma forma que nunca aparece versão-camafeu, também nunca aparece versão-tchan. Está sempre simples e bonita.



6 - Ai que estou com cinturinha de vespa!

Sarah Jessica Parker - Dior
A nossa Carrie estava linda. Adorei o vestido de princesa.


7 -As desilusões da noite

Heidi Klum Roland Moret
A Heidi Klum estava muito bem. Está sempre. Mas depois do vestido do ano passado, estava tudo à espera de algo transcendente. E não, manteve o encarnado, mas o vestidinho, não sendo nada feio, deixa um bocadinho a desejar.


Freida Pinto - John Galliano

A Freidita foi uma desilusão, porque eu não me tinha apercebido que, com aquela cara tão gira, ela tinha assim um corpito tão mirradinho. O vestido, além de não ser nada por aí além, não lhe ficava nada bem. Uma desilusão.



Kate Winslet - Yves Saint Laurent

Já a Kate é um mulherão. Cada vez está mais bonita. Mas, confesso, que esperava algo mais, mais sei lá, mais tchan. O vestido é lindo, mas um bocadinho apagadito.


8 - Este ano esmerei-me!

Marisa Tomei - Versace

Adorei, adorei, adorei. Sim, isto é de facto um vestido de óscares. Adorei.



9 - Com 15 ou 16 aninhos também eu tinha tudo em cima e tudo me assentava lindamente. Era uma top-modeli muito mais gira que a Miley!

Miley Cyrus - Zuhair Murhad

A piquena que tanta polémica causou ao apresentar as costas nuas perante o olho da Annie Leibovitz , apareceu linda, de fazer inveja às mais crescidotas. Não sei se pelo corpito de miúda- de-quinze-anos-com-tudo-em-cima, não sei se pelo quê, a verdade é que gostei mesmo muito deste vestido.


10 - Este cabelito lambido é que estraga tudo!
Natalie Portman - Rodarte

E este foi um dos meus preferidos. Do mais simples que há, mas lindo. Dispensava-se o ar lambido do cabelo.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Óscares em directo?

Devem estar a gozar comigo. Cansada como estou (um abraço de solidariedade a todas as mães do mundo, que trabalheira que vocês têm diariamente!), nem cinco minutos devo demorar a adormecer, quanto mais ver óscares em directo. De qualquer modo, amanhã cá estarei bem cedo para a já habitual crónica das fatiotas.

Magalhães



Depois do Planetário, depois do museu da Marinha, depois dos Jerónimos com todos os japoneses a tirar fotos como se não houvesse amanhã com as suas Nikon, depois de tanta peripécia à espera de um almoço que nunca mais chegava, a estrela do dia foi mesmo o Magalhães. Ainda que ache que foi mais uma daquelas manobras publicitárias do governo - tomem lá um portátil e agora desenrasquem-se - rendo-me aos seus encantos. Também quero um para mim.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Baby-sitter


Claudia Shiffer e os filhos

E, enquanto lá por fora as pessoas andam em histeria a vibrar com o Carnaval; enquanto lá por fora os homens, que se dizem másculos, se vestem de mulher; enquanto lá por fora portuguesas, de unhas de gel, sambam e mostram a sua celulite em desfiles patéticos; miss Kitty Fane dá carta verde ao seu irmão e à sua cunhada para irem namorar para terras de sua majestade, e desempenha funções de baby-sitter com dois dos seus lindos sobrinhos, durante quatro alegres dias.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

E não é que está nevoeiro? Será que vai aparecer D. Sebastião? Who cares? A tarde será de sol e, afinal de contas, é Sexta-feira!


Josh Hartnett


Porque podem vir todos dizer-me que os olhos azuis ou verdes é que são lindos e sexys e mais não sei o quê, que eu cá continuo a preferir os vulgares, mas lindos, olhos castanhos. De preferência, assim como os do Josh. Castanhinhos. Pestanudos. Penetrantes. Envoltos numas sobrancelhinhas rebeldes.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Nos últimos tempos


Romain Duris e Kelly Reilly ( filme - Les Poupées Russes)

Uma das coisas boas destes últimos tempos é que eu tenho sido mais eu, sem floreados, sem ser sim, porque fica bem, sem ser não, porque o meu orgulho assim manda.

Pela primeira vez na vida, consegui acabar com as máscaras que por vezes usava para não demonstrar o que eu sentia pelos outros, para não revelar sinal de fraqueza, para não haver ali qualquer possível "dependência". Porque eu sou eu e jamais iria andar a "reboque" de um homem, isso é para as fracas. Demorei muito a aprender que não ganhava nada em ser assim - orgulhosa - muito pelo contrário. Demorei muito a conseguir demonstrar os meus sentimentos pelos outros de forma aberta e desinteressada. Mas consegui.

Nestes últimos tempos, aprendi a dizer tudo aquilo que eu sinto, sem medos. E, apesar de já me ter sentido por duas ou três vezes uma Wendy, perdida, na estação de comboios de São Petersburgo, e de até ter soado o Mysteries da Beth Gibbons nos meus ouvidos, a verdade é que tudo isto tem sido muito bom.

Uma questão de alturas


Heidi Klum e Usher

Há tempos, em casa dos meus pais, falávamos do facto de sermos uma família de gente muito alta. Isto a propósito de uma das minhas sobrinhas com treze anos já ser praticamente da minha altura ( meço 1,75m).

A questão que se colocava era a de saber se ela iria ficar mais alta do que eu, ou não. A minha mãe disse que talvez não, pois eu com a idade dela tinha quase a altura que tenho hoje. E a outra minha sobrinha mais velha também parou de crescer quando atingiu a minha altura.

Nisto, o meu irmão vira-se para a minha sobrinha e, em tom de brincadeira, diz: "- Vai ser mais difícil arranjares namorados à tua altura". Eu rapidamente confirmei esse facto. Dizendo-lhe que, para nós, o "mercado" será sempre mais reduzido. Não que eu me queixe, não. De maneira nenhuma. Mas é a realidade - dificilmente olhamos para baixotes (considero baixote todo o homem que meça menos de 1,80m).

As mulheres, em geral, tendem sempre a procurar homens mais altos. E os homens mulheres mais baixas. Talvez porque sempre vimos imagens em todo o lado, nos livros de histórias infantis, no cinema, de casais em que o homem é sempre mais alto do que a mulher. E a verdade é que fica mais bonitinho. Dá mais jeito para dar beijinhos. Dá mais jeito para dar abracinhos. Dá mais jeito quando está frio. Ora, dá mais jeito para tudo. Nós sentimo-nos muito mais protegidas com um homem mais alto e mais forte (sim, também não convém ser um magricelinhas).

O problema é que a maior parte dos homens portugueses tem a minha altura, ou é mais baixo. Ou seja, a pessoa calça uns sapatinhos com um salto e parece que leva um homenzinho de bolso ao lado. O que não fica nada bem. Ou então arrisca-se a andar sempre de sapatos rasos, o que também não me parece ser a melhor opção (a não ser que nos chamássemos Carla Bruni).

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A verdade

1 - Sim, há muitos anos tive um namorico com um rapaz que na altura era jogador de futebol do Benfica. Como é natural, não vou revelar o nome.

2 - Sim, três anestesias gerais, três acordares horríveis.

3 - Sim, fui mesmo pedida em casamento, no meio da rua, por um senhor indiano muito engraçado que diz que eu sou a sua Pocahontas, e que meteu na sua cabecinha que um dia eu ainda vou casar com ele.

4 - Sim, conduzo há catorze anos e nunca tive uma avaria num carro (já tive três lindos carrinhos) ou um furo num pneu.

5 - Já estive no Brasil, mas não fui assaltada.

6 - Não durmo com um ursinho de peluche. Ursinhos, só de duas pernas e dois braços, giros, com mais de 1,80m e com o peito cobertinho de pêlos.

7 - Sim, inacreditavelmente, na Tunísia disseram que eu era parecida com a Claudia Shiffer. Mas daqueles árabes com o cio, podemos esperar tudo.

8 - Sim, moro sozinha há uma carradona de anos.

9 - Não, não uso extensões no cabelo.

9 factos - 3 mentiras, 6 verdades


Adriana Lima

Apesar de não simpatizar com desafios, correntes e afins, achei este engraçado. Temos de dizer nove factos acerca de nós, sendo três mentiras e seis verdades. Cá vão eles:

1 - Apesar de odiar o chamado desporto-rei, namorei um lindo jogador de futebol do Benfica (que não era nada burro, diga-se) nos meus tempos de faculdade.

2 - Fui submetida a três anestesias gerais no espaço de dois anos, o que não foi nada bom para a minha memória.

3 - Há tempos fui pedida em casamento por um senhor indiano que jurou a pés juntos, neste caso de joelhos, que me faria a mulher mais feliz do mundo.

4 - Conduzo há catorze anos e nunca tive um furo num pneu ou uma avaria num carro (que o diabo seja cego, surdo e mudo).

5 - Quando estive no Brasil, fui assaltada na praia por duas crianças que me levaram a minha bolsa dos cremes e as minhas havaianas.

6 - Durmo com um bonequinho de peluche desde pequenina.

7 - Na Tunísia disseram-me que eu era muito parecida com a Claudia Shiffer.

8 - Moro sozinha desde os vinte e dois anos.

9 - Uso extensões no cabelo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Weeds


Mary Louise Parker

Mas como é que eu andava a perder esta pérola? Mas como, senhores? Vi a primeira série em duas noites e não consegui parar. Estou completamente rendida. Estou fã, completamente fã da Mary Louise Parker. Adoro-a mesmo.

Corta-interesse # 6

Homens com mais de vinte e cinco anos viciados em jogos da PlayStation.

Para mim, é das coisas mais assustadoras, juro. Há tempos fui aos anos do filho de uma colega minha e lá estavam eles. Homens na casa dos trinta agarrados àquilo como umas criancinhas histéricas. Enquanto as mulheres tratavam das crianças e conversavam sobre os prazeres da maternidade, eles, de comandos na mão, gritavam, esperneavam e riam que nem uns maluquinhos. Eu pensei para comigo mesma, se é para arranjar uma criatura destas, que fique eternamente sozinha. Credo.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Os dias estão a ficar maiores


Alessandra Ambrósio

Há duas alturas do ano que eu adoro - a dos primeiros dias de sol, das árvores que se enchem de flores, dos dias que ficam maiores; e a das primeiras chuvas, do cheiro a terra molhada, das folhas que caem das árvores, do cobertor que se volta a pôr na cama.

Se houver interessadas, eu cedo o e-mail

Eu já recebi de tudo na caixa de e-mail ali do lado. Desde propostas para experimentar brinquedinhos sexuais e depois fazer aqui publicidade (logo no meu bloguinho, tão inocente, tão princess, que ainda acha que a vida sexual de cada um deve ser preservada, quando há por aí tanto blogue que fala abertamente das suas ramboiadas, e que, possivelmente, até postava fotos do dito cujo em acção), a propostas de jantares à luz de velas nos sítios mais românticos de Lisboa de homens que eu não conheço de lado nenhum, até propostas para participar em estudos e em programas de televisão da tarde. Entre outros. Mas, confesso, nunca esperei receber uma coisa destas:

Olá, sou um homem de 40 anos, casado, saudável e fértil, e estou disponível para doar o meu esperma a todas as mulheres que pretendam engravidar, independentemente do seu estado civil e da sua orientação sexual. A doação pode ser feita naturalmente ou através de uma inseminação artificial artesanal. Não quero qualquer recompensa para além de saber que ajudei uma mulher a atingir o nobre propósito de ser mãe. Se estiveres interessada diz qualquer coisa, senão for esse o caso peço imensa desculpa pelo incómodo.

Gostei particularmente da parte - a doação pode ser feita naturalmente. Credo.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

E apesar do sol brilhante lá fora...


Cameron Diaz

...aqui em casa, o dia amanheceu em tons de cinzento. Por isso vou correr as cortinas e aterrar no sofá. Amanhã é outro dia. Cheio de sol, tenho a certeza. É que isto de não saber o que se quer, requer algumas horas de repouso. Caso contrário, não se faz coisa boa. E isso é sempre uma maçada.

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sábado, 14 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Estamos em crise? Who cares? Os dias de sol voltaram e, ainda por cima, é sexta-feira!


Jude Law


O difícil no Jude é conseguir escolher só uma foto. Apetece desatar a postar fotos dele como se não houvesse amanhã. Porque ele é simplesmente lindo, perfeito, perfeitinho dos pés à cabeça. Mas olhei para esta e fiquei rendida. Mal vi a foto, lembrei-me logo de uma certa pessoa que está do outro lado do mundo, que adora provocar-me e dizer que fica lindamente de smoking, só para me picar, ele sabe bem porquê. Mas isto, claro, são continhas de outro rosário. Voltando ao Jude, agora fiquei com vontade de cantar à doida o Hey Jude dos Beatles (ai eu não ando bem, deve ser do sol), eu sei que é um crime tapar-lhe aqueles olhos brilhantes, mas uns wayfarer ficam sempre bem.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Templates

Quando entro pela primeira vez num blogue, uma das coisas que me faz querer ler mais o que ali está escrito é o seu template. Pelo template quase que dá para avaliar um blogue. Blogues maus, em geral, têm templates maus. E há templates tão maus, tão maus. Templates que fazem uma pessoa quase fazer o pino para conseguir ler alguma coisa. Templates que sujam as nossas vistas, com publicidade e mais publicidade, com janelas que abrem e fecham sem pedir autorização. Com bonequinhos e ursinhos e anjinhos a piscar de um lado e de outro. Não gosto disso. Odeio. Gosto deles simples e discretos.

Conversas

Kitty - Bem dizias tu, aqueles médicos são todos lindos.

Maria - Ainda não viste o ginecologista, porque quando o vires até vais cair para o lado.

Kitty - Não faço tenções de o ver.

Maria - Mas porquê? Não me digas que vais continuar com aquele parvo onde andas?

Kitty - Não, quando estiver na altura da consulta de rotina, vou informar-me para saber qual é o mais feio. Para mim ginecologista tem de ser feio, feio, camafeu mesmo, para eu estar completamente à vontade e não me preocupar com mais nada. Por isso, o mais feio e mais velho que estiver lá, vai ser o que eu vou escolher.

Maria - Hummm. Está bem pensado. É que o homem é mesmo bom. Até incomoda.

A noite estava linda

A ponte iluminada. O céu limpo, depois de semanas sujo de nuvens cinzentas. A lua, brilhante, reflectida nas águas do Tejo. Foi uma pena não ter levado a máquina fotográfica.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Californication


David Duchovny

Quando vi o primeiro e o segundo episódio não achei grande piada. Mais uma série parva para caçar audiências à conta da polémica. Um escritor quarentão, pai de uma adolescente, muito badalhoco, que em cada frase diz não sei quantas asneiras, que fuma que nem uma chaminé, apaixonado pela sua ex (por sinal linda, linda, de uma beleza completamente fora do vulgar), e que, enquanto ela não decide se o quer de volta ou se quer o sonso com quem vive, vai comendo tudo o que mexe. Tudo. Muitas pedradas, muitas bebedeiras, muitas cenas de sexo. Sexo, sexo e mais sexo.

Isto foram as primeiras impressões. E continuam a ser as segundas. E as terceiras impressões. Mas a partir dos dois primeiros episódios comecei a apaixonar-me pela série. Os diálogos, apesar de sujos por tanto palavrão, são estupidamente deliciosos. Há cenas de chorar a rir. Outras nem tanto. É, ao contrário do que possa parecer, uma série acerca do amor entre as pessoas e do que elas fazem quando não o têm. Sem aqueles clichés mais que ultrapassados. Para maiores de dezoito anos, claro.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A euribor voltou a ser querida connosco


Siena Miller

Assim fiquei eu, quando olhei com olhos de ver para o extracto bancário, sobretudo quando olhei para o montante da próxima prestação da casa. Sai já uma rodada de sorrisos para o pessoal e, talvez, uma carteira nova para a Kitty.

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Bill Murray e Scarlett Johansson

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sex and The City


Kim Cattrall, Sarah Jessica Parker, Cynthia Nixon, Kristin Davis

É conhecido por todos a minha adoração pelo Sexo e a Cidade. A série acompanhou-me ao longo de dez anos. Quantas e quantas vezes não ri à gargalhada com as peripécias daquelas quatro? Quantas e quantas vezes não chorei com as suas tristezas? Adorei cada cena que vi ao longo das seis temporadas, cujos episódios guardo religiosamente na minha estante. No início marcados sobretudo pelo sexo e pela procura do the one, no final marcados sobretudo pelo amor e pela amizade entre as pessoas. Tudo isto, claro, ornamentado com sapatos bonitos, carteiras de sonho, vestidos maravilhosos. Como se isto não fosse suficiente, tudo se passa na cidade - Nova Iorque.

Sempre falei imenso da série, porque ela retrata de uma forma engraçada, exagerada e cor-de-rosa o quotidiano das mulheres. E assim irei continuar a fazê-lo, claro.

No entanto, reparo que ultimamente recebo inúmeros comentários de pessoas que dizem estar fartas disso, de eu falar do Sexo e a Cidade a toda a hora, que ponho a série em tudo, que já não aguentam mais e que as mulheres não são aquilo. Claro que há sempre aquele cliché - se estão tão fartos, o que vêm cá fazer? Vão pregar para outra freguesia. Mas eu acho que as coisas nem sempre são assim tão lineares, e cada pessoa tem direito à sua opinião. Mesmo que esteja farto daquilo que nós escrevemos. Mesmo que não seja obrigado a vir cá. Quantas e quantas vezes não me farto eu do que alguns bloggers escrevem? É simples, deixo de ir lá. Não vou para lá mandar bitaites acerca do que devem ou não escrever. Uma vez que o blogue é deles, eles escrevem o que entendem que devem escrever. Nós é que temos de escolher se queremos continuar a ir lá, ou não. Mas isso sou eu.

Para esses que estão fartos, cá vai então:

Já viram a série? Ou viram apenas cinco minutos? Se viram apenas cinco minutos e estão a criticar, acho ridículo o fazerem. Cinco minutos não dá para ver absolutamente nada. Se a viram toda e concluem isso, tudo bem. Eu, sendo uma mulher perfeitamente normal, acho estranho. Estranhíssimo mesmo. Mas entendo.

Provavelmente são daquelas pessoas que não percebem que as personagens são apenas caricaturas da sociedade actual, precisamente para ter piada. É óbvio que ninguém é exactamente como aquelas personagens. Que nunca tiveram encontros e que não se vêem retratadas numa ou noutra situação. Que nunca tiveram problemas numa relação. Que não sabem o que é ter amizades verdadeiras. Que não sabem o que é querer engravidar e não conseguir, como a Charlotte. Que não sabem o que é ter um cancro na mama e submeter-se a uma quimioterapia, como a Samantha. Que não se arranjam minimamente. Carteiras e sapatos de salto alto? Têm mais que fazer do que se preocuparem com isso, isso é para as ocas de cérebro, não é? Maquilhagem? O que é isso? Estragar a vossa cara com pinturas? Não são índios para esborratarem a vossa cara. Sim, porque vocês ainda não perceberam que a maquilhagem serve para realçar o que têm de mais bonito e não para vos espintalgar.

Bom, se é este o vosso caso, então compreendo perfeitamente que odeiem aquilo. Sim, de facto, aquilo deve ser uma tortura para vocês, mulheres interessantes. Sim, porque mulher que gosta de carteiras e sapatos, mulher que gosta de se arranjar, é automaticamente rotulada de fútil e oca, sem tempo para coisas intelectuais. E vocês não são isso, pois claro que não são.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Depois de ver este filme, só me resta dizer



Que tenho saudades do Woody Allen do Annie Hall, do Woody Allen da Diane Keaton, do Woody Allen de Manhattan. Este a mim não me diz nada. Muito menos me diz a sonsa que ele decidiu, à força toda, transformar em musa. E que a mim não me convence de modo nenhum. Sim, entra no meu filme favorito e depois? Representa sempre da mesma maneira. Faz sempre os mesmos papéis. Sempre a falar lentamente. Sempre a fazer boquinhas. Que me desculpem todos os homens que são loucos por ela, porque tem uns lábios enormes e umas mamas grandes, e estou certa que a minha opinião vale o que vale - nada, mas eu ali apenas vejo um ser amorfo, flácido, toda ela me lembra uma lesma, daquelas moles e gosmentas, que se arrasta de um lado para o outro.

Dos últimos anos safou-se o Match Point (que achei muito bom), depois disso tem sido sempre a decair. E este? Que há para dizer sobre este filme? Nada. Rigorosamente nada. Bom, aproveita-se o Javier que é bom todos os dias. De resto? Nada. Nem a Penélope Cruz me parece merecedora de um óscar. Ok, ela chora, esperneia, grita, a academia gosta sempre disso, mas não vejo ali nada de extarordinário, nem tampouco química naquele triângulo amoroso. Mais vejo entre o bonzão e a Vichy. Nesses sim, até havia ali qualquer coisa, que na minha modesta opinião, deveria ser mais explorada.

E porque esta foi a semana George Clooney...


sábado, 7 de fevereiro de 2009

Revolutionary Road



No final da primeira parte pensei para os meus botões - ou isto leva uma reviravolta valente, ou estou perante o filme mais entediante da história. E a reviravolta chegou. E tudo se tornou intenso e viciante. Adorei. Saí de lá a pensar em tantas pessoas que eu conheço. Casais infelizes como os do filme, com filhos, que se acomodaram a uma vida de rotina, e que não ousam mudar isso porque dá trabalho. Porque o que importa é ter uma linda casa, num lindo bairro. Porque o que importa é viver das aparências. Por fora são a família feliz, por dentro chegam a dar pena. É isto que me assusta nas relações. É que é mesmo isto. Cada vez mais. E a verdade é que estou rodeada de pessoas assim.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Será que têm asas?


Heidi Klum

E, por e-mail, as alminhas caridosas prontificaram-se imediatamente a oferecer-me o livro das cartinhas de amor do post abaixo. Pessoas que não me conhecem de lado nenhum. Pessoas que apenas lêem o blogue. Pessoas que não me pediram nada em troca, apenas a minha morada. Tããão queridos. Um beijinho para todos vocês.

Chove sem parar há semanas? Estamos fartas da roupa de Inverno? Who cares? Afinal de contas, é sexta-feira!


George Clooney


Porque ele já é um clássico. E eu sempre fui uma mulher de gostos clássicos.

A todas as meninas ( umas queridas mesmo) que me têm deixado sugestões de homens por e-mail, queria dizer que agradeço do fundo do coração, mas, por favor, enviem assim coisinhas mais à homem. É que eu já passei a barreira dos trinta há três anos (vocês se calhar ainda nem a dos vinte passaram) e, como tal, dou sempre preferência a exemplares assim mais másculos, de pêlos no peito e tal, com mais de trinta anos, com voz grossa, sem carinhas de bebé, sobrancelhinha depilada e sem restos de acne na cara, quando muito uma barbinha de cinco dias, pode ser? Obrigada.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Até a Bertrand, senhores



Sendo eu cliente habitual da Bertrand, recebo de vez em quando os e-mails com as suas novidades. Ontem tinha um. O assunto - Dia dos Namorados: O livro que procura para a pessoa que já encontrou‏. Apesar de detestar lamechice rasca, achei a frase linda.

Até a Bertrand, senhores. Até a Bertrand tem promoções para aquele dia, que eu nem vou dizer o nome, vocês sabem qual é.

E, antes de desatar a vomitar com tanto coração vermelho, fui ver os livrotes. Além das piroseiras próprias desta data, estilo Nicholas Sparks e afins, lá estava o livro: Cartas de Amor dos Grandes Homens. Exacto. É mesmo esse. Aquele que a Carrie lê para o Big, deitada na sua cama, enquanto lhe cobra o facto de ele nunca ter escrito uma carta de amor.

O engraçado disto é que o livro não existia. As cartas sim. O livro não. O sucesso foi tanto depois do filme, que decidiram compilar todas essas cartas neste lindo livrinho.

Eu quero. Como não tenho namorado (sniff...sniff... que tristeza... vou ali cortar os meus pulsitos, já volto...), aguardo ansiosamente que alguma alminha caridosa mo ofereça. Em último caso ofereço eu a mim mesma. É o mais certo. Já lá vai o tempo em que esperava que me oferecessem as coisas.

George Clooney e Gemma Ward

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

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George Clooney e Gemma Ward

Afastem-se, estou com TPM


Ana Hickmann

Eu considero-me uma pessoa calma e tranquila, mas há dias em que me torno num ser profundamente insuportável. Esses dias correspondem aos meus dias de TPM.

Nesses dias não se atravessem no meu caminho, pois a vossa integridade física e psicológica corre sérios riscos.

É ver-me cheia de raiva. É ver-me a conduzir feita louca (ai de alguém que não arranque logo assim que o sinal fica verde). É ver-me a barafustar por tudo e por nada. A rogar pragas a tudo o que mexe. A chamar nomes a mim própria. A comer chocolates como se não houvesse amanhã (bom, desta vez isso não tem acontecido, porque cortei com eles há quase um mês.)...

Como eu costumo dizer - Não há pachorra!. Até eu fico cansada de me aturar nestes dias.

O bom disto é que, em geral, esta tensão não dura mais do que três longos dias. Também, verdade seja dita, se durasse mais, alguém já me teria enviado, com as mãos e os pés presos com gravatas, dentro de um contentor, de férias permanentes para o Iraque. Apenas com bilhete de ida, claro.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Eles já andam aí


Ana Hickmann

Os coraçõezinhos vermelhos espalhados pelas montras, os casalinhos gosmentos (com elas a bater pé para ir jantar fora nesse dia e eles a bater pé para ficarem em casa a ver a Sport TV), os relógios Swatch para lá de pirosos, as rosas vermelhas ... Não sei se vou aguentar tanta lamechice. Juro. Eu não respondo pelos meus actos nessa altura. Pelo sim, pelo não, e para evitar danos maiores, vou fazer um favor à comunidade de seres apaixonados, e vou fazer as minhas malinhas rumo a uma qualquer ilha deserta.

Volto dia 15 de Fevereiro, quando esta febre tiver passado.

Ai, oiço agora dizer que logo depois vem o Carnaval? Ai credo. É melhor, então, voltar só em Março, quando os campos se encherem de flores e os pássaros voltarem a cantar.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Ao que uma pessoa se sujeita para ter uma cirurgia de graça

Depois de te pensado que ia ficar sem gasolina em cima da 25 de Abril (a luzinha já acendia e apagava há quilómetros, o écran já apresentava a palavra "abastecer" em letras garrafais seguida de não sei quantos pontos de exclamação há algum tempo), qual não é o meu espanto, quando páro nas bombas da via rápida da Costa para abastecer o meu carro e dou de caras com aquela criatura com nome de abelha, na capa de uma revista. O título era mais ou menos assim - "O que eu sofri para ter mamas maiores!". Coitadinha. Fiquei cheia de pena dela. A sério que fiquei. Que desgraçada. Como é possível tanto sofrimento? Não pode ser.

Por cima dessas palavras, podia ver-se uma foto da criatura em plena operação, com a promessa de que no interior da revista se podiam ver os restantes pormenores da dita cirurgia, com muitas fotos à mistura. Eu não vi. Já achei que era demasiado.

Como é possível? Como é possível alguém sujeitar-se àquilo só para ter uma cirurgia de graça?

Fiquei tão enjoada com aquela visão, que já nem comprei o chocolatinho Milka que se ria para mim numa prateleira. Ao menos isso.

Erros ortográficos


Bridget Moynahan

Ainda me lembro de um episódio do Sexo e a Cidade em que o Big acabou o namoro com a Carrie e começou a namorar a Natasha (personagem interpretada pela menina da foto acima). A Natasha, com quem veio a casar uns tempos depois, era uma daquelas mulheres cheia de classe. Altíssima, elegante, de cabelo escuro e brilhante, que trabalhava na Ralph Lauren e que presidia a uma Comissão de Mulheres.

Se a princípio tentou competir com ela, no final, a Carrie entregou as cartas e aceitou o facto de que na vida há mulheres melhores do que outras. E não há sapatos, carteiras ou roupas que mudem isso. Dizia ela, que nunca seria a mulher do cabelo perfeito nem a mulher que usaria branco sem se sujar. Nunca seria a mulher que presidia a Comissões de Mulheres e que escrevia notas de agradecimento.

Quando entregava as cartas e se dava por vencida, a Carrie detecta um erro ortográfico numa das notas de agradecimento escritas pela Natasha. Um erro ortográfico daqueles grosseiros. Ficou radiante. Afinal aquela mulher tinha defeitos - dava erros ortográficos.

Eu sou assim. É triste ter de o admitir, mas é a realidade. A mulher ou o homem podem ser seres perfeitos, mas quando vislumbro um erro ortográfico (qualquer erro, sobretudo um daqueles mais grosseiros tipo "fizes-te", que se vê nitidamente que não foi uma distracção por estar a escrever à pressa) penso exactamente o mesmo que a Carrie. A pessoa deixa de ser aquilo que eu imaginava, perde toda a magia, é que afinal de contas nem sabe escrever em condições.

domingo, 1 de fevereiro de 2009