quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Vou aqui...


Paris

... já volto!

Palavras que eu poderia ter escrito

"No passado, uma pessoa mais velha era respeitada. Era essa figura de autoridade. Agora o que importa é ser-se jovem. Há senhoras de 80 anos a quererem ser jovens. É patético, mas existe. Há mulheres de meia-idade que saem com as filhas para ver qual das duas faz mais engates. Isto é um horror. Mãe é mãe. Não anda no engate à frente da filha!"

Javier Urra, psicólogo e ex-provedor da Criança em Espanha, em entrevista ao Expresso


É por tudo e por isto que eu me encho de urticária quando oiço mulheres a dizer, inchadas de orgulho, que são as melhores amigas da filha. Que conversam tudo com elas. Que entre elas não há tabus. Que elas lhes contam tudo. Que saem com elas para todo o lado. Blá, blá, blá. Mãe é mãe. É óbvio que tem de ser nossa amiga, é óbvio que deve haver diálogo, mas a mãe deve desempenhar as funções de mãe e não de melhor amiga. Deus me livre de ter uma mãe que andasse comigo nas discotecas, vestida como uma miúda de vinte anos, a engatar os meus amigos. Minha rica mãezinha.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Os lençóis polares


Selita Ebanks, Alessandra Ambrosio, Gisele Bündchen, Adriana Lima e Karolina Kurkova

À falta de algo melhor, temos sempre os lençóis polares para nos aquecerem os pézinhos nestas noites frias que se adivinham. Com eles, aquela velha máxima de ter um homem para aquecer a cama, perdeu todo o sentido*. É como mergulhar diariamente num ninho de pêlo, sempre quentinho e fofo. Adoro-os.

(E, antes que me espanquem, devo dizer que os homens são muito importantes para quase tudo. Eu confesso que a minha existência seria mais difícil sem eles. Mas pronto, à falta deles para aquecer a caminha, temos sempre os nosso amiguinhos lençóis polares.)

No hospital


Heidi Klum (adoro, adoro esta foto)

Cirurgião que tinha participado na minha cirurgia e que não me tinha visto desde essa altura:
"- Já vi que está óptima. É curioso que de touca na cabeça, olhos fechados e tubo na boca, a senhora não me parecia tão bonita. "

E eu fiquei toda vaidosa. E feliz. Sobretudo com as notícias que ouvi de seguida da boca do meu querido médico. É que, não havendo nada em contrário (I hope so), só volto a fazer exames médicos daqui a quatro meses. É um alívio. É um alívio que só aqueles que tiveram a infelicidade de ter um problema de saúde grave, sentem.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

It's hard to find people who will love you no matter what. I found three of them.*

E para todos aqueles que acham que amizades como as do "Sexo e a Cidade" só existem na ficção, aqui estou eu para provar que não é bem assim, elas existem mesmo na realidade. As minhas três amigas só não me deram comida à boca, porque ainda nunca precisei. Felizmente. Mas se precisasse elas dar-me-iam com toda a certeza.

Todas as vezes que eu fui operada elas estiveram sempre lá. Acompanharam-me sempre. Foram levar-me ao hospital. Ficaram comigo até as colocarem na rua. Quando eu acordei da anestesia, cheia de dores, já elas lá estavam com um sorriso. Visitaram-me todos os dias em que estive internada. Levaram-me as revistas de viagens para eu poder sonhar, levaram-me doces e muitos miminhos. Foram buscar-me ao hospital e puseram-me em casa onde estava a mãe para cuidar de mim.

Isto... isto é só um exemplo. Por isso, quando me perguntam se já encontrei a minha alma gémea, eu costumo dizer que já encontrei três.

*Frase retirada da série "O Sexo e a Cidade".

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Casamentos # 2

Se bem que, assim como assim, mais valia não aparecer do que fazer como o ex marido de uma amiga minha. Apareceu sim senhora, mas passados dois meses estava a pedir o divórcio porque descobriu que afinal não estava preparado para o casamento. E para um apedrejamento em praça pública, estaria preparado?

Casamentos # 1


Cynthia Nixon, Kristin Davis, Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall

Ontem vi pela quinquagésima sexta vez o filme "O Sexo e a Cidade". E é curioso que na cena em que a Carrie destrói o ramo de flores em cima do Big, comovo-me sempre como da primeira vez. A cena parece-me demasiado real.

Nunca sonhei casar-me de véu e grinalda (neste caso, de véu e pássaro azul na cabeça), aliás, sempre achei ridículos aqueles casamentos enormes, sou mais do género de casar em Las Vegas ou de casar no civil com um vestido lindo e sem grande alarido, mas se um dia o fizesse (devia estar bem maluquinha) acho que um dos meus maiores receios seria esse. E se o noivo não aparecesse? O que faria com o vestido, com os convidados, com a lua-de-mel num daqueles destinos que fartam ao fim de dois dias, com os presentes, com a minha auto-estima, com o meu coração? O que faria com o meu coração? Alguma vez recuperaria?

domingo, 23 de novembro de 2008

A baía onde o dragão desceu no mar


Halong Bay


Ando louca para ir ao Vietname, sobretudo para visitar Halong Bay. Quero muito passear num daqueles barquinhos ao longo das cerca de três mil ilhas de calcário, entrar naquelas cavernas iluminadas, ver todas as grutas de esmeraldas e descansar naquelas maravilhosas praias. Já faz parte das minhas viagens de sonho. Só me falta arranjar tempo e companhia. Tempo é o mais difícil.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A independência é muito boa, mas só às vezes

É nas alturas que avaria qualquer coisa em casa ou nas alturas que o carro precisa de uma mudança de óleo, que me lembro da falta que me faz um homem habilidoso em casa.

Ouvir conversas alheias dá nisto

Há sempre qualquer coisa de estranho com certos homens divorciados. Principalmente nos divorciados de fresco. Não há nada pior do que um homem que levou recentemente um pontapé no traseiro. São muito piores do que as mulheres. Elas fazem o seu período de luto e seguem em frente. Eles não. Eles andam meses e meses com a mesma ladainha. Ou porque a ex mulher é uma cabra e quis ficar com a casa. Ou porque a ex mulher é uma cabra e diz horrores da sua pessoa aos filhos. Ou porque a ex mulher é uma cabra e não deixa ver os filhos quando ele quer (mesmo que seja apenas uma vez por ano). Ou porque a ex mulher é uma cabra porque só quer é dinheiro. Ou porque as mulheres são todas umas cabras como a ex mulher e só pensam em gastar o dinheiro deles....

Meus amigos não casaram com elas? Não andaram a fazer declarações de amor como se não houvesse amanhã? Não andaram aí a lambuzar-se por tudo quanto era canto? Não foram à igreja ou sei lá onde jurar amor eterno? Não foram de lua de mel para a República Dominicana ou para Varadero? Foram obrigados a fazer tudo isso? Então façam favor de não cuspir no prato onde comeram.

E, para que fique claro, os homens divorciados que levaram recentemente um pontapé no rabo não são todos assim. Felizmente. Aliás, a maior parte não é assim. Estou apenas a generalizar, depois da conversa que ouvi ontem entre dois seres desta espécie, que até me arrepiou. Até do cãozinho e do periquito diziam mal. Credo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A minha veia de cusca agradece histórias destas


Marcelo Silva e Susana Vieira

Não suporto telenovelas, nem brasileiras, nem portuguesas, mas sei bem quem é a Susana Vieira. Ainda eu era pequenina e já a via na televisão e, devo dizer, que sempre tive a senhora em boa consideração.

Em boa consideração até saber que há cerca de dois anos a senhora tinha casado com um homem (horroroso por sinal, com olhos de carneiro mal morto, mas que podia ser boa pessoa) uns trinta anos mais novo do que ela. Eu achei que a senhora estava tontinha, mas compreendi. Soube mais tarde que o tal sujeito tinha sido apanhado com uma prostituta num hotel e que ela lhe abriu os bracinhos e o perdoou. Nessa altura já achei que a senhora estava a ficar senil.

Qual não é o meu espanto quando leio esta semana, que o senhor afinal tinha uma amante (quantas e quantas não terá tido) já há imenso tempo e que, como ele nunca mais se decidia a divorciar-se, fez chegar à Susanita uma fotos deles os dois bem juntinhos. Depois disto, o cafajeste não só deu uma carga de porrada na amante, como acabou tudo entre os dois (entre ele e a amante). Agora pondera posar nu para uma revista gay. Claro que continua a jurar a pés juntos que a Susana Vieira é o amor da sua vida e que se ela o perdoar ele será o melhor marido do mundo. Nós acreditamos nisso como é óbvio.

É nestas alturas que eu acho que certas mulheres mandam toda a sua inteligência às urtigas perante certo tipo de homens. Infelizmente.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Por isso, fujo das pessoas que fazem da sua vida uma lamentação pegada

A minha mãe sempre me diz que temos de ter dias maus para poder valorizar os bons. É muito cliché, mas totalmente verdade. Eu costumo dizer que escusavam era de ser tão maus. É que os meus são sempre muito maus. Não havia necessidade.

Por isso, quando nos últimos dias me perguntam como estou e eu lhes respondo que estou óptima, que estou feliz, que estou maravilhosa, as pessoas começam logo com uma avalanche de perguntas: - mas estás estás loucamente apaixonada por alguém? -mas saiu-te o euromilhões?, porque não percebem que é possível estar feliz por coisa nenhuma, porque estamos vivos, porque respiramos, porque somos autónomos, porque não temos dores, porque temos um emprego, porque existimos.

E acreditem que só roçando o fundo do poço conseguimos valorizar as pequenas coisas, que para a maior parte das pessoas são garantidas e, por isso, insignificantes.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Desafio

A Sofia, a Sol, a Ana de Papel e o Marco Monteiro (e não sei se mais alguém) desafiaram-me. Eu confesso que odeio desafios e correntes, mas achei este muito interessante e, por isso, decidi aceitar.

Devemos:

- colocar uma foto individual nossa;
- escolher uma banda/artista;
- responder somente com títulos de canções da banda/artista escolhido;
- escolher 4 pessoas que respondam ao desafio, sem esquecer de avisá-los.

Cá vai então:





Artista escolhido: Frank Sinatra

1. És homem ou mulher? Luck Be a Lady
2. Descreve-te: Summer Wind

3. O que as pessoas acham de ti? Come Rain or Come Shine

4. Como descreves o teu último relacionamento: Fly me to the Moon

5. Descreve o estado actual da tua relação com o teu namorado ou pretendente: What now, my love?
6. Onde querias estar agora? New York, New York

7. O que pensas a respeito do amor? I’ve Got You Under My Skin

8. Como é a tua vida? The Best Is Yet To Come

9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Spring Is Here

10. Escreve uma frase sábia: Everybody Has The Right To Be Wrong

Considerem-se todos desafiados.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Mulheres


"Victoria's Secret Angels" para a GQ

Se há coisa que me irrita solenemente e me deixa sempre à beira de um ataque de nervos é quando oiço mulheres a dizer "ah e tal, as mulheres são todas umas cabrinhas umas para as outras." Não suporto mesmo, e, tenho para mim, que quem diz isso é, de facto, má para as outras. Só pode.

Eu acho que as mulheres, tal como os homens, independemente do sexo, poderão ter comportamentos menos próprios. Poderão ser mázinhas umas para as outros. Mas isso é natural no ser humano. Há pessoas boas e pessoas menos boas. Não acho que seja típico das mulheres, caramba.

Eu trabalho há anos com mulheres (e já nem falo das minhas amigas mulheres) e nunca reparei que houvesse ali uma tendência natural para nos prejudicarmos umas às outras. Muito pelo contrário. Claro que nem todas as pessoas são perfeitas. Claro que há sempre pessoas mais competitivas e mais intriguistas do que outras. Mas não me parece que isso seja provocado pelo facto de serem do sexo feminino ou masculino.

domingo, 16 de novembro de 2008

sábado, 15 de novembro de 2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sou só eu...


Grey's Anatomy

... que já não aguento mais um episódio ou mais uma nova série da Anatomia de Grey? Sou só eu que já deito pela boca a relação da Meredith Grey e do dr. Derek, que ora andam, ora não andam, ora acabam, ora recomeçam? Sou só eu que já não aguento tanto drama? Sou só eu?

Oh God

O meu pc decidiu adoecer ao mesmo tempo que eu. Ao que consta foi infectado com Spyware. Tadinho. Está na Pc Clinic desde Domingo. Valeu-me a minha querida S. que me emprestou, sem eu lhe pedir nada, o seu portátil por tempo indeterminado, alegando "precisas de actualizar o blogue". É uma querida. Eu agradeci imenso, principalmente porque estive três dias de atestado médico em casa. E, sendo eu uma netomaníaca, seria complicado sobreviver.

Ora quando o senhor da Pc Clinic ligou para me informar dos valores do orçamento, eu estava no Jumbo, ali mesmo ao lado, e disse-lhe que passava lá de seguida. Qual não é o meu espanto quando deparo com um écran plasma enorme, comigo, em biquíni, dentro de uma água azulona, na praia de Vai, em Creta, na Grécia, que é a minha imagem do ambiente de trabalho. E, digo-vos, não gostei nada de me ver ali exposta em tamanho XXL para quem quisesse ver. Até porque nessa altura eu estava gorda que nem uma Popota. E eu nem gosto de fotos de biquíni. Aliás, detesto. Longe vão os tempos em que tinha corpo de Victoria Secret e adorava pavonear-me em todos os ângulos. Agora... Agora evito-as, para não ter desilusões quando as vejo em tamanho grande. Mas adorava esta foto pela imensidão de mar, pelas boas recordações, por tudo. Adorava, mas agora já não.

Pelo sim, pelo não, assim que apanhar o computador em casa vou logo mudar a foto do ambiente de trabalho. Talvez para uma de Nova Iorque vestida até às orelhas.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Hoje o céu está mais azul, eu sinto. Fecho os olhos, mesmo assim, eu sinto. *


Angelina Jolie

Depois de longos e difíceis meses, depois disto, disto, disto e disto, o sol brilhou para mim e, hoje, posso dizer que estou feliz. Muito. Amanhã não sei. Mas hoje estou muito feliz.

* Rosa - Rodrigo Leão

Obama, eu sabia que podia contar contigo!



quarta-feira, 12 de novembro de 2008

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A minha veia de cusca quer saber tudo

Então diz que a Elsa Raposo anda enrolada com aquele senhor de ar assustador (tal não é a quantidade de plásticas que o fulaninho já deve ter feito, e para quê se o homem continua medonho) e que, como se não bastasse, depila as sobrancelhitas assim à descarada. Mas como é que eu não sabia disto? Uma pessoa não pode passar pelas brasas. É que mal abre os olhitos já a Elsa Raposo tem namorado novo. Mal fecha os olhitos já está a piquena numa varanda a sofrer horrores. Isto assim não pode ser. Eu gosto sempre de estar em cima da vida da Elsa Raposo, mas assim torna-se complicadito. Ela apaixona-se à velocidade da luz.

Já estou a ver daqui a dois mesitos, mais coisa menos coisa, a Elsita a contar às revistas as agressões de que vai ser vítima mais uma vez. Coitadita. Não é justo.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Ele voltou


Audrey Hepburn

Médico - Então como tem passado?

Kitty Fane - Malzinho, muito malzinho. Dores de garganta. Aftas horrorosas. Boca seca. Um horror. Estou um autêntico trapinho humano.

Médico - Ora vamos lá ver. Abra a boca. ... Hummm isto realmente não está bem. Vai levar uma injecção e vou receitar-lhe uma pasta para colocar na boca, que ninguém merece andar assim. E, fica avisada, não vai trabalhar nos próximos dias.

Kitty Fane - Ok.

E lá fui eu para a sala de enfermagem pôr-me de rabiosque para o ar para levar a injecçãozita que, neste caso, foi uma injecçãozona (doeu imenso). E, abençoada seja, que eu estou a melhorar a olhos vistos. O facto de estar em casa a descansar também para isso contribui. É que tem sido só caminha.

E, pronto, agora já começo mesmo a ver a luzinha ao fundo do túnel. Agora sim, já bem pertinho de mim.

Não sei

No próximo sábado vou fazer anos e pela primeira vez não me apetece. Não por estar a ficar velha, que é um facto ao qual já me adaptei há muito e que não me preocupa minimamente (pronto, pronto, as rugas, a celulite e a força que a gravidade exerce no nosso corpito preocupam-me um bocadinho), mas porque a minha vida ultimamente não tem sido boa, nada boa. Ando desmotivada. Ando sem vontade de nada. E os problemas de saúde não têm ajudado.

Tenho sido uma má pessoa para muita gente nos últimos tempos. Enviam-me mensagens a convidar para isto e para aquilo e eu já nem invento desculpas, porque nem sequer respondo. Telefonam-me para saber como estou e eu muitas vezes nem sequer atendo. Uma vergonha, eu sei. Mas são fases que, em geral, não duram mais do que três ou quatro dias. E eu já começo a ver a luzinha ao fundo do túnel desta fase. E, verdade seja dita, depois compenso com miminhos para toda a gente.

Isto tudo para dizer que, pela primeira vez nos últimos anos, ainda não sei se vou fazer festa de aniversário ou não. Entenda-se que quando digo festa não estou a falar de banquetes com cinquenta ou cem pessoas. Não, isso não. Credo. Deus me livre. Longe vão os tempos em que convidava tudo quanto era gente. Refiro-me a um jantar especial com cerca de uma dúzia de amigos, amigos mesmo, nada de amigos de circunstância ou conhecidos, amigos mesmo.

Por um lado apetece-me, mas por outro não. Não sei.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

domingo, 9 de novembro de 2008

sábado, 8 de novembro de 2008

The Painted Veil


Edward Norton e Naomi Watts


Kitty Fane: It's raining cats and dogs.

Kitty Fane: I said it's raining cats and dogs.

Walter Fane: Yes, I heard you.

Kitty Fane: You might have answered.

Walter Fane: I suppose I'm not used to speaking unless I've something to say.

Kitty Fane: If people only spoke when they had something to say, the human race would soon lose the power of speech.



The Painted Veil

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Menos Solange F., menos


Solange F.

Hoje em dia o que está a dar é ser gay. Gostasse eu de mulheres e era ver-me aí por todo o lado a gritar aos sete ventos -Sou lésbica e então?. Infelizmente não gosto. São muito queridas, giras e tal, mas, para fins que não apenas a amizade, continuo a gostar apenas de homens. Se bem que com a crise de homens interessantes que por aí anda, com certeza que ganharia mais em gostar de meninas. Mas, por enquanto, isso é praticamente impossível. Duas mulheres são mamocas a mais. E como se passava sem um piloca humana? Credo. Sim, porque aquilo de atar pilocas de plástico à cintura não está com nada.

Vejam só o exemplo daquela moça que apresentava o Curto Circuito na Sic Radical, aquela que tinha sempre o cabelo pintado de cores diferentes. Bastou-lhe assumir a sua homossexualidade numa entrevista ao Expresso e a moça nunca mais parou. É vê-la de decotes vertiginosos (para mostrar o seu novo mamaçal de silicone) a comentar a vida dos outros num programa da Sic. É vê-la despida com a namorada, em poses que roçam o pornográfico, numa daquelas revistas masculinas. É vê-la por todo o lado a receber prémios por parte de Associações gays e lésbicas (só por se ter assumido? Ok.).

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Queixinhas, muitas queixinhas

Quando o estupor do médico me disse que na última semana do tratamento as dores de garganta iam ficar mais fortes e ia aparecer uma afta enorme na boca, eu achei que ele estava a exagerar. Mas qual quê? Ele foi muito suavezinho, isso sim. A bruxa (afta) começou a aparecer há dois dias muito mansinha. E agora está um horror. Está transformada na mãe de todas as aftas. Está tranformada no monte Everest de todas as aftas. A minha língua parece a cordilheira dos Himalaias. Até consigo ver de um lado o Tibete e do outro o Nepal. Tivesse eu andado a fazer alguma coisa com ela (com a língua) e estaria agora a pensar que me tinham contagiado com alguma coisa fatal e que não duraria mais de dois dias.

E o estupor do médico? Ah e tal foi para um congresso. Estuporzinhos que andam sempre em congressos. Só eu é que só posso ir para congressos ao fim-de-semana e é se quiser. Ele que me disse desde o início para ir a correr para ele mal desse conta da formação desta malvada. E agora aqui estou eu. Sem médico, sem nada. "Ah e tal, mas qualquer colega meu a pode ver." "Ah e tal use aquelas gotinhas que eu lhe receitei." Eu já mal consigo comer, eu pareço uma anormal a falar, eu contorço-me com dores quando mexo a língua. Enfim. Não sei onde isto vai parar. E agora precisava da baixa e não há quem fique com os alunos, só a partir de amanhã. Oh God.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Sniff... Sniff...

Ai que a vossa Kittyzinha está tão doentinha. Ele são dores de garganta. Ele são aftas horrorosas na boca. Ele são arrepios de frio. Ele é corpo a pedir uma caminha, uma manta e miminhos (mas tem de ir trabalhar). Ele é tudo e tudo. Sniff. Sniff.

Como diz a Dona Rosete *


Barack Obama

Vivó Barata Osama! Viva! Com um cabo-verdiano na casa Branca aquilo vai ser só cachupa e kizomba pela madrugada fora. Vai ser muito légal.


* O exame da Dona Rosete, na tsf - o momento alto das minhas manhãs no trânsito

(Sim, eu sei que ele não é cabo-verdiano, mas a Dona Rosete acha que sim.)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

E por falar em álcool


Claudia Shiffer by Ellen Von Unverths

Eu que sou louca por vinhos, sobretudo tintos, estou há quase dois meses sem tocar numa pinguinha. E, digo-vos, é uma tristeza. Eu odeio excessos, no álcool, então, são disparatados, mas não há coisa melhor do que um bom jantar, uma boa companhia e um bom vinho. Ai, ai. Vou mas é calar-me.

Mas, pronto, assim comássim, antes não beber álcool, do que não comer chocolates. Isso sim, seria a minha desgraça.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Em compensação...


Porsche

... os porsches (tirando o porsche cayenne) são QUASE sempre conduzidos por pintarolas, portadores da chamada crise de meia-idade (que ataca por volta dos cinquenta anos), feios mas sempre muito convencidos, que andam em busca da chamada rapariguita-troféu (linda-vistosa-e-que-não-vem-mal-ao-mundo-se-for-burra) de vinte ou trinta e tal anos para exibir pelas ruas. Estes homens costumam ser os maiores consumidores do comprimidinho azul.

E, tivesse eu tempo, fazia já aqui uma dissertação acerca da relação dos homens com os seus carros. Mas não tenho. Talvez noutro dia.

domingo, 2 de novembro de 2008

Constatação de domingo


Alfa Romeo Brera

É mais fácil encontrar uma agulha num palheiro do que encontrar um homem feio a conduzir um Alfa Romeo. É incrível a quantidade de homens giros que se vêem dentro dos carros desta marca. Caramba. Não há condições.

sábado, 1 de novembro de 2008

Shame on me


Paris

Eu que adoro o realizador Cédric Klapisch. Eu que amei os filmes "Albergue espanhol" e "Bonecas Russas". Eu que, contrariada pela crítica, ia com enormes expectativas para a sala de cinema, adormeci. Adormeci enquanto via este filme. Que vergonha. Eu juro que estava a adorar cada cena. Eu juro que queria muito ver o meio e o final. Mas não passei das cenas iniciais. Aquele sono tão doce foi mais forte. O cansaço venceu-me. Quando me acordaram, o filme já tinha terminado. Shame on me.