sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Homens

B. - Kitty acabei de vez com a M.. Estou a sentir-me um pouco mal e a precisar de mimos. Estás em casa?

Kitty - Sim.

B. - Posso ir aí ter contigo?

Kitty - Podes, mas vem cedo que eu agora durante a semana deito-me às 10h30/11horas.

B. - Tão cedo? Se calhar podia aí ficar a dormir.

Kitty - Sim, desde que não me incomodes. Queres o sofá da sala ou queres a cama rodeada de carteiras, botas e roupa do quarto de hóspedes?

B. - Preferia a tua cama.

Kitty - Era só o que me faltava. Logo tu que só não te atiras a uma parede porque não mexe.

B. - Oh Kitty não sejas assim, somos amigos. E assim sempre te podia dar mimos.

Kitty - Mas quem disse que eu precisava de mimos? Tu é que disseste que precisavas.

B. - Mas se eu dormisse na tua cama já não precisava de mimos.

Kitty - Olha esquece.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Tragam-me um taco de basebol


Heidi Klum

Amanheci cinzenta como a manhã. Mas estava calma. Calma essa que desapareceu logo que me enfiei no carro e dei conta do caos que estava instalado nas estradas. Mas porque raio é que basta cair umas pinguitas de água para as ruas se encherem de carros e de acidentes. Mas porquê? Há pessoas que só andam de carro quando chove? Não percebo. Bom, mas tudo se passou. Com muita paciência. Altas doses de paciência.

Chegada ao hospital, aqueles estuporzinhos de técnicas sei lá do quê, que não têm outro nome, que só o que fazem é cortar na casaca dos outros e nem tomam atenção ao que estão a fazer, tiveram o desplante de me dizer que o tratamento afinal não acaba amanhã, mas sim daqui a uma semana e meia. Andaram estes dias todos a dizer que terminava amanhã, mas hoje olharam bem para o esquema daquilo e deram conta que afinal não, não termina amanhã. E agora embrulha aí mais uma semana e meia que é para aprenderes. Imbecis. Pensam que uma pessoa não tem mais nada que fazer.

Tragam-me, por favor, um taco de basebol para eu bater bolas até que as mãos me sangrem. Estou capaz de esganar alguém. Ai estou, estou. Ainda por cima o parvalhão do médico, que é a coisa mais querida e fofa do mundo, hoje decidiu não estar lá. Logo hoje. Hoje que eu queria ir fazer queixinhas para os seus lindos braços. Bah.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

No trânsito...


Claudia Schiffer

... eu tomo o pequeno almoço, eu organizo papéis, eu leio jornais, eu maquilho-me, eu pinto as unhas, eu faço sei lá mais o quê, mas sempre achei que arranjar as sobrancelhas ou arrancar pêlos do buço com uma pinça, em plena praça das portagens da 25 de Abril, era um bocadinho abusivo. Mas, pelos vistos, a senhora que estava hoje no carro ao lado do meu não é dessa opinião. Era vê-la a arrancar pêlos do buço, era vê-la a arrancar pêlos das sobrancelhas indiferente a todos os olhares.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O meu colega Jorge

O meu colega Jorge sempre foi aquele típico homem de família de meia idade. Óculos. Barriguita de cerveja. Alguns cabelitos brancos. A célebre camisinha de riscas e os eternos jeans-modelo-do-avôzinho. Ao fim-de-semana, o fato de treino. Fato de treino e ténis brancos adidas. Sim, porque encontrei-o uma ou duas vezes no centro comercial e lá estavam eles.

Ora em Setembro, depois das férias, o Jorge-homem-de-família, deu lugar à versão Jorge- George-Clooney. Ele era óculos novos. Ele era roupa gira. Ele era carro novo. Ele esbanjava simpatia e charme por todo o lado. Ele tinha uma alegria no rosto como eu nunca tinha visto. Andava tão louco que até me pagou duas vezes o lanche. Ele que era a pessoa mais forreta do mundo.

Um dia apeteceu-me dizer : - Oh Jorge anda por aí passarinho novo, não? Mas, tendo em conta que a mulher dele é minha colega e muito mázinha, achei por bem estar calada, não fosse o diabo tecê-las. Mas ele estava diferente. Muito diferente.

Há dias, confirmou-se o que eu esperava, o Jorge, de facto, tem passarinho novo. Divorciou-se no Verão e namora com uma pessoa. Daí aquela alegria toda e aquele desfilar de toilletes.

E agora pergunto eu, porque é que a maior parte das pessoas só toma estas atitudes depois do divórcio ou da separação? Porque é que a maior parte das pessoas se desleixa no casamento?

Primeiro Concurso do Amor é um Lugar Estranho - 1º lugar

O primeiro lugar vai para um mocinho que assina como Magalhães. Não sabemos mais nada dele, a não ser que tem o mesmo nome do famoso mini-computador. Esperemos que não seja já o pequenito que ganhou vida própria e que começou a disparar corta-interesses em todas as direcções.

E diz ele:

- Mulheres espampanantes - Em geral estas mulheres são loiras. Usam decotes enormes, porque têm sempre mamas monstruosas e usam mini-saias que só tapam o traseiro que, tal como as mamas, é enorme. Estas mulheres são óptimas para levarem com um piropo em cima quando estamos com os nossos amigos e para termos conversas porcas uns com os outros a respeito delas, mas, a não ser que nos chamemos Cristiano Ronaldo, nenhum homem gosta de uma mulher destas para namorar.


- Mulheres árvore de Natal - Em geral também são loiras e espampanantes e ficam sempre bem ao lado de um jogador de futebol. Usam carradas de brincos, colares, dezenas de pulseiras nos dois braços e quando andam fazem barulho. Um homem começa logo a imaginar-se na hora H e aquilo a chocalhar, a chocalhar. Medo.

Mulheres anãs - esta mulheres são muito pequeninas, quer em altura quer em largura. Ficam toda a vida com aspecto de lolitas e nós com cara de pedófilos. A não ser que nos chamemos Bibi, estas mulheres são completamente turn-off.


- Mulheres que dizem - tu gostastes de fazer isto?, tu falastes com ela?. Não precisa de explicação. Turn off completo.

- Mulheres homem - Não se maquilham, não arranjam as sobrancelhas, não usam saltos altos, gostam de futebol, dizem asneiras a torto e a direito, em suma, comportam-se como homens, só não coçam as partes baixas. Turn-off.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Sorte, muita sorte para ti

A minha querida Fabi vai fazer hoje uma cirurgia bem complicada. Eu já a fiz há dois anos e meio e sei bem o que aquilo custa. É um corte enorme no pescoço. É andar com um dreno horroroso durante vários dias. São dores. Mas, tal como eu, tenho a certeza que vai correr tudo bem com ela.

Por isso, minha querida, toda a sorte do mundo vai estar hoje contigo. Eu, vou estar aqui a torcer por ti.

Primeiro Concurso do Amor é um Lugar Estranho - 2º lugar

O segundo lugar vai para um menino que assina como Safrane Kalashnikov que tem um blogue chamado Muito Sinceramente e que nos conta uma história completamente absurda e completamente corta-interesse que lhe aconteceu. Eu achei a história tão mázinha que até pensei que ele a tivesse inventado. Mas não. Ele jura a pés juntos que a história aconteceu mesmo. Infelizmente.

Diz ele que este foi, certamente, o encontro onde encontrou um número superior de corta-interesses e onde a anulação dos mesmos não existiu. Por norma, a balança consegue equilibrar-se, há que esperar da outra pessoa isso mesmo... coisas boas e coisas más, daqui... foi tudo mau demais!

Safrane, estamos contigo. Depois de uma história destas é preciso ter bolinhas para continuar a gostar de mulheres.

Ora cá vai então a história.

Lembro com saudade uma saída realizada ao Centro Comercial "Y", com o intuito de conhecer pessoalmente uma garota jovem, bonita e inteligente, que conhecera meses antes, no admirável Mundo da internet.

Foi um encontro marcado com alguma antecedência; tive alguns dias para escolher a roupa, idealizar que dedos iriam criar o penteado embebido em gel, que perfume usar, que palavras utilizar para me dar a conhecer.

Pois bem, fui direitinho ao ponto de encontro. Porta de entrada da loja Zara. Ali estava ela, maravilhosa, esplendorosamente fantástica, pensava ela certamente, porque eu… já pensava como fui verdadeiramente bem enganado. Perguntava-me: onde está aquele cabelo loiro e bem arranjado que a fotografia do Messenger dava a entender poder existir?

Ok, há que comunicar, lembrei-me eu! Olá, muito prazer. Olá muito prazer! Porquê duas vezes? Estava ela, mais uma amiga!

Passados os primeiros 30 segundos, percebi que algo ia correr mal, todavia o verde esperança dos meus olhos, diziam para acreditar "não vai haver sexo salpicado por tremores intelectuais, mas quem sabe… o não saber como se faz ou como se sente, pode levar-me a conhecer uma nova forma de expressar o orgasmo".

Nunca menosprezei a ocupação profissional de uma pessoa, sempre respeitei a mesma, independentemente da importância que a mesma tem na nossa sociedade. Porém, quando enganam a outra pessoa, convencidos que a outra vai troçar e dizem-nos: trabalho num supermercado como supervisora de não sei o quê, o nome pomposo leva-nos a crer que a pessoa tem uma ocupação de destaque e com isso, o respeito e admiração aumenta. Foi isto que aconteceu, antes de saber a verdade. Afinal, estava a viver um encontro com uma pessoa, que naquele instante e pouco orgulhosa, informou-me ser caixa de supermercado, mais concretamente Minipreço.

Os corta-interesse por esta altura, eram muitos, mas convencido que o volte-face ainda estava para vir, continuei.

Entrámos numa loja, o êxtase aproximava-se a passos largos, a emoção da partilha de gostos criava em mim um certo pudor.

Caraças, entrei na Pimkie, acompanhado de duas figuras que tentei respeitar até ali. Porque será que elas não me respeitaram?

Não é que a meio da viagem, em plena loja… uma grita para a outra (havendo uma distância considerável entre elas, uns simpáticos 15 metros): oh não sei quantas… gostas desta camisa?

Ao qual a amiga responde: pois… não me lembro, só sei que mantiveram os 15 metros de distância! Foi tão mau, que rapidamente tive consciência que o melhor a fazer, era mesmo esquecer.

As horas passaram, aguentei firme.

A hora do xixi cama chamava por mim e num golpe de génio, referi que a minha hora tinha chegado.

A hora delas também! Curiosamente não tinham trazido a viatura automóvel com elas, pediram emprestado a uma qualquer companhia de transportes públicos uma viatura para levá-las até ali, e chegada uma determinada hora, não faziam o trajecto de volta.

Levei-as a casa, uma de cada vez! A primeira a ser devolvida ao seu lar, era amiga da pessoa que julgava ser tão diferente… a despedida foi quase rápida, pelo meio ainda tive de escutar alguns dos planos que perspectivavam um fim de semana de grande loucura. Marcaram na minha viatura automóvel, uma saída às Docas!

Ok, passado isto… levei a outra "dama" a casa. Acho que estava convencida que ia haver sexo… tanto que surgiram algumas indirectas:

- "sexo é uma cena muito fixe… yeah";
- "fiz sexo na semana passada… yeah";
- "o meu irmão já fez sexo com muitas miúdas… yeah."

Nota: cada frase expressada por tamanha beleza, terminava em "yeah".

Pensei referir que estava à procura da saída do armário e assim, livrar-me do gesto: "rejeição"; mas lembrei-me que essa pessoa poderia julgar que estava interessado em brincar ao quarto escuro, então optei por ser sincero: não estou interessado em repetir a dose."

domingo, 26 de outubro de 2008

Primeiro Concurso do Amor é um Lugar Estranho - 3º lugar

Ora cá estão os primeiros resultados do concurso. Agradeço a todos os que tiraram dez minutos das suas ricas e interessantes vidas para contribuir para este concurso.

A escolha dos três vencedores foi muito difícil. Agradeço à L. e à T. pela preciosa ajuda na eleição dos mais engraçados.

Desta forma, o terceiro lugar vai para um rapazinho que assina como Z. Miguel. O Z. Miguel tem um blogue chamado Andarilho e, pelo que se vê, gosta muito de beber água de coco e de andar em tronco nu. Neste momento, não sei porquê, diz que está offline. Z. Miguel querido, esperemos que não seja nada de grave.

Ora cá vai então o texto. Meninas, não façam cerimónia, toca aí a dizer de vossa justiça.

CORTA-INTERESSE Nº 1:
Depois de conhecer alguém e de se trocarem os números de telemóvel, receber uma sms a dizer: “Tás bom quiduxo?”. A vontade que se tem é, de imediato, responder “Deve-se ter enganado…” e ficar na esperança que a pessoa julgue que se enganou quando apontou o número e não volte a contactar-nos.

CORTA-INTERESSE Nº 2:
A mulher ter a infeliz ideia de ser apenas 2 centímetros mais baixa do que nós. Se é mais baixa do que nós, qual será então o problema? Eu explico. A mulher não pode ficar condicionada a andar de havaianas de verão e de inverno. E depois? Se há um casamento ou uma outra festa qualquer em que é suposto usar saltos? Não pode!

CORTA-INTERESSE Nº 3:
Mulheres que não bebem álcool e mulheres que bebem álcool. Ninguém gosta de chegar a um bar e a mulher levar toda a noite a coca-cola ou, pior, a garrafas de água. Também ninguém gosta de voltar do bar sempre com a namorada embriagada e a dar um escândalo. O primeiro escândalo é giro, no segundo já se olha de lado, no terceiro já não sai connosco do bar… “Não, não sei quem é. Por acaso já a tinha visto, até entrou ao meu lado, mas julgo que estava sozinha…”

CORTA-INTERESSE Nº 4:
As mulheres quando se maquilham ficam mais femininas, isso não há dúvida. O que não podem fazer por nada deste mundo e que é um corta-interesse desgraçado, é fazer o risco na parte debaixo do olho. Na parte de cima tudo bem, na parte de baixo NÃO!

CORTA-INTERESSE Nº 5:
Mulheres que pensam em tudo, que ponderam todos os prós e contras, que medem as consequências de tudo. Ex: “Bora para a China amanhã?” “Ai não sei se posso. Isso não é assim, tenho que avisar a minha mãe, o meu chefe, o meu cão, o meu…. Para o ano logo se pensa nisso. Essas coisas têm que ser pensadas com antecedência.” Mulheres assim são uma SECA!


Há mais, mas eram só 5 corta-interesses…
Podia dizer “mulheres previsíveis e sem novidades”, “mulheres que se limitam a ouvir e rir das piadas que dizemos”, “mulheres sem iniciativa.”, “mulheres que são inconvenientes”, “mulheres…”… Pois, mas só se podem dizer 5 corta-interesses, eu só digo 5!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Saltos altos na calçada portuguesa


Claudia Shiffer por Ellen von Unwerth

Eu deixei de usar saltos altos no dia-a-dia (excepção feita aos sapatos de cunha e plataforma que eu não dispenso ultimamente e que são muito confortáveis) há uns dois anos. Primeiro, porque acho que estão um bocadinho demodé durante o dia (a não ser que se tenha um trabalho que o exija ou que se vá a um evento ou uma festa que o justifique), e segundo porque não caminhamos nas ruas planas e lisas de Nova Iorque . É que não há coisa pior do que andar de salto fino na calçada portuguesa, além do trabalho e da despesa que é mudar todas as semanas as capas dos saltos, ficamos com os pés numa desgraça.

Por isso, deixo os sapatos de salto bem alto para as saídas à noite, seja para ir jantar fora, para ir a festas, para ir a um espectáculo ou para ir a um bar. Desta forma, acabo por passar os dias, que agora estão mais fresquinhos, com botas destas.

Acontece que há dias decidi calçar pela primeira vez os meus botins (que comprei para sair à noite, mas como não tenho saído à noite, decidi calçá-los durante o dia, porque já não aguentava vê-los ali paradinhos com os bracinhos estendidos a chamar por mim).

... E lá ia eu a pavonear-me pela rua, quando dou conta de que estava descalça de um pé. Como por magia, o botim não estava no pé. E onde estava ele? Pois que tinha ficado preso entre duas pedras. Não só tive de apanhar o meu botim cheia de vergonha, como ainda tive de ouvir o arrumador "- Estas vêm para aqui armadas em princesas de Espanha. Eh... eh...eh...". Fiquei com ganas de o espancar, sobretudo porque já lhe tinha dado cinquenta cêntimos. Parvo.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

É o problema de, num ataque de estupidez, ter revelado o meu blogue a amigos e conhecidos

Ontem, mal acabei de publicar o post do pseudo-Kirby, comecei logo a receber mensagens no messenger, sms e telefonemas de amigos e conhecidos (sobretudo homens, porque as amigas já sabem o que a casa gasta) a dar conselhos.

- Cuidado, olha que há por aí muita gente a mentir descaradamente e a fazer-se passar por outras pessoas. - diziam uns.
- Oh Kitty, cuidado, não o leves para casa, há por aí muito psicopata. - diziam outros.
- Ahahaha comissário de bordo? Deve ser mais um chico-esperto armado em bom, como são todos. Não te metas com essa gente. Essa gente não interessa a ninguém.- rematavam outros.

Eu achei querido tanta preocupação da parte deles, mas, caso não se lembrem, eu relembro que já passei a barreira dos trinta anos há uns tempos, moro sozinha há anos e já nem a mãezinha e o pai se preocupam com o que eu faço ou deixo de fazer. Logo, poupem-me a esses conselhos paternalistas e deixem-me descobrir, se tiver vontade, quem é afinal este menino.

Aos anónimos, esses chatinhos


Monica Bellucci

Depois da desequilibrada-estilo-Carolina-Salgado-em-busca-de-atenção que apregoava a sete ventos no seu blogue que eu era horrível e desinteressante e fútil e oca e frígida e mais não sei o quê, e se deu ao trabalho de interromper as suas historietas ridículas de sexo para escrever três ou quatro posts, sim, três ou quatro posts acerca da minha pessoa no seu maravilhoso blogue, eis que aparecem, diariamente, anónimos a destilar veneno por tudo quanto é poro (tenho para mim que são sempre a mesma pessoa, vou ficar mais atenta ao sitemeter.).

Meus queridos, eu queria chatear-me com vocês, mas infelizmente não consigo. Sobretudo quando reparo que o anónimo da cinco e tal da manhã de hoje, morador na zona de Lisboa, cá passou quase uma hora e já cá tinha vindo oito vezes desde a meia-noite. Ora, para quem não gosta e me acha assim tão, tão ridícula, parece-me muito tempo.

Meus amores, se querem comentar, comentem, querem vir para aqui descarregar as vossas mágoas, as vossas frustrações e os vossos ressabiamentos, querem fazer posts e mais posts sobre mim, façam-no, mas por favor não percam aqui tanto tempo. É que assim eu começo a acreditar que afinal a visita ao meu blogue é o momento alto do vosso dia e que o momento em que deixam a vossa marquinha aqui registada não passa de uma tentativa para chamar a minha ilustre atenção. E, pronto, fico ainda mais convencida, vocês ficam mais irritados e isso não é bom por causa das rugas e dos cabelos brancos. Já viram a maçada que é?

Já agora, ao contrário do que possam imaginar, eu não estou sempre sentada frente ao computador, eu não estou sempre no sofá a ver séries, eu não ando sempre a comprar carteiras e casacos brancos, eu não ando sempre a receber e-mails de comissários de bordo e afins, era bom que assim fosse, mas não, a minha vida é mais do que isso. Eu trabalho, eu faço coisas como as outras pessoas, inclusivé estou a passar por uma fase má na minha vida que já dura há uns meses, a lidar com um problema de saúde que desejo que nunca vos atinja, mas como já devem saber, não é do meu género vir para aqui contar cada passada da minha vida.

Estamos entendidos? E sim, os vossos comentários serão sempre apagados.

Grata pela vossa atenção.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

E-mail recebido às 6h da manhã

Olá

Há uns tempos atrás andava a pesquisar no google acerca das companhias low coast e vim parar ao seu blogue, foi amor à primeira vista pelo blogue e pela Miss Kitty Fane que é gira que se farta. Ontem vim aqui mais uma vez, como sempre venho diariamente e li o seu post onde confessava a sua vontade de ter um kirby na sua vida.

Cá está ele, já não precisa de partir por aí à descoberta. Caso não tenha reparado, sou eu. Não me chamo Kirby, mas chamo-me ...., não sou fotógrafo, mas sou comissário de bordo, ainda não tenho 25 anos, mas estou quase a fazê-los, não depilo o peito porque não preciso, visto q os meus paizinhos me fizeram quase sem pêlos para sua tristeza, pelo que li gosta de homens com pêlos, mas também ninguém é perfeito.

Fico aqui a aguardar a sua resposta, pois estou ansioso que me leve para a sua casa.


Eu... Eu confesso que achei fofinho.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Porque é que gosto da série Lipstick Jungle?


Robert Buckley e Kim Raver

Porque gosto das personagens, sobretudo da Victory e da Nico; porque a série se passa em Nova Iorque, a minha cidade favorita; porque as roupas e os sapatos e as carteiras e as jóias (oh God, os brincos de cristais em forma de estrela-do-mar da Nico são qualquer coisa de deslumbrante, já estão na minha wishlist.); e a razão principal: porque a Nico tem o amante mais giro-e -fofinho-e-que-apetece-logo-trazer-para-casa de todos os tempos. Eu que gosto de homens feitos, mais velhos e com pêlos no peito, até fico com vontade de partir por aí à descoberta de um Kirby, de peito depilado, de vinte e cinco anos, para cometer umas loucuras.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Unhas de gel mais conhecidas por "nels"






Que uma mulher tenha unhas fracas e decida colocar unhas de gel, discretas e a atirar para o curtinho, eu até entendo. É certo que odeio com todas as forças do meu ser unhas de gel, porque além de destruirem a unha natural, são o cúmulo da pirosice, mas respeito essa opção porque nem todas as mulheres têm unhas naturalmente bonitas. Agora quando optam por unhas de gel enormes, que mais parecem garras e que dificultam qualquer tarefa, ou quando as enfeitam com brilhantinhos e com florzinhas, com quadradinhos e com triângulozinhos, com losangos castanhos e azuis, com bonequinhos e gatinhos, aí o caso muda de figura.


Mas quem é que achou que isto era bonito? Já não nos chegavam as alças de silicone? Já não nos chegavam as raízes pretas num cabelo loiro platinado? Já não nos chegavam as sobrancelhas redondinhas e muito, muito fininhas? Já não nos chegavam as botas brancas, bicudas e de salto alto muito fininho, como as que a Luce usa no seu programa? Tenham lá dó de nós.

domingo, 19 de outubro de 2008

Vamos todos fazer uma vaquinha...


Angelia Jolie, Pax, Zahara e Shiloh

... para ajudar a Angelina Jolie e o Brad Pitt a comprarem umas roupitas novas e giras para estas criancinhas. Já agora, algum dinheiro para levar o Pax ao cabeleireiro. Vá, vamos lá ajudar os pobrezinhos que também precisam. Como se sabe, a crise toca a todos.

sábado, 18 de outubro de 2008

Primeiro concurso do Amor é um Lugar Estranho

Embora tenha a certeza que este blog é mais lido por mulheres, sei que há imensos homens que o visitam. É a vocês, homens, que este concurso é dirigido.

Lembram-se dos corta-interesse? Lembram-se? São os chamados turn off. São aquelas pequenas-grandes coisas que nos fazem perder o interesse por uma pessoa, no vosso caso por uma mulher.

Pois é, aqui apenas são abordados sob o ponto de vista de uma mulher, e nós (a ideia partiu de conversas com algumas leitoras) gostaríamos de saber a vossa opinião, queríamos saber quais são os vossos principais corta-interesse.

Para isso, só têm que escrever, de uma forma engraçada, os cinco principais, aqueles que vocês não suportam mesmo, aqueles que vos fazem logo cair fora, aqueles que vos fazem logo gritar "pernas para que vos quero, bora lá fugir enquanto é tempo".

Vá toca a preparar os vossos e a enviar para o endereço amoreumlugarestranho@hotmail.com até ao dia 26 de Outubro.

Os três melhores textos serão publicados neste blogue, na semana seguinte, com a devida referência ao seu autor.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Umas guloseimazinhas fazem sempre bem

Há um mês atrás:

Kitty - E durante o tratamento posso comer de tudo?

Médico - Sim, claro. Deve manter uma alimentação equilibrada como tem feito até aqui.

Kitty - E assim umas guloseimazinhas de vez em quando?

Médico - Pode e deve. Sobretudo gelados. Visto que irão surgir algumas dores de garganta e algumas aftas na boca.

Kitty - Mas, Doutor, eu não sou grande apreciadora de gelados. Eu sou mais apreciadora de chocolates.

Médico - Então pode e deve comê-los. Desde que não abuse e que lave os dentes de seguida. Sempre.

Saí do hospital, parei nas bombas de gasolina para abastecer o carro e aproveitei logo para comprar uns chocolatinhos Milka. A escova de dentes e o fio dentário, esses, passaram a andar sempre na carteira. Estou completamente obcecada com a higiene oral.

(E ainda não precisei de pôr baixa, pois as dores de garganta, inacreditavelmente, passaram. Que bom. Como se costuma dizer, que o diabo seja cego, surdo e mudo. É que ainda faltam duas semanas para terminar o tratamento. E até lá tudo é possível.)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A propósito da Moda Lisboa (mais conhecida por desfile dos pedantes*)

Uma das coisas mais engraçadas é o facto de ser moda as pessoas levarem os filhos para verem os desfiles, tenham eles apenas alguns meses, ou apenas quatro ou cinco anos. Dá-me impressão que, assim como levam um cachecol ou uma carteira de marca, levam uma criança ao colo ou pela mão. É que depois ficam sempre bem nas fotografias das revistas cor-de-rosa. Pobres criancinhas.

*Que não têm onde cair mortos, quanto mais dinheiro para comprar aquelas roupas.
Como disse o Manuel Alves "Era preciso haver maior rigor nos convites para acabar com este lado burlesco de quem vai ver moda como se fosse ao circo".

E o frio que não chega


Sienna Miller

E eu com tanta roupinha gira, tantas botas novas, tantos casacos quentinhos no armário, prontinhos a ser usados. Isto não se admite.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Máfia de saltos altos


Bonnie Somerville, Lucy Liu, Miranda Otto e Frances O'Connor

Se a intenção era fazerem uma série como o Sexo e a Cidade, falharam redondamente. É tudo tão mauzinho que não se aguenta. As actrizes são péssimas (tirando a Lucy Liu que eu adoro) e não convencem ninguém. São insípidas. Falta-lhes sentimento. Falta-lhes carisma.

Tirando as roupas e a cidade de Nova Iorque, nada se aproveita .

Carrie, Charlotte, Miranda e Samantha, voltem, estão perdoadas.

(Pelo contrário, adoro a série Lipstick Jungle, mas isso será matéria para outro post.)

Corta-interesse # 4

Sair para jantar com um rapaz e ele passar, literalmente, a noite a maldizer a ex.

"Ai ela era uma malvada. Ai ela traiu-me. Ai ela acabou comigo por sms. Vê bem o calibre da bicha. Ai ela era uma estúpida. Ai que ela era uma insensível. Ai que ela era insuportável e chata e entediante. Vê bem que até lhe comprei um anel caríssimo e a paga que me deu foi isto. Malvada."

Meus amores, é claro que nenhuma mulher aguenta uma coisa destas. Perde-se logo ali todo e qualquer interesse que pudesse existir. Aconselha-se a este espécimes que resolvam primeiro esse assunto na sua cabecinha e depois, então, que iniciem o ciclo de dates.

É tão feio cuspir no prato onde se comeu, sobretudo diante de pessoas que conheceram há dois ou três dias.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Coitadita da Carolina

Há dias um amigo meu enviou-me, via mail (com o título: "para a tua veia de cusca"), as tão famosas fotos da escritora (sim, a mulher já escreveu um livro, logo, é escritora) Carolina Salgado, em cenas íntimas com o namorado. Aquele que, diz ela, já lhe deu porrada e já a acusou não sei do quê, mas com quem ela continua a manter uma excelente relação. Acho que faz muito bem. Afinal de contas, levar porrada é sempre uma coisa boa numa relação. O que são uns murritos na cara ou uns puxõezitos de cabelos? Coisa pouca.

E lá estavam eles os dois em cenas íntimas. Foi engraçado de se ver. Ela de volta da piloca dele. Minto. Ela de volta da micro-piloca dele. Porque aquilo não chega a ser nada. Coitadita dela. Já não basta levar porrada e ainda tem de levar com aquela pilita de miniatura. Mais valia dedicar-se a uma salsichita Nobre. Tenho a certeza que ficaria melhor servida.

domingo, 12 de outubro de 2008

Zé Carlos

Depois de na semana passada não ter achado a mínima piada ao programa "Zé Carlos" (tirando a parte do "carjaquim"), devo confessar que hoje já chorei a rir com a maior parte dos sketches. Desde a Hora do Vitinho, com os discursos do nosso Presidente da República, ao Momento da Verdade com o nosso Primeiro-Ministro. Mas o que me fez ficar com dores na barriga de tanto rir, foi mesmo o sketch do Computador Magalhães. Brilhante. Genial. Ninguém se lembraria daquilo, só mesmo estes quatro rapazes.

(Mas quem me tira o Nuno Lopes com o "vai mazé fazer qualquer coisa de útil à sociedade comás pessoas", tira-me tudo.)

Nem sempre tenho sol...














... mas tenho sempre Belém.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Crise na bolsa


Wall Street by Kitty Fane

Devo confessar que não percebo quase nada da bolsa de valores. Nem o facto de ter tido, há uns meses, uma paixão-fogacho (que durou exactamente duas alegres e intensas semanas) com um rapaz que era corretor da bolsa, ajudou a que eu percebesse mais alguma coisa daquilo.

Ele passava horas a falar do Dow Jones, do Nasdaq, de Pullback, mas eu entrava em piloto automático, começava a bocejar e deixava de o ouvir. Quando ele percebia que já estava a abusar um bocadinho, que eu não era sua colega da bolsa e, como tal, estar a ouvi-lo ou estar a ouvir um chinês a falar, era precisamente a mesma coisa, lá se calava um bocadinho ou mudava de assunto.

Quer dizer, alguma coisa sobre a bolsa aprendi. Nem que mais não seja, que não me devo voltar a "meter" com um corrector da bolsa, pois tirando dinheiro e... dinheiro, não sabem falar de mais nada (haverá excepções com certeza). Mas isso é outra história.

Isto tudo para dizer que ando preocupada com o que se está a passar. É que se já estávamos mal, pior vamos ficar. E ultimamente há uma pergunta que não me sai da cabeça "- Será que o nosso pézinho de meia não estará melhor debaixo do colchão?" Já por diversas vezes estive para agarrar nas minhas perninhas cansadas e ir ao banco levantar todo o meu dinheiro. É que, apesar de não ser muito, é a minha segurança nos meses de maior aperto.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Confesso que também já tinha saudades dele

E hoje lá estava ele na portagem número seis da ponte 25 de Abril. Com a mão por cima do coração e com a sua vozinha (é mesmo uma vozinha) rouca e muito feminina disse-me:

"- Já tinha tantas saudades suas. Por onde tem andado?"
"- Isso pergunto eu. Eu tenho andado pelos mesmos sítios. Ultimamente então, passo aqui praticamente todos os dias, mas nunca mais o vi."

E ele sorriu.

Confesso que já tinha saudades dele. É daquelas pessoas que alegra qualquer um com a sua natural simpatia.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O programa da "Luce"



Foi num destes sábados em que eu, ainda enroscada na cama, decidi ligar a televisão para ver se acordava, que vi pela primeira vez um bocadinho do novo programa da moça que fazia de Floribela. E aqui me confesso - o programa até é bem giro. Sobretudo para os papás verem com as crianças e assim iniciarem ali umas aulinhas de educação sexual. É que pagar para ter a Playboy, quando se tem o programa da Luce, é pura estupidez. Aqueles decotes vertiginosos com duas bolas de futebol a espreitar, a barriga apenas coberta por umas tiras de lantejoulas e umas botas brancas de salto agulha, só mesmo no programa da Luce.

Ele trouxe a Primavera


Sarah Jessica Parker e Chris Noth

Ele apenas me pediu para o ir buscar ao aeroporto. E eu assim fiz. Não sabia mais nada. Dizia ele que era surpresa. E que surpresa. Há meses que merecia uma noite assim. Merecia mesmo. Todas as mulheres mereciam pelo menos uma noite assim.

Houve o "She" do Elvis Costello quando me sentei à mesa. Houve flores. Houve jantar à luz de velas. Não houve vinho maravilhoso (ooh!), porque não posso beber até ao final do mês. Mas houve uma vista magnífica sobre o rio e a ponte. Houve muitos olhares cúmplices. Muitos risos. Muitas lágrimas (eu ando detestavelmente lamechas). ...

É certo que a esta hora já ele está do outro lado do mundo. Mas deixou-me o seu sorriso e o seu olhar tão brilhante gravados na minha memória. Ele trouxe a Primavera e pôs fim ao Outono que teimava em não me largar.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Vamos ver o que me reservam os próximos dias

O médico já me tinha dito que passados alguns dias do tratamento que ando a fazer, ia ficar com a garganta sensível e dorida (entre outras coisas) e que era melhor começar a pensar em pôr baixa. Isto porque a base da minha profissão é a voz e com dores na garganta torna-se mais difícil falar.

Ele deixou o aviso, mas os dias foram passando e nada. A garganta estava bem e recomendava-se. E eu, como sempre, achava que o tratamento ia passar e eu não ia sentir nada. Porque acho sempre que sou diferente das outras pessoas. Se já passei por tanta coisa tão grave, tanta cirurgia, tanto exame, tantas más notícias e continuo óptima, esta seria apenas mais uma.

Mas enganei-me. Ontem já senti algo diferente na minha garganta. E hoje já a sinto muito sensível. Tendo em conta que a tendência é para piorar até terminar o tratamento, nem quero pensar no que me reservam os próximos dias. E faltar por estar doente é das piores coisas que me podem acontecer. Detesto. Infelizmente, sou daquelas pessoas que só não vão trabalhar se estiverem a morrer. Sou parva. Parva mesmo.

Mais uma grávida


Eva Longoria

A minha colega I. está grávida. Mais uma. Lá se confirma a minha tese de que está tudo a engravidar e a ter filhos. Mas a I. é uma grávida especial. Muito especial. Não só porque gosto imenso dela, mas, sobretudo, porque engravidar era mesmo o que ela mais queria na vida.

Andava há seis anos a tentar. Viu todas as barrigas crescerem à sua volta. Aguentou perguntas e mais perguntas "- Então e tu quando engravidas? Já vai sendo tempo, não?". Sim, porque nestas alturas há pessoas mázinhas que gostam de lembrar os outros dos seus fracassos. Mas ela aguentou tudo. Sempre com um sorriso.

Há cerca de dois meses disse-me: "- Olha vou encerrar o capítulo de querer engravidar. Já não quero saber. Estou desgastada. Já não aguento mais decepções. " E, pronto, quando deixou de viver em função desse desejo, a I. engravidou.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Oh God!



Podem vir todos os Jude Law em anúncios da Dior, podem vir todos os Matthew McConaughey tirar a camisa em anúncios da Dolce e Gabbana, podem vir todos os Josh Harnett em anúncios da Armani... São todos lindos, lindos, é um facto. Mas nenhum chega aos calcanhares do Olivier Martinez. Estou a ver este anúncio em modo repeat há vinte minutos e não consigo parar. Oh God. Estes homens deviam ser proibidos, tal como as armas, pois são uma ameaça à dignidade das mulheres.

Vou só ver o vídeo mais uma vez. Agora é mesmo a última vez. Prometo.

domingo, 5 de outubro de 2008

Despedida dos dias de sol












Belém


Parece que a minha morta-viva (máquina fotográfica) ainda continua a dar provas da sua resistência.

sábado, 4 de outubro de 2008

Tu trouxeste a Primavera


Scarlett Johansson

Embora a vida não ande fácil, nada fácil por estes lados, hoje acordei rodeada de flores, borboletas e um brilhozinho nos olhos que tu me trouxeste de volta.

(A chatice de estarmos habituados a acordar por volta das seis e tal da manhã todos os dias é que, chega-se o fim-de-semana, queremos dormir até tarde e não conseguimos.)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Burn After Reading - Notas soltas


Burn After Reading

- A história é tão bizarra que só lembraria mesmo aos irmãos Coen.

- É uma das melhores comédias de humor negro que vi nos últimos anos.

- Todas as personagens são estúpidas. Desde o Chad (Brad Pitt), que ilustra na perfeição aqueles cromos de ginásio completamente ocos de cérebro, ao Harry (George Clooney), que constrói, secretamente, um dildo.

- O Brad Pitt, além de ter um penteado pior do que o do Javier Bardem no "Este País não é para Velhos", protagoniza as cenas mais hilariantes do filme. De chorar a rir, mesmo.

- O meu querido George Clooney está velho.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Aviso importante


Claudia Shiffer by Ellen Von Unverths

Avisam-se todos os distribuidores de jornais grátis (ele é Metro, ele é Meia-hora, ele é Destak, ele é Global), que estão ali na zona da Praça de Espanha por volta das oito da manhã, que eu não me responsabilizo pelos danos que vos posssa causar, em caso de atropelamento. É que, com a pressa que vou a essa hora, com o sono e com o mau-humor matutino, é muito chato ter de andar a contornar-vos, enquanto atiram, desesperadamente, com os jornais para dentro dos carros que por ali passam. Eu sei que a culpa não é vossa. Eu sei que têm que distribuir o maior número de jornais. Mas deviam ter mais um bocadinho, só mais um bocadinho, de amor à vida.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

E já que falamos de homens bonitos


George Clooney

Digam o que disserem, o primeiro impacto, positivo ou negativo, de uma pessoa, tem, quase sempre, a ver com o aspecto físico. E aqui não estou a dizer que tem de ser um George Clooney lindo, lindo e elegante ( não é que eu me importasse, como é óbvio). Não. Mas deve ter um aspecto agradável, ou melhor dizendo, deve ter ali um je ne sais quoi que nos agradou e que acciona, dentro de nós, uma série de mecanismos que nos tranforma em seres nervosos, ansiosos e ridículos.

Agora, por gostar de homens bonitos, não quer dizer que goste de bonecos parvos e narcisistas. Pois o rapaz até pode ser lindo que só ele. Mas se não for interessante psicologicamente, não há nada a fazer, e terá de ir cada um à sua vida. Com muita pena minha, é certo. Porque um homem bonito é sempre uma mais-valia para perder o olhar em alturas de ócio.