terça-feira, 30 de setembro de 2008

Será?


George Clooney para a Vanity Fair

Sempre ouvi dizer que os homens feios, ou menos bonitos, se esforçam muito mais para agradar a uma mulher. É que aos bonitos basta apenas existir.

Enquanto jantávamos


(não consegui identificar as meninas da foto.)

Kitty - Então e como estão as coisas com o teu amigo?

Amiga de Kitty - Vão indo. Ai oh Kitty ele não faz nada o meu género. Não sei o que hei-de fazer. É feio, é baixo e veste-se mal, mas ao mesmo tempo é tão inteligente e tão querido. Acho que estou a ficar in love.

Kitty - Deixa-te levar e não ligues a essas pequenas coisas. Não te esqueças que não existem homens perfeitos.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Baby-post


Eu nunca escreveria um post acerca de uma criança (neste caso, o meu sobrinho e afilhado), se ele fosse como as outras crianças. Ele é diferente. Mais bonito. Mais carinhoso. Menos birrento. E muito, muito mais inteligente. Para dizer a verdade, é sobredotado. É daqueles fofinhos, que brincam como as outras crianças, vêem o canal Panda, mas ao mesmo tempo devoram enciclopédias e documentários como se não houvesse amanhã.

Tem seis anos. Aprendeu a ler sozinho, naturalmente. Tem uma paixão enorme por aviões. Conhece todos os modelos. Conhece todas as companhias aéreas. E se lhe perguntarmos quais os procedimentos necessários para que um avião levante voo, ele explica-nos tudo. Conhece o cockpit de um avião como ninguém. Por isso, não é de admirar que um Comandante de um avião lhe tenha dito um dia "Tu sabes mais que muitos pilotos, rapaz." E ele ficou todo vaidoso. Adora que o elogiem. Que digam que ele é muito inteligente. Que oiçam o que ele tem para contar.

Por tudo isto, seria de esperar que quisesse um dia ser piloto. Mas não, quando for grande quer ser obstetra, porque quer "tirar os meninos das barrigas das mães".

Há dias, enquanto me ajudava a lavar o carro, no terraço da casa dos meus pais, disse-me: "Madrinha, hoje à noite, vai haver mais uma estrela no céu. É o reflexo do brilho do teu carro." É que a sua última paixão é o espaço. As estrelas, os planetas, os buracos negros, tudo. Ele sabe mais do que qualquer pessoa. Porque tudo o que lê e ouve, memoriza.

Como se não bastasse tudo isto, é a criança mais amorosa do mundo. Passa a vida a dizer-me "adoro-te madrinha" ou então "és tão querida". Dá-me um abraço muito apertado quando me vê. Comove-me imensas vezes.

domingo, 28 de setembro de 2008

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Ohhhh....


Paul Newman e Joanne Woodward (1958)

... e lá perdemos o segundo homem mais perfeitinho de sempre. Que descanse em paz.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Marlon Brando


Marlon Brando

Se me pedissem para escolher um rosto perfeito, escolheria o do Marlon Brando. Envelheceu muito, muito mal. Mas, a meu ver, enquanto novo, foi o homem mais sexy de sempre. Ele era lindo. Aquela boca, os olhos, o nariz... a perfeição exisitiu.

(E, pensar que, não fosse o malvado do Salazar, ele podia ter casado com a Lili Caneças. Até já o estou a ver de bracitos abertos, tal e qual Cristo-rei, à espera da lolita que chegava do país das maravilhas.)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Eu odeio acordar cedo


Audrey Hepburn

Odeio mesmo. Acordar cedo só mesmo para ir viajar. Ou mesmo para ir ver o nascer do sol com aquele homem lindo que conhecemos há duas semanas. Por tudo isto, sempre optei por trabalhar em horários da tarde (mesmo sabendo que chego a casa já de noite).

Infelizmente, neste momento, tenho de me levantar todos os dias, com o raiar da aurora, para ir ao hospital. Tem sido um horror. Não durmo nada, porque tenho medo que o despertador não toque. Não durmo nada, porque tenho mesmo de adormecer rapidamente e, quando é assim, o sono não chega. Depois são voltas e mais voltas na cama. E já são duas da manhã e eu ainda estou acordada, e já só faltam quatro horas para eu me levantar. O que vai ser de mim? Vou andar a cair de sono o dia inteiro. Isto não se aguenta. Maldita vida.

Escusado será dizer que ando de rastos e sem tempo para nada. À tarde vou trabalhar cheia de sono, rabugenta e sem paciência.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A mulher, coitada, já deve ter cabeça de rena

Há coisa de dois ou três meses conheci, por acaso, mas mesmo por acaso, um homem casado. Atiradiço como o raio. Chato, melga, cola. Eu nunca lhe liguei nada, mas ele não me largava.

Acho um atentado à dignidade humana alguns homens casados terem a pouca vergonha de andar a "dar em cima" de outras mulheres que nada fizeram para que isso acontecesse. Odeio-os a todos. Fico sempre com uma vontade doida de gravar as suas conversinhas e mostrar às suas mulheres (que, na maior parte das vezes, pensam que têm ali um anjinho). Quem está mal que se mude. Ou então que procurem alguém que tenha os mesmo objectivos que eles e que não se importe de andar com um homem que usa uma aliança maior do que a roda de um tractor. Eu cá passo a outra e não à mesma, mesmo que se trate de um George Clooney.

O pior é que quanto mais eu lhe dava para trás, mais ele gostava. Achando sempre que eu estava a armar-me em difícil.

Entretanto fui para a Tunísia, depois foi a minha cirurgia e, após tanta patada, ele desistiu. Ainda me enviou uma mensagem para saber se tinha corrido tudo bem comigo, mas eu nunca respondi.
Hoje recebi um e-mail dele a perguntar se eu estava bem. Apeteceu-me responder. E assim fiz. Disse-lhe que tinha corrido tudo bem e agradecia a preocupação. Perguntei-lhe ainda se estava bem. Ao que ele me responde (pára tudo):

- Eu? Comigo está tudo fino, estou finalmente a ter o que quero...uma experiência fora do "alguidar". Só te posso dizer que está a ser maravilhoso. Que mulher estupenda que eu conheci. E não se importa que eu seja casado, como certas pessoas. Até gosta.

Porque é que há homens tão idiotazinhos? Porque é que, depois de rejeitados, têm sempre uma necessidade enorme de nos atirar à cara que estão óptimos e felizes, e que, afinal de contas há quem os queira e os adore? Haja paciência.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Ódios musicais

Em tempos foram as músicas do André Sardet (que horror, antes espetar agulhas nos ouvidos.).

Depois foi a música da Vanessa da Mata com o Ben Harper (sim, a música era gira, era, mas depois de passar cinco biliões e meio de vezes por todo o lado, tornou-se num verdadeiro pesadelo.).

Mais tarde foi a música "Encosta-te a mim" do Jorge Palma (outro pesadelo. e agora, como se não bastasse, também temos de gramar com ela num anúncio de um banco. com o Ricardo Pereira, ainda por cima. não se aguenta. nem a música, nem ele. o rapaz está em todo o lado. nem no Brasil nos deixa em paz.).

Neste momento é a música da Brandi Carlile - "The story". A música está por todo o lado. Em anúncios. Em reportagens dos Jogos Olímpicos. Tudo o que envolva momentos em câmara lenta, ela está presente. Como é possível andar meio mundo embeiçado por uma música destas? Eu não compreendo. Juro. É que a letra nem é má, mas a voz da senhora enche-me de urticária. Na parte do refrão, então, grito para pararem com aquele inferno que me fere os ouvidos. A criatura esganiça-se de tal forma que parece que está cheia de expectoração e que, de seguida, se vai desfazer em pedacinhos.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Shame on me


Adriana Lima e Ana Beatriz de Barros

Entrei no Centro Comercial decidida a comprar uma máquina fotográfica digital. Sim, porque se bem se lembram, a minha ficou debaixo das patinhas de um camelo no deserto do Sahara. E, apesar de ter sobrevivido, a qualidade das fotos é muito fraca. Não dá para fazer zoom e só fotografa no modo self portrait. Uma chatice.

Entretanto, quando me dirigia para a loja, tive a infeliz ideia de passar pela Solaris. Decidi entrar. Viciada como sou em óculos de sol estilo aviador, fui logo a correr experimentar uns da Rayban. Já não os consegui largar. Mandei a máquina fotográfica às urtigas (já era dinheiro a mais. além disso, não me faz falta já ) e trouxe os óculos para casa, para juntar a todos os outros que já tenho. Shame on me.

sábado, 20 de setembro de 2008

Porque hoje faz todo o sentido


Sarah Jessica Parker

I'm looking for love. Real love. Ridiculous, inconvenient, consuming, can't-live-without-each-other love. And I don't think that love is here in this expensive suite in this lovely hotel in Paris.

Carrie - Sex and the City

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Asneiras


Heidi Klum

Quem me conhece sabe que eu odeio asneiras, palavrões ou o que lhe queiram chamar. Abomino mesmo. Não quer dizer que nunca tenha dito nenhuma na vida. Claro que já, como toda a gente. Mas só em situações extremas. Por exemplo num dia em que parti uma unha enquanto fechava a porta do carro. Ou naquele dia em que bati com a perna na quina da mesa. Ou mesmo quando um homem horroroso não respeitou o sinal de trânsito de perda de prioridade e quase me desgraçou a vida (ainda mais). Passam-se dias ou mesmo meses em que da minha boca não sai uma asneira. Porque não fazem parte do meu vocabulário, porque assim fui educada.

E se faladas já são um horror, escritas ainda conseguem ser piores. Basta dar uma vista de olhos por certos blogues femininos (nem falo dos masculinos, que são poucos os que leio), alguns deles bem conhecidos, para ver que, de repente, ser moderna e cosmopolita passa, obrigatoriamente, por dizer asneiras a torto e a direito. Gratuitamente. Só porque apetece. Porque "nós agora somos como os homens, somos muitos actuais e dizemos asneiras como eles". Não gosto. Acho demasiado reles e ordinário. Mas se calhar sou só eu.

E os pontos já estão a cair... lai, lai, lai...


Megan Fox

Passada uma semana sobre este triste episódio, posso dizer, com a cabeça fria, que a melhor coisa que o dentista fez, foi mesmo arrancar os três sisos no mesmo dia.

Eles tinham que ser extraídos, não tinham? Então mais valeu sofrer tudo num só dia. É que a recuperação é a mesma, para três ou para um dente.

No próprio dia custa bastante. É um facto. Eu não tive dores nenhumas. Mas o desconforto é total. Sobretudo aquela parte do sabor a sangue na boca. Parecemos uns vampirinhos. E a parte da fome? Só eu sei a fome que passei nesse dia. Comi apenas dois iogurtes e um pratinho de cérelac. Bah. Mas depois é sempre a melhorar. Começa-se a comer aos poucos. Toma-se a medicação. Põe-se, de vez em quando, um saquinho de gelo (ou de milho congelado, como foi o meu caso) na cara. E fica-se boa. Ao fim de dois dias já se está a cantar em altos berros o "She's not me" no concerto da Madonna e ao fim de uma semana já os pontos estão a cair.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A propósito da visita de Richard Branson ao nosso país


Anousheh Ansari

Tivesse eu rios de dinheiro e era mulher para me candidatar a uma viagenzinha ao espaço. Claro que o mais certo era não passar nos duros testes médicos, mas tentaria com certeza. Mesmo sabendo em antemão que tinha de me separar dos meus queridos rímel e blush, já que a maquilhagem deve ficar em terra. Mas, pronto, tinha de ser. Era por uma boa causa.

Esse sonho (completamente impossível, vamos ser realistas) nasceu aquando da ida da primeira mulher turista ao espaço - a iraniana, nacionalizada americana, Anousheh Ansari. Uma mulher inteligentíssima que conseguiu ficar milionária graças à fundação da Telecom Technologies, Inc.

Há tempos vi uma entrevista dela na Oprah e fiquei fascinada. A forma como descreveu tudo e a emoção visível no seu rosto enquanto falava daquela experiência, deixou-me cheia de vontade de um dia ir ver estrelas. Fui logo a correr ler o blogue que ela escreveu directamente do espaço.

Não me esqueço do que ela diz quando vê pela primeira vez o nosso planeta lá de cima "Pude finalmente ver a Terra pela primeira vez e as lágrimas começaram a correr-me pela cara. Lá estava este belo planeta, rodando graciosamente sobre si próprio, sob os quentes raios de sol tão pacífico tão cheio de vida sem qualquer sinal de guerra, sem qualquer traço de fronteiras, sem tumultos, apenas beleza pura».

Ou quando diz que o cheiro do laboratório na órbita " era estranho... algo como biscoito de amêndoas queimado."

Fascinante não acham? Também queria.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Oba

O B. ligou-me a dizer que o meu blog tinha aparecido na coluna "Blogues em papel" do jornal Público, a propósito do post acerca do concerto da Madonna . Eu fui ver e lá estava ele.

Oh God!

Tenho lido pelos blogs cada barbaridade acerca do concerto da Madonna que tenho andado com constantes ataques de urticária. É que o problema de abrirem as portas do concerto a 75000 pessoas é que estão a abrir as portas a pessoas que da Madonna apenas conhecem o "Like a Virgin" e que depois se acham no direito de opinar acerca de tudo e acerca de nada.

Esquecem-se que aquilo é um espectáculo. Está tudo programado para começar e terminar a determinada hora. Usa a mais alta tecnologia em matéria de som e imagem. Não é um simples concerto com meia dúzia de músicos a cantar, a tocar e a voltar para mais não sei quantos encores.

Esperem... e tanta polémica com o "hablais español"? Ela não perguntou se em Portugal se falava espanhol, mas sim se falávamos espanhol. Foi apenas uma introdução à música "Spanish Lesson". Perguntou em Lisboa, como perguntou, com certeza, em Paris ou em Cardiff.

E, pronto, a ver se é desta que me passa a urticária.

Obsessão pela Nike?


O pai do aluno de uma colega minha usa um penteado com o símbolo da Nike desenhado. Usa um brinco com o símbolo da Nike. E, pasmem-se, tem um dente de ouro, adivinhem com o quê, com o símbolo da Nike, pois claro. Nem quero imaginar as partes baixas. Parece que estou a ver o símbolozinho da Nike desenhado por cima da pila. Credo.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Concerto da Madonna - Notas soltas


Madonna - Sticky and Sweet Tour

- Amei, amei, amei o concerto. Desde as coreografias, aos bailarinos, às luzes, aos écrans, aos efeitos especiais, a tudo. Completamente imperdível. Ainda melhor do que o de há quatro anos atrás.

- A Madonna é a Madonna. Que loucura. Ela não pára. Ela tem mais energia com 50 anos do que eu tinha com 5. Quando for grande quero ficar assim. Mas, pronto, não preciso ficar tão magrinha. É que ela é só pele, músculos e ossinhos.

- Adorei a versão do La isla bonita com os músicos romenos. Adorei, amei o She's Not Me , com ela de shorts e óculos em forma de coração. Adorei, amei o The Beat Goes On com ela dentro do carro branco. Amei, amei, amei o Devil Wouldn't Recognize You, com ela dentro de uma cascata de água. E que dizer do You must love me? Fiquei toda arrepiada. Foi lindo.

- Pavilhão Atlântico, volta querido, estás perdoado.

- Já vos disse que odeio o Parque da Bela Vista? Odeio com todas as minhas forças. Odeio. Odeio. Odeio. É que é muito bonito colocar 75000 bilhetes à venda, mas há que dar condições para que todas as pessoas consigam ver o espectáculo decentemente. Havia gente por todo o lado. Tenho a certeza que metade das pessoas não conseguiram ver nada. O que me valeu mesmo foi ser alta e ter levado, por acaso, os meus sapatos de cunha e plataforma de cortiça que, por sinal, são altíssimos e muito confortáveis. Mesmo assim tinha de estar sempre a esticar-me para ver o concerto dignamente. Um horror.

- Já vos disse que odeio gente que vai para os concertos fumar (tabaco e ganzas) como se não houvesse amanhã? Meus queridos, não se aguenta. Ao meu lado estava um grupinho horroroso que não parou de fumar. Eu bem esbracejava para enxotar o fumo da minha cara. Eu bem tapava a boca e o nariz com a minha écharpe para ver se eles se mancavam. Mas nada. Saí de lá completamente intoxicada e a cheirar mal. Estupores.

- O Vitor Baía estava ao meu lado. É muito mais feio e muito mais magro ao vivo. Que decepção. É que, ao contrário de todos os outros jogadores de futebol que são autênticos camafeus, sempre o achei interessante.

- Inacreditavelmente, havia imensos homens no concerto (eu sou daquelas que pensava que só as mulheres e os gays gostavam da madonna). Enganei-me. Se bem que metade deles pertencem àquela classe de tansos que vão apenas acompanhar as esposas. Depois, enquanto toda a gente pula e grita, eles ficam de trombas e imóveis como estátuas.

- Estava prontinha para ver novamente o espectáculo. Mas claro, alapada num banquinho. É que a velhice não perdoa.

domingo, 14 de setembro de 2008

Tick-tock-tick-tock - Lá vou eu


Madonna para a Vanity Fair

Porque nem só de desgraças vive a miss Kitty Fane.

sábado, 13 de setembro de 2008

Deprimência - a postar às 8h da manhã de um sábado

É verdade. A postar às oito da manhã de um sábado. Vou explicar. Ontem, depois de uns amigos se terem ido embora aqui de casa, por volta das dez horas, deitei-me logo no sofá. Ali, a ver o American Idol, adormeci como uma pedra, só acordando hoje às sete da manhã. Sem sono. Fresca que nem uma alface. Faminta. E já sem o sabor a sangue na boca. Ufa.

Lembrei-me de ligar o messenger e acabei por encontrar uma brasileira (que mais parece alemã), linda, de Brasília, que tinha vindo parar ao antigo blog através de uma pesquisa acerca de uma cirurgia que vai fazer (que eu já fiz e que ali tinha referenciado). Depois de longos e-mails, acabámos hoje por nos encontrar no messenger (o que não é fácil tendo em conta os fusos horários). Começámos a falar e já não conseguimos parar. Problemas de saúde idênticos (já com algumas cirurgias no currículo). Solteirice. Viagens. Amores e desamores. Uma alegria contagiante. ...

"- A energia positiva nós sentimos até por e-mail. Você alegrou os meus dias. Estou muito mais tranquila e já não penso na cirurgia da mesma forma que pensava antes. Obrigada por simplesmente ser gente." - dizia-me ela. E eu, eu fiquei feliz com todas aquelas palavras e com toda aquela alegria que ela me transmitiu.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Confirmou-se: foi mesmo um filme de terror!


Megan Fox

Quando me sentei na cadeira, achei que o dentista estava, estranhamente, amoroso. Mais do que o habitual.

"- Pois... sabe... estive a ver a radiografia e é melhor arrancarmos os três dentes do siso."
"- Três?? Ai não acredito. Que horror! E hoje arranco quantos?"
"-Oh Kitty, hoje vai arrancar os três, claro!"
"- Os três de uma vez? Ai credo, que me vai dar uma coisinha má."
"- Não custa nada querida. É para o seu bem. Depois no final conversamos e vai dar-me razão."

Resignada e completamente em pânico, escancarei a boca.

"- Ora vamos lá à anestesia." E cada vez que ele me espetava aquela agulha tão perto da garganta, ficava logo com vontade de vomitar. O pesadelo estava a começar.

O primeiro dente, do maxilar inferior, saiu num instantinho. Eu nem queria acreditar. Foi nessa altura que amaldiçoei todos aqueles que me tinham descrito autênticos filmes de terror. Quer dizer, tanta coisa, tanta história de faca e alguidar, e afinal era aquilo. Extremamente fácil. Malvados, pensava eu.

Quando começou o segundo, o caso mudou de figura. Foram tentativas e mais tentivas para arrancar o malvado, e nada. O médico puxava de um lado. O assistente de outro. E nada. E eu com os olhinhos fechados, apertava as mãos, uma contra a outra.

De repente oiço o médico a dizer para o assistente: "- Vai buscar-me a broca."

Meus amores, foi nessa altura que comecei a ver a minha vidinha a andar para trás. O dentista ia transformar-se num mineiro. O "capacete" com a luz já ele tinha. Foram brocas e mais brocas. A minha boca parecia um bocado de terra a ser perfurada. Parece que tinham colocado na minha boca o acelerador de partículas Grande Colisor de Hádrons (LHC). Brocas. Martelos. E no fim, pontos e mais pontos.

Eu já nem estava em mim. Se me aparecesse o George Clooney à frente, já nem reagia. Estava apática. O bom disto é que, quando pensei que ainda faltava mais um dente, já ele tinha saído cá para fora.

No final e com a boca comprimida por causa das gazes, ainda consegui dizer: "- Isto foi um filme de terror. Não lhe vou dar razão, ao contrário do que esperava. Não aconselho isto a ninguém." Ele fartou-se de rir.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Pânico


Alessandra Ambrosio

Ainda eu não abro a boca em condições e já vou ter de a escancarar para arrancar um ou dois dentes do siso. "- Um ou dois, logo vemos com a radiografia. Coisa pouca. Não se preocupe. Hoje em dia não custa nada. E esses não estão aí a fazer nada." - disse-me o dentista. E o pânico instalou-se. E não dá para adiar. Tem de ser com urgência. Caso contrário terei problemas nos próximos tempos. Por isso, amanhã por volta das nove horas, vou estar deitada na cadeira do dentista, completamente apavorada. Só espero que não me levem o maxilar atrás. Da maneira que isto anda, já não me admirava. Credo. Vou só ali benzer-me, já volto.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Quando penso no que vai acontecer na minha vida nos próximos dois ou três meses...


Kate Beckinsale

... fico mais ou menos como a Miss K.. Atiro-me da ponte 25 de Abril ou do Aqueduto? Humm... parece-me melhor da 25 de Abril. Ou então da Vasco da Gama. Também não me parece uma má escolha. Como é mais larga e mais comprida, dá para encostar o carro e caminhar por ali um bom bocado, de sapato de salto alto e vestido justo como a Kate Beckinsale, sem correr o risco de ficar com o salto preso naquela parte de ferro que tem a 25 de Abril.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Vícios # 1 - Carteiras

Normalmente todas as mulheres são loucas por sapatos. É normal. Estando nós gordíssimas ou macérrimas, uns sapatos ficam sempre bem. Ao contrário da roupa.

Eu adoro sapatos. Botas ou sapatos no Inverno. Sandálias ou sapatos no Verão. De salto alto de preferência. Não muito, muito alto. Apenas alto. Pois dada a minha altura, se abuso um bocadinho no salto dos sapatos, corro o risco de parecer o abominável homem das neves. E não há homem que não pareça um porta chaves ao meu lado.

Mas isto tudo para dizer que, embora adore sapatos, a minha loucura vai para as carteiras. Perco, literalmente, a cabeça por uma boa carteira. E, por vezes, passo a correr frente às montras das minhas lojas preferidas para não cair em tentação. Já sei que se entrar, vou sair de lá com uma mala. Mais uma. A juntar a tantas outras.

As carteiras para mim são sempre um investimento. O dinheiro que gasto nelas acaba sempre por "render". Uma boa mala, por muitos anos que passem, será sempre uma boa mala. Para não falar no facto de muitos dos modelos dessas ditas malas nunca passarem de moda.

Prometi a mim mesma que agora vou estar uns bons meses sem comprar nenhuma. Sim, porque mal pus os pézinhos fora do hospital, depois da cirurgia, fui logo a correr comprar uma Dolce & Gabbana linda, como recompensa por todos aqueles dias presa a uma cama e cheia de dores. E por muita roupa que vista, já não arranjo maneira de as usar todas com a regularidade que seria desejável. Tem de ser. Já não há sítio para tanta carteira.

Olá, o meu nome é Kitty Fane. Sou carteirodependente.


(Parte deste texto foi publicado no antigo blog.)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Numa altura...


Charlize Théron e Stuart Townsend

... em que se idolatram corpos e caras completamente recauchutados e artificiais, mamas enormes com bolsas de silicone dentro, lábios cheios de colagéneo, cabelo com extensões, unhas de gel, mau gosto, aparece-nos a Charlize Théron. Linda. Sempre linda. Naturalmente linda. Impecavelmente bem vestida e bem penteada. Sempre. Se eu pudesse nascer de novo e encarnar numa actriz de Hollywood, seria ela que eu escolheria.

(Como arranjou um namorado mais baixo do que ela, tem de recorrer aos sapatinhos rasos quando passeia com ele. Como eu te entendo, querida Charlize, já sofri do mesmo problema.)

Ainda se "curte" como no meu tempo


Jude Law e Norah Jones - My Blueberry Nights

Não sei se já vos disse, mas eu sou a mais nova de cinco irmãos. Destes meus irmãos, tenho oito sobrinhos. De todas as idades. O mais velho tem vinte e três anos, depois vem por aí abaixo em escadinha, até ao mais novo que tem seis anos.

A minha sobrinha I. tem vinte e um anos. Muito ajuizadinha, felizmente. Nada amalucada como essas doidas que vemos por aí de biquíni minúsculo e língua de fora, no hi5. Gira, gira e altíssima como a tia (modéstia à parte, claro). Namorou durante não sei quanto anos o J., até que se fartou e decidiu terminar. Agora, de repente, descobriu a pólvora. Não pára. Neste momento, as nossas conversas no messenger são mais ou menos assim:

" - Ai não imaginas, conheci o não sei quantos e acabámos por curtir. Vou mandar-te o link do hi5 para ver se aprovas. "

"- Que girooo. Está aprovadíssimo. Mas olha lá uma coisa, curtir inclui o quê? É o mesmo que no meu tempo?" - pergunto eu muito intrigada. É que eu nunca gostei de grandes cambalachos.

"- Inclui uns beijos e uns amassos!".

"- Ah ok! Continua então que só te faz bem."

domingo, 7 de setembro de 2008

Corta-interesse # 3

Homens sem pêlos.

Desde que apareceu essa praga de metrossexuais nunca mais houve descanso. Haverá coisa mais desinteressante do que estar com um homem sem pêlos? Claro que ninguém procura um homem das cavernas com pêlos de meio metro nas costas ou nas palmas das mãos, mas, caramba, a ausência total de pêlos num corpo masculino é completamente corta-interesse. Pior que isso, só mesmo a famosa sobrancelhazinha depilada.

Portanto, homens deste meu país, parem de fazer a depilação (só têm autorização para a fazer nas costas). Que coisa. Andam maluquinhos ou quê? Vocês sem pêlos ficam ridículos e com um ar amaricado. As vossas pernas depiladas parecem as nossas. O vosso peito fica sem graça. E desaparece aquela tirinha de pêlos por baixo do umbigo que eu acho terrivelmente sexy. Que tristeza.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Mamma Mia!



Estão cansados da vossa vida cinzenta, cheia de dramas e mais dramas, desgraças, desgostos de amor, e tudo e tudo?

Fazei um favor a vós mesmos e ide ver o Mamma Mia.

É ver-vos a cantar aquelas músicas dos Abba tão pirosinhas, mas ao mesmo tempo tão giras. É ver-vos com uma vontade enorme de saltar para cima da cadeira do cinema e dançar como se não houvesse amanhã. É ver-vos a sonhar com umas férias nas ilhas gregas (sim, já as tive o ano passado, mas voltava já amanhã. desde que não fosse num avião da Spanair, claro.). É ver-vos a chorar de tanto rir. ...

Ide ver. É uma lufada de ar fresco.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

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Sarah Jessica Parker

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Conselho de amiga


Meninas, querem ficar com a vossa pele macia, macia, a parecer veludo? Querem cheirar horrores de bem? Querem ficar frescas, frescas, prontas para umas mãozinhas mais rebeldes que teimam em vos fazer festinhas nos braços e nas mãos? Vão a correr à Rituals comprar este creme.

(Agradeço ao meu querido Bagheera. Foi ele que me deu a conhecer esta preciosidade, quando me presenteou com um saco de produtos desta marca. Sim, porque ainda há rapazes queridos que quando vão jantar a casa das amigas lhes levam presentes. Eu, em troca, preparei-lhe um divino "bacalhau com molho béchamel e gambas.")

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terça-feira, 2 de setembro de 2008

Valha-me a santa base Guerlain e o santo corrector Dior

Hoje acordei com a barra inteirinha de chocolate milka luflée (que devorei ontem à noite) espalhada por toda a cara em forma de pequenas (agora grandes) borbulhas. Help. Logo hoje. Logo hoje que eu precisava de uma cara limpa. E doem. Toca a repetir para mim mesma: não volto a comer chocolates, não volto a comer chocolates, não volto a comer chocolates.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Estupefacção do dia

Se há coisa que eu acho imensa piada é quando me dizem "- ah e tal, tu vives sozinha não tens despesas nenhumas. Por isso é que podes andar sempre a viajar e a comprar roupa. Queria ver se fosses casada!" Eu fico estupefacta com isto. Ainda hoje uma colega se virou para mim com essa conversa. Mas esta gente anda doida?

É que não havendo filhos, beneficiam muito mais aqueles que estão casados ou a viver juntos. Quem vive sozinho tem de suportar todas as despesas com um ordenado. Um ordenado. Renda de casa. Condomínio. Água. Luz. Gás. Tv Cabo. Internet. Comida. Carro. And so on. And so on. O que quer dizer que, ao contrário do que muita gente pensa, é muito mais económico o casamento ou o "ajuntamento".

Parece que foi ontem



No dia 1 de Setembro de 2006 decidi iniciar este blog (ainda no antigo servidor). Todos me diziam "- Ah e tal, mais um mês ou dois e vais acabar por desistir. Eu também já tive um e dá muito trabalho". E eu pensava mesmo que ao fim de uns meses a coisa ia esfriar e acabar.

Mas qual quê? Comecei aos poucos a tomar-lhe o gosto. No início comecei a ver que havia três ou quatro pessoas que, diariamente, me liam. Depois já eram cem. Depois já eram trezentas. E neste momento são umas seiscentas (segundo o sitemeter) que aqui vêm todos os dias. É muita visita. Sobretudo se tivermos em conta que não são aqui reveladas aventuras sexuais (também não as tenho. sou uma triste. sniff. sniff.) com muita asneirada à mistura, preferências sexuais, fotos de "gaijas" nuas, e não, não tenho nenhuma coluna num jornal, nem tão pouco apareço na televisão.

E este blog já me deu tanta coisa boa. Já me deu muitas alegrias. Já me deu pessoas. Já me deu momentos especiais. ...

Por tudo isto e muito mais, agradeço a todos os que vêm cá todos os dias, alguns desde o início do blog, cheios de paciência para ler as loucuras que eu escrevo. Obrigada do fundo do coração.